quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nova espécie de borboletas recebe nome de Donald Trump.

Ao descobrir uma nova espécie de borboletas, o entomólogo canadense, Vazrick Nazari, resolveu dar o nome de Donald Trump, presidente eleito dos EUA, revela a revista científica ZooKeys.




Essa não é a primeira vez quando representantes da flora e fauna recebem nome de presidentes norte-americanos ou de outras personalidades. 

No ano passado, por exemplo, um peixinho tropical foi batizado de Barack Obama, uma espécie rara de vespas parasíticas ganhou o nome de Brad Pitt, e uma abelha do Brasil recebeu o nome de um dos pokémons do anime japonês. Nazari resolveu homenagear Donald Trump dando seu nome a uma espécie de borboletas descoberta por ele na ilha de Santa Catalina, na costa oeste da Califórnia. Mas por quê? 
A borboleta tem um "penteado" parecido ao de Trump, diz o cientista.








O inseto Neopalpa donaldtrumpi pertence à espécie Gelechiidae, uma família bastante numerosa de borboletas que habitam a América do Norte. As lagartas deste tipo de borboletas são extremamente vorazes. A maioria das borboletas Gelechiidae possui coloração amarela, aproximando-se ainda mais ao magnata Trump.



O cientista espera que o descobrimento dessa espécie de borboleta ajude a revelar a origem e a história evolutiva do Neopalpa donaldtrumpi e atraia atenção de políticos e do próprio Donald Trump quanto à questão da proteção da fauna das ilhas e da costa da Califórnia, onde espécies, muitas ainda não descobertas por cientistas, começam a se extinguir devido a mudanças climáticas.






Mostrar mais em: 
https://br.sputniknews.com/ciencia_tecnologia/201701187455761-especie-borboletas-nome-donald-trump/
Artigo na zookeys:  http://zookeys.pensoft.net/articles.php?id=11411

*Direitos autorais e créditos pertencem ás  postagens originais nos link´s acima.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sumiço das Borboletas;



     DESMATAMENTO. 


Como já dizia o meu amigo e mentor, o  Sr. Ivo Rank, que sempre dominou a biologia dos lepidópteros; "O desmatamento e o uso de pesticidas, descontroladamente irá diminuir e muito o número de espécies de borboletas".





Os adultos em geral sabem as consequências do desmatamento. Mas como explicar para as crianças mudanças climáticas, alterações no ciclo hidrológico,  enchentes? Uma das formas é contando-lhes histórias, histórias simples como a que escrevi e que anexo para o seu conhecimento e divulgação entre os pequeninos. Um dia eles entenderão, aprendendo a respeitar e a defender a natureza.

Texto de autoria do Prof.Adilson D. Paschoal.

Assunto: Literatura infantil.
Conto: Riacho de Prata e Pé de Árvore.
Finalidade: Entendimento das consequências do desmatamento.

Corria, sem ter muita pressa, entre o arvoredo de uma grande floresta, um riacho de águas muito claras que, por isso, se chamou Riacho de Prata. Muito tempo antes, quando os índios ainda viviam por ali, o riacho mantinha-se sempre cheio e dentro do seu leito de pedras, sem nunca transbordar. Mas depois que surgiram os fazendeiros, cortando as árvores para fazer lenha e para plantar cana-de-açúcar e café, as matas foram diminuindo, fazendo o riacho mudar de jeito, ora enchendo-se em demasia, ora secando quase que por todo.
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Mas como a vida só termina com a morte, o riacho, e tudo o mais em sua volta, foi se ajustando, tentando sobreviver. Um belo dia, de uma semente caída em sua margem nasce uma formosa planta; como ninguém sabia seu nome foi chamada Pé de Árvore. Com o tempo passando, ela foi crescendo, crescendo, até se tornar uma árvore bem grande. O riacho, que acompanhara todo o seu desenvolvimento, um dia puxa prosa com ela dizendo: 
 ─ Como você cresceu! Ficou bonita! 
— Graças à minha água isso foi possível! 
─ Mas já faz tanto tempo! 
— responde Pé de Árvore 
— quando eu era ainda pequenina e suas águas cristalinas banhavam suavemente o meu pé. 
— Agora você encolheu, ficou magro, quase sem água! Não sei qual será o meu futuro se você secar completamente 
— lamenta-se ela. 
 ─ A água que carrego não depende de mim, mas de meus pais 
— responde Riacho de Prata. 
 ─ Mas você tem pais? 
— pergunta, surpresa, Pé de Árvore. 
 ─ Sim! 
— diz ele. 
— Minha mãe é a nascente, onde eu nasci; meu pai é o trovão, que quando fica bravo manda as nuvens despejarem chuva, cuja água vem parar aqui no leito onde corro. 
 ─ Sendo assim, peça para eles mandarem mais água para você, bastante água mesmo, pois eu já estou ficando com sede; algumas folhas minhas já estão secando, caindo no chão árido onde agora estou vivendo 
— diz a árvore, lamentando a sorte. 
 ─ Isso não é mais possível! 
— responde o riacho. 
— Minha mãe disse-me que o homem derrubou muitas árvores aqui por perto, fazendo secar as nascentes, olhos d’água como ela costumava dizer; as nuvens também diminuíram e meu pai não mais pode fazer chover como antigamente. Triste, com o pensamento no que acabara de ouvir, a árvore, buscando uma saída para aquele destino cruel, mas nada encontrando, disse bem alto para que todos ouvissem: “Se eu tivesse pernas, ao invés de raízes, eu juro que sairia correndo daqui e nunca mais voltaria! Ah! se eu tivesse pernas!...
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Com o tempo passando, e a seca aumentando, a pobre árvore viu-se quase despida de folhas. Mas um dia a situação mudou. 
Sem avisar ninguém, densas nuvens negras formam-se no céu e trovões se ouvem anunciando chuva forte. Em pouco tempo a tormenta desaba sobre a floresta, encolhida e seca. 

O riacho fica feliz e exclama: 
 ─ É o papai que está vindo, trazendo esperanças para todos nós... 
 ─ E água também! 
— exclama Pé de Árvore, sorrindo novamente depois de longo período de espera por aquelas gotas salvadoras, que pareciam não vir nunca. E assim, com a chuva caindo por vários dias sem parar, o riacho foi se enchendo cada vez mais, espalhando suas águas muito além do seu leito normal, chegando a cobrir parte do tronco de Pé de Árvore, que, por isso, começou a ficar com medo, pois a força das águas começava a arrancar a terra, expondo suas raízes. 

 ─ Socorro! 
— pede ela para o riacho, agora transformado em rio de fúria. Era tal o barulho das águas, em pavoroso turbilhão, que o riacho não pode ouvir o pedido de socorro da árvore 
— e mesmo se ouvisse que poderia ele fazer para salvá-la, se perdera o controle sobre si mesmo.
─ Socorro! Socorro! 

 As horas passam. Subitamente, uma onda muito forte arranca a árvore do chão e passa a arrastá-la na correnteza. 
Vendo aquilo, o riacho só pode fazer com que ela não batesse nas margens a sua cabeça de ramos secos. ─ Ponha-me de volta na terra! 
— grita, em desespero, Pé de Árvore.
— Eu não quero mais sair daqui! Não deste jeito!... 

 Mas nada pode ser feito; as águas turbulentas levam a pobre árvore rio abaixo, jogando-a em um rio ainda maior. 
E assim, de rio em rio, a árvore acabou seus dias enroscada nas pedras de uma grande cachoeira muito distante dali. Passada a tormenta, o riacho voltando ao seu leito de sempre, a ausência da frondosa árvore foi sentida por todos. Que falta ela fazia! 

Que beleza era sua folhagem verde, dando sombra e acolhendo pássaros e outros animais da floresta! E os frutos que dava, alimentando a bicharada... 
 Continuando a correr, sem ter muita pressa, um dia Riacho de Prata notou que uma pequenina planta nascia no lugar onde Pé de Árvore viveu por tanto tempo. 

Logo verificou a semelhança com aquela que fora arrastada pelas suas águas. 
Não havia dúvida: naquele lugar, uma das sementes de Pé de Árvore brotara gerando uma planta igual a ela. Por ser dela filha, o riacho deu-lhe o nome de Pezinho de Árvore, pelo menos até que crescesse e ficasse grande e bonita como a mãe.

 Quando ficou moça, pondo os primeiros ramos que deram frutos, Riacho de Prata contou-lhe a história da mãe, terminando com os seguintes dizeres, nunca esquecidos por Pezinho de Árvore: 
 ─ Em um dia de muita raiva, quando a água que eu tinha era pouca, e ela passava sede, sua mãe disse-me que se ela tivesse pernas ao invés de raízes ela sairia correndo daqui e nunca mais voltaria. Foi o que aconteceu. Mesmo sem ter pernas ela acabou saindo daqui e nunca mais voltou. 
Neste caso, as “pernas” que a levaram foram minhas águas, que ela tanto queria fossem aumentadas custasse o que custasse.

(Algumas) adaptações.
João A.C.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Heliconius ethilla narcaea (Godart, 1819)





Heliconius ethilla narcaea 

(TYPE of Heliconius satis Weymer, 1875, TL: Brazil).

Photo taken by Gerardo Lamas and digitized by the Tropical Andean Butterfly Diversity Project, funded by the Darwin Initiative. Any use of this image, except for personal study, requires prior written consent of the housing institution.

Segundo o especialista em lepidópteros e colega Lucas A. Kaminski, em Heliconius ethila narcaea, a subespécie é relativamente variável e pode incluir indivíduos com mais ou menos branco ou laranja, essas variações são chamadas de formas mas oficialmente não possuem status taxonômico distinto.



Características:



Com a envergadura das asas chega a 7 centímetros. Apresenta voo lento, normalmente perto do solo. Durante a fase como lagarta é esbranquiçada e espinhenta, contudo, como (todas as lagartas de borboleta), *Não são urticantes. Pode viver em média trinta dias *dentro de um borboletário. 



Alimentação da fase de borboleta:


Alimenta-se de néctar de flores das plantas , especialmente as de flores com cores vivas como a Lantana, a Pentas e o Flamboyanzinho de jardim. 




Cambarazinho, Lantana camara.

Pentas ou Estrela do Egito, Pentas lanceolata



Flamboyanzinho de Jardim. Caesalpinia pulcherrima




Ecologia:
Reproduzem se, após a cópula, pondo seus ovos isoladamente em brotações  e gavinhas do maracujazeiro. 


Brotação de Maracujá Doce.


Ovo na Gavinha do Maracujazeiro.



Ovo na Gavinha do Maracujazeiro.

Detalhe do ovo ampliado.



Pelos autores: Rafael Dell'ErbaI, II; Lucas A. KaminskiIII; Gilson R. P. MoreiraIII


Alimentação na fase de lagarta:
As lagartas se alimentam das folhas de suas plantas alimento, passifloras em geral, preferindo a Passiflora alata (maracujá doce) 




Lagartas de vários instares.

Lagartas de vários instares.


Cuidados diários com a presença de predadores.


Nem todos os Pentatomídeos são fitófagos...
Alguns são predadores.

O único modo de evitar os predadores é criar em potes.



As lagartas, pós passarem por diversos instares, (idades) se transformam em Pupas.


Pupa.

Pupa.



Pupa próxima de emergir o adulto:
Foto gentilmente cedida pela autora e colega Liberty Turtera.⏎
E finalmente os adultos, machos e fêmeas.

Adulto


Adulto

Adulto

Adulto

Dai em diante o ciclo continua após a cópula dos adultos.




Distribuição Geográfica:
É encontrada em todo o Brasil podendo se distribuir até a América central.

Heliconius ethilla narcaea, pertence a Ordem Lepidoptera, Família Nymphalidae, Subfamília Heliconiinae. 


Agradecimentos ao colega Germano Woehl Junior pela ajuda no texto.
Foto tipo: http://www.butterfliesofamerica.com/L/heliconius_ethilla_narcaea_types.htm

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Borboletário de luxe...

Pavilhão das Borboletas na Ilha Noor no meio da capital do Emirado Árabe de Sharjah





Borboletário / 3deluxe, © Joaquín Busch
© Joaquín Busch

© Joaquín Busch
© Joaquín Busch
Do arquiteto. Após haver completado o Pavilhão das Borboletas na Ilha Noor no meio da capital do Emirado Árabe de Sharjah em dezembro, o estúdio alemão 3deluxe divulga agora a primeira imagem de outro elemento na ilha Noor Island: o Borboletário.
© Björn Asmussen
© Björn Asmussen
Na ilha-lagoa, os arquitetos estão projetando um parque de 2,5 hectares de paisagem transmidiática, costurado com um conjunto de vários pavilhões e edifícios temáticos. Após a abertura do parque no final do ano passado, foram acrescentadas novas atrações nos meses que seguiram.
Planta de Cobertura
Planta de Cobertura
O Borboletário se encontra no centro do Pavilhão das Borboletas, na sombra de sua representativa cobertura dourada. A arquitetura poligonal forma um ecossistema artificial: a floresta tropical é o seu biótopo - povoada com uma infinidade de borboletas - que se encontra dentro de uma envoltória climática fechada. A estrutura metálica da biosfera é revestida com uma construção de vidro que de forma simples proporciona uma barreira mínima entre o interior e exterior. Aberturas zenitais orgânicas proporcionam vistas espetaculares sobre a estrutura de sombreamento e permite que as sombras das lâminas douradas entrem no Borboletário. Luz e sombra que penetram definem sua ambiência.
© Christian Bauer
© Christian Bauer
Ao projetar o Parque da Ilha Noor, os arquitetos assumiram a pronunciação dos novos espaços urbanos e proporcionam aos visitantes a oportunidade de explorar sua cidade emocional, intelectual e fisicamente. O projeto realizado por André Heller e pela estatal de desenvolvimento Shurooq põe em prática ideias de projeto interdisciplinar sem estar limitado por considerações puramente funcionais e baseadas nos benefícios. O projeto combina uma grande quantidade de elementos estéticos em uma linguagem arquitetônica interdisciplinar que se estende pelo espaço e as culturas. Numerosas instalações e estruturas pequenas, plantas pouco comuns e trilha sonora conferem uma experiência holística multi-sensorial. O biótopo da floresta tropical cobre 230 m² e conta com mais de 500 borboletas exóticas, vindas da Malásia duas vezes por semana, se desenvolvem nesta biosfera e podem ser observadas durante as etapas de seu desenvolvimento.
Corte
Corte
A cobertura transparente possui entre 3,5 e 5,5 metros de altura. O vidro cobre toda a superfície, e ao olhar as aberturas zenitais é possível perceber a forma orgânica e a estrutura dourada na parte superior.
© Joaquín Busch
© Joaquín Busch
O conjunto exprime o princípio de desenho das "atmosferas em multicamadas": no interior, uma paisagem ondulada de material mineral termo-formado Krion mescla o horizontal e o vertical. O quebra-cabeças tridimensional é fabricado em um processo tecnicamente sofisticado e faz uma alusão ao terreno natural. Tubos de plantas são integrados em sua forma, os visitantes ingressam em um conjunto único de paredes, piso e céu. Caminhos de madeira conduzem o visitante através de uma paisagem artificial que elimina todos os limites dos espaços tradicionais. O material mineral é impresso com padrões repetitivos e adornos da cobertura dourada e em algumas partes abriga iluminação. Um gráfico tridimensional foi criado através de uma impressão especial. A natureza parece estar crescendo do padrão gráfico floral do material, que parece ser terra ou um jardim vertical, dependendo de sua posição. 
Corte
Corte
As borboletas que prosperam neste ambiente têm uma vida média de uma semana após a eclosão de seus casulos. É fundamental manter as condições climáticas adequadas para o seu bem-estar; para isso foi criado um biótopo com uma temperatura ambiente constante de 26 ° C e uma umidade atmosférica elevada. Os visitantes têm a oportunidade de encontrar os insetos voadores de perto, por exemplo, em um dos locais de alimentação com água com açúcar e frutas. Ou podem segui-las voar pelas plantas, folhas e ornamentos do mundo tropical.
© Christian Bauer
© Christian Bauer
No Borboletário, as camadas e sobreposição de sombras, projeções, plantas reais e impressas, as cores das asas de borboletas fazem parte de um conjunto orgânico e em movimento que estabeleceram categorias para as paredes, solo e cobertura que se dissolvem em um movimento brilhante. O natural se torna artificial e o antropogênico se assemelha à natureza.
© Joaquín Busch
© Joaquín Busch



Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
**CRÉDITOS; http://www.archdaily.com.br/br/795770/borboletario-3deluxe



Um Borboletário dos sonhos...