terça-feira, 5 de abril de 2011

Borboleta


As borboletas são insetos da ordem Lepidoptera classificados nas super-famílias Hesperioidea e Papilionoidea, que constituem o grupo informal Rhopalocera.

Ciclo de vida:

As borboletas têm dois pares de asas membranosas cobertas de escamas, que apresentam as formas e cores mais variadas, além de peças bucais adaptadas a sucção. Distinguem-se das traças (mariposas) pelas antenas rectilíneas que terminam numa bola, pelos hábitos de vida diurnos, pela metamorfose que decorre dentro de uma crisálida rígida e pelo abdómen fino e alongado. Quando em repouso, as borboletas dobram as suas asas para cima. Durante a fase de lagarta, elas alimentam-se vorazmente e criam reservas alimentícias. Quando a larva está pronta para virar crisálida (estado intermediário por que passam os lepidópteros para se transformarem de lagarta em borboleta), dependuram-se numa folha por um par de falsas pernas, de cabeça para baixo, assim que a pele de suas costas se abre, a larva se sacode e surge uma crisálida. As adultas vivem dessas reservas e complementam sua dieta absorvendo o néctar das flores e os sucos das frutas. Dispõem de um órgão especial, a espirotrompa - tromba espiralada, formada pelas maxilas, no aparelho sugador de insetos lepidópteros - que em repouso permanece enrolada formando uma espiral e que se estende quando querem sugar o néctar. A fase adulta pode durar de 2 semanas a 3 meses dependendo da espécie.
As borboletas são importantes polinizadores de diversas espécies de plantas.

O ciclo de vida das borboletas engloba as seguintes etapas:
Importância ecológica:

A borboleta é um importante agente polinizador. Se extintas, haveria prejuízos para a flora (prejuízos iniciais) e fauna (prejuízos consequentes). E por ter apenas a reprodução sexuada possui a variabilidade genética do animal.
Costumo dizer que "Borboletas são indicadores de ambiente equilibrado"

Curiosidades sobre as borboletas:

A borboleta é um animal pequeno e delicado. Elas podem ter o peso mínimo de 0,3 gramas e as mais pesadas podem chegar a pesar 3 gramas; alguns tipos de borboletas podem chegar a medir até 32 centímetros de asa a asa.  É o único inseto relacionado no Brasil ao jogo do bicho.

Lendas:

A borboleta é considerada um símbolo de ligeireza e de inconstância, de transformação e de um novo começo. A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo de renascimento.
- No Japão a borboleta é um emblema da mulher, por ser graciosa e ligeira. A felicidade matrimonial é representada por duas borboletas (masculino e feminino). Essas imagens são muitas vezes utilizadas em casamentos. Também são vistas como espíritos viajantes que anunciam a morte de uma pessoa próxima quando aparecem. A metamorfose das borboletas é simbolizada como: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser; a borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição. Também pode ser vista como a saída do túmulo.
- O termo grego psyche tinha dois significados originalmente. Um deles era alma e o outro borboleta, que simbolizava o espírito imortal. Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta. Segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saia do corpo com uma forma de borboleta.

Taxonomia



O BORBOLETÁRIO

Livro que ensina o passo á passo da criação.

Um borboletário é um tipo de zoológico feito especialmente para a criação e exibição de borboletas. Os borboletários costumam ser abertos ao público, consistindo numa estrutura semelhante a uma estufa, diferenciando-se dessa por ser envolta por telas, geralmente dispondo de portas duplas para garantir a permanência das borboletas ali dentro. Os passeios podem ser guiados ou não. Os passeios guiados duram no mínimo 15 minutos. Também pode-se mostrar os ovos, lagartas, pupas, assim como fazer a identificação das plantas favoritas de cada espécie. As borboletas costumam ser mais ativas nos dias mais quentes, ensolarados e de pouco vento, pois é necessário o calor do sol para auxiliar a digestão. Em dias de chuva, as borboletas se escondem em folhas e flores.
 
Frequentemente, há várias espécies convivendo nos borboletários, inclusive borboletas de regiões diferentes do planeta. As cores chamativas e os padrões no desenho das asas deram às borboletas o apelido de "flores que voam".
As borboletas são atraídas por perfumes florais leves e roupas claras ou em cores vivas, mas não se deve tocá-las: as escamas de suas asas são muito frágeis. Borboletas na fase adulta costumam viver apenas de uma a duas semanas, em média, devendo nesse período reproduzir-se. Entretanto, algumas espécies como a borboleta-monarca podem viver até seis meses na natureza.

Livro cataloga borboletas no Estado de São Paulo
 
O conhecimento na criação de borboletas tem contribuído para reduzir o risco de extinção de espécies desse grupo, não somente pela aplicação de técnicas de manejo, mas também pelo fato de sensibilizar os visitantes no contato com animais tão belos e, ao mesmo tempo, tão frágeis. Com o propósito de apresentar, de forma didática e com linguagem simples, as espécies de borboletas encontradas no Estado de São Paulo, Evoneo Berti Filho e João Ângelo Cerignoni, professor e técnico de laboratório, respectivamente, do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA), da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (USP/ESALQ), organizaram o livro "Borboletas".
 
 
http://www.fealq.org.br/ página da FEALQ
 
http://www.esalq.usp.br/ página da ESALQ
 
Informações no site da Fealq, www.­fealq.­org.­br 
ou pelo e-mail livros@fealq.org.br
ou telefone (19) 3417 6600.
 
No site:  www.­fealq.­org.­br ,
na aba da direita, clicar em (Publicações),
em seguida digitar Borboletas na busca.
O site mostra como proceder.
 
Fontes:
 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Borbolet%C3%A1rio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Borboleta
 

quinta-feira, 31 de março de 2011

Um ilustre visitante de todos os anos.

Pseudosphinx tetrio (Linnaeus 1771).



Pseudosphinx tetrio é espécie de mariposa da família Sphingidae, ordem Lepidóptera. Distribui-se desde o sul do Brasil até o sul dos Estados Unidos da América.



As lagartas se alimentam de plantas, e no processo desintoxicam o venenoso látex presente na maioria das Apocynaceae. A mariposa adulta se alimenta de néctar.

Todos os anos podemos observar sempre na mesma época do ano e na mesma planta, as lindas e perigosas (impalatáveis para pássaros) lagartas coloridas desta mariposa. *(Desconsiderar perigosas).Ler errata.


Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

As lagartas tem uma série de defesas contra predadores. O consumo de plantas tóxicas as tornam impalatáveis para a maioria das espécies. Uma exceção é o anu-preto, que consegue se alimentar da lagarta evitando o intestino, parte que concentra o material tóxico. Quando ameaçada, a lagarta pode morder em um gesto de defesa.

Maiores esclarecimentos em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pseudosphinx_tetrio



Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.

Lagarta de Pseudosphinx tetrio.


O ciclo se inicia com as fêmeas depositando seus ovos.

As plantas hospedeiras das lagartas pertencem a  família Apocynaceae, principalmente do gênero Plumeria, incluindo espécies como a Jasmim-manga (P. rubra), Plumeria Alba e a Orélia (Allamanda cathartica).


Depois de se tornarem pupas, emerge o adulto.


Adulto de Pseudosphinx tetrio.


Plumeria rubra - Jasmim-manga
Planta hospedeira da lagarta.



Plumeria rubra - Jasmim-manga
Planta hospedeira da lagarta.

Plumeria rubra - Jasmim-manga

Nome Científico: Plumeria rubra
Sinonímia: Plumeria aurantia
Nome Popular: Jasmim-manga, frangipane, árvore-pagode, plumélia, jasmim-de-são-josé, jasmim-do-pará, jasmim-de-caiena
Família: Apocynaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América Tropical
Ciclo de Vida: Perene

O jasmim-manga é uma árvore encantadora, seu aspecto exótico e suas flores perfumadas envolvem a todos. Seus caule e ramos são bastante robustos e apresentam uma seiva leitosa e tóxica se ingerida. As folhas são grandes, largas e brilhantes e caem no outono-inverno. A floração inicia-se no fim do inverno e permanece pela primavera, com a sucessiva formação de flores de diversas cores e nuances entre o branco, o amarelo, o rosa, o salmão e o vinho. Está disponível no mercado uma forma variegada da planta.

Errata: *(Desconsiderar perigosas).Quando disse que a lagarta é perigosa, quis dizer para um predador que, por ventura, venha a ingerir uma lagarta pois sua planta alimento passa a ela toda sua toxidade tornando-a impalatável, (para aves e ou pequenos mamíferos).




Aos mais interessados, sugiro os seguintes links:

http://www.eol.org/pages/505600

http://pt.wikipedia.org/wiki/Plumeria


quarta-feira, 30 de março de 2011

Smyrna blomfildia (Fabricius, 1781)

Smyrna blomfildia (Fabricius, 1781)

Uma espécie de borboleta com lagartas se alimentando de Urtigão, Urera baccifera (Urticaceae), que ocorrem com mais frequencia no final do verão; as fêmeas colocam seus ovos espalhados pela planta, preferindo folhas novas e brotações.
As lagartas, escuras nos primeiros dias, confundem se nos fios das nervuras das folhas , mudando para uma cor mais verde e depois marrom quando se proxima de pupar.
Adultos emergem cerca de oito dias em média. As lagartas são perfeitamente confundidas como urticantes, pois tem o corpo coberto por espinhos em forma de pinheirinhos, como algumas espécies de Saturniidae, noentanto, são inofensivas.
Espécie de fácil criação em cativeiro, contudo, adultos não se adaptam ao telado (BORBOLETARIO), se debatendo e quebrando as asas em poucos dias. Acreditamos que se o espaço for ampliado os adultos venham a copular e fazer postura.




Distribuição geográfica de Smyrna blomfildia.
*Podendo ocorrer até mais ao sul.

Lagartas (Não urticantes) de Smyrna blomfildia.

Lagartas (Não urticantes) de Smyrna blomfildia.

Lagarta (Não urticante) de Smyrna blomfildia.

Lagarta (Não urticante) de Smyrna blomfildia.

Lagarta (Não urticante) de Smyrna blomfildia.

Lagartas (Não urticantes) de Smyrna blomfildia.

Lagartas (Não urticantes) de Smyrna blomfildia.

Pupa de Smyrna blomfildia.

Pupa de Smyrna blomfildia.

Pupa de Smyrna blomfildia.

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Planta hospedeira da lagarta:

Urera baccifera (L.) Gaudich. (Urtigão)

Espécie:  Urera baccifera (L.) Gaudich.
Família:  Urticaceae
Nome popular:  urtigão, urtigão-bravo, canção.

Cansanção é um dos nomes vulgares dado a várias das espécies de vegetais das famílias Euphorbiaceae, Loasaceae e Urticaceae. Sua principal característica, comum a todas elas, é o fato de provocarem, assim como a urtiga, a sensação de queimadura ao toque com a pele.
Ao contrário da urtiga, porém, seu efeito urticante e vesiculante (causador de bolhas) é maior e mais agudo, bastando para tanto o simples contacto com seus pêlos ou espinhos, ao pé dos quais há uma cápsula com o líquido agressivo.
Comuns no Nordeste e em boa parte do Brasil, as diversas espécies de cansanção são evitadas e temidas. A urina, por seu alto teor de uréia, é um antídoto eficaz, se aplicado imediatamente após o contato.


Urera baccifera - (Urtigão)

Urera baccifera - (Urtigão)

Urera baccifera - (Urtigão) - Frutos


© Copyright - Cerignoni, J.A. 2011

Direitos Autorais: Destina-se a todos aqueles que trabalham com obras intelectuais nas áreas artística, literária e científica ou estudam-nas. Por não possuir linguagem rebuscada, e por ter formato cativante e didático.

 
Sugestões para pesquisas:

Museu Natural da Florida:
http://www.flmnh.ufl.edu/butterflies/guide/black.htm

http://www.discoverlife.org/mp/20q?search=Smyrna+blomfildia&guide=Butterflies_San_Luis&show_images=off

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terça-feira, 29 de março de 2011

BORBOLETARIO DE OSASCO EM DESTAQUE.

Parques municipais de Osasco é destaque na imprensa de SP

Bonito trabalho, dedicação e muita força de vontade por parte da equipe do Borboletario de Osasco, repercute em noticiarios como o Cotia Noticias.
Parabéns pessoal.



março 28, 2011 - 19:09 | Ray Macedo

 Parques municipais de Osasco é destaque na imprensa de SP 

Espaços de lazer na cidade zelam pelo bem-estar dos moradores e também privilegiam qualidade de vida de quem reside no município

Redação

 O jornal Diário de S. Paulo destacou, na edição de domingo, 27 de março, na coluna Dia a Dia, uma reportagem em que ressaltou ser um dispositivo eficiente de saúde o hábito das pessoas em freqüentar periodicamente parques da cidade. E apontou Osasco como um dos municípios capazes de propiciar ações para população com menor poder aquisitivo, interessada na prática de atividades físicas.
A matéria elencou a importância dos cinco parques municipais da cidade (Chico Mendes, Jardim das Flores, Jardim Piratininga, Nelson Vilha Dias e Cidade das Flores) e explicou que eles oferecem agendas que contemplam prática de esportes e ginásticas, bem como aulas de ioga e relaxamento, além de cursos sobre nutrição e saúde. O jornal também ressaltou a infra-estrutura de alguns deles, que possuem equipamentos de musculação nas academias ao ar livre, pista de bicicross, borboletário, playground, lagos e muita área verde.
O jornal ainda observou que, aos domingos, a atividade de lazer nos parques se intensifica e são promovidas apresentações de capoeira, saraus de poesia e música, em ambiente familiar, com objetivo de distanciar jovens do caminho das drogas e violência. 

* Material que foi me enviado pelo google.:
Parques municipais de Osasco é destaque na imprensa de SP
Cotia Noticias
... que possuem equipamentos de musculação nas academias ao ar livre, pista de bicicross, borboletário, playground, lagos e muita área verde. ...

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Hamadryas Februa

Borboleta Hamadryas februa

Nome: Hamadryas februa
Família: Nymphalidae
Sub-Família: Nymphalinae
Nome comum: Pardinha, borboleta-estaladeira ou assenta-pau-de-barriga-cinzenta.

Distribuição:



Distribuição de Hamadryias februa.


Postura de Hamadryas februa.

Biologia:
Sua biologia se assemelha a Hamadryas feronia, sendo de fácil criação e desenvolve-se bem em laboratório e praticamente não existem muitos problemas com parasitóides e doenças quando encontradas no campo. Isso pode ser reflexo da quantidade de "espinhos" que existem na lagarta, a sua aparência é meio assustadora e indica uma lagarta urticante, quando na verdade é inofensiva. Pode se observar uma particularidade nos imaturos, sendo H.amphinome grupal enquanto H. februa e H. feronia solitária. A crisálida possui prolongamentos cefálicos característicos. Os adultos alimentam-se da resina que exsuda do tronco das árvores e nos frutos fermentados. DARWIN, em 1859 observou estas borboletas no Rio de Janeiro, e as chamou de borboleta carijó, o ruído emitido ocorre somente durante o cortejo, através de um saco membranoso característico na base das asas anteriores (DOUBLEDAY, 1845).

Postura de Hamadryas februa.

Lagarta de Hamadryas februa.

Lagarta de Hamadryas februa.

Lagarta de Hamadryas februa.

Lagarta de Hamadryas februa.

Lagarta de Hamadryas februa.
Pré pupa.

Lagarta de Hamadryas februa.
Pré pupa.


Lagarta de Hamadryas februa.
Pré pupa se prendendo.

Lagarta de Hamadryas februa.
Pré pupa se prendendo.


Lagarta de Hamadryas februa.
Pré pupa se prendendo.


Lagarta de Hamadryas februa.
Pré pupa se prendendo.


Pupa recem formada.


Pupa recem formada.



Pupa recem formada.


Pupa  formada.


Pupa  formada.



Pupa  formada.

“Estaladeira”, devido ao ruído que produz durante o vôo, parece um pica-pau, tem o costume de pousar no tronco das árvores com as asas abertas e coladas no tronco ou galhos.



Adulto em fruto de Cyphomandra betacea

Planta hospedeira: Delachampia scandens L. (Euphorbiaceae)
Dalechampia é um género botânico pertencente à família Euphorbiaceae.
As plantas deste gênero estão distribuidos nas regiões quentes das Américas.
Nome comum: Urtiga trepadeira, Cipó de fogo, onde a fêmea oviposita, nas extremidades dos brotos da trepadeira Dalechampia, euphorbiaceae.
Hamadryas februa e A. feronia colocam seus ovos aleatoriamente nas folhas e brotações, ao contrario de A. amphinome que prefere por ovos em cachos um sobre o outro.


Exsicata de Delachampia scandens 
  "Uma amostra de planta seca e prensada numa estufa (herborizada)"


Adulto em fruto de Cyphomandra betacea.


Adulto em fruto de Cyphomandra betacea.


Adulto em fruto de Cyphomandra betacea.


Adulto em fruto de Cyphomandra betacea.


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SUGESTÕES:




Para: Dalechampia scandens:



BOA LEITURA.
Por favor, me corrija se encontrar algo errado.
Obrigado.
Cerignoni, J.A.

Direitos Autorais: Destina-se a todos aqueles que trabalham com obras intelectuais nas áreas artística, literária e científica ou estudam-nas. Por não possuir linguagem rebuscada, e por ter formato cativante e didático.