segunda-feira, 4 de maio de 2026
terça-feira, 25 de julho de 2023
Borboletas e mariposas: Essenciais para o equilíbrio da natureza.
Como bailarinas voadoras que pousam de flor em flor, as borboletas parecem capturar o olhar quando passam à nossa volta. Sinal de boa sorte para muitos: há quem não dispense a oportunidade de fechar os olhos e fazer um pedido sempre que uma pequenina aparece.
Mas o que você faz quando uma mariposa cruza o seu caminho? Diferentemente da sua “prima distante”, que flutua levemente durante o dia, muitos veem esse inseto voador como um sinal de mau agouro e até de teimosia, uma vez que é capaz de travar longas batalhas com as lâmpadas elétricas acesas durante a noite. A verdade é que tudo não passa de ilusão.
“Tanto as borboletas como as mariposas são muito importantes para o equilíbrio da natureza por serem polinizadoras”, conta a bióloga e técnica no Laboratório de Coleções Zoológicas do Butantan, Natália Batista Khatourian. Isso significa que, ao se alimentar do néctar das flores, tanto uma como a outra carregam grãozinhos de pólen por aí, e quando esse tipo de “pó mágico” cai sobre outras flores acaba formando frutos – afinal, dentro do pólen há sempre uma semente, o que garante a reprodução de muitas das plantas existentes no planeta.
Assim como parentes distantes que compartilham o mesmo sobrenome, borboletas e mariposas são chamadas de lepidópteros. O nome indica aqueles insetos que têm o corpo dividido entre cabeça, tórax e abdômen, possuem um par de antenas, olhos compostos, aparelho bucal sugador e dois pares de asas membranosas compostas por escamas.
Além disso, têm seu ciclo de vida dividido em quatro etapas: ovo, larva ou lagarta, pupa ou crisálida e adulta. Estima-se que existam mais de 500 mil espécies de lepidópteros no mundo todo! No Brasil, mais de 25 mil já foram classificadas e ainda há outras 60 mil para serem descobertas.
Nem tudo são semelhanças
Uma das diferenças entre mariposas e borboletas aparece logo no estágio pré-metamorfose, quando a lagarta fica toda enroladinha até virar um ser adulto. “Em algumas espécies de mariposas, a pupa fica protegida por um casulo que se fixa em uma folha ou até mesmo no chão. Já as borboletas não têm essa proteção, elas se envolvem na própria seda e ficam penduradas por um fiozinho. Nesta etapa, elas são chamadas de crisálida”, explica Natália.
Mas é quando essa espécie de pacotinho se abre e a mariposa ou borboleta estica as asas que as diferenças entre os dois insetos se tornam mais evidentes – mesmo que, em muitos casos, seja preciso olhar de pertinho. Enquanto as borboletas gostam de voar durante o dia, o negócio das mariposas é bater perna – ou melhor, asas – à noite. O hábito influencia na coloração de cada uma. É por isso que as primeiras tendem a ser coloridas e as outras mais escuras.
Também é pensando em se “disfarçar” melhor na natureza que as borboletas pousam com as asas levantadas e fechadas na vertical, enquanto as mariposas param com o seu par de asas aberto na horizontal ou sobre o abdômen. “Assim elas se camuflam e enganam seus predadores. É fácil ver uma mariposa quando ela pousa em uma parede branca, mas no tronco de uma árvore é muito difícil”, brinca a bióloga.
Enquanto as borboletas têm abdômen afinado e antenas que lembram as pontas da haste de um óculos (clavadas), as mariposas possuem corpo mais avantajado e dois tipos de antenas: finas como um fio (filiforme), no caso das fêmeas, e plumosas, quando são machos. Já o aparelho bucal das duas é formado por uma espirotromba. O órgão lembra uma língua de sogra, que se desenrola para sugar o néctar das flores e dos frutos.
“Algumas mariposas têm esse aparelho bucal atrofiado e não se alimentam na fase adulta. Portanto, elas comem ferozmente quando lagartas para reter toda a energia necessária para passarem pela metamorfose”, afirma Natália. Depois disso, elas vivem pouco, entre sete e dez dias. O ciclo de vida completo das mariposas e borboletas é curto em relação aos outros animais, podendo durar de um a seis meses, dependendo da espécie.
Apesar de existirem algumas mariposas capazes de provocar coceira e alergia quando lagarta ou adulta, como a Hylesia, no geral os lepidópteros são inofensivos para nós, humanos, mas muito importantes para a manutenção da vida na Terra. Então, nada de machucá-los! No máximo, abra a janela e apague a luz do ambiente.
As informações são do Governo de SP
sexta-feira, 17 de março de 2023
Borboletas revelam "funilaria" e improviso da evolução.
O mimetismo é um interessante fenômeno evolutivo.
Em poucas palavras, trata-se do caso em que espécies independentemente adquirem características físicas semelhantes, principalmente em relação à coloração “aposemática”, quando organismos venenosos ou pouco palatáveis exibem cores fortes para indicar aos predadores que nem vale a pena tentar comê-los, sob pena de passar muito mal ou até mesmo morrer. Entre os exemplos mais conhecidos de coloração aposemática, podemos citar os venenosíssimos sapinhos dendrobatídeos. Estes sapos (ou pererecas) produzem fortes neurotoxinas, que inclusive são utilizadas em setas de caça por alguns povos originários da América do Sul. São extremamente coloridos, facilmente reconhecíveis pelos predadores que não querem passar mal.
Animais que não são perigosos assim às vezes imitam (mimetizam) essas cores, tirando benefício da semelhança. Entende-se que a manutenção de coloração mimética é evidência de forte pressão seletiva causada por predação. O tipo mais conhecido de mimetismo é o “batesiano”, descrito por Henry Walter Bates, e ocorre quando uma espécie não venenosa “imita” a coloração de outra espécie venenosa. Adicionalmente, o naturalista teuto-brasileiro Fritz-Müller também descreveu outro tipo de mimetismo (chamado mülleriano), onde diversas espécies, todas pouco palatáveis, apresentam colorações parecidas, também indicando aos predadores que tentar comê-las pode ser um erro fatal.
Dá para entender como a evolução pode favorecer o surgimento de sinais coletivos de perigo – conferindo a todo um conjunto de espécies um tipo de "proteção por reputação associada". Mas isso quer dizer que as espécies, mesmo sendo diferentes, têm os mesmos genes controlando a aparência, funcionando da mesma forma?
Muitos genes
Ao contrário do que popularmente se pensa, não existe um “gene da cor” na maior parte dos sistemas biológicos. O que ocorre tipicamente é uma diversa rede de diferentes genes que interagem, e estes por sua vez são “orquestrados” por uma rede regulatória genética.
Precisamos imaginar que, durante o desenvolvimento de um organismo, centenas de genes precisam ser ativados e desativados em momentos (tempo) e partes do corpo (espaço) diferentes. Essa complexa rede de relações é orquestrada por dois tipos fundamentais de reguladores: elementos cis-regulatórios (CREs), essencialmente sequências de DNA próximas aos genes-alvo (por exemplo, os chamados "promotores"), e também fatores de transcrição (TFs), proteínas que podem se ligar/desligar de regiões do genoma, promovendo ou suprimindo a expressão de genes-alvo.
Atualmente, avançadas técnicas de sequenciamento são capazes de identificar a atividade tanto de CREs quanto de TFs. Estas novas técnicas permitem determinar como a rede regulatória genética está funcionando ao longo do desenvolvimento do organismo.
Um recente trabalho estudou a questão do desenvolvimento de cor mimética em um emblemático par de borboletas: as Heliconius melpomene e Heliconius erato. Estas borboletas são parentes próximas, e apenas duas espécies de um complexo de cerca de 40 espécies co-miméticas. Elas apresentam mimetismo mulleriano, ou seja, são em sua maioria venenosas e semelhantes.
A principal característica mimética é uma grande banda vermelha no meio da asa, bastante visível e reconhecível. H. melpomene e H. erato são parentes, mas não são espécies irmãs. Portanto, adquiriram a capacidade de coloração de maneira independente. Porém, por serem muito próximas, é de se imaginar que utilizaram um ferramental genético semelhante, de maneira paralela – ou seja, ambas têm à disposição a capacidade de produzir a banda vermelha, e espera-se que a tenham utilizado de maneira semelhante.
A surpresa
Steven Belleghem e seus colaboradores analisaram, em artigo publicado neste mês na revista Science, as principais regiões genéticas responsáveis pela regulação do desenvolvimento da banda vermelha. Esta análise se deu ao longo do desenvolvimento da borboleta: desde o estágio larval até o estágio pupal (isto é, no casulo), quando são expressos os genes que produzem a banda vermelha: ou seja, acompanharam a variação do funcionamento dos genes ao longo do tempo. E observaram também como estas mesmas regiões se comportam em diferentes partes do corpo, dividindo a asa e o corpo da larva em regiões que dão origem às partes frontal, medial e traseira da asa: ou seja, viram como o funcionamento dos genes varia no espaço.
Surpreendentemente, o padrão de regulação se mostrou completamente diferente nestas borboletas que são parentes e exibem uma coloração bastante semelhante, produzida basicamente pelos mesmo genes. As análises das regiões de DNA possivelmente envolvidas na produção da coloração revelaram comportamentos muito distintos. Em alguns casos, nenhuma similaridade foi encontrada. A conclusão é que estes dois organismos evoluíram, independentemente, redes genéticas regulatórias totalmente diferentes, mas que ainda assim são capazes de produzir o mesmo resultado.
Funilaria
Existem duas reflexões bastante interessantes que podemos tirar deste surpreendente resultado.
Primeiramente, a máxima proferida por François Jacob em seu célebre ensaio “Evolution and Tinkering”, de 1977, se mostra profundamente acurada. Jacob, juntamente com Jacques Monod, ganhou o prêmio Nobel em 1965 por ter demonstrado a existência de regulação na expressão de genes. Neste ensaio, Jacob defende a ideia de que a evolução funciona muito mais como uma “tinkerer” (funileira, em tradução livre) do que como uma engenheira.
A evolução utiliza os materiais disponíveis, sem um desenho previamente definido, e gera produtos imperfeitos, assim como uma funilaria de fundo de quintal. Uma engenheira, por outro lado, escolheria seus materiais com cuidado, utilizaria um desenho pré-definido e atingiria um resultado perfeitamente adequado à finalidade do projeto. Adicione neste caldo o fato que parte da evolução ocorre por seleção natural (características que conferem vantagem adaptativa são mantidas), mas outra grande parte ocorre pelo mero acaso, fenômeno conhecido como deriva genética (características são mantidas sem nenhuma razão em particular).
No caso da dupla de borboletas Heliconius, vemos essa cena de maneira dramática: as espécies compartilham um ancestral em comum há cerca de 11 milhões de anos. Por todo este tempo, em suas histórias evolutivas independentes, ocorreram eventos aleatórios e eventos de seleção natural que moldaram diferencialmente as redes genéticas regulatórias de cada borboleta, porém sempre mantendo o resultado final da presença da mancha vermelha no meio da asa.
Em segundo lugar, temos aqui um magnífico exemplo da importância dos ditos “resultados negativos” na ciência. O resultado mais simples esperado para o paralelismo fenotípico (isto é, aparência semelhante) entre o par de borboletas seria encontrarmos também um paralelismo genético (genes semelhantes, regulados de modo semelhante). No entanto, a evolução funileira trabalhou com os materiais disponíveis, produzidos por eventos independentes de perda/manutenção de mecanismos de regulação, e gera, como resultado, aparências quase iguais (existem pequenas diferenças entre as bandas vermelhas de cada espécie), geradas por genes quase iguais – mas regulados de modo radicalmente distinto.
Este exemplo de convergência fenotípica gerada a partir de mecanismos genéticos distintos reforça a ideia de que a presença da banda vermelha é forte indicação de pressão seletiva predatória. Neste caso, o resultado “negativo”, ou seja, distinto do esperado, permite à ciência avançar ainda mais do que poderia se os pesquisadores tivessem obtido o tedioso resultado esperado.
Daniel J. G. Lahr, PhD, é professor associado no IB-USP, e atua na área de microbiologia evolutiva
REFERÊNCIA
Jacob, François. "Evolution and Tinkering." Science, 196 (1977): 1161–1166.
terça-feira, 17 de agosto de 2021
Catálogo de borboletas.
Catálogo de borboletas do Parque Estadual Intervales, São Paulo, Brasil.
Leila T. Shirai; Mariana A. Stanton
Este catálogo faz parte do material de divulgação científica do projeto de levantamento da fauna de borboletas do Parque Estadual Intervales e arredores. Uma versão impressa pode ser adquirida com a autora (leshirai no Instagram), ou no restaurante do parque. Se você estiver no parque, visite o mostruário de borboletas na recepção!
Para mais informações:
1) Shirai, L. T., Mota, L. L., & Freitas, A. V. (2017). Scientific Note: Aggregation of Epityches eupompe (Nymphalidae: Ithomiini) in southern Brazil. Tropical Lepidoptera Research.
2) Shirai et al. The butterflies (Lepidoptera, Papilionoidea) of the Parque Estadual Intervales and surroundings, São Paulo, Brazil - a ser submetido para Biota Neotropica
3) Shirai et al. Interaction gardens and butterfly catalogues: a joint strategy to promote capacity development in protected areas and reduce the extinction of experience in cities - a ser submetido para Cities & Environment
segunda-feira, 16 de agosto de 2021
Como criar borboletas.
O primeiro passo para se iniciar a criação amadora de borboletas é a captura dos ovos e das lagarta.

As borboletas são insetos que, junto às Mariposas, constituem a ordem dos Lepidópteros, palavra grega que significa asas cobertas por escamas microscópicas imbricadas (como telhado) que, na verdade, são pelos modificados e achatados. O Brasil conta com mais de 3.200 espécies já identificadas, mas a extensão imensa de nossas florestas, em boa parte virgens ou pouco conhecidas, indica que a descoberta de numerosas outras espécies é apenas uma questão de tempo, estudo e pesquisas – e proteção, naturalmente.
Onde há borboletas, o meio ambiente pode ser considerado normal, restaurado, ou melhor, saudável. Já onde elas diminuem ou desaparecem é um indicador sério e evidente de que o meio ambiente da região se encontra ameaçado ou mesmo condenado. A conscientização em defesa e proteção do meio ambiente passa pela defesa e proteção das borboletas, pois sua existência é o mais precioso indicador para essa avaliação.
Os gregos chamavam a borboleta de psyché (alma). Muitos povos ainda acreditam que as borboletas são as almas das pessoas mortas, procurando, assim, explicar a visita desses antepassados em determinadas épocas. As histórias de todas as épocas e regiões são muito ricas em sentimento, procurando explicar a presença das borboletas no aniversário da morte de algum ente querido ou de outro acontecimento marcante da família.
“As borboletas sempre exerceram especial fascinação em todos os povos, inclusive, atualmente, talvez devido a seu voo livre majestoso, de seu formato e cores maravilhosas, aproximando-as dos céus”, afirma o professor Osmar Salles de Figueiredo,(in memoriam) do curso Criação de Borboletas, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas.
Na dura luta pela sobrevivência, as borboletas enfrentam uma multidão de predadores. São eles: as formigas, as aranhas, os louva-a-deus, as vespas, os sapos, os macacos, os lagartos, os ratos, os passarinhos, as lagartixas, os fungos e o homem, este seu pior predador. Enfim, parece até que todos os animais são seus predadores. Isso ocorre pelo fato de as borboletas serem inocentes, puras, indefesas, livres e, principalmente, belas.
Captura
O primeiro passo para se iniciar a criação amadora (não profissional) de borboletas é a captura dos ovos e das lagartas, procurando-os nas plantas dos bosques, jardins, pomares, enfim, onde haja plantas e flores, pois as flores são um grande atrativo para as borboletas. Em geral, os ovos e as lagartas estão localizados na parte inferior das folhas, como forma de proteção aos predadores. Os ovos podem estar dispostos em conjunto, em grandes quantidades, ou espalhados, um ou poucos ovos, por várias folhas e mesmo várias árvores, variando de cor e tamanho. Muitos são bem pequenos, difíceis de serem observados.
Coleta
Encontrados os ovos, são eles recolhidos, com cuidado, sendo ideal cortar a folha inteira ou um pedaço, para não machucá-los. Se preferirem, usar um pincel de pintura para retirá-los das folhas. Em ambos os casos, colocá-los em uma vasilha de plástico com tampa, de tamanho variável entre 250cc, 500cc até um 1.000cc (um litro). Furar a tampa com um estilete, com vários furos, para proporcionar a entrada do ar. É indispensável colocar folhas, principalmente, os brotinhos novos, no caso dos ovos, pois são preferidos pelas pequenas lagartas, quando picam os ovos para nascer.
Após comerem o próprio ovo, rico em nutrientes, as lagartinhas passam a comer as folhinhas novas. Somente após uma ou duas semanas, passarão a comer as folhas mais velhas. No caso da coleta de lagartas, proceder da mesma forma, procurando identificar a planta hospedeira, pois para cada espécie de borboleta há uma planta hospedeira específica, muitas vezes única. Se forem novinhas, brotinhos novos maiores, alimentá-las com folhas normais. Se forem muitos os ovos ou as lagartas, distribuí-los por várias vasilhas.
Tratos diários das lagartas
Importante precaução é a de limpar, diariamente, as fezes que as lagartas expelem. Como a alimentação é feita, especialmente à noite, aproveitar o período da manhã para essa limpeza, trocando-se as vasilhas por outras lavadas e limpas, com folhas da planta hospedeira, ou pedaços de folhas novas. Os ovos eclodem em poucos dias. Muitas vezes, os ovos são de outros insetos, talvez até de predadores, moscas e vespas. É preciso cuidado!
As vasilhas de plástico devem ser colocadas em lugar bem iluminado, sem ser com sol direto, e protegidas de predadores. Calor e umidade são indispensáveis. Observar, constantemente, o crescimento das lagartas, pois algumas espécies são de hábitos canibais. Nesse caso, colocar poucas lagartas para cada vasilha. Após várias trocas de pele (ecdises), ao atingirem o tamanho adulto, as lagartas procuram a parte superior da vasilha, a tampa, para se transformarem em pupa, coladas por cola que segregam. A transformação da pupa em borboleta demora entre 6 e 20 dias normalmente.
Manejo das pupas
Nessa fase de pupas, elas podem ser retiradas e dependuradas por um alfinete, em uma superfície mole, como espuma. Depois de um período pequeno, de poucos dias, de 4 a 12, as borboletas rompem a casca da crisálida e nascem, ficando de cabeça para baixo, para que a força da gravidade ajude na expansão das asas, que estão moles e úmidas, injetando hemolinfa e ar nas veias das asas. Após algumas horas, com as asas secas e distendidas, a borboleta está apta e voar.
Alimentação
Ao iniciar o voo, a borboleta vai procurar se alimentar do néctar das flores. Para isso, é importante que o local contenha flores. Algumas espécies, como a olho de coruja, alimentam- se de frutas em decomposição. Pode-se fazer a alimentação artificial, com pires rasos, onde se coloca uma mistura de água, açúcar e mel. Pode-se recorrer também aos conhecidos bebedores para beija-flores.
Acasalamento
O acasalamento é a principal função da borboleta adulta. As fêmeas procuram , imediatamente, a planta hospedeira para fazerem a oviposição. Os machos também procuram as plantas hospedeiras, pois sabem que é lá onde as fêmeas irão. Muitas vezes, a borboleta fêmea está ainda nascendo, na fase de distender e secar as asas, quando é fecundada pelo macho. O esperma é depositado em uma bolsa no interior do abdome.
Por ocasião da oviposição, a fêmea expele um ovo e comprime essa bolsa para que haja a fecundação. Assim, a fecundação ocorre um segundo antes de ser botado. Convém observar que, às vezes, os ovos são colocados próximos, e não na planta hospedeira, mas sempre facilitando para que as lagartinhas possam encontrar o seu alimento.
Temos aí todas as fases da criação, desde a coleta dos ovos e lagartas, o nascimento das borboletas e a repetição do ciclo de acasalamento e oviposição.
Mas, cumpre lembrar que cada espécie de borboleta possui um ciclo diferente de vida, tanto na fase de lagarta, como da própria borboleta, variando o ciclo de um mês, para o caso da borboleta da couve, até mais de seis meses, ou mais, para outras.
Publicação Original IPT.
https://www.cpt.com.br/cursos-pequenascriacoes/artigos/como-criar-borboletas
Fotos Borboleta Capitão do Mato:
https://borboletasbr.blogspot.com/2015/06/borboletas-da-representacao-mistica.html
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Meus respeitos e devidos créditos ao nosso querido mestre e mentor o Sr. Osmar Salles Figueiredo.
Como montar um borboletario?
sexta-feira, 13 de março de 2020
Borboletas ultra-pretas.


terça-feira, 5 de julho de 2016
Borboletas de várias cores chamam atenção na BR-319, no Amazonas
Grupo está concentrado em trecho da rodovia entre os municípios de Manicoré e Careiro da Várzea, no Amazonas
Borboletas na região do Tupana. Foto: Luiz Eduardo Leal/Cedida
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