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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Metamorfose da borboleta

Plano de aula prática 

Fixação de conteúdo da aula sobre metamorfose dos animais, veja abaixo roteiro de aula, você pode baixá-lo em PDF!


A metamorfose é um processo de mudanças na forma do corpo de alguns animais durante o seu desenvolvimento. Os animais que passam por metamorfose geralmente são artrópodes ou anfíbios.
Preparamos uma aula prática para que você possa fixar os conteúdos com seus alunos do ensino fundamental – primeira fase.
Professor(a): lembre-se que para essa aula seus alunos já devem ter um conhecimento prévio do que é metamorfose.

Plano de aula prática – Metamorfose dos animais.


TEMA: Metamorfose – Mudanças corporais durante o desenvolvimento da borboleta
TEMPO SUGERIDO: 1 aula de 50 minutos
OBJETIVOS:
MATERIAL NECESSÁRIO:
  • Projetor de vídeo ou televisão
  • Vídeo disponível no link: Cocoricó – Metamorfose das borboletas
  • Macarrão tipo gravata (farfalle), parafuso (fusilli) e conchinha (conchigliette)
  • Sementes de feijão
  • Prato
  • Barbante
  • Folhas pequenas
  • Folhas sulfite
  • Tinta guache de cores variadas
DESENVOLVIMENTO:
  • Antes de tudo, divida os alunos em duplas e distribua um kit para cada dupla, lembre-se que você pode reutilizar os pratos descartáveis e os barbantes em todas as suas turmas.
  • Relembre aos alunos o que é metamorfose (5 minutos).
  • Passe o vídeo sugerido no link acima ou outro de sua preferência (4 minutos).

  • Converse com os alunos sobre o ciclo de vida da borboleta (3 minutos).
  • Peça para que eles escrevam o ciclo da borboleta no caderno (5 minutos).
  • Depois montem juntos o ciclo de vida das borboletas usando as folhas, os feijões e os macarrões, use o prato como base e o barbante para separar as fases (10 min).

  • Proponha que agora os alunos desenhem uma borboleta usando uma folha sulfite e tinta guache. É só dobrar a folha ao meio, colocar alguns pingos de tinta de um lado e fechar a folha, formando uma linda borboleta (10 minutos, nessa etapa cada aluno pode fazer sua borboleta individualmente).
Plano de aula – Metamorfose – Borboleta com tinta guache

AVALIAÇÃO:
Ao final da sua aula, cada aluno deve ser capaz de explicar o que é metamorfose e reconhecer as fases do desenvolvimento de uma borboleta.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A mulher que descobriu a metamorfose.

Ela se embrenhou na Amazônia no século 17.


Gravura de Maria Merian
Image captionMerian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell

No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.
Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.
Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.
O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.
Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito importante em Frankfurt.
Para registrar em imagens o bicho da seda, decidiu fazer uma pesquisa meticulosa, na qual anotava tudo o que prejudicava e ajudava sua 'criação de lagartas'.
Colocou as lagartas em cones de papel para que os casulos fossem tecidos neles e as alimentou com alface, porque não conseguiu folhas de amoreira. Nas anotações, questionava se era melhor oferecer folhas molhadas ou secas; se tempestades faziam diferença na evolução dos casulos…
A observação cautelosa resultou em uma série completa de desenhos de todo o ciclo: ovos, lagartas, pupas, e, finalmente, borboletas e mariposas.
O interesse da infância acabou se transformando em paixão de uma vida toda.

Desenho de Maria Merian
Image captionMetamorfose: ovos, lagartas, casulos e, finalmente, borboletas | Imagem: Science Photo Library

Merian se casou e teve duas filhas, sem abandonar seu fascínio pelos insetos. Passava horas investigando o próprio jardim e convencia amigos a lhe darem acesso a parques.
Seus registros simplesmente descreviam o que observava: "grandes números de ... lagartas douradas, amarelas e pretas ... na grama do poço ... da Universidade de Nuremberg".
Mas o interesse por ciclos completos fica claro nas anotações. Numa delas, ela escreveu: "Eu encontrei uma grande quantidade de limo verde nas folhas verdes dos lírios dourados ... Eu toquei com a minha vara e parecia que as folhas estavam apodrecendo, e então encontrei muitas criaturas pequenas, vermelhas, semelhantes ao besouro na concha. Pequenos ... Levei vários deles para investigar o que eles se tornarão".
Ainda que na época de Merian fosse comum pintar flores e insetos para ornar porcelanas e outros objetos, era atípico o interesse sobre como esses bichos viviam, se reproduziam e se desenvolviam. Poucos faziam de tudo para observá-los na natureza e analisar como se desenvolviam.

Flores e borboletas
Image captionMerian desenvolveu um interesse peculiar que ia além da simples pintura de plantas e insetos | Imagem: Science Photo Library

A metamorfose ignorada

Em 1670, Merian publicou o livro A maravilhosa transformação e peculiar alimentação das lagartas, uma obra ilustrada com 50 telas de borboletas em todas as fases do ciclo e com as plantas das quais se alimentavam.
No prefácio do livro, Merian afirmou: "Todas as lagartas, sempre quando as borboletas se acasalam de antemão, emergem de seus ovos".
As descobertas de Merian, que registrou em texto e imagens a metamorfose, passaram quase despercebidas. O livro estava escrito em alemão e, naquela época, o idioma oficial da ciência era o latim.

Abacaxi e insetos
Image captionCenas do Suriname que Merian jamais encontraria no próprio jardim | Imagem: Science Photo Library

Ainda assim, a obra de Merian vendeu razoavelmente bem a ponto de lhe garantir uma renda que a permitiu embarcar para uma aventura em busca de mais detalhes do mundo insetos.

Destino: América do Sul

Em 1699, Merian tinha 52 anos e a filha caçula, Dorotea, 21. As duas embarcaram sozinhas de Amsterdã com destino ao Suriname, país vizinho da Venezuela e do Brasil.
A alemã tinha visto insetos da América do Sul em coleções europeias e viajou decidida a observar algo a mais: as coisas que não existiam em seu jardim europeu e que ainda não haviam sido catalogadas.

Desenho de Maria Merian
Image captionTrês etapas da metamorfose, na ilustração de Maria Merian | Imagem: Science Photo Library

Mãe e filha ficaram dois anos no Suriname.
Viajaram pelo interior do país, explorando e desenhando não apenas insetos como também cenas da vida real.
Apesar do calor tropical e da umidade, Merian continuava usando as roupas europeias com anágua e espartilho. Vestida assim, ela desbravava a selva amazônica à procura de lagartas. Fez isso mais de um século antes de Charles Darwin fazer fama ao cruzar o Atlântico.

colagem de imagens de maria merian
Image captionAinda adolescente, Maria Merian registrou a metamorfose sob a forma de desenhos que capturavam cenas do próprio jardim

Os desenhos de Merian no Suriname, assim como os que fizera na Europa, destoavam dos trabalhos de sua época. Em vez de fazer associações religiosas, muito comuns naquela época, ela simplesmente descreveu o que via.
Enquanto alguns pesquisadores tentavam separar e catalogar espécies, ela procurava o que os animais tinham em comum e tentava descobrir como faziam para sobreviver.
Os registros de Merian ainda hoje são considerados os mais completos de algumas espécies do Suriname.

Aranhas e formigas
Image captionAs ilustrações de Merian não se limitavam a lagartas e borboletas

As ilustrações e anotações da alemã podem ser usadas para entender como os insetos se adaptaram às mudanças climáticas nos últimos 300 anos, uma vez que ela desbravou o Suriname antes de muitas intervenções humanas.
O trabalho dela continua sendo relevante para o universo acadêmico e para a preservação do meio ambiente. Por isso, muita gente a considera a primeira ecologista do mundo.

Desenho de Maria Merian no Suriname
Image captionMerian ainda é pouco reconhecida por suas descobertas científicas | Imagem: Science Photo Library

Além disso, os desenhos e escritos dessa alemã que descobriu a metamorfose jogaram por terra a ideia de geração espontânea. Repolhos deixaram de ser vistos como produtores de lagartas.
No entanto, o nome de Maria Merian continua sendo pouco lembrado pela ciência.


desenho de uma penca de banana
Image captionMerian ficou dois anos no Suriname | Imagem: Science Photo Library

Um dos seus grandes talentos acabou sendo um dos seus pontos mais fracos.
As pinturas de Merian eram tão deslumbrantes que acabaram ofuscando suas descobertas científicas. À medida em que os livros foram sendo reeditados e reimpressos, os textos científicos acabaram sendo eliminados, ficando somente as imagens.
Merian morreu em 1717. Três séculos depois de sua morte, a borboleta pode, finalmente, estar saindo do casulo.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42477784#orb-banner

segunda-feira, 10 de outubro de 2011


De asas abertas.


Caroline Ropero 

Especial para o Diário

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Você já se imaginou passeando por um jardim com mais de 900 borboletas coloridas? Isso é possível no Borboletário de Diadema, instalado no Jardim Botânico, onde vivem três espécies - a branquinha Ascia Monuste(borboleta-da-couve), a marrom Caligo ilioneus (olho de coruja) e a alaranjada Dryas iulia (conhecida como Julia). O local funciona como grande maternidade, para que o visitante possa acompanhar o processo da transformação da lagarta nesse bonito inseto.
Algumas espécies alimentam-se de néctar de flor, outras preferem fruta madura. Todas pousam no solo molhado para sugar os minerais (o local mantém o chão sempre úmido) e, como boas mães, botam os ovos nas folhas que os filhotes gostam de comer. Por isso, a equipe do parque sabe onde encontrá-los e os leva ao laboratório.
Conforme os ovinhos crescem, transformam-se em lagartas e são alimentadas com a planta certa. Nessa fase, comem muito e vão ficando gordinhas, até formar a pupa (como casulo), que vai servir de morada por cerca de duas semanas, dependendo da espécie e temperatura Essa pupa se mantém colada a uma parede ou planta, por meio da cera que a lagarta produz. E, a partir daí, sua vida é só comer.
Assim que se liberta da casinha, a borboleta elimina tudo que armazenou durante a fase chamada metamorfose. É como se fizesse cocô. Nas primeiras horas como borboleta, parece velha e cansada. É que a asa está úmida e bem amassada; são necessários, no mínimo, 20 minutos para que consiga abrir a asa totalmente. Depois disso, vai para o jardim, junto com suas companheiras.

 Na mata não tem mordomia
Na natureza, a borboleta precisa se virar sozinha e corre mais riscos. Tem de encontrar o próprio alimento e fugir dos predadores. Por isso, ao longo do tempo, algumas desenvolveram um tipo de camuflagem nas asas, como a olho de coruja. Quando percebe que um sapo ou outro animal se aproxima para devorá-la, ela abre as asas para confundi-lo. Quem ia atacá-la muda de ideia, por achar que é outro bicho.
A mãe sempre procura a espécie de planta que o filhote gosta de comer para poder botar os ovinhos lá (no borboletário, o rango está disponível). A Dryas, por exemplo, só põe na folha do maracujá; já a olho de coruja prefere a de bananeira. Durante a fase de metamorfose, adora ficar tomando sol. Não só porque a sensação é agradável, mas porque o calor aumenta seu metabolismo, fazendo com que tenha mais energia e vontade de voar.
A borboleta é muito importante na natureza. Além de espalhar o pólen para fazer nascer novas flores, indica o tipo de vegetação que existe no local. Se tiver muita espécie Dryas, por exemplo, é sinal de que há plantação de maracujá nas proximidades.

A turma da 5ª E da escola Reinaldo Santana, de Diadema, visitou o Jardim Botânico para conhecer as fases de transformação da borboleta. "Adorei observar os ovinhos e a pupa. Nunca tinha visto antes", diz Shayla de Souza, 11. Os alunos ficaram surpresos ao saber como esse inseto se alimenta. Sua boca é como um canudinho fino e pequeno, chamado espirotromba; parece outra perninha. "Tinha agonia de ver o bicho voando, mas agora acho bonito com as asas bem coloridas", fala Ghiovanna Cristiane Silva, 10.
O Borboletário fica no Jardim Botânico de Diadema (Rua Ipitá, 193). Atende visitas às terças, quintas e sextas, que devem ser agendadas pelo tel.: 4059-7600. Grátis.

 Transformação
A fêmea bota minúsculos ovinhos na folha que vai servir de alimento, para quando o filhote nascer, já que ele tem de se virar sozinho.
O filhote sai do ovo na forma de lagarta e come bastante para guardar energia, porque na fase seguinte não vai se alimentar.
Quando a lagarta vira pupa, fica dentro de um tipo de casinha, fixada na parede ou galho, que a protege enquanto vira borboleta.
Ao sair da pupa, a borboleta parece que está velha, com asa úmida e amassada; leva mais de 20 minutos para conseguir voar.
Consultoria de Rosana Cardoso, bióloga e coordenadora do Borboletário de Diadema 
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Estado de São Paulo

Borboletário de Osasco - SP

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Borboletário de Campos do Jordão - SP
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Borboletário de Diadema - SP
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Borboletário de Campinas - SP
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Estado de Minas Gerais


Borboletário de Belo Horizonte - MG
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Borboletário de Muriaé
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Estado do Rio de Janeiro
Borboletário da cidade do Rio de Janeiro
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Estado do Paraná
Município de Quatro Barras – PR
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010