quarta-feira, 10 de abril de 2019

Lagarta-cobra.










A surpreendente lagarta-cobra, a lagarta que 'acha' que é cobra.



As mariposas da espécie ‘Hemeroplanes triptolemus’, durante a sua fase larval, tem uma característica peculiar: o animal tem a aparência que lembra uma cobra, até com olhos semelhantes.


A característica da lagarta-cobra serve para que elas espantem possíveis predadores. 

A habilidade é resultado da capacidade da lagarta de expandir seus segmentos corporais anteriores quando se sente ameaçada, o que lhe da aparência do réptil.

Quando viram mariposas, vivem entre 10 e 30 dias. As lagartas desta espécie são encontradas, principalmente, em regiões da Costa Rica, Belize, México e Guatemala.


O corpo possui manchas se estendendo da cabeça para o tórax que parecem olhos de cobra, a imitação é tão perfeita que pode possuir até pontos brancos simulando o brilho dos olhos.



Suas lagartas alimentam-se de Mesechites trifida

Imagem relacionada


Resultado de imagem para Mesechites trifida


Na sua forma de larva, o Hemeroplanes triptolemus expande os segmentos anteriores do seu corpo para imitar a aparência de uma cobra, com manchas para os olhos. Este mimetismo com as cobras estende-se mesmo ao seu comportamento, já que atacará inofensivamente possíveis predadores



Lagarta de Hemeroplanes triptolemus



Lagarta de Hemeroplanes triptolemus


Imagem relacionada
Pupa de Hemeroplanes triptolemus



A mariposa (adulto) Hemeroplanes triptolemus.


 O adulto se alimenta-se de néctar.
Esta mariposa é comum na Costa Rica, Belize, México e Guatemala, e provavelmente voa da América Central até à Colômbia, Equador, Bolívia, Argentina, Venezuela e Guiana.



(adulto) Hemeroplanes triptolemus

Resultado de imagem para Hemeroplanes triptolemus
(adulto) Hemeroplanes triptolemus


Dados sobre a espécie:

Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Arthropoda
Classe:Insecta
Ordem:Lepidoptera
Família:Sphingidae
Género:Hemeroplanes
Cramer1779[1]
Espécie:H. triptolemus
Nome binomial
Hemeroplanes triptolemus

creditos:
https://topbiologia.com/lagarta-cobra/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hemeroplanes_triptolemus

quarta-feira, 27 de março de 2019

Pesquisa brasileira identifica nova tática de sobrevivência em borboletas

“Uma borboleta muito venenosa imitaria outra muito rápida e de ampla distribuição também para minimizar as chances de predação”.


Heraclides anchisiades
Todos os animais desenvolvem habilidades e táticas para viverem melhor e com mais segurança. Se nós, humanos, fazemos isso o tempo todo, outros seres também o fazem.
Uma pesquisa brasileira descreveu uma nova tática de sobrevivência descoberta em borboletas.
O estudo envolve pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Brasília (UnB) em cooperação com a (EUA), conforme divulgou a Agência da FAPESP.
A comunidade científica já sabia que várias espécies de borboletas, ao longo de seu processo evolutivo, desenvolveram a capacidade de liberar toxinas com um gosto nada palatável para evitar alguns predadores, como pássaros. Além do gosto desagradável, as toxinas também deixam um rastro em cores vivas – o que seria um tipo de aviso prévio para os predadores.
As borboletas que não tinham gosto desagradável acabaram tendo que desenvolver táticas de sobrevivência para não ficaram em desvantagem, como, por exemplo, a velocidade. Outra tática é terem um padrão de formas e cores nas asas que informa que elas são mais rápidas e, portanto, mais difíceis de serem capturadas.
alvo preferencial dos predadores são as borboletas palatáveis e mais lentas, por motivos óbvios. Mas essas também tiveram que se virar para não virarem comida de pássaro. Tais borboletas criaram suas próprias táticas de sobrevivência, entre elas, o mimetismo de escape, uma estratégia que as permite imitar as cores das não palatáveis.
O coordenador da pesquisa, André Lucci Freitas (Unicamp), e o pesquisador Carlos Eduardo Guimarães Pinheiro (UnB) e demais envolvidos já vinham estudando as espécies Heraclides anchisiades capys (palatável e rápida) e Parides anchises nephalion (não palatável, lenta e venenosa).
evolucao mimetismo borboletas
Embora ambas as espécies apresentem diferenças, elas têm algo em comum: padrão de coloração, um exemplo de mimetismo.
Aparentemente, a espécie H. anchisiades tem a coloração de uma borboleta muito tóxica. A ave que não observar o padrão de cores tóxicas e tentar predá-la vai gastar muita energia com uma borboleta muito rápida e correr o risco de ficar sem comida. Essa estratégia de sobrevivência, que usa o mimetismo para enganar as aves, faz com que essa borboleta reduza as possibilidades de predação e possa seguir a sua vida em busca de alimento e reprodução.
De acordo com Freitas:
A borboleta veloz imita a borboleta tóxica e, dessa forma, ganha vantagens adaptativas ao associar a sua velocidade a uma característica (a toxicidade) identificada pelas aves como gosto ruim”.
Já a P. anchises é uma das borboletas que figura entre as mais venenosas da América tropical, embora seja lenta. A sua adaptação está em ter a mesma padronagem de cor da H. anchisiades, que é muito veloz.
A curiosidade é que o habitat da borboleta venenosa são os trópicos e o da mais veloz, todas as Américas. Isso fez com que o último ancestral comum da H. anchisiades mimetizasse a P. anchises, ou seja, o mimetismo ocorrido da vantagem adaptativa fez a espécie espalhar-se por toda o continente americano.
Uma segunda hipótese levantada por Freitas é de que:
“Uma borboleta muito venenosa imitaria outra muito rápida e de ampla distribuição também para minimizar as chances de predação”.
É sobre essa hipótese a que o estudo agora se dedica.
A pesquisa explica ainda que:
“Argumentava-se que o mimetismo de escape só existiria em espécies palatáveis. Nossa pesquisa sugere que, em diversos casos, uma espécie impalatável poder estar fazendo uso do mimetismo de escape. Com isso, a teoria do mimetismo muda e ganha em complexidade”.
Os pesquisadores reconhecem que a publicação deve gerar muita discussão entre os especialistas. Segundo Pinheiro, o trabalho contribui porque mostra que a coloração das borboletas está relacionada não apenas ao aspecto palatabilidade, como também à associação feita pelos predadores sobre suas cores e a dificuldade em capturá-las.
Pinheiro reconhece que:
“Além disso, mesmo algumas borboletas impalatáveis podem também ser rápidas e usar as duas estratégias para evitar ataques de aves. O estudo levanta uma série de novas hipóteses para serem testadas em trabalhos futuros”.
O título do artigo, em inglês, é:Both Palatable and Unpalatable Butterflies Use Bright Colors to Signal Difficulty of Capture to Predators (doi: 10.1007/s13744-015-0359-5), de Pinheiro CE, Freitas AV, Campos VC, DeVries PJ, Penz CM, publicado no Neotropical Entomology, e pode ser lido em:

https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs13744-015-0359-5?utm_medium=affiliate&utm_source=commission_junction&utm_campaign=3_nsn6445_brand_PID6169940&utm_content=de_textlink
  • atualizado: 








  • quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

    Curiosidades sobre os insetos


    Borboletas se alimentam de lágrima, se fingem de mortas e inspiram aparelhos eletrônicos.

    Conheça algumas curiosidades sobre os insetos que reúnem mais de três mil espécies no Brasil.

    — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG

    Colorações das borboletas chamam a atenção para estes insetos curiosos.


    Asas brilhantes, coloridas e detalhadas: o destaque para esses insetos fica sempre para o visual. Tão difícil quanto selecionar as fotos mais bonitas de borboletas é determinar o quanto sabemos sobre elas.
    A cultura popular e desconhecimento muitas vezes podem nos afastar de espécies curiosas e muito intrigantes.




     — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG

    Alimentação das borboletas não se restringe ao néctar.

    Mais do que néctar


    Muito se sabe sobre o potencial das borboletas como polinizadoras. A fama vem do hábito de se alimentarem de néctar e de pólen de flores e, com isso, depositarem as substâncias por onde se locomovem. Mas, além dessa dieta, esses insetos também podem se alimentar de sais minerais.

    A estudante de Ciências Biológicas, Aline Vieira e Silva, trabalha com o levantamento de espécies de borboletas o Instituto Butantan, através da Iniciação Científica. Ela descreve que os sais minerais são retirados por elas de poças d’água, solos bastante úmidos e até de suor ou ainda das lágrimas de outros animais.

    — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG

    Coloração das borboletas pode variar pela localização nas asas.


    “Além disso, existem espécies que se alimentam de frutos em decomposição, fezes de outros animais ou resina de árvores, conhecidas como borboletas frugívoras”, explica Aline. Há ainda algumas espécies que se tornam venenosas por conta da planta que se alimentam.

    Para se alimentar, todas as borboletas usam uma estrutura chamada de espirotromba. Esse é um órgão do aparelho bucal das borboletas que funciona como um “canudinho”. Normalmente, elas os mantêm enrolados e desenvolvem quando vão sugar algum alimento.

    — Foto: Aline Vieira e Silva / Acervo Pessoal

    Quando não se alimentam, borboletas mantém espiritromba enrolada 


    Borboleta morre rápido
    Nem sempre! O tempo de vida de uma borboleta pode variar muito de acordo com a espécie. Aline Vieira afirma que muitas delas, de fato, não vivem mais do que um mês quando chegam à fase adulta. Entretanto algumas espécies podem viver até um ano.
    “É o exemplo da Borboleta-Monarca (Danaus plexippus), alguns indivíduos vivem até 12 meses para conseguir realizar uma grande migração, que é característica dessa espécie”, relata a estudante.


    — Foto: Carlos Candia Gallardo/ Arquivo Pessoal

    Monarcas brasileiras também utilizam a coloração ao seu favor.


    Brilho não é perigo

    “As borboletas podem apresentar colorações muito bonitas e chamativas em suas asas. O que origina esses padrões são as pequenas escamas coloridas que recobrem toda as asas desses insetos”, explica Aline.

    As mesmas escamas produzem aquele “pózinho” que sentimos nos dedos quando seguramos uma borboleta por suas asas. Ao contrário do que muitos dizem, a estudante esclarece que esses fragmentos não cegam ou causam qualquer dano à saúde.

     — Foto: Jorge Lucas Moreira / VC no TG

    Dupla coloração das asas é técnica de disfarce das borboletas


    Mestre dos disfarces
    Algumas espécies de borboletas também adotaram uma habilidade: se fingirem de mortas. “Esse comportamento é chamado de tanatose e ocorre quando a borboleta, ao se sentir ameaçada, fica imóvel, sem voar ou se mexer, na tentativa de enganar seu predador e fazer com que ele perca o interesse nela”, explica Aline.

    Há ainda uma grande parte das borboletas que utilizam em seu benefício o padrão de coloração que possuem. Assim, se misturam com a cor do ambiente em que vivem, dificultando sua visualização.

    “É comum que a borboleta apresente essa coloração de camuflagem apenas na parte ventral das asas, com cores vivas e chamativas na parte dorsal. Dessa forma, quando está pousada com asas fechadas ela fica camuflada, e quando abre as asas expões a coloração que usa para se comunicar com outras borboletas”, descreve a estudante.


    — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG

    Coloração de algumas borboletas favorecem a camuflagem 


    Borboletas e a tecnologia
    Você já esteve com o seu celular no sol e não conseguia ver o que estava na tela por conta do reflexo? Uma empresa de tecnologia se baseou nas borboletas para tornar a tela de telefones móveis claramente legível, até sob o brilho do sol.

    “O padrão de escamas encontrado na asa de algumas borboletas apresenta um azul metálico muito bonito e que reflete a luz do sol com muita eficiência. A empresa se baseou no mecanismo de reflexão das asas desses insetos para elaborar as telas que refletissem e aproveitassem melhor a luz ambiente”, explica Aline Vieira.



    — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TGComo observar borboletas?

    Parantes desta borboleta, do gênero Morpho, inspiraram mecanismos das telas dos celulares 

    Diante da diversidade de curiosidades sobre as borboletas, avistá-las também se torna uma tarefa de paciência e atenção. Assim como encontrar passarinhos, a observação de borboletas pode ser feita até mesmo em áreas urbanas.

    A ausência de nomes populares pode dificultar a identificação para o público leigo, mas algumas localizações oferecem uma variedade de espécies a serem avistadas. Um binóculo na mão e a delicadeza para não assustá-las garante uma experiência de sucesso ao lidar com esses insetos.


    — Foto: Arte/TGEm

    Dicas de borboletários no estado de São Paulo  Campinas (SP), o borboletário da Mata Santa Genebra funciona de segunda a sexta-feira, das 9 às 16 horas, e a entrada é gratuita.

    Todo primeiro domingo do mês são promovidas visitas monitoradas, oportunidade de observar e conhecer cerca de 20 espécies diferentes. Para participar da atividade é necessário fazer inscrição!
    Se você for de São Paulo, uma dica é visitar o Borboletário Águias da Serra que conta com 14 espécies diferentes de borboletas. Não é necessário agendar a visita, mas fique atento, pois o parque não funciona em dias com previsão de chuva.
    O borboletário fica aberto das 10 às 16 horas, aos sábados, domingos e feriados.



    — Foto: Rudimar Narciso Cipriani / TG

    Diversos locais auxiliam a observação das borboletas 
    **Créditos: 
    Por *Gabriela Brumatti, Terra da Gente 28/02/2019 07h10 

    https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/

    https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2019/02/28/borboletas-se-alimentam-de-lagrima-se-fingem-de-mortas-e-inspiram-aparelhos-eletronicos.ghtml





    quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

    Biblis hyperia (Cramer, 1779), em Tragia alienata

    Biblis hyperia


    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.






    Biblis hyperia (Cramer, 1779)


    Biblis hyperia (denominada popularmente, em inglês, Red Rim) é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae, considerada a única espécie de seu gênero (gênero monotípico). É nativa do México até o Paraguai, incluindo as Índias Ocidentais (exceto Cuba, Ilha de São Domingos e Jamaica); raramente indo parar na região sul do Texas. Foi classificada por Pieter Cramer, com a denominação de Papilio hyperia, em 1779. Varia de pouco mais de 5 a 7.6 centímetros de envergadura e se caracteriza por possuir, vista de cima, coloração quase negra (um pouco mais pálida no canto das asas anteriores), com bandas em vermelho na proximidade inferior das asas posteriores. Ambos os sexos são idênticos, não havendo qualquer variação na padronização, embora a largura da banda vermelha sobre a asa posterior varie ligeiramente entre indivíduos. A parte inferior das asas é idêntica à sua vista superior, exceto por ser um pouco mais pálida.

    Hábitos

    Biblis hyperia é geralmente encontrada isoladamente, em altitude variando entre o nível do mar e cerca de 1.000 metros, porém mais freqüentemente abaixo de 500 metros; vivendo em ambientes alterados, incluindo clareiras de floresta, florestas secundárias, ao longo das estradas ou caminhos e margens de rios. Seu voo é lento e os machos tendem a continuamente agitar suas asas quando se assentam na folhagem de arbustos ou árvores, ou quando absorvem a umidade mineralizada de pedras ou seixos.

    Ciclo de vida



    Lagartas encontradas em planta de Tragia (Euphorbiaceae), contendo dois prolongamentos como chifres em sua cabeça e uma série de protuberâncias espiniformes em seu corpo, sendo amarronzadas como um galho em sua fase final. Crisálida com prolongamentos alares.O ovo eclode após uma semana, com a lagarta passando por diversas transformações. O ciclo, de crisálida a adulto, leva de 10 a pouco mais de 20 dias em média.


    Mimetismo e toxidade


    Segundo Andrew V. Z. Brower, embora a banda vermelha nas asas posteriores esteja posicionada de forma diferente, Biblis hyperia poderia se constituir em um possível caso de mimetismo Mülleriano; imitando borboletas do gênero Heliconius em áreas onde estas borboletas exibam asas negras, com uma banda vermelha nas asas anteriores. Também têm uma semelhança mimética com vários Papilionidae do gênero Parides. Adrian Hoskins afirma que seu voo lento poderia ser indicativo de que esta espécie é desagradável para as aves e que as plantas da qual se alimentam suas larvas, Euphorbiaceae, contêm toxinas que poderiam ficar retidas nos órgãos das borboletas adultas.











    A planta Tragia,  pertence a um gênero botânico da família das Euforbiáceas, com distribuição nas regiões tropicais e subtropicais.

    Tragia alienata (Didr.) Múlgura & M.M. Gutiérrez


    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata


    Tragia alienata

    Tragia alienata

    Tragia alienata


    Agradeço a colaboração da colega Inês Cordeiro do Instituto de Botânica/ Herbário de São Paulo  identificação desta espécie.

    quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

    Colapso na natureza.


    Queda no número de insetos ameaça causar “colapso na natureza”

    Cerca de 40% das espécies de insetos estão ameaçadas de extinção. E isso pode ter consequências sérias para o ecossistema

     (Mint Images/Getty Images)

    Insetos são, de longe, os animais mais comuns do planeta. Mais de 1,5 milhão de espécies de insetos já foram catalogadas – três vezes mais do que o número de espécies de outros animais somadas. E esse total está longe de representar todos os insetos que, de fato, existem na natureza, mas nunca foram estudados.

    Essa abundância pode parecer inabalável – mas está seriamente ameaçada. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Sydney e da Academia Chinesa de Ciências Agrárias (CAAS), os insetos estão perigosamente caminhando para a extinção, o que pode levar a um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza”.

    Para chegar a essas conclusões alarmantes, os cientistas analisaram 73 pesquisas de longo prazo sobre o declínio de insetos ao redor do mundo. Eles concluíram que mais de 40% das espécies de insetos estão sofrendo quedas populacionais em um ritmo constante. O intervalo de tempo que uma espécie de inseto, em média, leva para ser extinta é oito vezes menor do que a dos mamíferos, aves e répteis. Ou seja: elas estão sumindo 8 vezes mais rápido.

    Nos últimos 30 anos, a massa total de insetos tem diminuído em uma taxa de 2,5% ao ano. O ritmo é mais acelerado do que parece: se a mesma taxa permanecer por um século, não restará uma única espécie de inseto daqui a meros 100 anos.

    O problema, é claro, impacta o ser humano diretamente. É comum enxergar esses bichinhos como pragas, mas a importância ecológica deles é imensurável: além de serem os principais polinizadores da natureza, eles ajudam a fertilizar o solo e mantém a população de certas pragas sob controle. Apesar de subvalorizados em seu papel na cadeia alimentar, eles são a única fonte de alimento para muitos anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Isso sem mencionar as substâncias úteis do dia produzidas por eles, como mel, seda, cera e laca.

    A pesquisa aponta para as causas principais para a queda constante no número de insetos: perda de habitat graças à agricultura intensiva e urbanização; poluição, principalmente por pesticidas e fertilizantes sintéticos; e outros fatores biológicos, incluindo o contato com patógenos e espécies exóticas.

    As mudanças climáticas também se destacaram como um dos principais impulsionadores desse problema. O relatório observa como o aumento das temperaturas globais já reduziu as áreas em que libélulas, moscas de pedra e abelhas são capazes de atuar como polinizadoras. À medida que as temperaturas globais continuam subindo, o problema afeta mais as espécies que vivem em regiões tropicais, onde o clima pode rapidamente se tornar intolerável para esses bichos.

    Borboletas e mariposas estão entre os insetos mais atingidos – de 733 espécies que voam durante o dia, 85% passarem por declínios significativos desde 1980. Um exemplo que a pesquisa traz é que o número de espécies de borboletas generalizadas diminuiu 58% em terras cultivadas na Inglaterra entre 2000 e 2009.

    “A conclusão é clara: a menos que mudemos nossas formas de produzir alimentos, insetos como um todo irão percorrer o caminho da extinção em algumas décadas”, dizem os autores no estudo.

    Créditos:

    https://super.abril.com.br/ciencia/queda-no-numero-de-insetos-ameaca-causar-colapso-na-natureza/






    quarta-feira, 11 de julho de 2018

    PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS.




    FAUNA DE LEPIDÓPTEROS DO BIOMA CERRADO


    INTRODUÇÃO

    Os lepidópteros compõem a segunda maior diversidade de insetos do planeta e são encontrados em quase todas as regiões do mundo, principalmente em locais tropicais. São estimadas 150.000 espécies de lepidópteros, sendo a segunda maior ordem em número de espécies de insetos.
    No Brasil, mais de 3.500 espécies de borboletas já foram descritas e 57 espécies de Lepidoptera estão ameaçadas de extinção.
    No Cerrado, existem aproximadamente 1.000 espécies de borboletas e de 5 a 8 mil espécies de mariposas. Milhares de espécies ainda estão por ser descobertas e descritas por cientistas.
    Os lepidópteros são insetos holometabólicos, ou seja, sofrem metamorfose completa, com estágios de ovo, larva (lagarta), pupa (crisálida) e adulto (imago). Os adultos são totalmente diferentes das formas imaturas.






    PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

    As principais características da ordem são as asas cobertas de escamas e o aparelho bucal sugador modificado em espirotromba ou probóscide, que é um tubo enrolado em espiral que funciona semelhante ao brinquedo língua-de-sogra . Esse tipo de aparelho bucal é exclusivo dessa ordem de insetos, com a função de extrair o néctar das flores e aspirar substâncias líquidas para se alimentar. Nos adultos que não se alimentam apresentam o aparelho bucal atrofiado.


    A cabeça é arredondada e mais estreita que o tórax, com 1 par de olhos compostos, com grande número de omatídeos; 2 ocelos que podem ficar pouco aparentes por causa das escamas que cobrem o corpo;1 par de antenas de vários tipos e posicionadas no bordo interno dos olhos; 1 aparelho bucal do tipo sugador. Na cabeça das lagartas são encontrados 3 pares de olhos simples, 1 par de antenas e 1 aparelho bucal tipo mastigador. Tanto os adultos quanto as lagartas possuem 3 pares de pernas no tórax, de tamanho variável e muito delicadas. Só os adultos possuem 2 pares de asas membranosas e cobertas por escamas, sendo as asas anteriores mais desenvolvidas que as posteriores. As lagartas têm falsas pernas no abdome, com ganchinhos na base, que servem para segurar o alimento. O abdome dos adultos é alongado e recoberto por escamas, sendo a genitália, aparelho sexual externo.
    Como caracteres sexuais distintivos, pode-se salientar que as fêmeas são maiores que os machos; estes são mais coloridos e possuem antenas diferenciadas (chamadas pelos estudiosos de ornamentais).



    PRIMEIRA E SEGUNDA FASES
    OVO E LARVA

    Após a fecundação, as fêmeas começam a busca pela planta onde irão pôr seus ovos. Os ovos são de diversas formas e colorações dependendo da fase de desenvolvimento. Geralmente, cada espécie, tem preferência pelas plantas-alimento para o desenvolvimento de suas lagartas.
    Após a eclosão dos ovos, as lagartas se alimentam das plantas onde se encontram. As lagartas possuem cores variadas e corpo vermiforme, recobertos por cerdas, que podem ser urticantes.A coloração é variável. Elas apresentam diversos mecanismos de defesa: cores chamativas (apocemáticas), como aviso de perigo, cores miméticas (confundem-se com outras espécies), cores homocrômicas (para a camuflagem). Apresentam glândulas de seda desenvolvidas, que servem para fazer casulos ou abrigos em folhas. Em algumas espécies, pêlos urticantes e um osmaterio que é geralmente formado por um par de processos carnosos e retráteis localizados na região frontal do corpo que eliminam odores tóxicos. Sua alimentação consiste primeiramente no cório (casca do ovo) e depois de diferentes partes de um vegetal (caules, galhos, gavinhas, folhas, flores, etc) de acordo com a necessidade de cada espécie. Na sua maioria são fitófagas (que se alimentam de plantas), sendo algumas consideradas pragas extremamente prejudiciais às plantações como a lagarta-do-cartucho do milho considerada a principal praga da cultura no Brasil. Há larvas que se alimentam de cereais e tecidos, o que pode causar danos às indústrias têxteis e de processamento de grãos.
    Algumas lagartas, como as taturanas (ou tatarana do tupi que significa semelhante ao fogo), possuem importância médica devido à presença de pêlos urticantes e secreções potencialmente perigosas que podem provocar sérias queimaduras ou até óbitos


    ILUSTRAÇÕES




    Primeira fase dos ovos.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

    Ovos próximos à eclosão.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

    Segunda e terçeira fases de desenvolvimento da lagarta.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

    Terçeira fase de desenvolvimento da lagarta.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

    Última fase do desenvolvimento da lagarta.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo 




    TERCEIRA FASE
    PUPA

    Quando as lagartas completam o seu desenvolvimento param de se alimentar e procuram um local adequado para o estágio de pupa.
    A pupa, geralmente é encerrada dentro de um casulo de seda, construído pela lagarta antes da pupação. Já no casulo, a lagarta sofre a última muda e se transforma em pupa (crisálida). As crisálidas também apresentam variação na forma e coloração. Elas estão fixadas geralmente em plantas, que podem ser a própria planta-alimento da lagarta ou não. Há também, casos de instalação em outros suportes inclusive no solo, fato este mais comumente observado nas mariposas. Ainda cabe destacar, que algumas crisálidas encontram-se envoltas por casulos elaborados pela lagarta a partir de secreções de seu corpo ou de material encontrado no meio. Exemplo: bicho-da-seda e bicho-do-cesto.


    ILUSTRAÇÃO



    Pulpa, estágio comum de desenvolvimento das borboletas e mariposas.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo 



    QUARTA FASE
    ADULTO

    Da pupa emerge o adulto ou imago, a borboleta ou mariposa, voadores ativos. Os adultos, tal como as lagartas, apresentam mecanismos de defesa, com apocematismo, mimetismo e camuflagem. Quanto à alimentação, podem ser classificados como os que não se alimentam (comem o necessário quando são lagartas e têm espirotrombas atrofiadas ou não usuais); os que se alimentam nas flores, bebendo o néctar e ou o pólen, que é dissolvido neste e os que se alimentam nos frutos maduros, bebendo o sumo, líquidos resultantes da decomposição dos frutos.


    ILUSTRAÇÕES



    Indivíduo adulto de Copiopteryx montei.
    Foto: Amábílio José Aires de Camargo





    PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS

    A ordem Lepidoptera compreende as borboletas e as mariposas. Existem diferenças que permitem estes dois grupos:

    Diferença

    Borboletas

    Mariposas
    Vôo
    Diurno
    Noturno
    Tipo de antenaClavadas, semelhantes a um mini taco de golfeFiliformes (em forma de fio), plumosas (em forma de pena), exceto clavadas
    Posição das asas em repousoAsas ficam levantadas e fechadas, verticalmente ao corpoAsas ficam estendidas horizontalmente sobre o corpo
    Cores das asasCores brilhantes e variadasCores escuras, embora haja exceções
    Corpo e cerdasCorpo fino com poucas cerdas (escamas parecidas com pêlos)Corpo gordo coberto de cerdas (peludo)



    IMPORTÂNCIA DOS LEPDÓPTEROS

    Os lepidópteros possuem importância ecológica, econômica e médica. Como qualquer ser na natureza, fazem parte da cadeia ecológica seja como imaturos ou adultos.
    Os ovos podem ser parasitados por outros insetos, as lagartas servem de alimentos para insetos predadores e parasitas, aranhas e até vertebrados como pássaros, sapos, lagartos, roedores. Também podem ser parasitadas por bactérias, fungos e vírus. As pupas podem ser parasitadas por moscas e vespas. Estas começam a parasitar desde a forma de lagarta. Quando se espera sair da pupa um adulto, se surpreende com o aparecimento destes parasitas já adultos. Como adultos, os lepidópteros podem ser suporte alimentar de outros insetos, aranhas, pássaros, lagartos, sapos, morcegos e até gato doméstico. Realizam também a polinização quando sugam o néctar das flores e carregam pólen de uma flor para outra. Esses insetos parasitas e predadores, bem como as bactérias, fungos e vírus são altamente usados no controle biológico de pragas.
    As lagartas servem de alimento para certos índios que as comem assadas. Os casulos do bicho-da-seda asiático, com fio contínuo, dão a seda natural. A criação dessas mariposas chama-se sericicultura. A planta-alimento das lagartas é a amoreira. O bicho-da-seda brasileiro é a mariposa Rothschildia spp., o fio é descontinuo. Está sendo estudada para a produção de seda.
    As lagartas podem causar danos às culturas, por serem desfolhadoras, consumindo folhas e às vezes deixam as plantas peladas. Existem lagartas que comem outras partes dos vegetais: raiz, caule, flor e até o fruto, hábito que chamamos herbivoria. Há as que consomem grãos armazenados, cera de colméias e também roupas. A maioria consome plantas de jardins, hortaliças, madeiras nobres, frutíferas, plantas cultivadas de modo geral.
    As escamas dos lepidópteros adultos podem provocar irritação nos olhos e até conjuntivite em função da sensibilidade dos indivíduos. No entanto, as escamas não causam cegueira. As escamas de certas mariposas saturnídeas causam irritação na pele, as dermatites. Lagarta-de-fogo, taturana, bicho-cabeludo, pertencentes a diversas famílias de lepidópteros noturnos: megalopigídeos, artídeos, saturnídeos, eucleídeos e limantrídeos são as mais comuns e suas cerdas estão ligadas a glândulas hipodérmicas que produzem substâncias urticantes. Essas cerdas se quebram com facilidade quando tocadas, liberando as substâncias que podem causar vermelhidão local passageira, ligeira queimadura, lesões mais extensas com formação de vesículas e sintomas como náuseas, gânglios infartados, febre e até hemorragias locais e generalizadas.




    ALGUMAS FAMÍLIAS DE BORBOLETAS QUE OCORREM NO CERRADO



    Família


    Principais características

    Papilionídeos
    As lagartas dessa família têm uma estrutura chamada osmetério na parte dorsal do tórax, que fica escondida dentro de uma cavidade. Quando a lagarta é perturbada essa estrutura vem para fora, exalando um cheiro forte e desagradável. Só as lagartas desta família possuem essa estrutura, que atua contra seus predadores e parasitas.


    Família


    Principais características

    Pierídeos
    O tamanho dos adultos varia entre pequeno e médio. As cores mais freqüentes são branca, amarela ou laranja, marcadas de preto. As lagartas atacam hortaliças como o couve e leguminosas do gênero Cassia. Os adultos migram aos bandos e pousam nas beiras de rios, igarapés, areia úmida para sugarem minerais e água. Outras borboletas adultas também se alimentam assim, como os hesperídeos e papilionídeos.


    Família


    Principais características

    Ninfalídeos
    Uma das grandes famílias de borboletas, de cores variadas. Nas classificações mais recentes outras borboletas, antes consideradas em famílias diferentes, passaram a ser sub-famílias dessa família. Caligo sp. (antes Brassolíneo), chamado borboleta coruja devido às manchas ocelares, na face inferior das asas inferiores, que parecem olhos de coruja. As lagartas são brocas de pseudo-caules de bananeira. Agraulis sp. (antes Heliconíneo), praga do maracujá que se alimentam de suas folhas, sendo os adultos alaranjados, com riscos e manchas pretas na parte superior das asas e na face inferior das mesmas são prateadas. Morpho menelaus (antes Morfíneo), chamado azul-seda, devido ao azul metálico, na face dorsal das asas. As lagartas alimentam-se de plantas silvestres. Hamadryas feronia (antes Ninfalíneo), chamadas borboleta carijó e estaladeira, porque produzem ruído seco ao voar. Colobura dirce (antes Ninfalíneo), nome vulgar borboleta zebra, por causa do desenho na face ventral de ambas as asas. A sua planta-alimento é a imbaúba. Junonia evarete (Ninfalíneo), tem porte médio e asas com manchas ocelares




    ALGUMAS FAMÍLIAS DE MARIPOSAS QUE OCORREM NO CERRADO



    Família


    Principais características

    Esfingídeos
    O tamanho varia de grandes (20 cm de envergadura das asas) até pequenas. Aspecto inconfundível: corpo robusto, asas anteriores fortes, triangulares, longas e estreitas; asas posteriores triangulares mas pequenas, sempre menores que as anteriores. O nome da família provém do comportamento de suas lagartas que se perturbadas ficam com a parte anterior do corpo mais ou menos ereta, um certo tempo, lembrando a pose da esfinge egípcia. Têm importância econômica pois são pragas de várias culturas e também como adultos são polinizadores, devido ao hábito alimentar.

    Protambulyx strigilis, nome vulgar: fifes. Têm padrão colorido das asas marron bem claro, com pontos escuros e laranja, com riscos escuros. Plantas hospedeiras são o cajueiro, a cajarana.

    Pachylia fícus, coloração marron escuras, com um ponto branco na parte inferior de cada asa posterior. Alimentam-se de figueiras, jaqueira.

    Cocytius duponchel, de cor esverdeada com traços marrons; Erinnyis ello, nome comum dessas lagartas é mandarovás, são de cor acinzentada. As plantas hospedeiras são a macaxeira, mandioca, seringueira, mamoeiro e outras.


    Família


    Principais características

    Cossídeos
    Tamanho médio a grande, corpo robusto, muitas vezes confundidos com os esfingídeos. Muitas espécies são de cor parda escura, com pequenas manchas brancas, ou asas brancas com estrias e manchas pretas.

    Xyleutes sp., as lagartas dessa espécie são brocas de caules, e às vezes, atingem as raízes da planta. Planta alimento é a laranjeira e as leguminosas.


    Família


    Principais características

    Saturnídeos
    O tamanho varia muito, desde pequenos a muito grandes. Não têm espirotromba, não se alimentam quando adultos. Muitas lagartas possuem cerdas ou espinhos com substância urticante, como por exemplo a Hylesia sp. ou até letal como a Lonomia sp.

    Eacles imperialis, mariposas de cor amarela com manchas marrons, suas lagartas vorazes se alimentam de abacateiro, cajueiro, mangueira, goiabeira e outras.


    Família


    Principais características

    Noctuídeos
    Maior família de lepidópteros, com maior número de espécies conhecidas. Também têm o maior número de pragas. Possuem cores sombrias de modo geral e poucas cores mais vivas.

    Thysania agrippina, imperador, é o maior lepidóptero do mundo, quanto à envergadura. Coloração cinza prateada com traços em zig-zag escuros.

    Ascalapha odorata, nome vulgar é bruxa, com cores escuras do marron ao preto, alimenta-se do ingá e leguminosas.


    ILUSTRAÇÕES DE MARIPOSAS QUE OCORREM NO CERRADO

    Indivíduo adulto da mariposa Titaea orsimone.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo
    Indivíduo adulto da mariposa Titaea tamerlan.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo
    Indivíduo adulto da mariposa Arsenura meander.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo
    Indivíduo adulto da mariposa Rhescyntis reducta.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo
    Indivíduo adulto da mariposa Loxonomia serpentina.
    Foto: Amabílio José Aires de Camargo

    Referencias e créditos;

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