segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A mulher que descobriu a metamorfose.

Ela se embrenhou na Amazônia no século 17.

Gravura de Maria Merian
Image captionMerian desenvolveu uma forma diferente de enxergar a natureza. Ela é considerada a primeira ecologista do mundo | Imagem: Gravura de Jacobus Houbraken em retrato de Georg Gsell
No século 17, a alemã Maria Merian se propôs a investigar o mundo dos insetos. Acabou desenvolvendo uma forma diferente de pensar e enxergar a natureza e, aos 52 anos, partiu para uma perigosa aventura na América do Sul, para detalhar os ciclos de vida de borboletas, mariposas e outros insetos.
Os feitos de Merian, numa época em que pouca gente desbravava o continente americano abaixo da linha do Equador - em especial as mulheres -, deram a ela a fama de primeira ecologista do mundo.
Ela nasceu na Alemanha em 1647, numa família de editores, escultores e comerciantes, e logo cedo aprendeu a arte da ilustração.
O interesse pelos insetos surgiu no próprio jardim da casa de Merian, ainda na infância.
Aos 13 anos, ela decidiu pintar o ciclo de vida de um bicho da seda numa época em que o comércio da seda era muito importante em Frankfurt.
Para registrar em imagens o bicho da seda, decidiu fazer uma pesquisa meticulosa, na qual anotava tudo o que prejudicava e ajudava sua 'criação de lagartas'.
Colocou as lagartas em cones de papel para que os casulos fossem tecidos neles e as alimentou com alface, porque não conseguiu folhas de amoreira. Nas anotações, questionava se era melhor oferecer folhas molhadas ou secas; se tempestades faziam diferença na evolução dos casulos…
A observação cautelosa resultou em uma série completa de desenhos de todo o ciclo: ovos, lagartas, pupas, e, finalmente, borboletas e mariposas.
O interesse da infância acabou se transformando em paixão de uma vida toda.
Desenho de Maria Merian
Image captionMetamorfose: ovos, lagartas, casulos e, finalmente, borboletas | Imagem: Science Photo Library
Merian se casou e teve duas filhas, sem abandonar seu fascínio pelos insetos. Passava horas investigando o próprio jardim e convencia amigos a lhe darem acesso a parques.
Seus registros simplesmente descreviam o que observava: "grandes números de ... lagartas douradas, amarelas e pretas ... na grama do poço ... da Universidade de Nuremberg".
Mas o interesse por ciclos completos fica claro nas anotações. Numa delas, ela escreveu: "Eu encontrei uma grande quantidade de limo verde nas folhas verdes dos lírios dourados ... Eu toquei com a minha vara e parecia que as folhas estavam apodrecendo, e então encontrei muitas criaturas pequenas, vermelhas, semelhantes ao besouro na concha. Pequenos ... Levei vários deles para investigar o que eles se tornarão".
Ainda que na época de Merian fosse comum pintar flores e insetos para ornar porcelanas e outros objetos, era atípico o interesse sobre como esses bichos viviam, se reproduziam e se desenvolviam. Poucos faziam de tudo para observá-los na natureza e analisar como se desenvolviam.
Flores e borboletas
Image captionMerian desenvolveu um interesse peculiar que ia além da simples pintura de plantas e insetos | Imagem: Science Photo Library

A metamorfose ignorada

Em 1670, Merian publicou o livro A maravilhosa transformação e peculiar alimentação das lagartas, uma obra ilustrada com 50 telas de borboletas em todas as fases do ciclo e com as plantas das quais se alimentavam.
No prefácio do livro, Merian afirmou: "Todas as lagartas, sempre quando as borboletas se acasalam de antemão, emergem de seus ovos".
As descobertas de Merian, que registrou em texto e imagens a metamorfose, passaram quase despercebidas. O livro estava escrito em alemão e, naquela época, o idioma oficial da ciência era o latim.
Abacaxi e insetos
Image captionCenas do Suriname que Merian jamais encontraria no próprio jardim | Imagem: Science Photo Library
Ainda assim, a obra de Merian vendeu razoavelmente bem a ponto de lhe garantir uma renda que a permitiu embarcar para uma aventura em busca de mais detalhes do mundo insetos.

Destino: América do Sul

Em 1699, Merian tinha 52 anos e a filha caçula, Dorotea, 21. As duas embarcaram sozinhas de Amsterdã com destino ao Suriname, país vizinho da Venezuela e do Brasil.
A alemã tinha visto insetos da América do Sul em coleções europeias e viajou decidida a observar algo a mais: as coisas que não existiam em seu jardim europeu e que ainda não haviam sido catalogadas.
Desenho de Maria Merian
Image captionTrês etapas da metamorfose, na ilustração de Maria Merian | Imagem: Science Photo Library
Mãe e filha ficaram dois anos no Suriname.
Viajaram pelo interior do país, explorando e desenhando não apenas insetos como também cenas da vida real.
Apesar do calor tropical e da umidade, Merian continuava usando as roupas europeias com anágua e espartilho. Vestida assim, ela desbravava a selva amazônica à procura de lagartas. Fez isso mais de um século antes de Charles Darwin fazer fama ao cruzar o Atlântico.
colagem de imagens de maria merian
Image captionAinda adolescente, Maria Merian registrou a metamorfose sob a forma de desenhos que capturavam cenas do próprio jardim
Os desenhos de Merian no Suriname, assim como os que fizera na Europa, destoavam dos trabalhos de sua época. Em vez de fazer associações religiosas, muito comuns naquela época, ela simplesmente descreveu o que via.
Enquanto alguns pesquisadores tentavam separar e catalogar espécies, ela procurava o que os animais tinham em comum e tentava descobrir como faziam para sobreviver.
Os registros de Merian ainda hoje são considerados os mais completos de algumas espécies do Suriname.
Aranhas e formigas
Image captionAs ilustrações de Merian não se limitavam a lagartas e borboletas
As ilustrações e anotações da alemã podem ser usadas para entender como os insetos se adaptaram às mudanças climáticas nos últimos 300 anos, uma vez que ela desbravou o Suriname antes de muitas intervenções humanas.
O trabalho dela continua sendo relevante para o universo acadêmico e para a preservação do meio ambiente. Por isso, muita gente a considera a primeira ecologista do mundo.
Desenho de Maria Merian no Suriname
Image captionMerian ainda é pouco reconhecida por suas descobertas científicas | Imagem: Science Photo Library
Além disso, os desenhos e escritos dessa alemã que descobriu a metamorfose jogaram por terra a ideia de geração espontânea. Repolhos deixaram de ser vistos como produtores de lagartas.
No entanto, o nome de Maria Merian continua sendo pouco lembrado pela ciência.
desenho de uma penca de banana
Image captionMerian ficou dois anos no Suriname | Imagem: Science Photo Library
Um dos seus grandes talentos acabou sendo um dos seus pontos mais fracos.
As pinturas de Merian eram tão deslumbrantes que acabaram ofuscando suas descobertas científicas. À medida em que os livros foram sendo reeditados e reimpressos, os textos científicos acabaram sendo eliminados, ficando somente as imagens.
Merian morreu em 1717. Três séculos depois de sua morte, a borboleta pode, finalmente, estar saindo do casulo.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42477784#orb-banner

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A história do A ENCARNADO da ESALQ/USP-Piracicaba/SP.

Resultado de imagem para A ENCARNADO


A história do A ENCARNADO, é o resultado de uma coleta de informações de diversas fontes (fotos antigas, recortes de jornais, livros e depoimentos de veteranos formados nas décadas de 1930 e 1940). 


“Em 1931, o estudante de agronomia Ismar Ramos, participante das atividades esportivas dos agricolões, estava com a mente sintonizada na necessidade de termos um símbolo, algo que identificasse os nossos atletas. 





Como estava receptivo a aproveitar a oportunidade ou inspiração que surgisse, percebeu, num momento, ao ver um grande sapo de frente, que as pernas da frente do bicho, arqueadas, e a linha da boca, sugeriam a letra A com um traçado peculiar. 

Fez o desenho do “A”, em cor vivo-carmim que, logo mais, já estava estampado no uniforme do time de bola-ao-cesto da Associação Atlética Acadêmica Luiz de Queiroz - AAALQ. Ismar formou-se na turma de 1933. O time de futebol também adotou o novo desenho do “A” logo no ano seguinte. 

Em 1934, Philippe W. Cabral de Vasconcelos Filho, formado em 1937, primogênito do Prof. Philippe (o parque da ESALQ tem o seu nome), quando ainda aluno do 1º ano de agronomia, coletando material para um trabalho de Botânica encontrou, num canteiro do parque, em uma das flores, uma pequena aranha (9 mm com as pernas abertas) tendo no dorso do abdomen, naturalmente desenhada, a letra “A” com traçado semelhante ao “A” criado por Ismar Ramos. 

  
Entusiasmado com o achado, levou sua pequenina aranha para o Prof. Piza que a descreveu e a classificou como espécie nova, dando-lhe o nome de Metadiaea litterata. 














No texto do seu trabalho, publicado na Revista de Biologia e Hygiena, consta a seguinte frase: “ ... tendo no dorso do abdomen a letra A maiúscula, semelhante ao símbolo dos acadêmicos de Agronomia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. 

Embora fosse um achado cercado de notáveis coincidências para torná-la a mascote natural da AAALQ e, por extensão, de todo o corpo discente que compõe a torcida da representação esportiva da ESALQ, a existência da pequenina Metadiaea litterata foi logo esquecida e permaneceu ignorada durante décadas. 

Em 1938, talvez 1939, Romeu Italo Ripoli, formado pela ESALQ em 1940, que já não estava muito satisfeito com a figura do sapo como mascote da AAALQ, chamada de Atlética, viu na figura de um Bull-dog Inglês, visto de frente, o quase perfeito encaixe do A, com as pernas tortas e a bocarra do cão, associação semelhante a que havia sido feita por Ismar Ramos com o sapo; só que, dando como resultado extra uma nova mascote, mais adequada para representar o espírito combativo dos agricolões nos campos de esporte. 














Ao jornalista Delfim Rocha Neto, grande admirador da ESALQ e fã número um de nossos atletas, é dado o crédito de ter batizado o logo, talvez em 1940, com o nome de “A Encarnado” e ter sido o principal divulgador do símbolo e dos grandes feitos dos atletas da ESALQ. 

Em 1987, o Prof. Zilmar, escolhido como paraninfo dos formandos em Engenharia Agronômica, pensando em marcar sua gratidão pela honraria, lembrou-se de ter ouvido, quando aluno do 1º ano de Agronomia, contada pelo Prof. Piza, a história de um bicho que teria no corpo a letra A. De uma conversa com o Prof. Piza resultaram a confirmação da história, uma cópia da separata com a foto original da aranha, o desenho de uma aranha mais agressiva e com novas cores, uma pequena mas importante alteração no traçado a letra A e a publicação no Jornal de Piracicaba, em 17/10/1987 de uma pequena nota, escrita pelo Prof. Piza, com o título “Reencontro com Metadiaea”. 

A Empresa Agroceres contribuiu, com a intermediação de Décio Zilberstajn formado em 1975, oferecendo as camisetas com a estampa da Metadiaea. Os formandos as mostraram ao final da colação de grau. Um dos formandos da turma de 1987, Décio Suzuki, apelidado Kaki, pintou o A Encarnado e a aranha Metadiaea litterata na caixa d’água próxima ao Campus “Luiz de Queiroz”. 

As fotos de 1934 e 1935 que ilustram o livro de autoria de Romeu Italo Ripoli, com o título QUARENTA ANOS DE GLÓRIAS, e o depoimento de Virgilio Lopes Fagundes, formado em 1937, testificam a favor dos dados apresentados acima. Em 2001, José Peres Romero, formado em 1952, publicou o Livro ESALQ CENTENÁRIA que contém, além do nome de todos os formandos até aquela data, também uma cópia fac-simile do Livro de Romeu Ripoli e dos discursos do Prof. Piza. 


 

EM TEMPO:
Tenho mostrado aos alunos ingressantes, nos últimos três anos, essa história, juntamente com o relato das histórias do “Hino da ESALQ” e da “Ode à ESALQ”. 

Ninguém doa nada que não lhe tenha sido dado para doar”
(Luiz Vicente de Souza Queiroz) 


TEXTO: Prof. Dr. ZILMAR ZILLER MARCOS ESALQ/USP - F-1955



   
Material original do site da ADEALQ.  http://www.adealq.org.br/a-encarnado.aspx

  • Associação dos Ex-Alunos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz

*** Créditos e direitos autorais pertencem aos autores do site acima.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Borboleta-coruja Caligo beltrao

A borboleta-coruja confunde predadores com estampa das asas.

Espécie que ocorre no Leste do Brasil ganhou o nome popular por apresentar um “olho” nas asas.

                                    Borboleta-coruja vive cerca de três meses (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)

Ao percorrermos uma trilha em um parque, mata ou área preservada, muitas vezes buscamos observar tudo ao nosso redor. Plantas, aves e insetos são exemplos de vidas que podem chamar a nossa atenção durante o caminho.

Entre vaivéns pelos caminhos, muitos seres passam despercebidos. Outros, porém, ganham nossa atenção por particularidades. Um exemplo disso é a borboleta-coruja (Caligo beltrão). A espécie de asas castanhas, semelhantes ao tronco de uma árvore, destaca-se principalmente pelo “olho” que possui em meio às asas e dá origem ao nome popular. O desenho circular amarelo e preto remete aos olhos dos rapinantes. Acredita-se que esta estampa natural ajude a driblar os predadores, já que passa a impressão de ser um animal maior e mais perigoso do que é de fato.

Também conhecida como corujão, esta espécie ocorre na região Leste do Brasil e pode ser encontrada em beira de matas ou ainda em bananeiras, onde costuma se alimentar das folhas quando ainda é lagarta. Na fase em que se torna borboleta, alimenta-se em frutas caídas no chão e também em fezes de animais.

Não à toa é considerada uma das maiores exemplares de borboletas do País: a envergadura pode atingir 18 centímetros. A fêmea é maior que o macho, porém são menos coloridas que os parceiros. Vive cerca de três meses e é considerada uma espécie ameaçada, devido à captura criminosa e à destruição de seu hábitat.

Nome Científico:Caligo beltrao
Família:Nymphalidae
Ordem:Lepidoptera
Distribuição:Típica da região Leste do Brasil.
Habitat:Vive junto à beirada de matas ou bananeiras.
Alimentaçã Essencialmente folhas de bananeira família Musaceae (enquanto lagarta) e quando adultos (borboletas) de frutos caídos no chão além de fezes de animais.

Reprodução:Após o acasalamento, a fêmea começa a botar seus ovos. Em geral as lagartas vão se desenvolver em bananeiras e em outras plantas da família das ciperáceas (semelhante a gramíneas) e marantáceas (composta de ervas dotadas de ampla e bela folhagem, flores hermafroditas, assimétricas e heteroclamídeas).


Saiba mais:O nome já diz tudo. 

Nas asas, pelo lado de dentro, ela tem um desenho semelhante ao rosto de uma coruja, com destaque para os olhos enormes e abertos. Dizem que esta estampa serve de maneira eficiente para driblar seus predadores. Ou seja: parece um animal maior e mais perigoso do que realmente é. Também é conhecida como corujão. 

Já pelo lado de fora, tem um azul magnífico, com detalhes em preto (aliás, a asa azul nunca perde a sua cor, mesmo depois de anos de sua morte). De hábitos crepusculares quando adulta (voa lentamente ao amanhecer e ao anoitecer), ela é um dos maiores exemplares de borboletas que se tem notícia (chega a medir até 18 centímetros de envergadura). 

Efêmera, como a maior parte da espécie, a borboleta-coruja vive aproximadamente três meses. Mas até chegar a esta fase (entenda-se a metamorfose completa) leva cerca de 105 dias. 

Em geral as fêmeas são maiores e menos coloridas que os machos. Uma coisa é certa: nenhum exemplar é igual ao outro (como uma impressão digital). 

Um de seus principais inimigos é a vespa, que colocam seus ovos na borboleta-coruja de qualquer sexo. E suas larvas, literalmente, as parasitam. 

Inseticidas usados nas plantações de banana também costumam causar sua morte. Soma-se a isso, está ameaçada por captura criminosa e pela destruição de seu habitat. 

Fonte: 

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/fauna/noticia/borboleta-coruja-confunde-predadores-com-estampa-das-asas.ghtml

http://faunaeflora.terradagente.g1.globo.com/fauna/invertebrados/NOT,0,0,1223144,Borboleta-coruja.aspx


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A morte de Haroldo Palo Jr. e a importância da fotografia da natureza.


Uma grande perda. 


 (Foto: Reprodução/ Facebook)

(Minhas lembranças infantis, sobretudo as das férias em Teresópolis, estão repletas de histórias de borboletas. Quando eu tinha uns 10 anos de idade, meu pai me chamou no jardim para mostrar, embaixo de uma folha larga, dezenas de ovos que haviam sido depositados por uma borboleta. “Estes ovos vão eclodir e daqui a alguns dias essa planta estará cheia de lagartas”, disse Armando.
Dito e feito, uma semana depois, dezenas de lagartas verdes com pontinhos negros se amontoavam nas folhas. À medida que cresciam, as lagartas aumentavam seu apetite e devoravam com vigor quase todas as folhas da planta que tão generosamente havia hospedado os ovos.) 

No dia 25 de novembro, depois de um infarto agudo do miocárdio, a fotografia de natureza se despediu de um de seus grandes mestres: Haroldo Palo Jr., autor e editor (editora Vento Verde) de obras fundamentais como: O Guia de Identificação das Aves do Brasil, do ornitólogo Rolf Grantsau, considerado para muitos o mais importante guia de aves já publicado no país; o guia Borboletas do Brasil – Butterflies of Brazil, que contou com a colaboração de 80 fotógrafos da natureza, muitos deles amadores.
Engenheiro eletrônico e de computação de formação, dedicou-se a partir de 1979 a registrar as belezas naturais do Brasil e do mundo, chegando a fazer oito expedições para a Antártida, e a chefiar, na década de 1980, uma equipe da expedição que o documentarista Jacques Coustea fez ao Brasil.
Somente com a ampla divulgação do trabalho de pessoas como Haroldo Palo Jr. é que a humanidade entenderá a importância de ações preservacionistas e que a contemplarão da natureza pode fazer parte do dia a dia, sendo atividade significativa de alívio da correria e do stress da vida moderna.

Haroldo Palo Jr. tem como importante legado, dentro da grandeza de sua obra, incutir nas pessoas a visão de que o humano e o natural são partes de um todo que e complementam. Nas poucas vezes em que retrata o ser humano não o faz com o hiato entre ele e o meio que o circunda – o mantem nativo, de forma genuína, mesmo quando em atentado flagrante contra a sua essência. Ao derrubar uma árvore o homem derruba a si mesmo.
Meus respeitos a este grande homem.











Texto, fotos, dicas de como adquirir a coleção e mais a respeito de sua trajetória e obras, pode ser visto nos link´s abaixo.



A morte de Haroldo Palo Jr. e a importância da fotografia da natureza
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/12/morte-de-haroldo-palo-jr-e-importancia-da-fotografia-da-natureza.html
http://epoca.globo.com/sociedade/viajologia/noticia/2017/08/o-encanto-das-borboletas-brasileiras-em-mais-de-quatro-mil-fotos.html
Postagem respeitando os direitos autorais das revistas epoca/globo e galileu.