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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Cores ao vento / parte 2

Ciência| Zoologia Cores ao vento
Genes e fósseis revelam origem da diversidade de borboletas sul-americanas

1. Wahlberg, N. et al. Nymphalid butterflies diversify near demise at the Cretaceous/Terciary boundary. Proceedings of the Royal Society, B. v. 276, n. 1.677, p. 4.295-302. 22 dez. 2009.
2. Elias, M. et al. Out of the Andes: patterns of diversification in clearwing butterflies. Molecular Ecology. v. 18, n. 8, p. 1.716-29. abr. 2009.

O PROJETO
Borboletas da Mata Atlântica: biogeografia e sistemática como ferramentas de conservação de biodiversidade - nº 2004/05269-9
Modalidade
Jovem Pesquisador
Coordenador
André Victor Lucci Freitas – Unicamp 
Investimento
R$ 164.736,14

Cores ao vento / parte 1


Ciência| Zoologia Cores ao vento
Genes e fósseis revelam origem da diversidade de borboletas sul-americanas
Frente e verso: dois lados de Diaethria clymena


“Na época das extinções, a fronteira entre o Cretáceo e o Terciário, só sobraram cerca de 10 espécies de Nymphalidae”, conta Freitas, que em duas figuras do artigo demonstra a importância da descoberta: cada uma dessas espécies sobreviventes deu origem a um ramo que depois se diversificou. Não é por acaso, portanto, que hoje as ninfalídeas estão divididas em 12 subfamílias. Passado o período em que o mundo ficou inóspito para boa parte dos seres vivos, o punhado de espécies que tinham resistido se diversificou de forma explosiva e deu origem ao grupo mais diverso entre as borboletas, que hoje abriga cerca de 6 mil espécies dos mais diferentes matizes e tamanhos. Elas podem, por exemplo, ser pintadas ou rajadas, vermelhas ou azuis, às vezes com manchas que se parecem com grandes olhos.