terça-feira, 5 de junho de 2018

Ovos, imaturos, pupas e adultos de Actinote carycina Jordan (Lepidoptera, Nymphalidae, acraeinae)


Actinote carycina
Constatada a ocorrência de lagartas em Março abril maio, onde a planta hospedeira já está florindo. Sementes devem ser semeadas no verão.



**Trata se de um gênero complicadíssimo, a maioria das espécies são muito parecidas, fazendo um grande complexo mimético, contudo, acreditamos tratar-se de Actinote carycina (Jordan 1913).


Em certas épocas do ano, as borboletas do gênero Actinote sp. podem ser muito abundantes no sudeste do Brasil.



Actinote spp é uma espécie da tribo Acraeini, (Lepidoptera: Heliconiinae) com ampla distribuição na América Neotropical, sendo possível encontrá-la desde a Argentina até o México: no sudeste do Brasil, suas populações são caracterizadas por apresentar polimorfismos nos padrões alares.



Os machos de diversas espécies de lepidópteros defendem territórios de acasalamento contra rivais via perseguições aéreas.

Machos de várias espécies de borboletas defendem territórios de acasalamentos contra rivais da mesma espécie por meio de intensas perseguições em espirais. Tais perseguições raramente apresentam contato físico, tornando incerto como residentes obtêm vantagem territorial. 

No sudeste do Brasil os machos da borboleta Actinote pellenea (Nymphalidae), entretanto, defendem territórios agarrando rivais em voo e caindo no solo em combate, indicando neste caso uma função da força física.

Os adultos procuram as plantas do gênero Austroeupatorium sp. - Família Asteraceae, onde coloca uma massa de ovos amarelos.

Austroeupatorium inulaefolium.


Postura em folha de Austroeupatorium inulaefolium.


Lagartas costumam ocorrer em nossa região em abril, quando as plantas estão com flores. Procurar (coletar sementes) e semear ou plantar no verão, dezembro, janeiro/fevereiro.

Lagartas em galho de Austroeupatorium inulaefolium.


Lagartas em galho de Austroeupatorium inulaefolium.


Lagartas em galho de Austroeupatorium inulaefolium.


Lagartas em galho de Austroeupatorium inulaefolium.



Planta hospedeira:


Austroeupatorium inulaefolium (Kunth) R.M.King & H.Rob. 


Nome comum:Cambará-de-bicho, cicuta-galega, assa-peixe.Mais conhecida por cambará-de-bicho, pois é muito atacada por lagartas.

Austroeupatorium inulaefolium 

Austroeupatorium inulaefolium 

Austroeupatorium inulaefolium 


Austroeupatorium inulaefolium 


O material deste estudo foi obtido da posturas de apenas uma fêmea. Posteriormente, a planta foi protegida com tela para evitar predadores e parasitoides, onde foi acompanhado o ciclo até a emergência dos adultos que foram libertados enfim.

Agradecimento aos mestres: André Victor Lucci Freitas e especial gratidão ao Dr. Ronaldo Francini, que é o maior especialista nesse grupo no Brasil.








Aggregated oviposition in Actinote pellenea pellenea Hübner (Lepidoptera: Nymphalidae)

Uma fêmea Actinote pellenea pellenea ovipositando 
em Austroeupatorium inulaefolium.



Para a maioria dos insetos holometábolos em geral, e com os herbívoros em particular, os adultos são mais móveis do que os imaturos, com as decisões de oviposição de fêmeas frequentemente críticas para a adaptação da prole (Doak et al., 2006). 
Para a maioria dos insetos herbívoros, a aceitabilidade e a qualidade da planta hospedeira variam fortemente entre espécies de plantas, populações e indivíduos e até mesmo entre partes de plantas diferentes (Strong et al., 1984; Price, 1997; Kerpel et al., 2006). 
A capacidade das fêmeas de escolher entre diferentes hospedeiros ou partes do hospedeiro tem consequências importantes no desempenho de seus descendentes, com as fêmeas geralmente usando dicas de plantas para identificar o recurso alimentar mais adequado. 
Muitas pistas diferentes são usadas pelas fêmeas durante o processo de oviposição. Estes incluem compostos secundários, sinais visuais (planta e folha), presença de inimigos naturais ou mutualistas, presença de imaturos coespecíficos, microclima (Rausher, 1978; Williams & Gilbert, 1981; Freitas & Oliveira, 1996) e vigor vegetal (Price, 1991, 1997). 
Além disso, as fêmeas ovipositoras também podem responder a dicas indiretas como idade e tamanho da folha, comprimento do internódio (Price et al., 1987; Freitas et al., 1999), aparência, agrupamento e posição das plantas hospedeiras na paisagem (Feeny, 1976; Courtney & Courtney, 1982; Mackay & Singer, 1982). 
O gênero Neotropical Actinote Hübner, [1819] (Nymphalidae: Heliconiinae: Acraeini) possui 31 espécies descritas distribuídas pela América Central e do Sul, atingindo a máxima diversidade nas regiões montanhosas dos Andes e Sul do Brasil (Francini et al., 2004; Lamas, 2004; Paluch, 2006; Paluch et al., 2006; Silva-Brandão et al., 2008). Todas as espécies conhecidas se alimentam de Asteraceae e são gregárias durante todos os estágios (Francini, 1989, 1992; Paluch et al., 2005; Freitas et al., 2009). 
O difundido Actinote pellenea Hübner, [1821] tem 17 subespécies reconhecidas distribuídas por toda a América do Sul desde a Colômbia até o norte da Argentina, encontradas em uma ampla variedade de habitats secundários e abertos (Francini, 1989, 1992; Paluch, 2006). No litoral sul do Brasil, 
A. pellenea pellenea Hübner, [1821] é muito comum com quatro ou cinco gerações por ano. Aqui larvas de A. p. Pellenea alimentam-se de três espécies de Asteraceae: as videiras Mikania micrantha e Mikania cordifolia, e o arbusto Austroeupatorium inulaefolium (Francini, 1989, 1992) (Fig. 1). 
O estudo a seguir descreve o padrão de distribuição de oviposição de A. p. pellenea em manchas de A. inulaefolium, e discute os fatores que podem explicar os padrões observados. 
O estudo foi realizado em duas áreas costeiras do estado de São Paulo, no sul do Brasil: 1) Parque Estadual Xixová-Japuí (JAPUI), São Vicente, São Paulo (23 ° 59 'S, 46 ° 23' W), em 1º de julho 2 e 2, 1991, e 2) o vale do rio Cubatão, (VRCUB), Cubatão, São Paulo (23 ° 53 'S, 46 ° 27' W) em 12 de novembro de 1992. Ambos os sítios são cobertos por várzea floresta subtropical (Ururahy et al., 1984). 
A precipitação anual atinge 2500 mm e a temperatura média anual é de 21 ° C (Setzer, 1949; Nimer, 1989). O trabalho de campo foi conduzido ao longo de bordas de trilha abertas e em vegetação secundária de estágios iniciais de sucessão. 
Em cada local todos os indivíduos de A. inulaefolium presentes ao longo de um transecto linear previamente definido de 200 m foram amostrados, incluindo todas as plantas a uma distância de 5 metros em ambos os lados do transecto, incluindo todas as plantas próximas na área. Imaturas de A. p. As pelleneas de cada planta hospedeira foram registradas e todas as ovipositions foram coletadas para trabalho laboratorial. 
Cada planta individual foi marcada e registrada para altura (cinco classes de 100 cm), distância da planta mais próxima (em metros), orientação em relação à planta mais próxima (em graus), número de folhas com imaturos, número total de grupos imaturos e número total de imaturos. 
Para cada folha com imaturos, a área, inclinação (para a horizontal), orientação (em graus para o eixo central da planta), quantidade de herbivoria e número de imaturos por grupo foram registrados. 
Um “índice de aparências” (AI, seguindo Feeny, 1976) foi calculado para cada planta individual, como: AI = [(Ho + H + DA) + (Ho - Hb + DB) + (Ho - Hc + DC)] / 3 ; onde Ho = altura da planta, Ha, Hb, Hc = altura das três plantas mais próximas da espécie, e DA, DB, DC = distância das três plantas mais próximas da mesma espécie presentes ao longo do transecto linear. 
Este índice é mais baixo (incluindo valores negativos) quando a distância entre um par de plantas é menor que a planta inferior do par. O índice aumenta com o aumento da distância entre as duas plantas. 
Para determinar a distribuição das plantas, a área de estudo foi incluída em um retângulo de 108 m2, e esta foi subdividida em 27 setores quadrados de 2x2 m (três linhas e nove colunas). 
O padrão de distribuição das plantas foi determinado usando o índice de dispersão (Ludwig & Reynolds, 1988) com valores <1 indicando uma distribuição uniforme, = 1 distribuição aleatória e> 1 distribuição agrupada. A inclinação e orientação de cada folha foi estimada com bússola

POR: Ronaldo Bastos Francini·    
·         Universidade Católica de Santos

·         University of Campinas


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Acidentes com Lagartas Urticantes



Resultado de imagem para lagartas urticantes

A lagarta (taturana, marandová, mandorová, mondrová, ruga, oruga, bicho-peludo) é uma das fases do ciclo biológico de mariposas e borboletas (lepidóptero). Os acidentes provocados por lagartas, popularmente chamados de “queimaduras”, têm evolução benigna na maioria dos casos.
As lagartas do gênero Lonomia são as que têm maior relevância para a saúde pública, pois podem ocasionar acidentes graves ou mortes, pela inoculação do veneno no organismo, que se dá por meio do contato das cerdas urticantes com a pele.
Somente a fase larval (lagartas) desses animais é capaz de produzir efeitos sobre o organismo; as demais (pupa, ovo e adulto) são inofensivas, exceto as mariposas fêmeas adultas do gênero Hylesia (Saturniidae), que apresentam cerdas no abdômen. Em contato com a pele, essas cerdas podem causar dermatite papulopruriginosa.
Estas são as duas espécies de lagartas que mais causam acidentes no Brasil:
  • Família Megalopygidae (lagartas “cabeludas”) - são geralmente solitárias e não-agressivas, de 1 a 8 cm de comprimento, possuem “pelos” dorsais longos e sedosos de colorido variado (castanho, branco, negro, róseo), que camuflam as verdadeiras cerdas pontiagudas e urticantes. As cerdas pontiagudas e curtas contêm as glândulas de veneno, entremeadas por outras longas, coloridas e inofensivas;

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  • Lagarta ruga e lagarta cachorrinho.
  • Resultado de imagem para lagartas urticantes
  • Família Saturniidae (lagartas “espinhudas”) - vivem em grupos, possuem cerdas urticantes em forma de espinhos, semelhantes a pequenos pinheiros verdes distribuídos no dorso da lagarta, não possuindo pelos sedosos. Têm “espinhos” ramificados e pontiagudos de aspecto arbóreo, com tonalidades esverdeadas mimetizando muitas vezes as plantas que habitam. Nesta família se inclui o gênero Lonomia, com ampla distribuição em todo o País, causador de acidentes hemorrágicos.
  • Resultado de imagem para Lonomia
  • Taturanas Lonomia.
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  • Lagartas Pinheirinho
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O Brasil é o único país produtor do Soro Antilonômico (SALon)., específico para o tratamento dos envenenamentos moderados e graves causados por essas lagartas.

Sintomas
Normalmente, os acidentes com lagartas ocorrem quando o indivíduo toca o animal, geralmente em tronco de árvores ou ao manusear vegetação. O contato com as cerdas pontiagudas faz com que o veneno contido nos "espinhos" seja injetado na pessoa. A dor, na maioria dos casos, é violenta, irradiando-se do local da "queimadura" para outras regiões do corpo. No caso da Lonomia, algumas vezes aparecem complicações como sangramento na gengiva e aparecimento de sangue na urina.

Tratamento

Dependendo da lagarta, os sintomas podem tratados com medidas para alívio da dor, como compressas frias ou geladas. Nos casos de suspeita de acidente com Lonomia, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo, para que o profissional de saúde avalie a necessidade de administração do soro antilonômico.
Como prevenir acidentes
Ao coletar frutas no pomar, realizar atividades de jardinagem ou em qualquer outra em ambientes silvestres, observar bem o local, troncos, folhas, gravetos antes de manuseá-los, fazendo sempre o uso de luvas para evitar o acidente. A incidência maior de acidentes deve-se ao desmatamento, queimadas, extermínio de predadores naturais, loteamentos sem planejamento e sem avaliação do impacto ecológico que isto acarreta, obrigando a procura destas espécies por outros ambientes para sobreviver, onde se dá o contato com o homem.
O que fazer em caso de acidente 
  • Lavar o local da picada com água fria ou gelada e sabão;
  • Levar o indivíduo imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento em tempo oportuno; 
  • A identificação da lagarta causadora do acidente pode ajudar no diagnóstico. Portanto, se for possível, é recomendado levar a causadora ao serviço de saúde;
  • Atualizar-se regularmente junto à secretaria estadual de saúde para saber quais pontos de tratamento com o soro específico na sua região. 

O que NÃO fazer em caso de acidente

    • Não fazer torniquete ou garrote, furar, cortar, queimar, espremer, fazer sucção no local da ferida e nem aplicar folhas, pó de café ou terra sobre ela, para não provocar infecção; 
    • Não coçar o local;
    • Não aplicar qualquer tipo de substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina), nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções;
    • Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois não têm efeito contra o veneno e podem causar problemas gastrointestinais na vítima.

    quinta-feira, 3 de maio de 2018

    A historia do A encarnado da Esalq


    A historia do A encarnado da Esalq

    O "A" Encarnado




    A história do A ENCARNADO, 
    é o resultado de uma coleta de 
    informações de diversas fontes
    (fotos antigas, recortes de jornais, 
    livros e depoimentos de veteranos 
    formados nas décadas de 1930 e 
    1940).










    Ler na íntegra no link:  http://www.adealq.org.br/a-encarnado.aspx


    Símbolos Esalqueanos.


    Bandeira

    Confeccionada por Archimedes Dutra e instituída oficialmente pela Comissão de Arte e Peças Honrosas da USP, em 1976, há uma simbologia específica para cada uma das cores que compõem o estandarte da ESALQ. O marrom avermelhado, cor da Engenharia Agronômica, destaca a terra brasileira em sua plenitude e o verde, o engrandecimento nacional. A cor azul do mapa do Brasil representa a vastidão da superfície voltada em todas as frentes pela pesquisa. A cor amarela é a riqueza da terra. Gravadas em branco, sobre a faixa marrom, as siglas USP e ESALQ identificam a união Homem e Terra.

    Brasão

    Deusa da agricultura e da fertilidade da terra, Ceres é o símbolo maior da ESALQ. Sua imagem consta em todas as peças que identificam a instituição, além de ser invocada em seu hino. A obra que deu vida a Deusa Ceres na Escola foi desenhada em 1935, um ano após a ESALQ ter sido incorporada pela USP para sua criação, por José Wasth Rodrigues, artista gráfico e plástico, que se dedicou a heráldica, que se refere à ciência e à arte de descrever brasões e escudos. O brasão original fica na sala do Diretor da Escola e a inscrição original descreve a obra em português arcaico.

    Edifício Central

    Projetado em estilo neoclássico, pelo arquiteto inglês Alfred Brandford Hutchings, o Edifício Central se mantém como importante símbolo da Escola até os dias de hoje. As obras tiveram início em 1905 e sua inauguração ocorreu no dia 14 de maio de 1907. Em 1941 foi iniciada a ampliação do prédio, com a construção da cúpula que foi concluída no ano de 1945. Atualmente, o local abriga o gabinete do diretor e dependências administrativas. Com mais de 4.800 m² de área construída, possui 182 janelas, vitrôs e portas de acesso, em seus quatro pavimentos.




    Flâmula

    Criada pelo esalqueano Archimedes Dutra, mestre dentre os mestres piracicabanos da pintura, para assinalar os três quartos de século de vida da ESALQ, a flâmula traz a figura da deusa grega da agricultura, Ceres, passando majestosa sobre o solo amanhado, e sobranceira pairando acima da imagem do Edifício Central, repositório, abrigo e protetor da história da instituição e gerador da gerência do legado de Luiz de Queiroz (texto: Z.Z. Marcos).

    Logomarca

    Com layout de José Aidlson Milanez, a logomarca da Instituição apresenta ao centro a Deusa Ceres, acima o logotipo da USP e abaixo a grafia ESALQ, figuras aplicadas na cor verde. A logomarca representa e sintetiza a identidade da instituição, não podendo ser alterado nenhum aspecto gráfico deste símbolo e nem utilizá-lo inadequadamente. Sua reprodução requer atenção especial quanto a aplicação das cores, tipologia e as dimensões proporcionais ao tamanho definido.
    A Diretoria da ESALQ disponibiliza a logomarca oficial no formato 300 dpi em JPG para instituições sem fins lucrativos que desenvolvem projetos em parceria com a ESALQ e para os servidores docentes e não-docentes, alunos de graduação e pós-graduação regularmente matriculados na USP/ESALQ, cuja aplicação deve ser administrativa ou acadêmêmica. Para tanto, é necessário encaminhar mensagem para cerimonial.esalq@usp.br, com nome completo, instituição a que pertence ou departamento / curso / programa da ESALQ, endereço, telefone, e-mail, justificativa da utilização e em que tipo de material a logomarca será reproduzida (Obs.: essa mensagem será considerada como "Termo de compromisso" e o solicitante assumirá total responsabilidade quanto ao uso adequado da logomarca).

    Logotipo 110 anos

    Com layout de José Adilson Milanez, o logotipo comemorativo aos 110 anos da ESALQ (1901-2011) foi desenhado com as cores da bandeira da Instituição - marrom, verde, azul, amarelo e branco -, com destaque para a Deusa da agricultura e da fertilidade da terra, Ceres.

    Medalha Luiz de Queiroz

    A medalha Luiz de Queiroz, projetada pelo artista plástico Archimedes Dutra, é galardão destinado a destacar personalidades - nacionais ou internacionais - por seus méritos pessoais em atividades ligadas à Agricultura no Estado de São Paulo. É medalha circular em ouro, com três centímetros e meio de diâmetro, onde estão estampados símbolos representativos da docência, pesquisa, extensão e os múltiplos campos do conhecimento desenvolvidos pela ESALQ, suspensa por fita emblemática com as cores verde, amarela, branca e castanha avermelhada. Foi instituída pelo Decreto Estadual nº. 11.035 de 29 de dezembro de 1977, pelo governo de Paulo Egydio Martins. Clique aqui para conhecer os agraciados com a medalha.

    Hino

    Escrito em 1978 e apresentado pela primeira vez durante a sessão solene de colação de grau da turma daquele ano, realizada em 11 de janeiro de 1979, o Hino da ESALQ foi cantado pelos formandos, sob regência do próprio autor, professor Zilmar Ziller Marcos, que compôs letra e música da canção. Formado pela turma de 1955, o professor Zilmar doou os direitos da composição à Escola de 1984, sendo instituído, como hino oficial, dois anos depois. A partitura original tem arranjo para piano do maestro Egildo Pereira Rizzi e revisão final de Tonyan Khallyhabby. Em 1986, Rizzi fez o arranjo para banda marcial e orquestra sinfônica. Clique aqui para ouvir o hino, obter a partitura e assistir o vídeo.

    Ode

    Entoada em público pela primeira vez durante o encerramento da reunião ordinária da congregação do ano Jubilar da Escola, quando completou 75 anos, em 1976, a Ode à ESALQ foi lida pelo seu autor, professor Salvador de Toledo Piza Júnior. Porém, a Ode só foi incorporada ao patrimônio cultural da ESALQ no aniversário de 80 anos da instituição, em 3 de junho de 1981. O poema épico é sempre apresentado ao final da cerimônia de colação de grau e no encerramento da Semana Luiz de Queiroz. Clique aqui para ouvir a ode.

    Parque

    Construído em estilo inglês, o Parque Professor Phillipe Westin Cabral de Vasconcelos foi concebido por Arsène Puttemans, arquiteto e paisagista belga que atuou na Escola até 1913. Único Parque neste estilo existente no Brasil, cujas características estão parcialmente preservadas, o local possui grandes gramados e amplos caminhos, o que valoriza a topografia do terreno. Área de rica variedade vegetal com espécies nativas e exóticas, como o ipê, paubrasil, jequitibá, alecrim-de-campinas e o jatobá, o estilo inglês rompe a retidão e simetria das linhas e distribuição com a natureza. De 1922 a 1959, o Parque teve a curadoria do professor Vasconcelos, que foi diretor da ESALQ em duas oportunidades. O Edifício Central, o Parque e parte do conjunto que compõem o Campus "Luiz de Queiroz", enquadrados na categoria de bem cultural, histórico, arquitetônico e ambiental como Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo, em 12 de dezembro de 2006. Clique aqui para obter outras informações.

    Troféu 'O Semeador'

    O troféu 'O Semeador' foi instituído em 2009 pela Associação dos Ex-alunos da ESALQ (Adealq) para reconhecer e homenagear profissionais e entidades das áreas de Ciências Agrárias e do Agronegócio do Brasil e de outros países que contribuíram para o desenvolvimento desses setores. Clique aqui para obter outras informações sobre o troféu e a relação dos homenageados.

    quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

    BORBOLETA: SIMBOLOGIA, SIGNIFICADO NO SONHO E IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA



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    Borboleta

    A beleza e a suavidade da borboleta, ironicamente, advêm da lagarta rastejante, através de um processo de transformação chamado metamorfose. Essa transição da lagarta para borboleta é tão significativa que, em muitas culturas e religiões, foi utilizada para representar as fases do desenvolvimento humano.
    A borboleta ousou abrir as asas para romper o casulo e isso é um ato de coragem, desta criatura ligeira, delicada e de peculiar leveza!
    Vamos conhecer mais peculiaridades da borboleta e os diversos tipos de conhecimento e significados relacionados a este inseto.

    O que veremos a seguir:
    1. A Vida das Borboletas
    2. As Simbologias da Borboleta
    3. Sonhos com Borboleta e seus significados
    4. A importância das Borboletas
    5. As Borboletas em nossas Vidas

    1. A Vida das Borboletas

    As borboletas são também denominadas panapanás ou panapanãs. Elas fazem parte da ordem Lepidoptera, são pertencentes das famílias Hesperioidea e Papilionoidea, que formam o grupo "Rhopalocera" da classe Insecta.
    Os fósseis mais antigos de borboletas que já foram encontrados, seriam pertencentes a um período entre 40-50 milhões de anos atrás.


    Características das borboletas

    • polimorfismo (capacidade de adotar múltiplas formas);
    • mimetismo (capacidade de mudar a aparência, como meio de camuflagem/disfarce e proteção de predadores ou para conseguir pegar presas para alimento)
    • aposematismo (defesa através da mudança de cor, advertindo os predadores que são impalatáveis,fazem mal como alimento para eles).

    Algumas borboletas mantêm relações simbióticas (associação de dois seres) e parasíticas (relação em que uma espécie vive e se alimenta às custas de um hospedeiro).

    Etimologia (origem da palavra)

    O nome "Borboleta" deriva de "belbellita", do latim: belo, bom.
    Os nomes "panapaná" e "panapanã" têm origem da língua indígena tupi: panapa'ná.

    Peculiaridades das borboletas

    • Quando estão em repouso, as borboletas dobram as suas asas para cima.
    • A borboleta pode pesar, no mínimo, de 0,3 gramas e, no máximo, 3 gramas;
    • Alguns tipos de borboletas podem medir até 32 centímetros, de asa à asa.

    Ciclo de vida

    A borboleta possui capacidade de holometabolismo (metamorfose completa) e um ciclo de vida com quatro fases.
    O ciclo de vida das borboletas seguem as seguintes etapas:
    1. ovo (fase pré-larval) de 5 a 15 dias*
    2. larva (chamada também de lagarta ou taturana) de 1 a 8 meses*
    3. pupa (crisálida) que se desenvolve dentro do casulo - de 1 a 3 semanas*
    4. imago (fase adulta) - 5 dias a 1 ano*
    * O tempo de duração de cada etapa varia de acordo com cada espécie de borboleta.
    Veja neste vídeo da Professora Cintia Gaspar sobre o ciclo de vida da borboleta:
    A borboleta escolhe uma planta para depositar seus ovos.
    De cada ovo surge uma lagarta.
    Nesta etapa, a lagarta se alimenta das cascas dos ovos e, intensamente, das folhas da planta para criar reserva alimentícia que servirá para manter sua vitalidade, durante o período de hibernação (condição ou estado de imobilidade).
    Quando a lagarta está pronta para virar crisálida (pupa), constrói, em torno de si, um casulo, no qual ocorre a metamorfose da lagarta em borboleta.
    Quando é o momento de romper o casulo, a borboleta já está formada, só precisa sair para abrir as suas asas e voar para a nova vida!
    A partir daí, a borboleta irá se alimentar do néctar das flores e frutas em decomposição.
    O tempo de vida de uma borboleta pode variar de 5 dias a um ano, dependendo da espécie.
    Vejam a etapas da METAMORFOSE da BORBOLETA, neste vídeo com belas imagens e música de Gabrielly Matchin.

    2. Simbologias da Borboleta

    barboletas 3
    A borboleta tem várias simbologias, representações e significados, em diversas culturas e variados povos.
    Por ser uma criatura que passa por uma metamorfose para virar borboleta, muitos dos sentidos de sua simbologia vão estar atrelados à sua TRANSFORMAÇÃO.
    Alguns desses sentidos são:
    • despertar do ser;
    • renovação na forma de pensar, sentir e agir;
    • fase de transformação da existência;
    • despertar das potencialidade do SER;
    • para algumas religiões é símbolo da reencarnação;
    • na visão espiritual, representa o desenvolvimento da Alma.

    As Cores das Borboletas e suas simbologias:

    Algumas culturas antigas viam a borboleta como mensageira celestial. A mensagem que as borboletas trazem estão associadas ao significado de suas cores.
    • Azul - Momentos de Paz e Harmonia.
    • Colorida - Alegrias e momentos de contentamento.
    • Preta - Fase de introspecção e retiro.
    • Amarela - Período de intensa vitalidade e atividade.
    • Branca - Estado de serenidade, tranquilidade e equilíbrio

    A simbologia da Borboleta em diversas culturas


    • Na mitologia grega, a alma é representada pela borboleta.
    • No Japão, a gueixa é simbolizada pela borboleta.
    • No mundo sino-vietnamita (China e Vietnã) a borboleta é expressão de longevidade.
    • Nas Antigas Civilizações Astecas e Maias, a borboleta simbolizava o deus do fogo Xiutecutli (conhecido também por Huehueteotl), cuja representação de sua imagem contém um emblema peitoral de uma borboleta de obsidiana (rocha vulcânica preta), como símbolo de poder divino.
    • Para os Balubas e os Luluas do Kasai, do Zaire central, a borboleta e seu ciclos estão associados às fases do ser humano e das etapas de experiência da alma.
    • Os iranianos e alguns povos turcos da Ásia central, acreditam que almas desencarnadas visitam o mundo dos vivos, utilizando a forma de borboleta.
    • Na mitologia irlandesa, a borboleta simboliza a alma livre da prisão do corpo físico e da matéria.
    Leia também:

    3. Sonhos com borboleta e seus significados

    barboletas 2
    Sonhar com borboleta, geralmente, é um bom presságio e anuncia:
    • Acontecimentos positivos;
    • Sinal de sorte;
    • Sucesso no amor;
    • Cura de doença.

    Alguns tipos de sonhos com Borboletas e seus significados


    • Duas borboletas juntas, voando ou pousadas, indica relacionamento conjugal feliz.
    • Várias borboletas voando, viagem próxima e vida social ativa.
    • Borboletas pousadas, bom augúrio, recuperação da saúde.
    • Ver borboletas de cores variadas, bom presságio, momentos de amor e alegria.
    • Borboletas da mesma cor, advertência de necessidade de desenvolver a independência psicológica e espiritual.
    • Ver borboletas dentro de casa, aviso de que é preciso renovação na vida conjugal ou familiar.
    • Alguém perseguindo uma borboleta em sonho, alerta para desenvolver a constância e ter firmeza de propósito.
    • Borboleta morta, desejos reprimidos, falta de liberdade e tristeza.
    • Borboleta voando indica liberdade e descontração.
    • Sonhar que segura e contempla uma borboleta na mão uma borboleta anuncia fase de prosperidade, abundância e ascensão.
    • Ver borboleta azul no sonho representa sabedoria e amadurecimento.
    • Sonhar com borboleta amarela anuncia fase positiva na vida,com bons acontecimentos e afortunadas notícias.
    • Borboleta verde no sonho é símbolo de cura de doença.
    • Sonhar com borboleta vermelha, momentos marcados por paixão, sensualidade e fortes sentimentos.
    • Borboleta preta aviso para ter discrição e reserva, não se expôr e preservar a vida íntima.
    Observação: A análise dos sonhos requer também que, cada arquétipo (símbolos e seus significados) seja adaptado à realidade e à forma de ser do sonhador, tornando a interpretação da mensagem do sonho, algo subjetivo e pessoal, variando de indivíduo para indivíduo.

    4. A importância ecológica das Borboletas

    As borboletas são de vital importância para a manutenção da Vida na Natureza!
    No mundo, existem mais de 28.000 espécies de borboleta, cerca de 80% vivem em regiões tropicais.
    As borboletas têm muita importância na Natureza, pois, atuam como polinizadoras, mantendo a vida e o equilíbrio do Ecossistema e sua Biodiversidade.

    Polinização:

    As borboletas, assim como as abelhas, polinizam as flores. Elas costumam escolher flores grandes e coloridas, que possuem uma plataforma de pouso (labelo), que facilita elas capturarem o pólen com suas pernas longas e finas enquanto coletam (sugam) o néctar da flor.

    Estado do ecossistema:

    As borboletas para reproduzirem, procriarem, se desenvolverem e viverem em determinado ecossistema, necessitam de condições favoráveis, por isso, um lugar com muitas borboletas indica que o ambiente está saudável e equilibrado.

    Migração:

    Espécies de borboletas, como a Monarca e a Bela-dama, migram longas distâncias, podendo chegar a 4.800 km. A A migração das borboletas contribuem, em grande parte, com a polinização e, dessa forma, contribui para formação da vegetação.

    5. As borboletas em nossas Vidas

    Se queremos que as borboletas façam parte de nossas vidas e do ambiente, no qual vivemos, cultivemos flores, além de embelezar a paisagem, contribuiremos para a manutenção desse delicados seres e para o equilíbrio de toda a Natureza e Vida em nosso Planeta!
    Por Deise Aur.
    Créditos: https://www.greenme.com.br/informar-se/animais/6256-borboleta-simbologia-significado-sonho-importancia-ecologica