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quinta-feira, 26 de junho de 2025

BORBOLETÁRIO




Borboletário é um espaço especialmente projetado para a criação, conservação, estudo e exibição de borboletas, geralmente em ambiente controlado e protegido, como estufas ou jardins fechados. O objetivo principal de um borboletário pode variar entre educação ambiental, turismo, pesquisa científica e preservação de espécies.

Características de um borboletário:

  • Ambiente controlado: temperatura, umidade e iluminação são ajustados para simular o habitat natural das borboletas.

  • Plantas hospedeiras e nectaríferas: fornecem alimento e locais adequados para as borboletas depositarem ovos e completarem seu ciclo de vida.

  • Ciclo de vida completo: muitos borboletários exibem todas as fases — ovo, lagarta, crisálida e borboleta adulta.

  • Educação ambiental: oferecem visitas guiadas, painéis informativos e atividades para conscientizar sobre a importância da biodiversidade.

O principal objetivo do Borboletário é a pesquisa de espécies que apresentam a possibilidade de criação massal, nas diferentes épocas do ano, além da prática de criação e manutenção de borboletário que sirva de modelo para outros projetos. Antes de se iniciar uma criação, deve-se consultar o Ibama e ler as várias portarias específicas para esse tipo de atividade. A criação de borboletas em cativeiro protege-as dos inimigos naturais, nas sucessivas fases de vida, e resulta em grande número de adultos que poderão ser liberados em matas e jardins. 

🦋 Borboletários Famosos

🌍 Internacionais

  1. Butterfly World (EUA) – Flórida
    Um dos maiores do mundo, com mais de 20.000 borboletas e uma enorme variedade de plantas tropicais.

  2. Butterfly Conservatory – Niagara Parks (Canadá)
    Estufa com clima tropical, onde mais de 2.000 borboletas voam livremente entre os visitantes.

  3. Stratford Butterfly Farm (Inglaterra)
    Localizada em Stratford-upon-Avon, oferece uma experiência educativa imersiva.


🇧🇷 No Brasil

  1. Borboletário do Zoológico de São Paulo (SP)
    Um dos primeiros do país, permite observar o ciclo de vida completo das borboletas.

  2. Borboletário do Parque Ecológico do Tietê (SP)
    Espaço educativo com visitação gratuita, muito procurado por escolas.

  3. Borboletário do Museu de Zoologia da USP (SP)
    Voltado à pesquisa, também recebe visitas educativas com agendamento.

  4. Borboletário do Parque das Aves (Foz do Iguaçu, PR)
    Próximo às Cataratas do Iguaçu, é um dos mais visitados e bem estruturados do Brasil.


🏡 Como Montar um Borboletário em Casa ou na Escola


✅ Materiais Básicos

  • Estrutura de tela (nylon ou sombrite), como um viveiro ou caixa telada com ventilação.

  • Plantas hospedeiras (onde as lagartas se alimentam) – Ex: maracujazeiro (Passiflora), couve, arruda.

  • Plantas nectaríferas (onde as borboletas adultas se alimentam) – Ex: lantana, asclepia, verbena.

  • Água com açúcar ou frutas maduras para alimentação complementar.

🛠️ Etapas para Montagem

  1. Escolha do local: precisa de luz solar, proteção contra ventos fortes e fácil acesso.

  2. Construção da estrutura: pode ser uma estufa pequena, caixa telada ou até um armário adaptado.

  3. Plantio das espécies certas: use vasos ou canteiros com plantas hospedeiras e nectaríferas.

  4. Criação ou soltura de borboletas: você pode coletar ovos/lagartas da natureza (de forma ética) ou conseguir de criadores autorizados.

  5. Manutenção: regar as plantas, remover folhas secas e limpar com cuidado. Observar o ciclo de vida pode ser parte de um projeto pedagógico.

🎒 Na escola

  • Pode integrar conteúdos de ciências, ecologia e biologia.

  • Crie um diário de observação do ciclo da borboleta.

  • Envolva os alunos na construção e na manutenção do espaço.


Na sequência, algumas imagens do espaço do Borboletário.


terça-feira, 19 de abril de 2022

Biblis hyperia em Tragia alienata



Ocorrência de Biblis hyperia nectanabis- Biblidinae Biblidini (Fruhstorfer, 1909) em Tragia alienata (Didr.) Múlgura & M.M. Gutiérrez.




Biblis hyperia (denominada popularmente, em inglêsRed Rim)[3] é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae, considerada a única espécie de seu gênero (gênero monotípico). É nativa do México até o Paraguai, incluindo as Índias Ocidentais[1] (exceto CubaIlha de São Domingos e Jamaica);[4] raramente indo parar na região sul do Texas.[5] Foi classificada por Pieter Cramer, com a denominação de Papilio hyperia, em 1779.[1] Varia de pouco mais de 5 a 7.6 centímetros de envergadura[5] e se caracteriza por possuir, vista de cima, coloração quase negra (um pouco mais pálida no canto das asas anteriores), com bandas em vermelho na proximidade inferior das asas posteriores. Ambos os sexos são idênticos, não havendo qualquer variação na padronização, embora a largura da banda vermelha sobre a asa posterior varie ligeiramente entre indivíduos. A parte inferior das asas é idêntica à sua vista superior, exceto por ser um pouco mais pálida.[3]

Hábitos

Biblis hyperia é geralmente encontrada isoladamente, em altitude variando entre o nível do mar e cerca de 1.000 metros, porém mais freqüentemente abaixo de 500 metros; vivendo em ambientes alterados, incluindo clareiras de florestaflorestas secundárias, ao longo das estradas ou caminhos e margens de rios. Seu voo é lento e os machos tendem a continuamente agitar suas asas quando se assentam na folhagem de arbustos ou árvores, ou quando absorvem a umidade mineralizada de pedras ou seixos.[3]

Ciclo de vida

Lagartas encontradas em planta de Tragia[1] (Euphorbiaceae),[6] contendo dois prolongamentos como chifres em sua cabeça e uma série de protuberâncias espiniformes em seu corpo, sendo amarronzadas como um galho em sua fase final. Crisálida com prolongamentos alares.[7] O ovo eclode após uma semana, com a lagarta passando por diversas transformações.[8] O ciclo, de crisálida a adulto, leva de 10[carece de fontes] a pouco mais de 20 dias[8] em média.

Mimetismo e toxidade

Segundo Andrew V. Z. Brower, embora a banda vermelha nas asas posteriores esteja posicionada de forma diferente, Biblis hyperia poderia se constituir em um possível caso de mimetismo Mülleriano; imitando borboletas do gênero Heliconius em áreas onde estas borboletas exibam asas negras, com uma banda vermelha nas asas anteriores. Também têm uma semelhança mimética com vários Papilionidae do gênero Parides.[6] Adrian Hoskins afirma que seu voo lento poderia ser indicativo de que esta espécie é desagradável para as aves e que as plantas da qual se alimentam suas larvasEuphorbiaceae, contêm toxinas que poderiam ficar retidas nos órgãos das borboletas adultas.[3]

Subespécies

Biblis hyperia possui cinco subespécies:[1]

Uma sexta subespécie, ainda não descrita, parece habitar a região do Peru.

Referências

  1.  «Biblis» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  2.  «Biblidinae (Boisduval, 1833)» (em inglês). Butterflies and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  3. ↑ Ir para:a b c d Adrian Hoskins. «Red Rim - Biblis hyperia (Cramer, 1779)» (em inglês). Learn about butterflies. 1 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  4.  D'ABRERA, Bernard (1984). Butterflies of South America (em inglês). Australia: Hill House. p. 176-177. 255 páginas. ISBN 0-9593639-2-0
  5. ↑ Ir para:a b «Biblis hyperia (Cramer, 1779)» (em inglês). Butterflies and moths of North America. 1 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  6. ↑ Ir para:a b Andrew V. Z. Brower. «Biblis hyperia (Cramer, 1779)» (em inglês). Tree of life web project. 1 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  7.  «Biblis hyperia aganisa, (Boisduval, 1836) - Immatures, page 2» (em inglês). Butterflies of America. 3 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  8. ↑ Ir para:a b Berry Nall (2011). «Red Rim (Biblis hyperia) life history» (em inglês). Berry's butterfly photos. 3 páginas. Consultado em 10 de janeiro de 2015
  9.  Kelen Coelho Cruz; Sileimar Maria Lelis; Mariana Aparecida Silva Godinho; Rúbia Santos Fonseca; Paulo Sérgio Fiúza Ferreira; Milene Faria Vieira (setembro–outubro de 2012). «Species richness of anthophilous butterflies of an Atlantic forest fragment in southeastern Brazil» (PDF) (em inglês). Revista Ceres, Viçosa (v. 59, n.5, p. 571-579). 4 páginas. Consultado em 13 de janeiro de 2015
  10.  Thamara Zacca; Freddy Bravo; Maíra X. Araújo (2011). «Butterflies (LepidopteraPapilionoidea and Hesperioidea) from Serra da Jibóia, Bahia state, Brazil» (em inglês). Entomo brasilis 4 (3): página 139-143. 2 páginas. Consultado em 13 de janeiro de 2015
  11. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.  https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblis_hyperia





 

Particularidades:  


Biblis gênero contém apenas uma única espécie, que é uma das espécies mais características e instantaneamente reconhecíveis na Região Neotropical. Ambos os sexos são idênticos, e não há qualquer variação na padronização, embora a largura da banda rosa brilhante sobre a asa posterior varie ligeiramente. A parte inferior das asas é idêntica ao da superfície superior, exceto por ter sido um pouco mais pálida. Biblis é distribuída por todas as áreas tropicais e subtropicais da região neotropical, desde o México até o Paraguai. Também é encontrado nas maiores ilhas do Caribe com ligeiras variações. É comum em locais perturbados, clareiras florestais, floresta, pastagem, mosaicos de vegetação e ao longo das estradas e margens de rios. Ela é encontrada em altitudes entre o nível do mar e cerca de 1000m, mas é mais freqüente abaixo borboletas 500m. Geralmente vivem isoladas. Os machos tendem a continuamente balançar suas asas quando na folhagem de arbustos ou árvores, ou quando vão absorver minerais em locais úmidos como rochas ou seixos. O vôo é lento seu padrão de cor sugere que esta espécie é desagradável para os pássaros. As lagartas se alimentam de Euphorbiaceae que contêm toxinas e provavelmente são seqüestradas e retidas nos corpos das borboletas adultas. É um pouco surpreendente, portanto, que as cores e padrões não são imitados por outras espécies.





Adulto emergindo


Vista dorsal 



Vista frontal

Lagarta de ultimo ístar


Lagarta de ultimo instar 

Medidas

Lagarta


Pupa

Pupa

Pupa

O ciclo tem como planta hospedeira a Euphorbiaceae Tragia alienata   conhecido popularmente como Cipó-urtiguinha ou no nordeste como tamearana, uma trepadeira delicada e muito urticante.


A inflorescência


 Folha

 Folhas e inflorescência

Frutos

 inflorescência

Frutos

Frutos

 Frutos

 Frutos

Inflorescência

Frutos e inflorescência

Folhas e frutos

 Medidas dos frutos

 Medidas dos frutos

 Inflorescência

 Medidas da inflorescência

A Inflorescência

 Botão floral da inflorescência

Planta nativa de: Argentina Nordeste, Argentina Noroeste, Bolívia, Brasil Nordeste, Brasil Sul, Brasil Sudeste, Brasil Centro-Oeste, Paraguai

Possiveis sinonímias:

. Bia lhotzkyana Klotzsch

·  Bia sellowiana Klotzsch ex Baill.

·  Tragia alienata (Didr.) Múlgura & MMGut.

·  Tragia cissoides Müll.Arg.

·  Tragia sellowiana Müll.Arg.



Agradecimentos: Inês Cordeiro, do Instituto de Botânica do Herbário de SP., pela confirmação da identificação da planta hospedeira da lagarta.