quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Borboletas do Brasil


O encanto das borboletas brasileiras em mais de 4 mil fotos



Três livros totalizando 2.400 páginas expõem a diversidade biológica das borboletas Brasileiras, da famosa oitenta-e-oito às morfos azuis


HAROLDO CASTRO (TEXTO)
24/08/2017 - 08h01 - Atualizado 24/08/2017 13h26




A borboleta Arcas imperialis mede cerca de 3 centímetros e possui duas caudas finas, longas e curvas em cada asa, fotografada em Boa Esperança do Sul, São Paulo (Foto: © Antonio Candido de Almeida)


Minhas lembranças infantis, sobretudo as das férias em Teresópolis, estão repletas de histórias de borboletas. Quando tinha uns 10 anos de idade, meu pai me chamou no jardim para mostrar, embaixo de uma folha larga, dezenas de ovos que haviam sido depositados por uma borboleta. “Estes ovos vão eclodir e daqui a alguns dias essa planta estará cheia de lagartas”, disse Armando.

Dito e feito, uma semana depois, dezenas de lagartas verdes com pontinhos negros se amontoavam nas folhas. À medida que cresciam, as lagartas aumentavam seu apetite e devoravam com vigor quase todas as folhas da planta que tão generosamente havia hospedado os ovos.

Mais algumas semanas de férias se passaram até que Armando me convocou novamente para que eu acompanhasse o desenvolvimento das lagartas. Os bichos não só estavam imensos, como alguns pareciam querer se grudar embaixo das folhas mais robustas. “Veja esta lagarta, ela está se transformando em uma crisálida. De dentro dessa crisálida, vai nascer uma borboleta”, afirmou meu pai, tão fascinado pelo processo quanto eu.



Armando preparou três caixotes de madeira, colocou-os na vertical e cobriu a entrada com uma fina tela. Dentro do caixote, ele prendeu cuidadosamente pedaços dos galhos que continham as folhas com as crisálidas já bem seguras. “Vamos poder acompanhar mais facilmente a metamorfose”, disse ele.

Minhas visitas aos caixotes passaram a ser cotidianas. Algumas vezes, entre uma brincadeira e outra, eu parava para olhar as crisálidas, fascinado pelos pequenos movimentos esporádicos que aconteciam. Era a prova que o bicho lá dentro estava vivo. Em uma manhã ensolarada, quase no fim das férias de verão, Armando foi me buscar para o ato derradeiro. “Vimos os ovos, as lagartas crescendo, a crisálida se formando e agora você vai ver a primeira borboleta nascer.”

Não era uma borboleta espetacular, multicolorida. Pelo contrário, era uma borboleta banal, branquinha, de uns 6 centímetros. Depois que suas asas se abriram, coloquei mel com água no meu dedo indicador e convidei a borboleta a beber um pouco donéctar. Ela aceitou, subiu no meu dedo e, seguindo as instruções de Armando, retirei a mão lentamente de dentro da caixa. Um minuto se passou e logo a borboleta descobriu o céu azul, as flores coloridas do jardim e entendeu que estava livre para voar. Bateu as asas e se foi.

Acompanhar toda essa metamorfose do inseto – dos ovos ao voo – marcou minha vida para sempre. Nunca mais esqueci o nome em latim da bichinha, Ascia monuste, anunciado por Armando no momento em que ela desaparecia pelo jardim afora.




Ascia monuste, a borboleta símbolo da minha infância. Seu nome popular é borboleta-da-couve (Foto: © Haroldo Palo Jr/Vento Verde)


Meu pai colecionava de tudo: conchas, cafeteiras de esmalte, cartões-postais, selos, minerais, potes de farmácia e revistas National Geographic antigas. Assim, não poderia ele deixar de colecionar borboletas e besouros. Fazia isso de forma científica, como se fosse um entomologista, guardando poucos exemplares de cada espécie, em perfeito estado, e sempre com uma identificação completa: nome em latim, nome do pesquisador que identificou a espécie e ano da “descoberta”.


Mesmo se isso tudo aconteceu há muitas décadas, ainda me lembro bem das conversas que tínhamos sobre as estrelas de sua coleção. Uma das mais ilustres era a oitenta-e-oito, uma pequena borboleta que possui um desenho semelhante ao número 88 na parte inferior das asas. Existem mais de 50 espécies e subespécies no Brasil que têm em suas asas desenhos formados por minúsculas escamas coloridas que se assemelham aos números 88 e 80.


A famosa borboleta oitenta-e-oito (Diaethria eluina eluina) fotografada em Telêmaco Borba, Paraná (Foto: © Haroldo Palo Jr./Vento Verde)


Não tenho a menor dúvida que minha atual paixão pela naturezanasceu graças a esses ricos momentos de aprendizado durante minha infância. Meu pai adorava me ensinar de tudo. Mas uma de suas frustrações era encontrar livros e guias que pudessem ajudá-lo a identificar espécies e a catalogar os insetos que ele encontrava na Serra de Teresópolis. Não havia nenhuma publicação do gênero no Brasil dos anos 1960.

Pois, meio século mais tarde, surge o sonhado livro sobre borboletas que meu pai tanto queria em suas prateleiras. Aliás, não um livro, mas sim três volumes. Com um total de 2.400 páginas ilustradas com 4.150 fotografias, a obra Borboletas do Brasil, da Editora Vento Verde, lista as 4.586 espécies e subespécies que vivem em território brasileiro, 1.727 destas com imagens que facilitam a identificação.


Os três volumes da obra Borboletas do Brasil, uma enciclopédia sobre todas as espécies conhecidas em nosso território (Foto: Editora Vento Verde)


A assenta-pau ou estaladeira (Hamadryas amphinome amphinome)“assenta” nos troncos sempre de cabeça para baixo e escolhe superfícies que ajudam a camuflagem. 

Quando decola, ela provoca um chiado com as asas, o que deu origem ao nome “estaladeira”, fotografada em Ubajara, Ceará (Foto: © Antonio Pessoa)


Os três livros, uma ferramenta essencial para estudiosos e amantes de borboletas, são o resultado do trabalho de mais de dois anos do fotógrafo e engenheiro Haroldo Palo Jr. “Embora não haja números exatos que comprovem, o Brasil seria o país com maior diversidade de borboletas no planeta”, afirma Haroldo.


Para juntar tantas imagens, o editor Haroldo contou com o apoio de outros 80 fotógrafos especializados em borboletas. Dois deles, o inglês Andrew Neild e a americana Kim Garwood, por possuir longas trajetórias de pesquisa com lepidópteros na América Latina, contribuíram com as fotos das espécies mais difíceis, asamazônicas. Como ambos trabalham como guias de expedições fotográficas especializadas em borboletas, eles conseguiram, ao longo dos anos, criar um arquivo único. “Os dois foram os que contribuíram com mais imagens para o livro, cada um com cerca de 700 espécies diferentes, geralmente as mais desconhecidas”, diz o editor, que participou com fotos de 120 espécies.


Entre os brasileiros, o catarinense Ivo Kindel, agricultor e naturalista, apaixonado por observação e fotografia da natureza, em especial de aves e de borboletas, criou um blog em 2009 que conta com milhares de seguidores e é outro contribuinte principal do livro. O médico Antonio Carlos Fiorito Junior também foi fundamental para registrar as espécies da Mata Atlântica, especialmente em Teresópolis, Rio de Janeiro, e contribuiu com mais de 300 fotografias para o livro.


Uma das lembranças de minha infância é a malaquita (Siproeta stelenes meridionalis), uma borboleta que chega a 10 centímetros, fotografada em Teresópolis, Rio de Janeiro (Foto: © Antonio Carlos Fiorito Jr.)


Fêmea da borboleta Mesene epaphus epaphus, fotografada em Passo Manso,Taió, em Santa Catarina (Foto: © Ivo Kindel)


Esta Borboleta Panacea prola foi fotografada no Equador, mas também existe em território brasileiro (Foto: © Andrew Neild)


“O livro é o resultado do esforço conjunto de dezenas de pessoas que nunca planejaram esse resultado final”, afirma Haroldo. O editor considera que a obra só pode ser produzida devido à grandeinteratividade que existe hoje. “Sem a internet, seria impossível descobrir tanta gente interessada em borboletas há duas décadas e ter acesso tão rapidamente a dezenas de milhares de fotos.” O editor imprimiu uma única edição de 1.000 exemplares e assegura que, em um par de anos, os livros estarão esgotados.


Um casal de Arawacus separata se acasalando (Foto: © Leonel Baldoni)


A morfo azul ou capitão-do-mato (Morpho helenor achillides) é uma das borboletas mais icônicas do Brasil (Foto: © Haroldo Palo Jr/Vento Verde)


A Monarca-do-sul (Danaus erippus) pode chegar a 11 centímetros, mas não realiza a migração que sua prima Dannus plexippus faz entre os Estados Unidos e o México (Foto: © Haroldo Palo Jr./Vento Verde)


Serviço: Os três volumes do livro Borboletas do Brasil de Haroldo Palo Jr. (Editora Vento Verde) custam R$ 490 + frete R$ 38 (para todo o Brasil).

Parabéns Sr. 
Haroldo Palo Jr. pelo belo trabalho.

Fonte: http://epoca.globo.com/sociedade/viajologia/noticia/2017/08/o-encanto-das-borboletas-brasileiras-em-mais-de-quatro-mil-fotos.html


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Feira: Insetos na ESALQ - em 22 de julho 2017.

Um sucesso. 





Objetivo:
Demonstrar, com linguagem simples e direta, à comunidade de Piracicaba e região a importância dos insetos por meio de atividades práticas que ilustram seu papel como polinizadores de plantas, pragas da agricultura e urbana, reguladores de população de pragas, cicladores de nutrientes do solo, transmissores de doenças ao ser humano e seu uso na alimentação humana e animal, bem como curiosidades gerais acerca destes organismos nas artes e/ou cultura geral. Além disso, abrir as portas da universidade para que a comunidade conheça suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Entre outras, Chef ensina receitas à base de insetos e faz degustação de pratos. 

Evento 'Insetos na Esalq", teve entrada gratuita; com programação de oficinas, visitas guiadas ao Borboletário e formigueiro; inscrição feita com antecedência.

Feira terá workshop e pratos feitos com insetos comestíveis em Piracicaba (Foto: Comunicação Esalq/Piracicaba)





A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da USP em Piracicaba (SP), realizou uma feira de insetos no dia 22 de julho. Uma das atividades práticas foram ministradas pelo Chef e Professor Rossano Linassi, do Instituto Federal Catarinense, Camboriú (SC). Ele  ensinou receitas à base de insetos e ofereceu degustação dos pratos aos visitantes. A participação foi gratuita.


As inscrições para as atividades práticas estavam abertas até o dia do evento. A programação ofereceu visitas guiadas ao Borboletário, formigueiro e meliponário. 
Confira a programação completa abaixo.

Durante o workshop, o professor ainda vai expôs dados e curiosidades sobre o uso de insetos na alimentação humana, quais países e culturas têm este hábito, quais insetos são comestíveis e o porquê a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda os insetos na alimentação humana.

A feira “Insetos na Esalq” teve o objetivo de mostrar a importância dos insetos à sociedade e como eles colaboram com a sociedade por meio da polinização de plantas, pragas da agricultura e urbana, reguladores de população de pragas, recicladores de nutrientes do solo, transmissores de doenças ao ser humano e seu uso na alimentação humana e animal.


As inscrições foram feitas até o dia do evento  pelo telefone (19) 3429-4122 

Serviço

O quê: Feira Insetos na Esalq
Quando: Sábado (22), das 9h às 17h
Onde: Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA) da Esalq
Quanto: Gratuita (inscrições foram feitas por e-mail ou telefone)

Evento terá oficina sobre insetos na alimentação humana e degustação de pratos (Foto: Comunicação Esalq/Piracicaba)


Programação completa:
Workshop Insetos na Alimentação Humana, com chef e professor Rossano Linassi do Instituto Federal Catarinense, Camboriú (SC).

Visitas Guiadas – Borboletário (9h, 10h, 11h, 13h, 14h, 15h e 16h)

Visitas Guiadas – Formigueiro (9h, 10h, 11h, 13h, 14h, 15h e 16h)

Visitas Guiadas – Meliponário (9h, 10h, 11h, 13h, 14h, 15h e 16h)

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé, planta, árvore, flor, atividades ao ar livre e natureza

Interior do Borboletário


Interior do Borboletario

interior do Borbolet
Estação - Insetos e aracnídeos e o homem: o visitante poderá tirar dúvidas sobre os métodos de controle do inseto vetor da dengue, zika e chikungunya. Será orientado sobre os mitos acerca do inseto, sobre os métodos de controle que não funcionam e são disseminados por diferentes veículos de informação.

Estação - Controle biológico: o visitante vai aprender que não é só agrotóxico que combate as pragas agrícolas e que alimentos mais saudáveis e menos nocivos ao meio ambiente podem ser produzidos com o uso de “inimigos naturais”, que são insetos ou ácaros, ou “doenças de insetos” .
Estação - Curiosidades sobre os insetos: Nessa tenda o visitante poderá aprender a identificar os insetos, sabendo diferencia-los dos aracnídeos (aranhas, carrapatos e escorpiões).

Estação - Artes e Insetos: Serão apresentadas pinturas e desenhos. Os insetos têm sido inspiração para artistas desde os tempos mais remotos e sua representação em obras possui uma série de significados que serão expostos aos visitantes.

Estação - Insetos em seu quintal e horta caseira: A ideia é proporcionar conhecimento para controlar pragas em horta caseira e no jardim de suas casas, com produtos alternativos, com baixo impacto sobre os moradores e animais domésticos e que não cause desiquilíbrio.

Estação - Espaço Kids/ninfas: Espaço onde as crianças poderão brincar e desenvolver atividades relacionadas aos insetos. Nessa estação, a criança terá oportunidade de ter um desenho em sua mão, braço ou rosto com tema de insetos, com tintas coloridas e cintilantes que não causam danos à sua pele.

E ainda:
- Tendas temáticas sobre Pragas Agrícolas, Controle Biológico, Métodos Alternativos de Controle, Insetos Vetores de Doenças.
- Espaço kids com diversas atividades para crianças.

Fica aqui o convite para quem quiser comparecer no próximo evento e conhecer um pouco mais sobre os insetos.

Insetos na ESALQ







Fonte:

http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/chef-de-cozinha-ensina-receitas-a-base-de-insetos-em-feira-na-usp-de-piracicaba.ghtml

terça-feira, 4 de abril de 2017

Dryas iulia



Dryas iulia é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae e subfamília Heliconiinae, nativa do sul dos Estados Unidos até o norte do Uruguai e Argentina. É a única espécie do seu gênero.




Dryas iulia (erroneamente denominada Dryas julia, com "j", e conhecida popularmente por Julia.



Indivíduos desta espécie possuem as asas longas e estreitas e são de coloração laranja ou amarelo escuro, vistos por cima, com uma faixa amarronzada, mais ou menos pronunciada, cruzando a parte superior das asas anteriores e outra bem menor, formando um triângulo agudo, logo acima. Apresentam leve dimorfismo sexual, com as fêmeas maiores e mais escuras que os machos. Vistos por baixo, apresentam padrão de folha seca, com ou sem manchas.


Borboletas Dryas iulia geralmente são vistas voando em trilhas de florestas úmidas e decíduas, mas são comumente encontradas em áreas abertas e antrópicas, como clareiras florestais, pastagens, ao longo das margens dos rios e em jardins floridos. Se alimentam, muitas vezes coletivamente, de substâncias mineralizadas retiradas de pedras, do solo, de frutos e de substâncias retiradas de flores como a Lantana camará.


Os ovos de Dryas iulia são colocados nas folhas jovens ou nas gavinhas de plantas do gênero Passiflora (Maracujás *silvestres e comerciais).


Seus ovos são de coloração amarela a laranja-opaca.



As suas lagartas passam por cinco estágios e, em seu último estágio larval, são de coloração predominantemente branca a creme, com listras negras, manchas avermelhadas na lateral, e com projeções espinescentes sobre a superfície. Segundo Prof. Paulo Otero (In memoriam), elas são agressivas e canibais.

Primeiros ínstares
 
Mais maduras

Próximas da Pé Pupa.

As crisálidas não são uniformes em sua coloração, constituída por diversas tonalidades de marrom e cinza.






Segue se o ciclo com a emergência dos adultos, que irão se alimentar de néctar das flores  das plantas, e procurar seus parceiros para a cópula que após ocorrida, a fêmea irá procurar e por seus ovos em uma das plantas hospedeiras de suas lagartas seguindo então uma próxima geração.


Obs.: As borboletas Dryas iulia podem facilmente ser confundidas com a espécie Dione juno, da mesma subfamília, diferindo por sua maior envergadura, pelo padrão de manchas escuras das asas anteriores e por não apresentar as manchas em prata que esta última espécie apresenta, em baixo. Também podem ser confundidas com Eueides aliphera, sendo esta última menor e apresentando asas anteriores mais arredondadas, ou com Marpesia petreus, em voo.


Créditos: Edith Smith em Shady Oak Butterfly Farm.
http://www.butterflyfunfacts.com/julia.php

*Todas as fotografias neste site são protegidas por direitos autorais.
Para obter permissão para usar qualquer foto, entre em contato com Edith Smith em Shady Oak Butterfly Farm.

Texto com ajuda:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Dryas_iulia 


wikipedia: Nossos termos e condições de uso
Imagine um mundo onde todos os seres humanos possam compartilhar livremente a soma de todo o conhecimento. Esse é o nosso compromisso.



sexta-feira, 3 de março de 2017

Battus polydamas em Aristolochia galeata


Resultado de imagem para Battus Polydamas




Battus polydamas, uma bela borboleta da família papilionidae, que não corre risco de extinção.

Podemos começar falando sobre a planta hospedeira das lagartas de Battus, a Aristolochia.




Aristolochia é um género botânico pertencente à família das aristoloquiáceas.



Desenvolvemos a criação em Papo de Peru (Aristolochia galeata). Também conhecida como cipó Mil-homens, Jarra-açu, Jarrinha, Papo de Peru Grande, entre outros.



Aristolochia galeata é uma planta trepadeira que produz lindas flores, contudo, estas belas flores possuem um forte odor desagradável que ajuda a atrair os seus polinizadores.




As aristolochiaceae não são carnívoras mas tem mecanismos elaborados de atração e confinamento de insetos em suas flores para assegurar a polinização que muito lembram plantas carnívoras.

Geralmente odor e/ou a aparência da flor atrai os insetos para o interior da flor através de uma passagem estreita coberta com pelos densos voltados para dentro que permitem ao inseto entrar mas não sair da flor.
A flor mantém os insetos presos ali por um período variável de tempo (de horas a dias) até a parte masculina da planta se desenvolver e liberar pólen que cobrirá os insetos completamente. Os pelos que impedem a saída dos insetos então secam e caem, permitindo que estes deixem a flor e voem para outras flores. Somente depois disso a parte feminina das flores se desenvolve e permite a polinização. Esse desencontro ocorre para evitar que ocorra auto fecundação.

Voltando para Battus polydamas, adultos fêmeas ao encontrarem a planta hospedeira, Aristolochia galeata, faz a postura na brotação do cipó ou em folhas jovens.

E por um curto período, os ovos eclodem e as lagartas emergem.

Pequenas e vorazes, logo passam a se alimentar das folhas jovens.
Das brotações


E em alguns casos das flores



As lagartas então irão passar vários ínstares 
Crescendo 


Se preparando para Pupar.

Então para de se alimentar e se fixa em um galho.
Logo então passará por um estado inativo conhecido por pupa, de onde emergirá, finalmente o adulto.



De acordo com a biologia, o termo metamorfose (derivado do grego metamorphosis) é utilizado para designar uma mudança na forma e na estrutura corporal (tecidos, órgãos), assim como o crescimento e diferenciação, dos estágios juvenis e larvais de diversos animais, como insetos,anfíbios e moluscos, até que estes alcancem a fase adulta.



Tabela:
Ordem  
  LEPIDOPTERA
Família  
  PAPILIONIDAE
Subfamília  
  PAPILIONINAE
Tribo  
  Troidini
Espécie  
  Battus polydamas (L., 1758)



Um belo trabalho de biologia populacional;

Biologia populacional e uso de planta hospedeira em Battus polydamas polydamas e Battus polystictus polystictus (Troidini, Papilionidae)



AssuntoDinâmica populacional
Papilionidae
Planta hospedeira 
ResumoEstudos sobre a diversidade e estrutura de populações em ambientes naturais, tanto preservados e como impactados, são importantes ferramentas para programas de conservação ambiental. Nesse sentido, pesquisas com foco em estudos populacionais de borboletas têm sido amplamente utilizadas para o aperfeiçoamento do conhecimento sobre a biologia e ecologia das espécies. Duas espécies do gênero Battus são encontradas no sul do Brasil: Battus polystictus e Battus polydamas. Apesar destas borboletas utilizarem como hospedeiras somente plantas do gênero Aristolochia, e de serem filogeneticamente muito próximas, ambas espécies apresentam hábitos ecológicos bastante distintos. Assim, o objetivo deste trabalho foi estudar a dinâmica das populações de B. polydamas e B. polystictus ao longo de um ciclo anual, relacionando os padrões observados com a variação nos requerimentos ecológicos das espécies em função das condições climáticas, disponibilidade de recursos alimentares e de desempenho larval em diferentes plantas hospedeiras. As populações foram analisadas através de marcação-recaptura para estimar os padrões populacionais. As borboletas foram capturadas com rede entomológica, marcadas, analisadas e soltas no mesmo local de captura. Em laboratório, os testes de preferência alimentar e desempenho foram realizados em condições controladas de temperatura (25°C) e fotoperíodo (16L:8E), nos seguintes tratamentos: Battus polydamas x A.triangularis (n=60); Battus polydamas x A.sessilifolia (n=60); Battus polystictus x A.triangularis (n=15); Battus polystictus x A.sessilifolia (n=15). Os resultados deste trabalho mostraram que B. polydamas e B. polystictus têm requerimentos ecológicos diferentes, sendo a primeira mais tolerante a alterações ambientais. As populações das duas espécies de Battus não foram constantes no tempo, havendo variações estruturais e de densidade ao longo do ano. Os experimentos em laboratório mostraram que ambas as espécies de borboletas aceitam e podem se desenvolver nas plantas testadas, porém com desempenhos diferentes. Enquanto B. polydamas utiliza as hospedeiras de maneira equivalente, B. polystictus tem melhor desempenho em A. triangularis. De modo geral, os resultados obtidos sugerem que as dinâmicas das populações para ambas as espécies são influenciados principalmente pela estruturação ambiental dos habitats e pela disponibilidade de plantas hospedeiras. Os dados também sugerem que, quando em sintopia, ambas as espécies utilizem de maneira diferencial os recursos larvais disponíveis.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nova espécie de borboletas recebe nome de Donald Trump.

Ao descobrir uma nova espécie de borboletas, o entomólogo canadense, Vazrick Nazari, resolveu dar o nome de Donald Trump, presidente eleito dos EUA, revela a revista científica ZooKeys.




Essa não é a primeira vez quando representantes da flora e fauna recebem nome de presidentes norte-americanos ou de outras personalidades. 

No ano passado, por exemplo, um peixinho tropical foi batizado de Barack Obama, uma espécie rara de vespas parasíticas ganhou o nome de Brad Pitt, e uma abelha do Brasil recebeu o nome de um dos pokémons do anime japonês. Nazari resolveu homenagear Donald Trump dando seu nome a uma espécie de borboletas descoberta por ele na ilha de Santa Catalina, na costa oeste da Califórnia. Mas por quê? 
A borboleta tem um "penteado" parecido ao de Trump, diz o cientista.








O inseto Neopalpa donaldtrumpi pertence à espécie Gelechiidae, uma família bastante numerosa de borboletas que habitam a América do Norte. As lagartas deste tipo de borboletas são extremamente vorazes. A maioria das borboletas Gelechiidae possui coloração amarela, aproximando-se ainda mais ao magnata Trump.



O cientista espera que o descobrimento dessa espécie de borboleta ajude a revelar a origem e a história evolutiva do Neopalpa donaldtrumpi e atraia atenção de políticos e do próprio Donald Trump quanto à questão da proteção da fauna das ilhas e da costa da Califórnia, onde espécies, muitas ainda não descobertas por cientistas, começam a se extinguir devido a mudanças climáticas.






Mostrar mais em: 
https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201701187455761-especie-borboletas-nome-donald-trump/
Artigo na zookeys:  http://zookeys.pensoft.net/articles.php?id=11411

*Direitos autorais e créditos pertencem ás  postagens originais nos link´s acima.