quarta-feira, 11 de julho de 2018

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS.




FAUNA DE LEPIDÓPTEROS DO BIOMA CERRADO


INTRODUÇÃO

Os lepidópteros compõem a segunda maior diversidade de insetos do planeta e são encontrados em quase todas as regiões do mundo, principalmente em locais tropicais. São estimadas 150.000 espécies de lepidópteros, sendo a segunda maior ordem em número de espécies de insetos.
No Brasil, mais de 3.500 espécies de borboletas já foram descritas e 57 espécies de Lepidoptera estão ameaçadas de extinção.
No Cerrado, existem aproximadamente 1.000 espécies de borboletas e de 5 a 8 mil espécies de mariposas. Milhares de espécies ainda estão por ser descobertas e descritas por cientistas.
Os lepidópteros são insetos holometabólicos, ou seja, sofrem metamorfose completa, com estágios de ovo, larva (lagarta), pupa (crisálida) e adulto (imago). Os adultos são totalmente diferentes das formas imaturas.






PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

As principais características da ordem são as asas cobertas de escamas e o aparelho bucal sugador modificado em espirotromba ou probóscide, que é um tubo enrolado em espiral que funciona semelhante ao brinquedo língua-de-sogra . Esse tipo de aparelho bucal é exclusivo dessa ordem de insetos, com a função de extrair o néctar das flores e aspirar substâncias líquidas para se alimentar. Nos adultos que não se alimentam apresentam o aparelho bucal atrofiado.


A cabeça é arredondada e mais estreita que o tórax, com 1 par de olhos compostos, com grande número de omatídeos; 2 ocelos que podem ficar pouco aparentes por causa das escamas que cobrem o corpo;1 par de antenas de vários tipos e posicionadas no bordo interno dos olhos; 1 aparelho bucal do tipo sugador. Na cabeça das lagartas são encontrados 3 pares de olhos simples, 1 par de antenas e 1 aparelho bucal tipo mastigador. Tanto os adultos quanto as lagartas possuem 3 pares de pernas no tórax, de tamanho variável e muito delicadas. Só os adultos possuem 2 pares de asas membranosas e cobertas por escamas, sendo as asas anteriores mais desenvolvidas que as posteriores. As lagartas têm falsas pernas no abdome, com ganchinhos na base, que servem para segurar o alimento. O abdome dos adultos é alongado e recoberto por escamas, sendo a genitália, aparelho sexual externo.
Como caracteres sexuais distintivos, pode-se salientar que as fêmeas são maiores que os machos; estes são mais coloridos e possuem antenas diferenciadas (chamadas pelos estudiosos de ornamentais).



PRIMEIRA E SEGUNDA FASES
OVO E LARVA

Após a fecundação, as fêmeas começam a busca pela planta onde irão pôr seus ovos. Os ovos são de diversas formas e colorações dependendo da fase de desenvolvimento. Geralmente, cada espécie, tem preferência pelas plantas-alimento para o desenvolvimento de suas lagartas.
Após a eclosão dos ovos, as lagartas se alimentam das plantas onde se encontram. As lagartas possuem cores variadas e corpo vermiforme, recobertos por cerdas, que podem ser urticantes.A coloração é variável. Elas apresentam diversos mecanismos de defesa: cores chamativas (apocemáticas), como aviso de perigo, cores miméticas (confundem-se com outras espécies), cores homocrômicas (para a camuflagem). Apresentam glândulas de seda desenvolvidas, que servem para fazer casulos ou abrigos em folhas. Em algumas espécies, pêlos urticantes e um osmaterio que é geralmente formado por um par de processos carnosos e retráteis localizados na região frontal do corpo que eliminam odores tóxicos. Sua alimentação consiste primeiramente no cório (casca do ovo) e depois de diferentes partes de um vegetal (caules, galhos, gavinhas, folhas, flores, etc) de acordo com a necessidade de cada espécie. Na sua maioria são fitófagas (que se alimentam de plantas), sendo algumas consideradas pragas extremamente prejudiciais às plantações como a lagarta-do-cartucho do milho considerada a principal praga da cultura no Brasil. Há larvas que se alimentam de cereais e tecidos, o que pode causar danos às indústrias têxteis e de processamento de grãos.
Algumas lagartas, como as taturanas (ou tatarana do tupi que significa semelhante ao fogo), possuem importância médica devido à presença de pêlos urticantes e secreções potencialmente perigosas que podem provocar sérias queimaduras ou até óbitos


ILUSTRAÇÕES




Primeira fase dos ovos.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

Ovos próximos à eclosão.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

Segunda e terçeira fases de desenvolvimento da lagarta.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

Terçeira fase de desenvolvimento da lagarta.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo 

Última fase do desenvolvimento da lagarta.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo 




TERCEIRA FASE
PUPA

Quando as lagartas completam o seu desenvolvimento param de se alimentar e procuram um local adequado para o estágio de pupa.
A pupa, geralmente é encerrada dentro de um casulo de seda, construído pela lagarta antes da pupação. Já no casulo, a lagarta sofre a última muda e se transforma em pupa (crisálida). As crisálidas também apresentam variação na forma e coloração. Elas estão fixadas geralmente em plantas, que podem ser a própria planta-alimento da lagarta ou não. Há também, casos de instalação em outros suportes inclusive no solo, fato este mais comumente observado nas mariposas. Ainda cabe destacar, que algumas crisálidas encontram-se envoltas por casulos elaborados pela lagarta a partir de secreções de seu corpo ou de material encontrado no meio. Exemplo: bicho-da-seda e bicho-do-cesto.


ILUSTRAÇÃO



Pulpa, estágio comum de desenvolvimento das borboletas e mariposas.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo 



QUARTA FASE
ADULTO

Da pupa emerge o adulto ou imago, a borboleta ou mariposa, voadores ativos. Os adultos, tal como as lagartas, apresentam mecanismos de defesa, com apocematismo, mimetismo e camuflagem. Quanto à alimentação, podem ser classificados como os que não se alimentam (comem o necessário quando são lagartas e têm espirotrombas atrofiadas ou não usuais); os que se alimentam nas flores, bebendo o néctar e ou o pólen, que é dissolvido neste e os que se alimentam nos frutos maduros, bebendo o sumo, líquidos resultantes da decomposição dos frutos.


ILUSTRAÇÕES



Indivíduo adulto de Copiopteryx montei.
Foto: Amábílio José Aires de Camargo





PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS

A ordem Lepidoptera compreende as borboletas e as mariposas. Existem diferenças que permitem estes dois grupos:

Diferença

Borboletas

Mariposas
Vôo
Diurno
Noturno
Tipo de antenaClavadas, semelhantes a um mini taco de golfeFiliformes (em forma de fio), plumosas (em forma de pena), exceto clavadas
Posição das asas em repousoAsas ficam levantadas e fechadas, verticalmente ao corpoAsas ficam estendidas horizontalmente sobre o corpo
Cores das asasCores brilhantes e variadasCores escuras, embora haja exceções
Corpo e cerdasCorpo fino com poucas cerdas (escamas parecidas com pêlos)Corpo gordo coberto de cerdas (peludo)



IMPORTÂNCIA DOS LEPDÓPTEROS

Os lepidópteros possuem importância ecológica, econômica e médica. Como qualquer ser na natureza, fazem parte da cadeia ecológica seja como imaturos ou adultos.
Os ovos podem ser parasitados por outros insetos, as lagartas servem de alimentos para insetos predadores e parasitas, aranhas e até vertebrados como pássaros, sapos, lagartos, roedores. Também podem ser parasitadas por bactérias, fungos e vírus. As pupas podem ser parasitadas por moscas e vespas. Estas começam a parasitar desde a forma de lagarta. Quando se espera sair da pupa um adulto, se surpreende com o aparecimento destes parasitas já adultos. Como adultos, os lepidópteros podem ser suporte alimentar de outros insetos, aranhas, pássaros, lagartos, sapos, morcegos e até gato doméstico. Realizam também a polinização quando sugam o néctar das flores e carregam pólen de uma flor para outra. Esses insetos parasitas e predadores, bem como as bactérias, fungos e vírus são altamente usados no controle biológico de pragas.
As lagartas servem de alimento para certos índios que as comem assadas. Os casulos do bicho-da-seda asiático, com fio contínuo, dão a seda natural. A criação dessas mariposas chama-se sericicultura. A planta-alimento das lagartas é a amoreira. O bicho-da-seda brasileiro é a mariposa Rothschildia spp., o fio é descontinuo. Está sendo estudada para a produção de seda.
As lagartas podem causar danos às culturas, por serem desfolhadoras, consumindo folhas e às vezes deixam as plantas peladas. Existem lagartas que comem outras partes dos vegetais: raiz, caule, flor e até o fruto, hábito que chamamos herbivoria. Há as que consomem grãos armazenados, cera de colméias e também roupas. A maioria consome plantas de jardins, hortaliças, madeiras nobres, frutíferas, plantas cultivadas de modo geral.
As escamas dos lepidópteros adultos podem provocar irritação nos olhos e até conjuntivite em função da sensibilidade dos indivíduos. No entanto, as escamas não causam cegueira. As escamas de certas mariposas saturnídeas causam irritação na pele, as dermatites. Lagarta-de-fogo, taturana, bicho-cabeludo, pertencentes a diversas famílias de lepidópteros noturnos: megalopigídeos, artídeos, saturnídeos, eucleídeos e limantrídeos são as mais comuns e suas cerdas estão ligadas a glândulas hipodérmicas que produzem substâncias urticantes. Essas cerdas se quebram com facilidade quando tocadas, liberando as substâncias que podem causar vermelhidão local passageira, ligeira queimadura, lesões mais extensas com formação de vesículas e sintomas como náuseas, gânglios infartados, febre e até hemorragias locais e generalizadas.




ALGUMAS FAMÍLIAS DE BORBOLETAS QUE OCORREM NO CERRADO



Família


Principais características

Papilionídeos
As lagartas dessa família têm uma estrutura chamada osmetério na parte dorsal do tórax, que fica escondida dentro de uma cavidade. Quando a lagarta é perturbada essa estrutura vem para fora, exalando um cheiro forte e desagradável. Só as lagartas desta família possuem essa estrutura, que atua contra seus predadores e parasitas.


Família


Principais características

Pierídeos
O tamanho dos adultos varia entre pequeno e médio. As cores mais freqüentes são branca, amarela ou laranja, marcadas de preto. As lagartas atacam hortaliças como o couve e leguminosas do gênero Cassia. Os adultos migram aos bandos e pousam nas beiras de rios, igarapés, areia úmida para sugarem minerais e água. Outras borboletas adultas também se alimentam assim, como os hesperídeos e papilionídeos.


Família


Principais características

Ninfalídeos
Uma das grandes famílias de borboletas, de cores variadas. Nas classificações mais recentes outras borboletas, antes consideradas em famílias diferentes, passaram a ser sub-famílias dessa família. Caligo sp. (antes Brassolíneo), chamado borboleta coruja devido às manchas ocelares, na face inferior das asas inferiores, que parecem olhos de coruja. As lagartas são brocas de pseudo-caules de bananeira. Agraulis sp. (antes Heliconíneo), praga do maracujá que se alimentam de suas folhas, sendo os adultos alaranjados, com riscos e manchas pretas na parte superior das asas e na face inferior das mesmas são prateadas. Morpho menelaus (antes Morfíneo), chamado azul-seda, devido ao azul metálico, na face dorsal das asas. As lagartas alimentam-se de plantas silvestres. Hamadryas feronia (antes Ninfalíneo), chamadas borboleta carijó e estaladeira, porque produzem ruído seco ao voar. Colobura dirce (antes Ninfalíneo), nome vulgar borboleta zebra, por causa do desenho na face ventral de ambas as asas. A sua planta-alimento é a imbaúba. Junonia evarete (Ninfalíneo), tem porte médio e asas com manchas ocelares




ALGUMAS FAMÍLIAS DE MARIPOSAS QUE OCORREM NO CERRADO



Família


Principais características

Esfingídeos
O tamanho varia de grandes (20 cm de envergadura das asas) até pequenas. Aspecto inconfundível: corpo robusto, asas anteriores fortes, triangulares, longas e estreitas; asas posteriores triangulares mas pequenas, sempre menores que as anteriores. O nome da família provém do comportamento de suas lagartas que se perturbadas ficam com a parte anterior do corpo mais ou menos ereta, um certo tempo, lembrando a pose da esfinge egípcia. Têm importância econômica pois são pragas de várias culturas e também como adultos são polinizadores, devido ao hábito alimentar.

Protambulyx strigilis, nome vulgar: fifes. Têm padrão colorido das asas marron bem claro, com pontos escuros e laranja, com riscos escuros. Plantas hospedeiras são o cajueiro, a cajarana.

Pachylia fícus, coloração marron escuras, com um ponto branco na parte inferior de cada asa posterior. Alimentam-se de figueiras, jaqueira.

Cocytius duponchel, de cor esverdeada com traços marrons; Erinnyis ello, nome comum dessas lagartas é mandarovás, são de cor acinzentada. As plantas hospedeiras são a macaxeira, mandioca, seringueira, mamoeiro e outras.


Família


Principais características

Cossídeos
Tamanho médio a grande, corpo robusto, muitas vezes confundidos com os esfingídeos. Muitas espécies são de cor parda escura, com pequenas manchas brancas, ou asas brancas com estrias e manchas pretas.

Xyleutes sp., as lagartas dessa espécie são brocas de caules, e às vezes, atingem as raízes da planta. Planta alimento é a laranjeira e as leguminosas.


Família


Principais características

Saturnídeos
O tamanho varia muito, desde pequenos a muito grandes. Não têm espirotromba, não se alimentam quando adultos. Muitas lagartas possuem cerdas ou espinhos com substância urticante, como por exemplo a Hylesia sp. ou até letal como a Lonomia sp.

Eacles imperialis, mariposas de cor amarela com manchas marrons, suas lagartas vorazes se alimentam de abacateiro, cajueiro, mangueira, goiabeira e outras.


Família


Principais características

Noctuídeos
Maior família de lepidópteros, com maior número de espécies conhecidas. Também têm o maior número de pragas. Possuem cores sombrias de modo geral e poucas cores mais vivas.

Thysania agrippina, imperador, é o maior lepidóptero do mundo, quanto à envergadura. Coloração cinza prateada com traços em zig-zag escuros.

Ascalapha odorata, nome vulgar é bruxa, com cores escuras do marron ao preto, alimenta-se do ingá e leguminosas.


ILUSTRAÇÕES DE MARIPOSAS QUE OCORREM NO CERRADO

Indivíduo adulto da mariposa Titaea orsimone.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo
Indivíduo adulto da mariposa Titaea tamerlan.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo
Indivíduo adulto da mariposa Arsenura meander.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo
Indivíduo adulto da mariposa Rhescyntis reducta.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo
Indivíduo adulto da mariposa Loxonomia serpentina.
Foto: Amabílio José Aires de Camargo

Referencias e créditos;

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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Como montar um borboletario?

O que é um Borboletário?

Os borboletários são um tipo de zoológico exclusivo para a criação de diversas espécies de borboletas e suas fases de vida. (ovo, lagarta, pupa e adulto).
Adultos podem ser vistos voando dentro de estruturas teladas semelhantes a casas de vegetação agrícola, enquanto as formas jovens são criadas em salas separadas.
Borboletário Águias da Serra - Eng. Marsilac, São Paulo - SP,

Borboletários, além de expor,  possibilitam identificar e avaliar várias espécies, observando seus aspectos biológicos e possível criação massal, além de manutenção de populações que não ocorrem em todas as estações.
É exigido dos criadores registrados, que uma certa quantidade de casais de cada nova produção seja solta de volta a natureza.

Borboletário Fiocruz- Manguinhos, Rio de Janeiro

Obter autorização de órgãos competentes para criar borboletas. 

Como toda espécie silvestre, as borboletas não podem ser criadas e muito menos comercializadas, sem devido registro emitido por órgãos competentes.
Exemplo da (Portaria nº 2314, de 26 de novembro de 1.990) que regulamenta a instalação e o funcionamento de criadouros comerciais de insetos da Ordem 

Lepidóptera, ou seja, borboletas e ou mariposas. 

Borboletário _SESC Pantanal Paconé MT


Caso o objetivo da criação não seja a comercialização, aí o criadouro se enquadra na categoria de criadouro conservacionista regulamentado pela (Portaria 139/93 de 29 de dezembro de 1993).
Um criadouro de borboletas, mesmo para o lazer, deve ter autorização dos órgãos competentes, pois as borboletas, também são animais silvestres, nativos e estão protegidos pela Lei 9.605, de 12/2/1998.



FAUNA SILVESTRE BRASILEIRA EM CATIVEIRO: CRIAÇÃO LEGALIZADA.

Os órgãos competentes reconhecem como legal as seguintes finalidades de criação: comercial, científica, conservacionista e amadorista.

Borboletário _SESC Pantanal Paconé MT

A quem se destina?
Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, que desejam iniciar uma atividade que envolva a manutenção ou utilização de animais da fauna silvestre em cativeiro, ou provenientes de cativeiro, deverão obter as autorizações necessárias junto ao órgão ambiental competente.
Essa autorização, portanto, não é destinada a pessoas que já possuam animais silvestres em casa e estejam buscando uma forma de regularizá-los. 
Borboletário da Fundação Zoobotânica Belo Horizonte SP.
Por que é necessário obter essas autorizações?
Animais da fauna silvestre são protegidos por lei. Por esse motivo, sua utilização, venda, manutenção em cativeiro, transporte, sem autorização  do órgão ambiental competente, ou em desacordo com a obtida é considerado um crime ambiental, que pode ser punido com detenção e multa.

Como funciona a obtenção das autorizações?
Atualmente a legislação estabelece algumas categorias de uso autorizáveis. Essas categorias de uso ou “empreendimentos de fauna silvestre”, como são conhecidos, procuram atender as diversas finalidades existentes de utilização da fauna silvestre, tais como criação, reprodução, exposição, pesquisa, comercialização e abate.
Dessa forma, o interessado deverá se enquadrar naquela categoria que mais se adéqua às atividades que deseja realizar. As seguintes categorias são previstas na legislação:

Borboletário SESC Pantanal Paconé MT
I.         Centro de reabilitação de animais silvestres (CRAS): todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa jurídica de direito público ou privado, com finalidade de receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, criar, recriar, reproduzir, manter e reabilitar espécimes da fauna silvestre nativa para fins de programas de reintrodução no ambiente natural;
II.        Centro de triagem de animais silvestres (CETAS): todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, somente de pessoa jurídica de direito público ou privado, com finalidade de receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e destinar espécimes da fauna silvestre provenientes da ação da fiscalização, resgates ou entrega voluntária de particulares, sendo vedada a comercialização;
III.        Criadouro científico para fins de conservação: todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa jurídica, ou pessoa física, sem fins lucrativos, vinculado a plano de ação ou de manejo reconhecido, coordenado ou autorizado pelo órgão ambiental competente, com finalidade de criar, recriar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre nativa em cativeiro para fins de realizar e subsidiar programas de conservação e educação ambiental, sendo vedada a comercialização e exposição;
IV.        Criadouro científico para fins de pesquisa: todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa jurídica, vinculada ou pertencente à instituição de ensino ou pesquisa, com finalidade de criar, recriar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de realizar ou subsidiar pesquisas científicas, ensino e extensão, sendo vedada a exposição e comercialização a qualquer título;
V.        Criadouro comercial: todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa física ou jurídica, com finalidade de: criar, recriar, terminar, reproduzir e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro para fins de alienação de espécimes, partes, produtos e subprodutos;
VI.        Estabelecimento comercial da fauna silvestre: todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa jurídica, com finalidade de alienar animais vivos da fauna silvestre, procedentes de criadouros comerciais autorizados pelo órgão ambiental competente;
VII.        Jardim Zoológico: empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa jurídica, constituído de coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em semiliberdade e expostos à visitação pública, para atender a finalidades científicas, conservacionistas, educativas e socioculturais;
VIII.        Mantenedouro de fauna silvestre: todo empreendimento autorizado pelo órgão ambiental competente, de pessoa física ou jurídica, sem fins lucrativos, com a finalidade de criar e manter espécimes da fauna silvestre em cativeiro, sendo proibida a reprodução, exposição e alienação;
IX.        Matadouro, abatedouro, e frigorífico: empreendimento de pessoa jurídica, com a finalidade de abater, beneficiar e alienar partes, produtos e subprodutos de espécimes de espécies da fauna silvestre.
Depois de escolhida a categoria que mais adequada à atividade que se pretende exercer, o interessado deve obter as autorizações necessárias junto à Secretaria de Meio Ambiente. De uma forma geral, a obtenção dessas autorizações é dividida em três etapas. Para cada uma delas, o interessado obtém uma autorização que é condição para a obtenção da autorização subsequente.  Leia abaixo a descrição de cada uma delas:Autorização Prévia: A Autorização Prévia é o documento inicial que identifica o interessado, a atividade que deseja realizar e com quais grupos ou espécies deseja realizá-la. Sua solicitação ocorre com o preenchimento de um cadastro básico de informações e sua emissão é automática. A autorização prévia possibilita a continuação para a próxima etapa.
Borboletário Flores que Voam - caminho do Horto Florestal –Campos do Jordão SP
·          Autorização de Instalação: A Autorização de Instalação é o documento que autoriza construção/instalação do empreendimento. Sua obtenção ocorre após análise e aprovação do projeto arquitetônico do empreendimento, bem como do plano de trabalho, no qual constam as ações de manejo que serão aplicadas aos grupos e espécies que se pretende utilizar.
·     Autorização de Manejo: A Autorização de Manejo autoriza o início das atividades do empreendimento. Sua emissão ocorre após vistoria técnica, por meio da qual se identifica que o empreendimento já foi completamente instalado, está de acordo com o projeto apresentado e apto a iniciar suas atividades.

 Borboletario  Municipal de Osasco - Piratininga, Osasco - SP
De onde vem os animais de um novo empreendimento?
Uma vez que o interessado tenha obtido todas as autorizações, poderá receber animais para início de suas atividades. Com exceção dos CETAS e CRAS, que recebem animais apreendidos e resgatados pelos órgãos oficiais, os animais encaminhados aos novos criadouros e zoológicos são provenientes de outros empreendimentos já autorizados pelo órgão, desde que essa transferência tenha sido previamente analisada e autorizada pelo órgão ambiental competente.

Procurar ler e entender as seguintes leis antes de fazer investimentos:

PORTARIA Nº 2.314, DE 26 DE NOVEMBRO DE 1990,
PORTARIA N° 139 93, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1993,
LEI 9605 de 12 2 1998.


Fonte/créditos:











quarta-feira, 20 de junho de 2018

Sobreviverão os insetos ao homem?



Resultado de imagem para Sobreviverão os insetos ao homem

Por:
 William Jacob Holland.


"Quando a lua houver desaparecido do céu, o sol brilhar ao meio-dia  numa luz mortiça vermelho-cereja, os mares estiverem inteiramente congelados e a calota glacial houver deslizado de cada polo até o equador; quando todas as cidades estiverem mortas há muito tempo, e a vida, em sua totalidade, se encontrar no derradeiro limiar de sua extinção no globo; nesse momento, num pedaço de líquen que crescer numa rocha escavada, ao lado das neves eternas do Panamá, estará pousado um minúsculo inseto, limpando as antenas ao brilho de um sol exaurido, representando o único sobrevivente da vida animal na face da Terra: um melancólico bichinho."

De W. J. Holland, no seu livro "The book Moth".



"The book Moth".

Livro para download em:


Sobre William Jacob Holland: (16 de agosto de 1848 - 13 de dezembro de 1932) foi o oitavo chanceler da Universidade de Pittsburgh (1891-1901) e diretor dos Museus Carnegie de Pittsburgh . Ele era um zoólogo e paleontólogo, bem como um ministro presbiteriano ordenado . 

Vida 

Holland nasceu em 16 de agosto de 1848 na Jamaica , nas Índias Ocidentais , filho de Rev Francis R Holland e sua esposa, Eliza Augusta Wolle. 

Ele passou seus primeiros anos em Salem, na Carolina do Norte , depois freqüentando Nazareth Hall, uma escola de meninos da Morávia na Pensilvânia, seguida por Amherst College , (AB, 1869) e Princeton Theological Seminary (1874). Na Amherst Holland, o colega de quarto era um estudante do Japão, fazendo com que a Holanda se interessasse por japonês e aprendesse essa língua bem antes de ser uma atividade comum nos Estados Unidos.

Em 1874, mudou-se para Pittsburgh , na Pensilvânia, para se tornar pastor da Igreja Presbiteriana de Bellefield, no bairro de Oakland, na cidade. Nesta época, Holland também era curador do Colégio da Pensilvânia para Mulheres (atual Chatham University ), onde lecionava línguas antigas. Ele também foi ativo nas ciências, servindo como naturalista para os Estados Unidos Eclipse Expedition, que em 1887, no legado da Academia Nacional de Ciências e da Marinha dos EUA , explorou o Japão. Em 1879, a Holanda se casou com Carrie T. Moorhead. Eles tiveram dois filhos.

Em 1891 tornou-se chanceler de Pitt, onde ensinou anatomia e zoologia. Sua administração de 1890 é mais conhecida por aumentar drasticamente o tamanho e o escopo da universidade (então chamada Western University of Pennsylvania). Em 1901, seu amigo Andrew Carnegie o contratou como diretor do Museu Carnegie, onde permaneceu até a aposentadoria em 1922.

Ele morreu em 13 de dezembro de 1932 e foi enterrado no cemitério de Allegheny , em Pittsburgh. 



Trabalho 

O principal interesse de Holland era em lepidoptery , mas ele se treinou como paleontólogo quando assumiu a direção do Carnegie Museum. Como diretor dos Museus Carnegie, Holland alcançou renome internacional por supervisionar a montagem de vários modelos do dinossauro saurópode Diplodocus , uma doação da Carnegie para museus de história natural em toda a Europa. Sua viagem à Argentina em 1912 para instalar uma réplica de um Diplodocus , a mando de Carnegie, é contada por Holland em seu livro de viagens de 1913, To the River Plate and Back . A campanha do Diplodocus lhe rendeu sua parcela de reconhecimento internacional, sob a forma de um francês.legion d'honneur e uma cruz de cavaleiro alemão, entre outros. 

A Holanda foi o grande divulgador da América das borboletas e mariposas na primeira metade do século XX. O livro de borboletas de Holland (1898) e o livro The Moth Book (1903) ainda são amplamente utilizados. A Holanda doou sua coleção particular excedendo 250.000 exemplares ao Museu Carnegie. Ele apoiou colecionadores ativos em todo o mundo, obtendo grandes coleções de regiões anteriormente não cobradas entre 1890 e 1930 através dos esforços de William Doherty , Herbert Huntingdon Smith , HL Weber, J. Steinbach, SM Klages e muitos outros.



Legado 

O Holland Hall da Universidade de Pittsburgh, na 3990 Fifth Avenue, é nomeado em sua homenagem. É uma residência estudantil para 600 estudantes do primeiro ano e faz parte do complexo Schenley Quadrangle. O University Book Centre fica no térreo do Holland Hall.

Holland também estava interessado na história de seus antepassados, particularmente de seus ancestrais morávios e huguenotes em Belém, Pensilvânia, Filadélfia, Inglaterra e França. Ele acumulou uma quantidade considerável de material, incluindo cartas, diários, retratos e outros artefatos, e doou para a Sociedade Histórica da Pensilvânia Ocidental em Pittsburgh, hoje conhecido como Centro de História do Senador John Heinz. A coleção inclui 17 pés lineares de materiais e é conhecida como a Coleção Holland.

Entomologicamente falando, William Jacob Holland foi um grande colaborador ao escrever livros sobre espécies de borboletas e mariposas que até hoje são referência.
Meus respeitos por pessoa tão admirável.