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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Guia básico das borboletas ameaçadas de extinção do Brasil.v1

 Segue link disponibilizado na página do Labor,

Laboratório de borboletas da Unicamp.






Augusto H.B. Rosa, Onildo J. Marini-Filho & André V.L. Freitas

Se você já viu qualquer borboleta presente nesse guia na
natureza, pedimos a gentileza de entrar em contato:
augustohbrosa@hotmail.com
Facebook: Augusto Rosa

Versão 2 atualizada disponível. Clique aqui!

Resumo

Este guia básico faz parte do projeto: “Como a ciência cidadã pode ajudar na conservação das borboletas ameaçadas de extinção do Brasil?” Iniciado em 2019, esse projeto visa avaliar como o conhecimento do público em geral sobre borboletas ameaçadas de extinção do Brasil (baseado em registros visuais/coletas/relatos) pode auxiliar na conservação desses organismos. O projeto será aplicado via mídia social FACEBOOK, utilizando chamadas contendo imagens das borboletas ameaçadas e suas informações básicas. Ao final, os dados gerados podem fornecer novos registros de ocorrência, notas sobre o comportamento das espécies e essas informações serão utilizadas para uma melhor avaliação do status de risco de extinção dessas espécies da nossa fauna brasileira.

Para melhor visualização, por favor, use o browser do seu computador

Informações

- As espécies retratadas aqui são aquelas constantes na última lista de espécies ameaçadas (Portaria MMA nº 444, 2014) e também espécies fora da lista, mas que também são de interesse de estudo;
- Esse é um guia básico, portanto nem todas as imagens estão completamente limpas e com boa qualidade;
- Parte das imagens não são de nossa autoria, assim citamos a fonte na legenda da imagem e nas referências. As demais são de nossa autoria;
- Poucas imagens possuem escala (1 cm), então as que não possuem podem não ter seu tamanho real retratado no guia.
- Muitas borboletas desse guia podem ser confundidas com outras espécie não ameaçadas de extinção pois há uma grande quantidade de espécies muito parecidas. Então atentem-se para as siglas dos estados brasileiros na legenda das imagens, pois a maioria delas possui restrição geográfica.
Exemplo: Se a foto da sua borboleta for do estado Pará (PA) e a borboleta ameaçada é do estado Espírito Santo (ES), muito provavelmente não será a espécie ameaçada em questão. De todo modo, sugerimos que nos envie a foto para confirmar a espécie.

Modelo imagem


A publicação encontra-se no link a seguir:






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Colapso na natureza.


Queda no número de insetos ameaça causar “colapso na natureza”

Cerca de 40% das espécies de insetos estão ameaçadas de extinção. E isso pode ter consequências sérias para o ecossistema

 (Mint Images/Getty Images)

Insetos são, de longe, os animais mais comuns do planeta. Mais de 1,5 milhão de espécies de insetos já foram catalogadas – três vezes mais do que o número de espécies de outros animais somadas. E esse total está longe de representar todos os insetos que, de fato, existem na natureza, mas nunca foram estudados.

Essa abundância pode parecer inabalável – mas está seriamente ameaçada. De acordo com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Sydney e da Academia Chinesa de Ciências Agrárias (CAAS), os insetos estão perigosamente caminhando para a extinção, o que pode levar a um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza”.

Para chegar a essas conclusões alarmantes, os cientistas analisaram 73 pesquisas de longo prazo sobre o declínio de insetos ao redor do mundo. Eles concluíram que mais de 40% das espécies de insetos estão sofrendo quedas populacionais em um ritmo constante. O intervalo de tempo que uma espécie de inseto, em média, leva para ser extinta é oito vezes menor do que a dos mamíferos, aves e répteis. Ou seja: elas estão sumindo 8 vezes mais rápido.

Nos últimos 30 anos, a massa total de insetos tem diminuído em uma taxa de 2,5% ao ano. O ritmo é mais acelerado do que parece: se a mesma taxa permanecer por um século, não restará uma única espécie de inseto daqui a meros 100 anos.

O problema, é claro, impacta o ser humano diretamente. É comum enxergar esses bichinhos como pragas, mas a importância ecológica deles é imensurável: além de serem os principais polinizadores da natureza, eles ajudam a fertilizar o solo e mantém a população de certas pragas sob controle. Apesar de subvalorizados em seu papel na cadeia alimentar, eles são a única fonte de alimento para muitos anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Isso sem mencionar as substâncias úteis do dia produzidas por eles, como mel, seda, cera e laca.

A pesquisa aponta para as causas principais para a queda constante no número de insetos: perda de habitat graças à agricultura intensiva e urbanização; poluição, principalmente por pesticidas e fertilizantes sintéticos; e outros fatores biológicos, incluindo o contato com patógenos e espécies exóticas.

As mudanças climáticas também se destacaram como um dos principais impulsionadores desse problema. O relatório observa como o aumento das temperaturas globais já reduziu as áreas em que libélulas, moscas de pedra e abelhas são capazes de atuar como polinizadoras. À medida que as temperaturas globais continuam subindo, o problema afeta mais as espécies que vivem em regiões tropicais, onde o clima pode rapidamente se tornar intolerável para esses bichos.

Borboletas e mariposas estão entre os insetos mais atingidos – de 733 espécies que voam durante o dia, 85% passarem por declínios significativos desde 1980. Um exemplo que a pesquisa traz é que o número de espécies de borboletas generalizadas diminuiu 58% em terras cultivadas na Inglaterra entre 2000 e 2009.

“A conclusão é clara: a menos que mudemos nossas formas de produzir alimentos, insetos como um todo irão percorrer o caminho da extinção em algumas décadas”, dizem os autores no estudo.

Créditos:

https://super.abril.com.br/ciencia/queda-no-numero-de-insetos-ameaca-causar-colapso-na-natureza/






terça-feira, 31 de maio de 2011

BORBOLETAS EM EXTINÇÃO

Mais de 50 tipos de borboleta estão em extinção



Os insetos mais populares do mundo precisam de ajuda.

  Rede Ambiente

Quando falamos de animais ameaçados, o que vem imediatamente à cabeça são os pandas, os micos-leões-dourados, macacos-prego, onças-pintadas. Mas e outros animais – insetos, por exemplo? Existem borboletas em extinção?

Existem, sim, e muitas: mais de 50 espécies estão na lista vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Animals, União Internacional para Conservação dos Animais, em inglês), e uma já foi considerada oficialmente extinta. A Grande Branca da Madeira costumava habitar florestas úmidas de grandes altitudes da ilha da Madeira até 2007.

A borboleta é um importante agente polinizador, como as abelhas. O desaparecimento da espécie afetaria diretamente a população de plantas que, vale a pena lembrar, são a base da cadeia alimentar.

As principais ameaças às borboletas não são mais os caçadores/colecionadores, já que colecionar borboletas, assim como colecionar selos, já saiu de moda há muito tempo. Os maiores problemas são as extensões agrícolas e os incêndios, que destroem não apenas seu habitat como quase todos os ingredientes da sua dieta.

As borboletas contém inúmeras referências culturais. São símbolos da transformação e vida nova. Em alguns lugares, são sinais de boa sorte. No Japão, representam a alma. A palavra grega para borboleta, psiqué, é a mesma utilizada para mente e alma. O antigo filósofo taoísta Zhangzhi teve um sonho em que era uma borboleta. Quando acordou, pensou “Eu era um homem que sonhou ser borboleta, ou uma borboleta que sonha ser homem?”

Recentemente, o museu de História Natural londrino promoveu uma exposição, “Sensational Butterflies”, que exibia mais de 600 espécies com o objetivo de estimular o plantio de flores que atraíssem estes animais. Uma bela iniciativa que deveria se espalhar por todo o mundo.
 
  João Angelo Cerignoni   em 31.05.2011
Realmente, elas precisam de ajuda pois elas são indicadores de ambiente em equilibrio, algo está errado onde não vemos estas belas formas voando em harmonia.
 
Abraços.