terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Lagartas criam olhos falsos para assustar predadores


Lagarta vestida de cobra, fantástico!

Lagartas encontradas na Costa Rica ‘se disfarçam’ de cobras e de outros animais para amedrontar predadores, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista especializada The Proceedings of the National Academy of Sciences.
Lagartas encontradas na Costa Rica 'se disfarçam' de cobras e de outros animais para amedrontar predadores, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista especializada The Proceedings of the National Academy of Sciences

De acordo com o estudo dos pesquisadores Daniel H. Janzen e Winnie Hallwachs, da Universidade da Pensilvânia, e John M. Burns, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, centenas de espécies de lagartas e crisálidas de borboletas e mariposas apresentam olhos e escamas falsos, semelhantes aos de cobras e lagartos.

Segundo os pesquisadores, essas espécies evoluíram para explorar o instinto natural de animais, como os pássaros, de evitar predadores potenciais.
Eles acreditam que, sem tempo para checar se a ameaça é real ou não - sob o risco de ser “comido” se a ameaça for confirmada -, o pássaro foge assim que identifica os olhos ou as escamas.
Algumas espécies chegam ao ponto de “abrir” os olhos falsos quando o pássaro se aproxima ou de emitir um som semelhante ao de uma cobra.

Algumas espécies foram  encontradas e catalogadas na Área de Conservacão Guanacaste (ACG), nas florestas do noroeste da Costa Rica, por Jenzen e sua esposa, Hallwachs, nos últimos 32 anos, onde mais de 450 mil espécies foram estudadas na área de quase 124 quilômetros quadrados. O número de espécies apenas nesta região é equivalente ao de todas as espécies de mariposas e borboletas encontradas nos Estados Unidos.

Toda a área de conservação foi comprada com doações, e Janzen lembra que a única maneira de preservar essas milhares de espécies é preservando seu habitat.

Atualmente, os pesquisadores tentam reunir recursos para comprar uma área de 2,76 quilômetros quadrados em particular.


(((Obs.)))  Não todas as lagartas aqui postadas fazem parte dos estudos dos pesquisadores de Costa Rica, sendo apenas ilustração.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Diante de um borboletário




Tem gente que vive de mal com a vida.
Tem gente que, se dia algum se desse
diante de um borboletário
Logo diria “pra que isso”
Criar borboletas?
Pagar salário, INSS, FGTS
Pra cuidar de borboletas?
Elas já não se mais cuidam?
Deus não deu ao mundo a vegetação tão vasta?
Que  se cuidem com o de comer que a terra dá
Que  se virem no seu vôo leve de flor colorida

Dia desses, vi um borboletário.
De longe, a beleza me pediu atenção.
Como se um jardim coberto de telas.
De um lado, plantas menos densas permitem o passar dos raios do sol.
Flores de cores e belas formas.
No meio, como se uma região de mesclagem,
nem muito sol, nem muito verde, nem muitas flores.
Se uma terceira parte do jardim, árvores esgalhadas,
folhosas, verdes, que se esforçam para não deixar passar a claridade.
Pensei.
Saberia eu o porquê?

Há borboletas e mariposas.
Há pessoas que gostam de se cobrir de alegria e de luz do sol.
Há gente comedida, mesclada entre o nem alegre, o nem triste.
Penumbra.
E gente que vive a noite da vida.
Crepusculares.
Decidem-se pela tristeza, pelo aquietamento, pelo estar em silêncio.
Pela camuflagem. Pelo não ser vista às claras.
Gente mariposa.

Você já viu um borboletário?
Já viu morada de Borboletas?
Então vê.

Barbicornis mona (Barbicornis mona)

Costuma viver em fragmentos de mata com clima subtropical úmido (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)



Nome Científico: Barbicornis mona
Família: Riodinidae
Ordem: Lepidóptera
Distribuição: São avistadas no extremo Sul do Brasil (reflorestamento de Araucária de mata aberta) e no Alto Uruguai. E também na Serra do Japi, no Estado de São Paulo.
Alimentação: Flores e plantas.
Reprodução: Acontece em fases, como a maioria das borboletas: após o acasalamento, as fêmeas põem ovos, que transformam-se em lagartas e crisálidas, até ser puro voo.


As borboletas dessa ordem são indicadoras de qualidade ambiental e muito sensíveis às alterações no meio em que vivem. Geralmente elas têm hábitos diurnos. Frequentes na antiga região Missioneira do Rio Grande do Sul, Noroeste do Estado (Guarani, S. Rosa), aparecem nas flores de Vemonia tweediana de outubro a abril.
As lagartas dessa espécie vivem também sobre o mata-olhos (Pouteria gardneriana). Essa região tem altitudes de 100 a 500 metros, antes formadas por grandes matas da bacia do Rio Uruguai. Hoje elas dão lugar a plantações e se limitam a pequenos bosques, quase todos esterilizados por inseticidas.
De 49 espécies e subespécies desta família, 13 (ou 26,5%) pertencem à antiga região Missioneira. Já na Serra do Japi (SP), em sua face Norte, o lugar é propício por possuir vegetação heterogênea, sol o ano inteiro, e caminhos, clareiras e córregos, ideais para a observação de borboletas em geral. Os principais predadores delas são outros invertebrados (aranhas, formigas, vespas, louva-a-deus) e alguns vertebrados (aves, lagartixas e pequenos mamíferos).

Borboleta-coruja (Caligo beltrao)

Essa espécie vive junto à beirada das matas e também de bananeiras (Foto: Rudimar Narciso Cipriani



Nome Científico: Caligo beltrao
Família: Nymphalidae
Ordem: Lepidoptera
Distribuição: Típica da região Leste do Brasil.
Alimentação: Essencialmente folhas de bananeira (enquanto lagarta) e frutas caídas no chão e fezes de animais.

Reprodução: Após o acasalamento, a fêmea começa a botar ovos. Em geral as lagartas vão se desenvolver em bananeiras e em outras plantas da família das ciperáceas (semelhante a gramíneas) e marantáceas (composta de ervas dotadas de ampla e bela folhagem, flores hermafroditas, assimétricas e heteroclamídeas). 

O nome já diz tudo. Nas asas, pelo lado de dentro, ela tem um desenho semelhante ao rosto de uma coruja, com destaque para os olhos enormes e abertos. Dizem que esta estampa serve de maneira eficiente para driblar os predadores. Ou seja: parece um animal maior e mais perigoso do que realmente é. Também é conhecida como corujão.
Já pelo lado de fora, tem um azul magnífico, com detalhes em preto (aliás, a asa azul nunca perde a sua cor, mesmo depois de anos de sua morte). De hábitos crepusculares quando adulta (voa lentamente ao amanhecer e ao anoitecer), ela é um dos maiores exemplares de borboletas que se tem notícia (chega a medir até 18 centímetros de envergadura).
Efêmera, como a maior parte da espécie, a borboleta-coruja vive aproximadamente três meses. Mas até chegar a esta fase (entenda-se a metamorfose completa) leva cerca de 105 dias.
Em geral as fêmeas são maiores e menos coloridas que os machos. Uma coisa é certa: nenhum exemplar é igual ao outro (como a impressão digital).
Um de seus principais inimigos é a vespa, que coloca seus ovos na borboleta-coruja de qualquer sexo. E suas larvas, literalmente, as parasitam. Inseticidas usados nas plantações de banana também costumam causar sua morte. Soma-se a isso, está ameaçada por captura criminosa e pela destruição de seu habitat.

Lasaia agesilas

Encontrada exclusivamente na região neotropical, leia-se em florestas tropicais, em altitudes que variam de 200 a 1500 metros (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)



Nome Científico: Lasaia agesilas
Família: Riodinidae
Ordem: Lepidoptera
Distribuição: Ocorre desde o México até o Paraguai.
Reprodução: Os ovos são achatados e se assemelham a um par de tortas empilhadas.
O gênero Lasaia possui 14 espécies. Essas borboletas são pequenas, com média de envergadura que não passa dos 30 mm. Os machos têm asas extremamente reflexivas, que vão de um turquesa metálico, passando pelo cinza ou o azul (dependendo da espécie). Um padrão comum a ambos os sexos são as manchas pretas. A diferença é que elas variam em tamanho.
As fêmeas raramente são vistas. Já os machos frequentemente são encontrados em bancos de areia, a absorver umidade rica em minerais. São mais ativos em tempo quente e ensolarado. O voo de todas as espécies Lasaia é considerado irregular, muito rápido e perto do chão.

Lycorea halia cleobaea

Espécie muito comum no Brasil, já dá para intuir a razão de seu nome comum: borboleta-tigre, tem as asas nos tons e desenho muito semelhantes à pelagem de um tigre.

Esta borboleta costuma ter como planta hospedeira pés de mamão (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)

Nome Científico: Lycorea halia cleobaea
Família: Nymphalidae
Ordem: Lepidoptera
Alimentação: Néctar
Reprodução: Ovos cônicos-ovais, de base achatada, com caneluras longitudinais divididas por cristas transversais. Lagartas cilíndricas, lisas. Crisálidas suspensas, ovoides, relativamente curtas, com a parte média um tanto contraída.

Curiosamente, tem como planta hospedeira o pé de uma fruta muito comum nos cafés da manhã, o mamão (Carica papaya). Em razão disso, é frequente vê-la neste tipo de plantação.
Vale dizer: borboletas são consideradas excelentes indicadores biológicos. Em outras palavras, sempre acusam problema quando há algum tipo de perturbação ecológica (sobretudo nas florestas).
Aliás, no mundo, existem mais de 17.500 espécies de borboletas. No Brasil, estima-se que este número passe de 2.500 espécies, das quais 1.900 habitem a Amazônia.
Uma das características da borboleta-tigre, que pertence à subfamília Danainae, é ter a asa anterior com forquilha na base e antenas aparentemente nuas.



Borboleta-maracujá-silvestre

Agraulis vanillae, a borboleta do maracujazeiro.


Essa espécie pode ser vista em áreas abertas (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)


Nome Científico: Agraulis vanillae
Família: Nymphalidae
Ordem: Lepidoptera

Distribuição: Distribuição neotropical, ocorrendo desde o sul dos EUA, Índias Ocidentais até o norte da Argentina e Uruguai.
Alimentação: A alimentação varia de acordo com o estágio de vida e a espécie da borboleta. A maioria das lagartas se alimenta de vegetais. Borboletas adultas se alimentam de líquidos ou néctares. Quando buscam alimento nas areias úmidas, ou nos frutos fermentados, aspiram o líquido com a tromba distendida. Geralmente as flores são mais frequentadas pelas borboletas fêmeas, enquanto os machos procuram líquido em areias úmidas.
Reprodução: Os ovos são postos de forma isolada em diversas partes da planta hospedeira. Desenvolvem-se através de metamorfose completa e a vida é dividida em quatro fases: ovo, larva, pupa e imago. Imago é a fase adulta. 

A borboleta-maracujá-silvestre alcança aproximadamente 7 centímetros de envergadura. O adulto apresenta, na face dorsal das asas, cor laranja com manchas pretas, e na face ventral, laranja e marrom com manchas pretas e prateadas.
Ela vive até oito meses na fase adulta. Trata-se de uma espécie comum e que visita plantas floridas e jardins. Seu voo rápido é irregular e baixo. A espécie é considerada praga do maracujá cultivado.
A borboleta-maracujá-silvestre tem lagarta de coloração marrom e espinhos pretos espalhados pelo corpo. Ela tem composição considerada de gosto amargo pelos seus predadores, o que representa numa defesa natural. São reconhecidas oito subespécies.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Nuvem misteriosa era, afinal...bando de milhares de borboletas.


Durante dias, os meteorologistas deram voltas à cabeça por causa de uma nuvem misteriosa captada por radar sobre a cidade de S.Louis. Agora resolveu-se o enigma: era um gigantesco bando de borboletas.
Em boa verdade, a forma da nuvem dava uma excelente pista, ela tinha a configuração de uma...borboleta.

Serviço meteorológico dos EUA

Mais, os sinais captados pelo radar davam conta que a massa misteriosa se agitava, como se batesse asas, era plana e teria vida. Mas o caso é que ninguém conseguia identificar que "aquilo" era de facto a soma de muitos milhares de borboletas.
Não se chegando lá pela análise das imagens captadas, o caso deslindou-se por outra via, a do processo migratório das borboletas-monarca.



A aparição da "nuvem" coincidiu com a viagem dessa espécie da região dos Grandes Lagos, entre o Canadá e os Estados Unidos, para o centro da região oeste do México.
Normalmente, as borboletas-Monarca migram sozinhas ou aos pares, mas neste caso ter-se-ão agrupado às dezenas de milhar aproveitando as condições meteorológicas favoráveis.
Artur Carvalho com Livescience

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Insetos continuam sofrendo com a radiação do desastre de Fukushima


ÁREA AFETADA PELA RADIAÇÃO NO DESASTRE DE FUKUSHIMA (FOTO: REPRODUÇÃO)


Borboletas apresentam anomalias físicas em maior 
escala desde o acidente.

Apesar de ocorrido em 2011, o desastre nuclear de Fukushima, no Japão, continua gerando consequências. Um novo estudo realizado por pesquisadores do país sugere que a radiação expelida na estação três anos atrás ainda está contaminando gerações de insetos.
Durante a pesquisa da Universidade de Ryukyus, larvas de borboletas que se alimentaram com folhas contaminadas pela radiação se mostraram mais suscetíveis a anomalias físicas do que animais criados em ambientes normais. O estudo sugere que as regiões próximas à Fukushima se manterão perigosas para a vida selvagem por mais um bom tempo.
O caso ficou marcado pela grande quantidade de radiação jogada ao mar, mas a vida animal terrestre tamém foi afetada: externamente pelo ambiente e internamente pela alimentação. Por isso, Joji Otaki e sua equipe decidiram pesquisar os efeitos do desastre na espécie Zizeeria maha, um tipo de borboleta muito comum no Japão.
Durante o primeiro teste, as larvas se alimentaram de folhas encontradas na região de Fukushima, que possuíam milhares de becquerel (medida de radioatividade) por quilo – no Japão, o máximo permitido atinge os 100 bq/kg. O resultado mostrou que a grande maioria dos animais não sobreviveu, e as borboletas que resistiram tiveram mutações físicas notáveis.
Mas os pesquisadores já esperavam essa resposta, dada a quantidade grande de radiação nas plantas. Na segunda etapa do experimento, a equipe recolheu plantas de até 20 meses depois do incidente. Com isso, os níveis de contaminação caíram de até 161 bq/kg para 0.2.
“O nosso estudo mostra que doses pequenas, aquelas abaixo de 100 bq/kg, podem ser muito tóxicas para certos organismos”, escreveu o grupo na publicação da BMC Evolutionary Biology.
Em outro teste, a equipe analisou os filhos das borboletas sobreviventes dos primeiros experimentos. O resultado mostrou que nesses descendentes a taxa de sobrevivência é ainda menor e a de anomalias ainda maior. Para Timothy Mousseau, biólogo americano especializado nos efeitos da radiação, isso não pode ser necessariamente comparado aos humanos: “Eu acredito que as borboletas são um grupo muito mais sensível à radiação do que os seres humanos“.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Monarcas Americanas estão sumindo.

População de borboletas Monarca desaba nos EUA  e ambientalistas pedem socorro.


Noventa por cento das borboletas Monarca morreram nos últimos 20 anos nos Estados Unidos e seu declínio é tão acelerado que uma coalizão de grupos de saúde e meio ambiente solicitou nesta terça-feira (26) que sejam incluídas na lista de espécies protegidas.

A causa do rápido desaparecimento dos insetos é a destruição das asclépias, plantas da qual se alimentam e onde se criam, devido, em grande parte, a herbicidas como o Roundup, usado em cultivos de milho e soja transgênicos da Monsanto no meio-oeste americano, explicaram os grupos em uma petição enviada ao Serviço de Vida Selvagem e Pesca dos Estados Unidos.

Outros fatores que explicariam a abrupta diminuição da população destas borboletas de cor preta e alaranjada são os parasitas, as mudanças climáticas e a perda de seu hábitat natural.

"As Monarcas estão desaparecendo rapidamente, o que pode levar à sua extinção. E as ameaças que enfrentam são tão grandes que a lei de proteção deve ser aplicada o mais rápido possível, pois ainda há tempo de reverter seu declínio", disse Lincoln Brower, especialista em borboletas Monarca, as quais estuda desde 1954.




As borboletas Monarca são encontradas em todos os Estados Unidos, assim como em algumas partes do Canadá e do México. A petição indica que, nas últimas duas décadas, elas perderam mais de 66 milhões de hectares de habitat - área do tamanho do Texas - e isto inclui quase um terço de sua zona de reprodução.

"Incluí-las na lista (de espécies ameaçadas) tornará ilegal matar borboletas Monarca intencionalmente ou modificar seu habitat sem permissão", anunciou em comunicado o Centro para a Diversidade Biológica e o Centro para a Segurança Alimentar.

"Também levará a uma designação e proteção do 'habitat crítico' para ajudar na recuperação abundante das populações de Monarca", acrescentou.




Desconhece-se o número exato de borboletas Monarca e suas populações flutuam ano após ano, explicou o grupo.

"Alguns testemunhos sugerem que as Monarcas eram muito abundantes no século XIX. Um observador das migrações de Monarcas no Vale do Mississippi, na década de 1850, relatou ter havido tantas Monarcas que elas formavam uma nuvem que escurecia o céu", destacou o comunicado.

"Uma testemunha na Califórnia relatou três galhos que se quebraram devido ao peso de tantas Monarcas juntas", acrescentou.

Diferentes estudos feitos nas últimas duas décadas sugerem "um abrupto e estatisticamente significativo declínio de quase 90%" da população dos insetos, destacou.


Lagarta de Monarca.

O próximo passo é que o Serviço de Vida Selvagem e Pesca emita uma "investigação de 90 dias" sobre a petição para ver se há informação suficiente que justifique a proteção destas borboletas. Se isso acontecer, seria feita uma revisão adicional de um ano para analisar a situação.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Conheçam o simpático Borboletário de Portugal.

JÓIAS DA NATUREZA: BORBOLETÁRIO DA QUINTA DE RANA, CASCAIS: .

Clica no link acima.



Situado no interior do Parque Urbano da Quinta de Rana, Cascais (Portugal), este espaço foi inaugurado em Setembro de 2013, pelo Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras.

A estrutura do Borboletário é única pois a sua imagem estética faz lembrar um casulo em fase de metamorfose. 
No seu interior encontra-se um jardim com espécies da flora local, onde é possível observar borboletas a voar livremente. O espaço integra ainda um laboratório acessível ao público, cuja função é a criação de ovos, lagartas e das crisálidas.
No Borboletário os visitantes podem conhecer as espécies de borboletas que existem na região de Cascais.
 É também um espaço onde se ensina a biologia deste grupo de insectos e a sua ligação com as plantas, 
proporcionando aos visitantes uma experiência de observação e aprendizagem que contribui para o despertar e   interesse da Conservação da Natureza e Biodiversidade.















Meio Ambiente por Inteiro - Borboletas




VALE MUITO A PENA ASSISTIR ATÉ O FINAL DA REPORTAGEM.


O programa Meio Ambiente por Inteiro desta semana mostra as fases de transformação das borboletas e como se alimentam, se reproduzem e seu tempo de vida. Conheça algumas curiosidades da espécie, que sofre com o tráfico de animais, e veja como os órgãos competentes agem para combater essa prática. 







sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Borboletario com nova roupagem

Zoológico e Borboletario de BH passa pela maior reforma desde sua inauguração.


Obras devem começar em outubro e contemplam cerca de 30% do zoo. Entre os animais da Fundação Zoo-Botânica que serão beneficiados, estão mamíferos, aves e borboletas, que ganharão mais espaço. 


Ilustração; Siproeta stelenes.

Está previsto para o final de 2014 o início da maior reforma que o jardim zoológico de Belo Horizonte já recebeu, desde sua criação em 1959. De acordo com diretor do zoo, Gladstone Corrêa, cerca de 30% dos abrigos dos animais serão ampliados e adaptados de acordo com a espécie. Separadas em duas fases, as obras têm custo de R$ 5 milhões. 

Atual recinto das borboletas


A primeira etapa da reforma, orçada em R$ 1,170 milhão, deve começar com a ampliação do borboletário, a reestruturação da praça das aves e, finalmente, será modificada a praça dos mamíferos brasileiros. A previsão é que os trabalhos durem seis meses, mas fatores como o período de chuvas – que começa em setembro – e a fase de reprodução dos animais podem alterar o curso das obras.

O setor do zoológico que deve sofrer mais intervenções é a praça das aves. "O aspecto de prisão, de recintos todos iguais e monótonos, será extinto. Vai ser tudo demolido e refeito. Cada ambiente terá o tamanho adequado para o tipo de ave, e receberá plantas nativas do habitat da espécie”, explica o diretor. A atual estrutura física do abrigo dos pássaros foi construída em 1978, contempla 52 recintos e abriga 70 espécies nacionais e exóticas, muitas delas ameaçadas de extinção. 

Os mutuns, ararajubas, arara-piranga, tucanos, harpias, turacos e muitas outras espécies vão para um tipo de "gaiolão", na parte interna do zoológico, durante as obras, e apenas funcionários têm acesso a esse local. "Era o meu sonho reformar o espaço das aves. Para se ter uma ideia, o abrigo em que os animais ficarão durante a reforma é maior do que toda a área em que vivem hoje", conta Gladstone Corrêa.

Estão previstas também a remoção dos lagos existentes e a construção de novos redutos aquíferos, a construção de banheiros e vestiários masculino e feminino, a retirada dos ninhos de madeira fixados na parede, a melhoria do sistema de ventilação da praça, a readequação geral da rede de esgoto e da rede hidráulica existentes.



Perspectiva de como deverá ficar o novo recinto das borboletas, (Borboletário).

Convivência

Já na praça dos mamíferos brasileiros, a novidade para o público será a possibilidade de ver a convivência de vários animais num mesmo ambiente. Os 18 recintos atuais, que ocupam uma área de 8.949 m², ganharão um espaço adicional, que será misto, e deve chegar a mais de 2,6 mil m². 

De acordo com o diretor do zoológico, alguns animais devem continuar separados, devido à impossibilidade de convivência com outras espécies, mas indivíduos do cerrado, como capivara, anta e cotia, poderão viver juntos. "Esse animais não entram em conflito, são pacíficos. Isso será uma novidade para a gente e para os visitantes", afirma. Hoje, apenas espécies como ouriço, cotia e tamanduá compartilham um mesmo ambiente no zoo. 

Na praça dos mamíferos também estão localizados o borboletário – que vai receberá a segunda etapa da reforma – e o recinto dos jabutis, jacarés e tartarugas.

A ampliação do viveiro ondem estão expostas as borboletas deverá passar de 100 para 250 m²,  e receberá, ainda, modificação em seu paisagismo e no circuito de visitação. Atualmente, o borboletário recebe a visita de cerca de 20 mil pessoas anualmente. Com a reforma, esse número deve chegar a 60 mil visitantes. "Assim que a obra começar, vamos aumentar a produção de lagartas no setor extra, para termos mais borboletas ocupando o novo espaço", diz Gladstone.

Segunda etapa

A construção de três recintos específicos para receber filhotes é o destaque na segunda fase das obras no zoológico de BH. Nesse momento estão previstas também diversas intervenções estruturais: construção de depósito, cozinha e banheiros; construção de rampa de acesso a portadores de necessidades especiais; recuperação de paredes internas da área de manobra (espaço restrito aos biólogos e tratadores de animais); substituição de portões; e reforma de quatro recintos, que abrigam espécies como ouriço-cacheiro, tamanduá-mirim e cutia, incluindo o corredor de acesso dos tratadores. 

Ainda não há foi definida qual construtora será responsável pela execução das reformas do zoo da capital. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o processo de licitação está na fase de seleção das 10 empresas classificadas, para avaliação das propostas.


Mapa de localização.