segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Borboletas 'invadem' Manaus para descansar antes de acasalamento .

Segundo pesquisador, borboletas estão em migração para reproduzir.
Capital é ponto estratégico na rota da espécie, originária de outros países.



Borboletas buscam lugares propícios para se alimentarem, segundo pesquisador (Foto: Marina Souza/G1 AM)Borboletas buscam lugares para se alimentarem, segundo pesquisador (Foto: Marina Souza/G1 AM)
Um fenômeno da natureza tem impressionado moradores de Manaus. Milhões de borboletas invadiram a capital amazonense nas duas últimas semanas e já foram vistas, sempre em grupo, em diversas zonas da cidade. Em entrevista ao G1, o entomólogo Francisco Felipe Xavier Filho, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), explicou que Manaus é uma rota de passagem destas borboletas, que estão migrando de outros estados e até de diferentes países da América do Sul para acasalar. Na capital, elas encontram recursos necessários para repousar antes da reprodução.
A maioria das borboletas é marrom com parte das asas alaranjadas. De acordo com o pesquisador, a espécie é a Augiades crinisus. Originária de países como Costa Rica, Peru,Colômbia, Bolívia e Venezuela, a espécie não é comum na Amazônia. No Brasil, ela é encontrada somente na região Sul. No entanto, no período reprodutório, elas deixam seu lugar de origem em busca de um ponto estratégico para acasalar.
À noite, borboletas costumam entrar em casas para repousar (Foto: Marina Souza/G1 AM)À noite, borboletas costumam entrar em casas para
repousar (Foto: Marina Souza/G1 AM)
O caminho é longo. Durante toda a trajetória, milhares delas morrem, sobrevivendo somente as mais resistentes. A espécie, segundo o especialista, costuma viver por aproximadamente quatro semanas. Destas, duas ou três são dedicadas à migração.
Estima-se que, no Amazonas, o destino final das borboletas seja o Sul do estado. Elas também devem buscar áreas mais quentes do Mato Grosso. No entanto, de acordo com pesquisa, elas encontraram em Manaus um ponto estratégico para descansar. "É uma viagem longa e elas buscam relaxar antes de seguir o trajeto. Não é coincidência elas estarem em Manaus agora. Essas borboletas devem passar por aqui há muito tempo, pois elas têm memória genética e sempre fazem a mesma rota, mas como a cidade se estabeleceu e tem recursos que elas precisam, como áreas verdes, elas ficam por aqui", explicou Francisco.
Segundo o pesquisador, o melhor horário para observar as borboletas é no início da manhã e no fim da tarde. No entanto, o forte calor que tem atingido a capital amazonense também tem mudado a rotina das borboletas. "Como está muito quente, elas acabam se cansando mais rápido e em horários de sol mais forte, como meio dia, elas buscam descansar, parando em árvores e entrando em casas", destacou.
Espécie cruza rios amazônicos durante migração para acasalar (Foto: Eduardo Menezes/Arquivo Pessoal)Espécie cruza rios amazônicos para acasalar
(Foto: Eduardo Menezes/Arquivo Pessoal)
Apesar de já ter acontecido em Manaus outras vezes, possivelmente em menores proporções, o fenômeno não é tão comum. Segundo Francisco Xavier, a migração para acasalamento das Augiades crinisusacontece em períodos de aproximadamente cinco a cinco anos.
Outra curiosidade destacada pelo entomólogo é que, apesar das borboletas já fazerem este trajeto, há uma espécie de seleção natural feita entre os insetos que é favorável para a espécie. Diversos fatores encontrados na floresta amazônica contribuem para este processo.
Uma das principais barreiras geográficas para animais terrestres, que geralmente não atrapalha os que voam, é um dos "problemas" para estas borboletas: os rios amazônicos. Por serem muito extensos, as borboletas acabam ficando cansadas durante a travessia. Um comportamento considerado curioso e importante para estudos, de acordo com o pesquisador, é a maneira como algumas destas borboletas morrem no Amazonas. Cansadas, elas entram em exaustão e caem na água. A cena, quando em grupo, se assemelha a uma espécie de suicídio coletivo. No entanto, segundo Francisco Xavier, é normal. "Elas não têm a intenção de se matar, mas não resistem. Isso é vital para a espécie, pois apenas as mais fortes chegam ao lugar propício para acasalamento e geram novas borboletas tão fortes quanto as que geraram", ressaltou.
Espécie é originária de países como Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Costa Rica (Foto: Marina Souza/G1 AM)Espécie é originária de países como Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Costa Rica (Foto: Marina Souza/G1 AM)
O pesquisador, que já trabalha no Inpa há 25 anos estudando insetos, prevê ainda que estas borboletas deverão se adaptar melhor a Manaus nos próximos anos. "Há muitos relatos de aparecimento destas borboletas no Centro de Manaus. Isto pode estar ligado à proximidade de áreas do Rio Amazonas que são mais estreitas, então é mais fácil para elas atravessarem. No futuro, pode ser que a Ponte Rio Negro seja um ponto estratégico para elas, usada como lugar de repouso e evitando os altos índices de morte na travessia. O rio é largo, tem muito vento e o sol é forte, então elas não resistem. Elas poderão avaliar a ponte como um bom lugar para descansar antes de continuar a travessia", analisou o pesquisador.
Já há cerca de duas semanas em Manaus, as borboletas devem deixar a capital amazonense nos próximos dias para seguir o processo. Quem não viu o fenômeno natural deverá esperar, em média, mais cinco anos até que o novo período reprodutório das Augiades crinisusaconteça.
Ponte Rio Negro (Foto: Divulgação)Ponte Rio Negro poderá ser, no futuro, ponto de descanso para espécie driblar desafio de cruzar os extensos rios amazônicos (Foto: Chico Batata/Agecom)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Relatório mostra que número de borboletas que vivem em campos abertos diminuiu pela metade nos últimos 20 anos.


Duas espécies de borboletas brasileiras estão entre os 100 animais mais ameaçados do mundo. São a Actinote zikani, da Mata Atlântica de São Paulo, e a Parides burchellanus,

 Actinote zikani.


Parides sp.


Um relatório da Agência Europeia de Meio Ambiente indicou que o número de borboletas que vivem em campos abertos diminuiu pela metade nos últimos 20 anos, na Europa. A constatação é considerada preocupante pela agência, uma vez que as borboletas são insetos polinizadores, essenciais para a biodiversidade.


Das 17 espécies de 19 países analisadas, oito apresentam queda das populaçéoes, duas estão estáveis e apenas uma aumenta. Para as outras seis, a tendência ainda é incerta.
Na França, a organização Noé Conservation, em parceria com o Museu da História Natural de Paris, criou um observatório para avaliar o comportamento das borboletas. Florent Planas, diretor de Programas da organização ambiental, explica são as ações do homem que causam impactos nos ecossistemas. “Especificamente sobre as borboletas, um dos maiores problemas é a intensificação da agricultura em campos abertos. E nas regiões montanhosas ou úmidas, a razão principal é o abandono da agricultura extensiva, quando os campos são cobertos por florestas menos favoráveis ao aparecimento das borboletas”, afirma.
Outro fator importante é que a maioria das borboletas são noturnas, e o homem raramente respeita esta condição de vida deste e outros insetos. “Mais de 5.200 borboletas são espécies noturnas, e apenas 257 diurnas. Percebemos então o quanto é necessário readaptar a iluminação para preservar a biodiversidade, porque o que vale para as borboletas, vale para todos os outros animais e insetos”, disse.

Parides sp.

Situação no Brasil
No Brasil, a situação é menos alarmante, mas nem por isso confortável. Não existem estudos que avaliem a situação das populações de borboletas no país, mas o desmatamento tem afetado os ecossistemas nos últimos 80 anos. O pesquisador André Freitas, do Instituto de Zoologia da Unicamp, é especialista em borboletas e afirma que existem entre 50 e 60 espécies ameaçadas.
“Destas, 90% são da Mata Atlântica, que foi a região que mais sofreu com desmatamento. Muitas migram para outros habitats, mas não significa que elas conseguirão se adaptar”, observou.
Duas espécies de borboletas brasileiras estão entre os 100 animais mais ameaçados do mundo. São a Actinote zikani, da Mata Atlântica de São Paulo, e a Parides burchellanus, do Cerrado.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cientistas mapeiam rota precisa de migração de gerações de borboletas

Borboletas-monarcas são conhecidas pela migração nos EUA e México.
Pesquisadores analisaram marcadores químicos nas asas dos insetos.

Borboleta-monarca; pesquisa analisa o padrão migratório dos insetos seguindo suas gerações (Foto: Divulgação/Universidade de Guelph/Jessica Linton)
Cientistas da Universidade de Guelph, no Canadá, dizem ter mapeado pela primeira vez com precisão as rotas migratórias de gerações de borboletas-monarcas, podendo assim dizer com segurança seus locais de nascimento.
O estudo foi publicado nesta quarta-feira (7) na revista científica "Proceedings of the Royal Society B". É sabido que milhões de borboletas migram anualmente rumo ao sul, saindo de regiões frias do Canadá e Estados Unidos para o México no outono, em busca de calor.
Mas os cientistas foram fundo: eles identificaram marcadores químicos nas borboletas a partir da alimentação delas, principalmente em sua fase larval.
As larvas do inseto se alimentam de um tipo de erva chamada serralha, diz a pesquisa. A "assinatura" química destas plantas varia de região para região.
Analisando os elementos químicos presentes nas asas de borboletas, que tiveram origem na alimentação, os cientistas puderam definir com exatidão as áreas de nascimento de cada inseto. Foram analisadas mais de 800 monarcas durante o verão, cobrindo uma região de mais de 35 mil quilômetros através de 17 estados americanos e duas províncias canadenses.
Colônias de monarcas começaram o período reprodutivo em abril, dizem os cientistas. Neste mês, foram identificadas sucessivas gerações de borboletas nascendo e morrendo no Texas e em Oklahoma; pouco depois, na região do meio-oeste dos EUA; e por fim, estendendo-se em regiões centrais do país e rumo ao nordeste.
No meio-oeste, ocorre uma "explosão" reprodutiva que envia vastos números de adultos em várias direções, inclusive ao Canadá, disse o pesquisador Ryan Norris ao site da universidade. "Você poderia até ver borboletas [no Canadá], mas antes não saberia dizer exatamente de onde elas vieram", afirmou o cientista. 
Borboleta-monarca como as estudadas pelos cientistas canadenses (Foto: Divulgação/Universidade de Guelph/Jessica Linton)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cientistas descobrem o que está matando as abelhas, e é mais grave do que se pensava


Saindo um pouco do meu foco para um alerta.

Como já é sabido, a misteriosa mortandade de abelhas que polinizam US $ 30 bilhões em cultura só nos EUA dizimou a população de Apis mellifera na América do Norte, e apenas um inverno ruim poderá deixar os campos improdutíveis. Agora, um novo estudo identificou algumas das prováveis causas ​​da morte das abelhas, e os resultados bastante assustadores mostram que evitar o Armagedom das abelhas será muito mais difícil do que se pensava anteriormente.



As vendas de fungicidas cresceram mais de 30% e as vendas de inseticidas também cresceram significativamente no Brasil durante o primeiro trimestre de 2013. Divulgou a suíça Syngenta, uma das maiores empresas de agroquímicos e sementes do mundo. Crédito: Ben Margot/AP

Os cientistas tinham dificuldade em encontrar o gatilho para a chamada Colony Collapse Disorder (CCD), (Desordem do Colapso das Colônias, em inglês), que dizimou cerca de 10 milhões de colmeias, no valor de US $ 2 bilhões, nos últimos seis anos. Os suspeitos incluem agrotóxicos, parasitas transmissores de doenças e má nutrição. Mas, em um estudo inédito publicado este mês na revista PLoS ONE, os cientistas da Universidade de Maryland e do Departamento de Agricultura dos EUA identificaram um caldeirão de pesticidas e fungicidas contaminando o pólen recolhido pelas abelhas para alimentarem suas colmeias. Os resultados abrem novos caminhos para sabermos porque um grande número de abelhas está morrendo e a causa específica da DCC, que mata a colmeia inteira simultaneamente.
Quando os pesquisadores coletaram pólen de colmeias que fazem a polinização de cranberry, melancia e outras culturas, e alimentaram abelhas saudáveis, essas abelhas mostraram um declínio significativo na capacidade de resistir à infecção por um parasita chamado Nosema ceranae. O parasita tem sido relacionado a Desordem do Colapso das Colônias (DCC), embora os cientistas sejam cautelosos ao salientar que as conclusões não vinculam diretamente os pesticidas a DCC. O pólen foi contaminado, em média, por nove pesticidas e fungicidas diferentes, contudo os cientistas já descobriram 21 agrotóxicos em uma única amostra. Sendo oito deles associados ao maior risco de infecção pelo parasita.
O mais preocupante, as abelhas que comem pólen contaminado com fungicidas tiveram três vezes mais chances de serem infectadas pelo parasita. Amplamente utilizados, pensávamos que os fungicidas fossem inofensivos para as abelhas, já que são concebidos para matar fungos, não insetos, em culturas como a de maçã.
 
"Há evidências crescentes de que os fungicidas podem estar afetando as abelhas diretamente e eu acho que fica evidente a necessidade de reavaliarmos a forma como rotulamos esses produtos químicos agrícolas", disse Dennis vanEngelsdorp, autor principal do estudo.
 
Os rótulos dos agrotóxicos alertam os agricultores para não pulverizarem quando existem abelhas polinizadoras na vizinhança, mas essas precauções não são aplicadas aos fungicidas.
 
As populações de abelhas estão tão baixas que os EUA agora tem 60% das colônias sobreviventes do país apenas para polinizar uma cultura de amêndoas na Califórnia. E isso não é um problema apenas da costa oeste americana - a Califórnia fornece 80% das amêndoas do mundo, um mercado de US $ 4 bilhões.
 
Nos últimos anos, uma classe de substâncias químicas chamadas neonicotinóides tem sido associada à morte de abelhas e em abril os órgãos reguladores proibiram o uso do inseticida por dois anos na Europa, onde as populações de abelhas também despencaram. Mas Dennis vanEngelsdorp, um cientista assistente de pesquisa na Universidade de Maryland, diz que o novo estudo mostra que a interação de vários agrotóxicos está afetando a saúde das abelhas.
 
"A questão dos agrotóxicos em si é muito mais complexa do acreditávamos ser", diz ele. "É muito mais complicado do que apenas um produto, significando naturalmente que a solução não está em apenas proibir uma classe de produtos."
 
O estudo descobriu outra complicação nos esforços para salvar as abelhas: as abelhas norte-americanas, que são descendentes de abelhas europeias, não trazem para casa o pólen das culturas nativas norte-americanas, mas coletam de ervas daninhas e flores silvestres próximas. O pólen dessas plantas, no entanto, também estava contaminado com pesticidas, mesmo não sendo alvo de pulverização.
 
"Não está claro se os pesticidas estão se dispersando sobre essas plantas, mas precisamos ter um novo olhar sobre as práticas de pulverização agrícola", diz vanEngelsdorp.
Fonte: Quartz News

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Borboletas e Mariposas

Borboletas e Mariposas

Borboletas e mariposas possuem escamas coloridas nas asas.  Como todo inseto, borboletas e mariposas têm o corpo dividido em 3 partes: cabeça, tórax e abdômen. Na cabeça tem 1 par de antenas, 1 par de olhos compostos ( formados por várias lentes) e a boca, na forma de um canudinho usado para sugar o néctar das flores. No tórax tem 6 patas e em geral 2 pares de asas. No abdômen encontram-se os órgãos vegetativos e reprodutivos. Borboletas e mariposas apresentam 4 fases distintas em seu desenvolvimento: ovo, lagarta - fase jovem, crisálida - transformação e borboleta - fase adulta
Quase todas as espécies de borboletas são ativas durante o dia Muitas espécies de borboletas têm diferentes cores e texturas em suas asas, um dos motivos que fazem seus admiradores colecioná-las. Já as mariposas geralmente ativas durante a noite atraída por focos de luz esta é uma das diferenças entre borboletas e mariposas. Existem muitas espécies de borboletas e mariposas. As borboletas são importantes polinizadoras e alimentam-se de líquidos variados. O corpo da borboleta é muito leve, as asas são muito largas, mas, mesmo assim ela acaba conseguindo pousar na flor aberta, de onde suga o néctar adocicado. As borboletas existem em todas as partes do mundo, com exceção das regiões glaciais .
 * Favor notificar possíveis erros de identificação. 
   Obrigado.

Conheceremos agora algumas espécies de borboletas e seus ovos.

Callophyrus rubi e Carcharodus 


Dryas iulia e Erynnis tages


Leptidea sinapis e Lycaena dispar


Lycaena hippothoe e Lysandra coridon


Lysandra bellargus e Heliconius charithonia


Neozephyrus quercus e Pieris brassicae

Parargea egeria e Lycaena phlaeas

Polygonia album e Polymmatus icarus

Apesar de todo o esforço das borboletas fêmeas para proteger seus ovos, poucas chegam à idade adulta. Formigas, pássaros e outros animais podem comer os ovos. As lagartas e borboletas são aperitivos populares, apreciados por vários animais, desde pássaros até morcegos. Alguns insetos também se escondem dentro ou em volta das flores para caçar borboletas adultas. A crisálida da borboleta também possui algumas defesas contra predadores. Em todos os estágios de sua vida, no entanto, a borboleta pode ainda sucumbir por causa de fungos ou doenças.
Mas os predadores naturais não são as únicas ameaças à sobrevivência das borboletas.
A perda do habitat é uma séria ameaça também a outras populações de borboletas, e não apenas às das reservas migratórias. A urbanização e o desenvolvimento podem rapidamente destruir as plantas das quais as lagartas se alimentam e onde as borboletas depositam seus ovos. Além disso, algumas pessoas vêem as lagartas como pestes, sobretudo quando destroem a folhagem de plantas cuidadosamente cultivadas. Por esse motivo, alguns matam as lagartas do jardim, evitando que elas se transformem em insetos adultos.
Embora seja óbvio que as borboletas não são os alvos preferidos de caçadores, a caça praticada pelos humanos surtiu efeito em sua população. Algumas espécies são muito valorizadas pelos colecionadores, o que causou um declínio na população. Por exemplo, várias espécies deswallowtails (cauda-de-andorinha) estão na lista de espécies ameaçadas do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (em inglês, U.S. Fish and Wildlife Service).

Os pesticidas também são outra grande ameaça às borboletas, já que elas são extremamente sensíveis a eles. Mas mantê-los longe das fontes de alimento das borboletas é uma tarefa difícil. O vento pode levar os pesticidas para outros lugares longe de suas origens, contaminando os habitats desses insetos. Por esse motivo, as pessoas que querem ter borboletas freqüentando  seus quintais e jardins devem utilizar formas naturais de controle de pestes, como incluir insetos que se alimentam deles.
Felizmente, as borboletas conseguem viver e se desenvolver em estufas e outros locais fechados com alimento, água e as plantas certas. Isso torna possível que os centros naturais e outros locais cuidem delas e eduquem as pessoas, ao mesmo tempo tentando preservar algumas espécies. No entanto, apesar de tais esforços, a perda do habitat e o uso do pesticida continuarão a ameaçar as borboletas do mundo inteiro.


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Município estuda implantação de Borboletário no Bosque.



O Parque Municipal Ilto Ferreira Coutinho (Bosque) poderá receber um Borboletário - local feito especialmente para a criação e exibição de borboletas.



A instalação está sendo analisada pelo Município , que vê na proposta mais uma alternativa turística. Na última quinta-feira, dia 20, a secretária municipal de Turismo Hiara Hernandes e o secretário municipal de Meio Ambiente Ander Santos, estiveram na cidade de Poconé, em Mato Grosso, onde conheceram o projeto que já está em funcionamento.



“No Bosque nós temos uma gaiola que atualmente não tem serventia, e entendemos que o borboletário pode aproveitar o espaço e se tornar ainda um importante atrativo de visitações, ajudando a movimentar o bosque”, afirma a secretária ao explicar que o resultado da visita é a avaliação de que o projeto é sim viável.



De acordo com este primeiro levantamento, com um único servidor será possível manter o borboletário em funcionamento. Além disso, a Associação que faz a manutenção do borboletário em Poconé se colocou a disposição para treinamento, acompanhamento e fornecimento de ovos de 14 espécies.



PRÁTICA – Para que a instalação do borboletário ocorra, será avaliado o espaço disponível no bosque (se há ou não necessidade de reforma da estrutura), o custo para a manutenção e posteriormente o contrato com a associação que fará a formação do servidor que ficará responsável pelo borboletário.

PROPOSTA - A intenção é que o borboletário de Tangará da Serra seja aberto ao público. Os passeios poderão ser agendados e os visitantes também poderão fazer a identificação das plantas favoritas de cada espécie.

Como as borboletas na fase adulta costumam viver apenas de uma a duas semanas, em média, no mesmo local deverão estar as instalações para o cuidado dos os ovos, lagartas e pupas. “Não temos prazo, mas o que podemos dizer é que estamos trabalhando e queremos que isso se concretize o quanto antes”, afirma a secretária.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cientistas revelam modelo 3D do processo de transformação de larva em borboleta.

Investigadores da Universidade de Manchester revelam pela primeira vez o processo de metamorfose de uma larva para uma borboleta sem destruir o casulo. Os cientistas utilizaram tomografia computorizada de raio-X de alta resolução e revelam o que acontece durante a metamorfose.

Um dos processos mais fascinantes da natureza é a metamorfose que ocorre em batráquios e insetos, sendo que aquele que provavelmente desperta mais curiosidade é o que ocorre nos lepidópteros ou borboletas. 

A metamorfose nas borboletas consiste num processo de transformação do corpo que resulta da passagem de uma larva a crisálida e por fim a uma bonita borboleta. 

Se até agora este processo era conhecido pelos cientistas através de métodos de histologia e dissecação, os quais levavam à destruição do animal, agora uma equipa de investigadores da Universidade de Manchester conseguiu acompanhar o que acontece dentro do casulo durante o processo de metamorfose sem destruir o inseto. 

Para isso, os investigadores utilizaram a tomografia computorizada de raio-X de alta resolução (micro-CT) para obter secções de imagens que quando conjugadas permitiram construir modelos a três dimensões (3D). 

No estudo Metamorphosis revealed: time-lapse three-dimensional imaging inside a living chrysalispublicado na edição de 15 de Maio de 2013, da revista científica Journal of the Royal Society Interface, os investigadores indicam que «como a crisálida é imóvel, a micro-CT é uma técnica ideal para estudar a metamorfose, permitindo que um único espécime seja visualizado ao longo do desenvolvimento».

«Este estudo utiliza a micro-CT para documentar o desenvolvimento da crisálida Bela Dama (Vanessa cardui (L.), revelando novos detalhes do desenvolvimento de Lepidópteros e abrindo novos caminhos na investigação para estudos de desenvolvimento dos animais», indicam os cientistas. 

Sendo que os cientistas foram obtendo imagens ao longo dos vários dias do processo de metamorfose, no final foram capazes de analisar detalhadamente a evolução que ocorreu nas várias partes do corpo e órgãos do inseto. 

As imagens «forneceram novos dados e detalhes sobre a metamorfose dos lepidópteros e permitiu medir o volume da traqueia e do intestino», indicam os investigadores. 


Crédito: Lowe et al. 2013. Interface 

Legenda: Reconstrução da crisálida em múltiplos dias de desenvolvimento do 1º ao 13º dia. O sistema traqueal está marcado a azul, o intestino médio a vermelho, os túbulos de Malpighi a laranja, o lúmen a verde e as paredes externas a bege. 

No estudo, os cientistas revelam que a traqueia se desenvolve muito rapidamente e numa fase ainda precoce do processo, já «que se tornou visível nas imagens apenas 12 horas após a pupação», o que «sugere que existe uma menor remodelação do sistema traqueal do que se esperava» e isso «é metodologicamente importante porque o sistema traqueal é um sistema normalmente pouco estudado no desenvolvimento».


A micro-CT foi essencial neste estudo para obter imagens do desenvolvimento da borboleta Bela Dama e os cientistas defendem que esta poderá ser uma técnica essencial para no futuro estudar o desenvolvimento de insetos, no entanto, dizem também que apesar de tudo é uma técnica que apresenta algumas limitações. 



De entre as limitações no uso desta técnica em insetos, os cientistas destacam a falta de contraste de alguns tecidos como os músculos e o sistema nervoso central nas imagens, assim como, a exposição repetida dos insetos a radiação ionizante que pode levar a danos nos tecidos, pondo em risco o desenvolvimento do espécime, pelo que aconselham a que sejam tomados cuidados adicionais. 




segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cientistas tentam desvendar mistérios da mímica da natureza


Causa surpresa que tantos padrões possam ter sido gerados de forma independente e tenham sido replicados em diferentes espécies.



Robert Reed, figure by Fabian de Kok-Mercado via The New York Times


Pesquisadores analizam o DNA de borboletas perigosas que copiam outras espécies intragáveis
Talvez nenhum lugar tenha atraído e inspirado mais naturalistas importantes que o Brasil. Charles Darwin, em sua viagem épica no HMS Beagle, desembarcou pela primeira vez na Bahia em 1832; dois outros ingleses, Alfred Russel Wallace e Henry Walter Bates, chegaram ao Pará em 1848. Wallace percorreu a Amazônia por quatro anos; o incansável Bates, por 11.
Em 1852, um naturalista chamado Fritz Mueller aportou no país, vindo da Alemanha. Muito menos conhecido hoje, Mueller, ao contrário de seus contemporâneos ingleses, mudou-se para o Brasil com a esposa e o filho pequeno, e não tinha nenhuma intenção de voltar para a Prússia. Um livre-pensador que se recusou a fazer o juramento a Deus – obrigatório para obter a formação em Medicina –, Mueller trocou uma carreira médica na Europa por uma cabana sobre um chão enlameado nos limites de uma área de mata virgem na colônia de Blumenau, em Santa Catarina.
Embora Darwin e Wallace tenham vindo a conceber a teoria da evolução pela seleção natural, ela veio a ser aceita em grande parte graças a Bates e Mueller. Graças a eles, talvez nenhum grupo de animais tenha contribuído tanto para o desenvolvimento inicial da ciência evolutiva quanto as borboletas. Suas ideias continuam a inspirar naturalistas hoje e levaram a surpreendentes novos insights sobre o modo como a evolução funciona.
Os dois encontraram um Brasil repleto de borboletas coloridas. Bates notou, entre suas coleções, determinadas espécies cujos padrões brilhantes de asas se assemelhavam aos de outras famílias de borboletas que viviam na área. Ao investigar por que uma espécie imitaria outra, ele percebeu que as borboletas inofensivas estavam imitando espécies nocivas que eram intragáveis para aves e lagartos, e, portanto, não eram atacadas por predadores.
Apenas alguns anos depois de Darwin publicar "A Origem das Espécies", Bates sugeriu que esse tipo de mimetismo – agora chamado de "batesiano" – constituía uma prova oportuna do princípio da seleção natural.
Bates era um colecionador de tempo integral, mas Mueller, inicialmente, ocupou-se com preocupações mais básicas. Durante os seus primeiros anos no Brasil, ele ganhou a vida como agricultor, criando galinhas e porcos e caçando com armadilhas, enquanto enfrentava inundações e se defendia de tribos indígenas hostis, onças e doenças tropicais. Por ser a única pessoa na sua colônia que tinha formação médica, coube-lhe a tarefa de atender os vizinhos que eram atingidos com flechas de 1,5 metro de comprimento.
À medida que sua família foi aumentando – Mueller chegou a ter seis filhas –, ele se mudou para uma cidade costeira para ensinar matemática, história natural e até mesmo um pouco de física e química. Sua posição lhe possibilitou explorar atividades mais intelectuais, e lá ele descobriu as novas teorias de Darwin.
"A Origem das Espécies" transformou a compreensão que Mueller tinha da natureza de tal modo que ele se inspirou a escrever o seu próprio livro, "Fur Darwin", que apresentou fatos e argumentos em favor de sua teoria, incluindo as próprias observações de Mueller sobre as plantas e animais brasileiros. Os dois iniciaram uma correspondência entusiasmada e amigável que duraria 17 anos, até a morte de Darwin. Darwin se referia a Mueller como o "príncipe dos observadores", e embora eles nunca tenham se encontrado, Mueller considerava Darwin um segundo pai.
A observação crucial de Mueller mudou a forma como o mimetismo era visto. Ele percebeu que as borboletas intragáveis também imitavam outras espécies de borboletas intragáveis na mesma área. Se elas já eram intragáveis, ele se perguntou, qual seria a vantagem de imitar outras espécies?
Ocorreu-lhe que as borboletas intragáveis se beneficiariam por viver em grandes números: em algum momento, os predadores ingênuos tomaram conhecimento da impalatabilidade das borboletas, e as espécies que as mimetizavam dividiram o custo desse aprendizado, enquanto que uma espécie intragável de padrão único teria de arcar com o custo total. Ele mostrou, por meio de uma álgebra simples, que duas ou mais espécies intragáveis se beneficiariam seguindo um padrão comum.
A seleção natural, assim, explicou por que padrões de asas de diferentes espécies convergiam. Mas como esses padrões de cores semelhantes, mas complexas, eram gerados por diferentes espécies? Essa era uma questão muito mais difícil, tendo frustrado os cientistas há quase 150 anos – até que uma equipe internacional de pesquisadores revelou recentemente segredos mais íntimos do mimetismo.
Os exemplos mais notáveis e famosos do que ainda é chamado de "mimetismo muelleriano" envolvem as borboletas Heliconius da América do Sul e Central. Em muitos casos, os padrões das asas de espécies diferentes na mesma área são notavelmente semelhantes. E o que é ainda mais notável é que cada espécie pode apresentar vários padrões diferentes, específicos de determinadas áreas. Os padrões das asas são tão semelhantes que é difícil até mesmo distinguir espécies que vivem a uma pequena distância – e essa é a chave do problema.
Há duas maneiras fundamentalmente diferentes pelas quais o mimetismo muelleriano pode ter evoluído: ou cada espécie evoluiu de forma independente, em mutações que fizeram surgir padrões de asas muito semelhantes, ou houve uma troca de genes de padronização entre as espécies.
Vários genes que controlam a produção dos padrões de asa já foram identificados, permitindo que os investigadores distinguissem entre essas alternativas. A resposta? Ambos os mecanismos desempenharam um papel.
Ao analisar as sequências de DNA de duas espécies de Heliconius distribuídas pela América do Sul, pesquisadores puderam identificar que cada espécie tinha evoluído de modo independente para até 20 padrões diferentes que eram quase idênticos em cada espécie. Contudo, em espécies intimamente relacionadas nas quais ocorria o mimetismo, eles descobriram que tinha havido uma troca de genes que determinam as cores.
Essas descobertas são igualmente interessantes. É surpreendente que tantos padrões possam ter sido gerados de forma independente e tenham sido replicados em diferentes espécies. E é surpreendente que haja espécies trocando genes na Amazônia. Afinal, a impossibilidade de procriar com os outros grupos foi por muito tempo considerada como parte da definição operacional de espécie.
No entanto, à medida que investigamos os genomas, continuamos a detectar evidências passadas de reprodução cruzada – entre os tentilhões de Darwin, por exemplo, e até mesmo entre os neandertais e nossa própria espécie, Homo sapiens. Mesmo que tais acasalamentos entre espécies sejam raras, um gene que confere uma grande vantagem, como o do mimetismo, pode se espalhar rapidamente pela população.
Uma das minhas observações favoritas a respeito do progresso científico nos foi oferecida pelo físico Jean Baptiste Perrin, ganhador do Prêmio Nobel, que disse que o segredo de qualquer avanço é poder "explicar algo visível e complexo por algo invisível e simples". Depois de ficar envolta por mistérios durante mais de um século, a revelação dos genes invisíveis que geraram essa diversidade é um exemplo primoroso dessa máxima.



sexta-feira, 15 de março de 2013

10 importantes descobertas evolucionárias recentes


Super genes de borboleta.






A borboleta amazônica Heliconius numata era um mistério para os biólogos e geneticistas.

Essa borboleta aparece em sete padrões de manchas diferentes, usados para espantar os predadores, e cada padrão resulta de uma combinação de vários genes diferentes. Quando duas borboletas de padrões diferentes procriam, os genes são recombinados e os padrões deveriam se misturar em poucas gerações. Mas não era isto que estava acontecendo.
Uma equipe de biólogos britânicos e franceses descobriu em 2011 a presença do que eles chamaram de super gene, um grupo de dezoito genes que são passados para a próxima geração como um bloco único.
Em vez de ter uma mistura de genes de cada um dos pais, as borboletas herdam um super gene recessivo ou dominante, permitindo que a característica completa seja passada.

Veja as outras descobertas no site:
http://hypescience.com/10-importantes-descobertas-evolucionarias-recentes/ 










http://hypescience.com/10-importantes-descobertas-evolucionarias-recentes/