sexta-feira, 25 de março de 2011

Taturanas _ Lagartas urticantes.


Taturanas Lagartas urticantes, (que queimam)

O CICLO BIOLÓGICO DAS TATURANAS
Todos os lepidópteros têm o mesmo tipo de desenvolvimento, variando apenas os períodos conforme a espécie. Devido à sua importância, usaremos como exemplo a já citada Lonomia obliqua. Esta taturana, mais conhecida no Sul do Brasil pelos nomes de Ruga, Oruga, ou Lagarta-taturana, inicia seu ciclo biológico através do acasalamento dos ADULTOS (mariposas macho e fêmea). Estes adultos vivem em média 15 dias e não se alimentam, pois seu aparelho bucal é atrofiado. Após a cópula, fazem as posturas (aglomerado de OVOS) nas folhas e galhos de árvores frutíferas comestíveis, como abacateiro, ameixeira, pessegueiro, comuns em pomares, ou mesmo em árvores nativas dentro das matas. Após 25 dias em média, as LARVAS eclodem dos ovos, passando a se alimentar das folhas da planta hospedeira durante a noite. Neste período larval de aproximadamente dois meses, as taturanas trocam de pele (ecdise) várias vezes, aumentando de tamanho, podendo atingir 8 cm de comprimento. Vivem em grupos (gregarismo) podendo ser vistas “‘repousando” nos troncos das árvores durante o dia.

Após a última ecdise, elas se transformam em PUPAS, alojando-se na base das árvores, sob o húmus, onde a umidade é alta. Este período dura em média 25 dias sendo uma fase importantíssima no desenvolvimento do lepidóptero devido às mudanças morfógicas e fisiológicas que ocorrem. Após o período pupal, emergem os adultos machos e fêmeas, reiniciando o ciclo biológico.

*As fotos a seguir são de uma das várias espécies de Automeris,  uma mariposa  muito colorida da família Saturniidae e que suas lagartas são responsáveis pelo maior número de acidentes com pessoas.

Lagarta urticante de Automeris sp.


O CICLO da Automeris, assim como todos os lepidopteros, passa de ovo para lagarta, pupa e adulto.

Lagarta urticante de Automeris sp.

ESTRUTURA DAS CERDAS URTICANTES

As taturanas, de forma geral, apresentam uma coloração variada que fascina pela sua beleza, atraindo com muita facilidade principalmente crianças. Ao tocá-las, cerdas contidas no corpo do inseto perfuram a pele humana desencadeando acidentes dermatológicos.
Nas taturanas urticantes, as cerdas são estruturas de ponta aguda e resistente, contendo glândulas produtoras de veneno. Existem diferenças morfológicas que variam conforme a família. Nos Megalopigídios, a base da cerda apresenta uma única glândula inserida no tegumento da lagarta. Quando pressionada por ocasião do contato, a glândula libera o veneno que percorre um canal, sendo injetado na pele humana. A principal característica dos Megalopigídeos é a presença de longas cerdas, frágeis, sedosas e inofensivas, semelhantes a “pêlos” que camuflam os verdadeiros “espinhos” venenosos.
Nos Saturnídeos, a cerda é constituída por um eixo central com ramificações laterais, com glândulas de veneno no ápice. Estas cerdas, cujo nome científico é Scoli, são facilmente identificáveis devido à semelhança com pequenos “pinheiros” . Geralmente, a gravidade do acidente é diretamente proporcional ao número de cerdas envolvidas.

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.


As taturanas, de forma geral, apresentam uma coloração variada que fascina pela sua beleza, atraindo com muita facilidade principalmente crianças. Ao tocá-las, cerdas contidas no corpo do inseto perfuram a pele humana desencadeando acidentes dermatológicos.
Nas taturanas urticantes, as cerdas são estruturas de ponta aguda e resistente, contendo glândulas produtoras de veneno. Existem diferenças morfológicas que variam conforme a família. Nos Megalopigídios, a base da cerda apresenta uma única glândula inserida no tegumento da lagarta. Quando pressionada por ocasião do contato, a glândula libera o veneno que percorre um canal, sendo injetado na pele humana. A principal característica dos Megalopigídeos é a presença de longas cerdas, frágeis, sedosas e inofensivas, semelhantes a “pêlos” que camuflam os verdadeiros “espinhos” venenosos.
Nos Saturnídeos, a cerda é constituída por um eixo central com ramificações laterais, com glândulas de veneno no ápice. Estas cerdas, cujo nome científico é Scoli, são facilmente identificáveis devido à semelhança com pequenos “pinheiros” . Geralmente, a gravidade do acidente é diretamente proporcional ao número de cerdas envolvidas.

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.

PRINCIPAIS LAGARTAS URTICANTES BRASILEIRAS

Embora algumas espécies de taturanas das famílias Limacodidae e Arctiidae possam causar “queimaduras”, são sem dúvida alguma os representantes dos Megalopigídeos e Saturnídeos os responsáveis pelo maior número de acidentes no Brasil. Destacam-se entre estes:

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.


Família Megalopygidae

                           
Taturana-gatinho ou Taturana-cachorinho.

- Podalia sp (Taturana-gatinho ou Taturana-cachorinho) - Megalopyge sp. - Megalopyge lanata - Megalopyge albicolis - Podalia sp. M. lanata M. albicolis

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.

Família Saturniidae

Lonomia obliqua (Oruga, Ruga ou Lagarta-taturana) - Dirphia sp. - Automeris sp.- Hylesia sp.

GUARDE BEM AS CARACTERÍSTICAS DA LONOMIA OBLIQUA


                           
Lonomia oblicua (lagarta macaquinho)

Colorido geral marrom; cerdas em forma de “pinheirinhos”; manchas brancas em forma de “U” no dorso; hábitos gregários; aproximadamente 7cm de comprimento.
Algumas espécies de Hylesia sp. causam acidentes tanto na fase larval como na fase adulta constituindo-se uma exceção. Mariposas fêmeas deste gênero possuem cerdas microscópicas no abdôme que causam dermatite em contato com a pele humana. Este tipo de acidente recebe o nome de Lepidopterismo.

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.

O DOLORIDO ACIDENTE

O maior número de acidentes por lepidópteros é do tipo Erucismo, ou seja, causado pela taturana. Normalmente ocorrem da seguinte forma: manuseando a vegetação, a pessoa toca a lagarta com as mãos ou a espreme com os dedos. Após a introdução das cerdas, o veneno é injetado. A dor é imediata e violenta com sensação de queimação, podendo irradiar-se para outras partes do corpo. O local fica vermelho e inchado podendo ocorrer ínguas.
Acidentes com lonomias apresentam, além dos sintomas citados, hemorragias em qualquer parte do corpo. São comuns o sangramento pelas gengivas, hematomas e urina escura. Este último sintoma caracteriza problemas renais. Hemorragias intracranianas também foram observadas resultando em óbito.

TRATAMENTO

Nos acidentes por taruranas, recomenda-se aplicação de compressa de água fria no local do contato. Caso a dor seja insuportável há necessidade da aplicação de anestésico injetável local. Essa medida deve ser realizada por profissional da área médica.
Havendo sangramento, o acidentado deverá procurar auxílio médico para aplicação de soro específico.
Devido ao grande número de acidentes hemorrágicos a partir de 1989, o Instituto Butantan desenvolveu o Soro Antilonômico que tem a propriedade de reverter o distúrbio causado pela taturana. Atualmente é o único tratamento eficaz . É também de grande importância que a taturana causadora do acidente acompanhe o acidentado, para uma identificação correta.

COMO COLETAR

As taturanas são insetos lentos e mansos. Não “pulam” e não “voam”. Geralmente estão aderidas às folhas, galhos ou troncos das árvores, ocasião em que são “tocadas” pelas pessoas. Para coletá-las basta fazer uso de pinças, gravetos ou objetos semelhantes. Podem ser levemente pinçadas e colocadas em frascos variados de boca larga ou “empurradas” para dentro de uma caixa através de leves toques, forçando-as a entrarem no recipiente. Caixas de sapato são excelentes para a coleta.

EVITANDO O ACIDENTE

É Importante ressaltar que a prevenção ainda é o melhor remédio contra acidentes com animais peçonhentos. Com taturanas não é diferente. Ao trabalhar na lavoura, colher frutos no pomar ou em qualquer atividade em ambiente silvestre, observe bem os troncos, folhas, flores, gravetos antes de manuseá-los. Sempre use luvas!

NA NATUREZA NÃO EXISTEM VILÕES

Apesar das taturanas causarem acidentes e algumas prejuízos, como pragas às lavouras, elas são importantes dentro do equilíbrio da natureza. Sabe-se, atualmente, que o surgimento de lonomias em abundância deveu-se ao desequilíbrio ambiental provocados por desmatamentos, queimadas, extermínio de predadores por aplicação de agrotóxicos e por proliferação de loteamentos em áreas preservadas. Ao encontrar taturanas, não mate-as. Colete-as e procure um profissional para a identificação correta e encaminhamento ao órgão competente. Desta forma, você estará colaborando com a ciência e preservando a natureza.








Fonte: http://www.butantan.gov.br/

Abraços ao amigo e companheiro
Roberto Henrique Pinto Moraes, O (Sr. Taturana)
Com carinho e admiração.




quinta-feira, 24 de março de 2011

Equipe Bio _ Borboletas são Artrópodos

Essa é muito boa, vale a pena postar pela criatividade do grupo.
Parabéns galera !!!
Vocês tem uma veia entomológica...rsrsrs...

Equipe Bio _ Borboletas são Artrópodos
Versão feita pela Equipe Bio em forma de paródia da canção
"Borboletas" de Victor Chaves da dupla Victor e Leo. Trata-se de uma
aula cantada sobre os artrópodes, invertebrados que têm patas
articuladas e exoesqueleto quitinoso. Boa Aula. Divirtam-se.



quarta-feira, 23 de março de 2011

TRABALHOS PUBLICADOS RELACIONADOS A BORBOLETÁRIOS

O Alerta do Google, me enviou a seguinte nota sobre o tema: - BORBOLETÁRIO

CORREIA, F
MELO, T. M. & CORREIA, F. O., 2005 - Nota da técnica de fixação de pupas extraídas de caixas / vivários utilizadas para eclosão em pupários - Borboletário ...
www.univercidade.br/uc/obras/borboletario_trabcient.doc




TRABALHOS PUBLICADOS OU APRESENTADOS RELACIONADOS AO BORBOLETÁRIO CIDADE.

 


1.      CORREIA, F. O.; & SOUZA, E. F., 2000 - Registro de Ocorrência de Parides ascanius (Cramer,1775) Lepidoptera - Papilionidae, no Campus da UniverCidade. Livro de Resumos da VII Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

2.      CARVALHO, R. A. & CORREIA, F. O., 2004 - Levantamento da Lepidopterofauna diurna da Unidade Recreio da UniverCidade, Rio de Janeiro. Livro de Resumos do XXV Congresso Brasileiro de Zoologia, Brasília / Brasília, código 670.

3.      SANTOS, D. S.; AZEVEDO, R. N.; CORREIA, F. O. & CARVALHO, R. A. 2004 - Nota preliminar sobre as atividades de Educação Ambiental realizada no projeto Borboletário da UniverCidade, Rio de Janeiro. Livro de Resumos do XXV Congresso Brasileiro de Zoologia, Brasília / Brasília, código 1819.

4.      AZEVEDO, R. N. & CORREIA, F. O., 2004 – Biometria de imaturo de Heliconius erato phyllis (Fabricius,1775) Lepidoptera: Nymphalidae, em folhas de passiflora sp. (Passifloraceae). Livro de Resumos da X Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

5.      FERREIRA, B. A. & CORREIA, F. O., 2004 – Descrição da morfologia externa de imaturos de quarto e quinto ínstares de Agraulis vanille maculosa (Stichel, 1907) Lepidoptera, Nynphalidae, Heliconiinae. Livro de Resumos da X Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

6.      RIBEIRO, L. A., FERREIRA, B. A., AZEVEDO, R. N. & CORREIA, F. O., 2004 – Descrição prévia de herbivoria ocorrida no Borboletário da Cidade causada por imaturos de Agraulis vanillae maculosa (Stichel, 1907) Lepidoptera, Nymphalidae, Heliconiinae, em Passiflora sp. (Passifloraceae). Livro de Resumos da X Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

7.      CORREIA, F. O., AZEVEDO, R. N. & MELO, T. M., 2005 - Nota sobre a visita de alunos do Colégio da Cidade ao Borboletário da Cidade –Univercidade. Livro de Resumos do I Encontro sobre Lepidoptera Neotropicais: Biodiversidade, Evolução e Conservação, Campinas (Unicamp), nº 67 pág. 71.

8.      MELO, T. M. & CORREIA, F. O., 2005 - Nota da técnica de fixação de pupas extraídas de caixas / vivários utilizadas para eclosão em pupários - Borboletário da Cidade, Rio de Janeiro.  Livro de Resumos do I Simpósio de Iniciação Científica do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

9.      MELO, T. M. & CORREIA, F. O., 2006 - Nota sobre Mechanitis polymnia casabranca (Haensch, 1905) (Nymphalidae, Ithomiinae) Borboletário da Cidade – RJ. Livro de Resumos do XXVI Congresso Brasileiro de Zoologia, Londrina / Paraná, código 1893.

10. MELLO, T. C. L. & CORREIA, F. O., 2006 - A Arte de Aprender com a Natureza. Livro de Resumos do XXVI Congresso Brasileiro de Zoologia, Londrina / Paraná, código 1732.

11. CORREIA, F. O. & MELO, T. M., 2006 - Lagartas de Caligo illioneus (Cramer, 1776), (Nymphalidae) em Bromeliaceae, Borboletário da Cidade, RJ. Livro de Resumos do XXVI Congresso Brasileiro de Zoologia, Londrina / Paraná, código 2255.

12. CORREIA, F. O. DA SILVA, M. E. & Pereira S. M., 2008 – Nota sobre Danaus plexippus  (Nymphalidae, Danainae) Borboletário da Cidade – Rio de Janeiro. Livro de Resumos do XXVII Congresso Brasileiro de Zoologia, Curitiba / Paraná, código 2355.

13. SOUZA, F. F. & CORREIA, F. O., 2008 – Levantamento das Borboletas Frugívoras do Campus Recreio da Univercidade – Rio de Janeiro. Livro de Resumos da XI Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

14. SILVA, J. S. DE O. & CORREIA, F. O., 2008 – Contribuição á biologia da Mechanitis polymnia casabranca (Haenseh, 1905). Livro de Resumos da XI Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

15. CORREIA, F. O.; AMARAL E. S.; SOUZA, F. F.  & TOBLER, J. B., 2009 – Diversidade de Lepidoptera (Nymphalidae) na área do entorno do Borboletário da Cidade, Unidade Recreio – UniverCidade, Rio de Janeiro, RJ. Livro de Resumos do II Congresso de Biólogos dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santos (XVIII ENBIO), Rio de Janeiro / RJ, código 4.2.

16. AMARAL E. S.; CORREIA, F. O. & TOBLER, J. B., 2009 – Diversidade de Lepidoptera (PAPILIONIDAE E PIERIDAE) na área do entorno do Borboletário da Cidade, Unidade Recreio – UniverCidade, Rio de Janeiro, RJ. Livro de Resumos da Xii Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

17.  FERNANDES, S. DOS S. & CORREIA, F. O., 2009 – Levantamento prévio de mariposas (Saturniidae, Lepidoptera) da Reserva Florestal da Vista Chinesa – Rio de janeiro Brasil. Livro de Resumos da Xii Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

18. LEMOS, V. S. DA S. & CORREIA, F. O., 2009 – Lepidoptera: Borboletas e mariposas. Livro de Resumos da Xii Semana de Biologia do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), Rio de Janeiro / RJ.

    


quarta-feira, 16 de março de 2011

O momento não espera.

Perdi aquela foto...

Sabe aquela tal paciencia que é dom de todos os fotografos?
Entendi hoje como se sente um fotografo que perde aquele momento certo de fazer a foto do dia.
Não posso me considerar um fotografo, mais (armei o circo) para recepcionar uma Mechanitis ao emergir, pois a sua pupa estava bem formada, colorida e com movimentos, sugerindo que em breve um adulto iria sair da sua forma de pupa e voar.
O dia estava entre muito calor e escuro para chover e ainda uma brisa fria apareceu próximo das 10:00 AM, acredito que estas mudanças bruscas confundiram a sequencia da transformação do inseto, provocando uma pausa nos movimentos.
Neste momento resolvi tomar um copo d´agua pois aparentemente nada de adulto. Pois é...Já da para imaginar...

Isso mesmo...

Quando voltei já era tarde...o adulto tinha emergido, esticado as asas e se preparando para voar...Parecia até que se divertia em ver meu susto e desapontamento em perder as fotos da sequencia...

Voa, voa borboleta
vai cortando o céu azul
leva nas asas, um sonho ......

Bom, mesmo não tendo concluido a sequencia de fotos que queria fazer, segue algumas das pupas prontinhas para emergir.
Abraços.



Pupa de Mechanitis sp


Pupa de Mechanitis sp


Pupa de Mechanitis sp


Pupa de Mechanitis sp


Pupa de Mechanitis sp


Pupa de Mechanitis sp


Pupa de Mechanitis sp

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mechanitis lysimnia, Mechanitis spp;

Mechanitis lysimnia


Nome: Mechanitis Lysimnia  ou M. polymnia ??
Família: Nymphalidae
Sub-Família: Ithomiinae
Nome comum: Maria boba, Maria mole...
Planta hospedeira: Solanum paniculatum e 
(Solanum betaceum)
Nome comum: Jurubeba e Tomate de arvore


POSTURA EM .(Solanum betaceum)

POSTURA EM .(Solanum betaceum)

POSTURA EM (Solanum betaceum)

POSTURA EM (Solanum betaceum)

POSTURA EM .(Solanum betaceum)


Pode ocorrer também em outras plantas do gênero, ou até em Cyphomandra betacea (Solanaceae), tomate de arvore. É um arbusto grande, com folhas entre de oval e a forma de coração, de cor verde média a escura e que podem atingir cerca de 30cm. Durante a Primavera e o Verão, exibe flores em forma de estrela ou taça, brancas ou rosa pálido, com cerca de 2,5cm de largura, que mais tarde se tornam em cachos com frutos elipsoidais, entre o cor-de-tijolo a vermelho escuro alaranjado.sin. C. crassicaulis.


Flores e frutos de  Solanum paniculatum.


Flores e frutos de  Solanum sp.

Frutos de Tomate de arvore  (Solanum betaceum)

Frutos de Tomate de arvore  (Solanum betaceum)

Postura em folha de (Solanum betaceum).

Postura em folha de (Solanum betaceum).

Postura em folha de (Solanum betaceum).

Biologia:

É uma espécie muito comum em nosso território, podendo ocorrer do México a America do Sul. Tem em média 6,5 cm de envergadura. Seu vôo  é lento, variando a altura ou se mantendo próximo do solo. As fêmeas fazem a postura dos ovos sobre a face superior da folha bem próximos um do outro, chegando a formar uma placa de ovos. A lagarta é esbranquiçada e a sua pupa é de cor prateada, refletindo como um espelho. É uma espécie fantástica para ser adotada na criação do borboletario pois seu manuseio é muito fácil, e problemas com doenças, predadores e parasitóides são praticamente inexistente, (em condições de laboratório).
Em campo, a ocorrência de predadores e parasitóides é comum, principalmente em ovos onde o ataque de micro vespas é intenso.

Lagartas novas de Mechanitis

Lagartas novas de Mechanitis

Lagartas novas de Mechanitis

Lagartas de Mechanitis, próximo de pupar.

Lagartas de Mechanitis, próximo de pupar.

Lagartas de Mechanitis, próximo de pupar.

Lagartas de Mechanitis, próximo de pupar.

Lagartas de Mechanitis, próximo de pupar.


Observações quanto a Gênero e espécie.

O gênero Mechanitis, possui cerca de 90 espécies e todas são muito parecidas quando adultas e também enquanto pupa. O ciclo é rápido, demora cerca de um mês entre o ovo (que mede 0,1 cm) e o adulto (6, 5 cm), as lagartas se mantêm juntas até a fase de pré-pupa, numa estratégia de proteção. Suas crisálidas não passam de 2 cm e mais se parecem jóias douradas metálicas.
Os adultos podem viver vários meses, e efetuam postura dos ovos agrupados de cor clara na face superior das plantas alimento. Possuem um vôo baixo e preferem locais próximos a matas e bosques. Alimentam-se do néctar de flores e também não dispensam uma refeição numa porção rica em nitrogênio encontrada nas fezes de aves. As Mechanitis são borboletas dóceis e como já foi dito, são facilmente adaptadas aos borboletários.



Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.

Pupas de Mechanitis.


Consultas:


Algumas imagens e Texto copyright © 2001 por William A. Haber, www.cs.umb.edu/efg/
Criado em: 10 jan 2001. Atualizado em: 17 de Novembro de 2001.




BORBOLETÁRIO

O  Google me mandou o seguinte alerta:



Borboletário - UniverCidade
O Borboletário é um espaço no qual os alunos, após um período de capacitação, ministram palestras e recebem visitas de turmas de alunos das diversas ...www.univercidade.br/uc/cursos/graduacao/.../borboletario.asp

Vamos ver as noticias fresquinhas ???

Alunos e Professores do Curso de Licenciatura em Ciências – Habilitação em Biologia e Bacharelado em Ciências Biológicas – Ênfase em Biologia Ambiental vêm fazendo um inventário das espécies animais e vegetais existentes na área da UniverCidade, na Unidade Recreio, dentro do Projeto Nossa Flora Nossa Fauna.
Foram coletados e identificados dois machos da borboleta  Parides Ascanius, espécie ameaçada de extinção. Os espécimes, após a identificação, foram libertados.
Este foi o fator determinante na construção da proposta de criação de um espaço que objetivasse não só a preservação desta espécie, como também integrasse as áreas de Pesquisa, de Ação Comunitária e de Educação Ambiental, dentro dos cursos.
O Borboletário é um espaço no qual os alunos, após um período de capacitação, ministram palestras e recebem visitas de turmas de alunos das diversas unidades do Colégio Cidade, de escolas públicas, escolas particulares, clubes, associações etc. As mudanças da sociedade causadas pelo desenvolvimento industrial e agrícola, o aumento da urbanização e da sociedade de consumo resultam em uma onda de mudança social em nações desenvolvidas e em muitas nações em desenvolvimento. Os efeitos das transformações em sistemas urbano-industriais no meio ambiente e na sociedade vêm sendo assunto de vários relatórios mundiais, tais como: The Limits to Growth (Meadows et al.1956), The World Conservation Strategy (IUCN / UNEP / W W F, 1980), o Relatório Brundtland, Our Common Future ( World Commision on Environment and Development, 1987), e Caring for the Earth ( IUCN / UNP / W W , 1991).
Esses e outros relatórios enfatizam a necessidade de conservação para sobrevivência e um apelo por maior conscientização sobre o meio ambiente e por parte de todos os povos. A Educação Ambiental contínua, ao longo de toda vida, é essencial para esse processo de mudança social.
A preocupação com a conservação para sobrevivência motivou um grupo de professores e alunos do curso de Biologia Ambiental da UniverCidade, situada em uma área de aproximadamente 500.000m² de Mata Atlântica, em Vargem Grande - Rio de Janeiro. Nessa Unidade funciona o Colégio de Aplicação da UniverCidade, que atende uma clientela de alunos desde o 1° segmento do Ensino Fundamental até o Ensino Médio.
O objetivo geral do projeto é o de sensibilizar os alunos dos diversos segmentos e as comunidades de Vargem Grande, Vargem Pequena, Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca, sobre a importância da conservação para sobrevivência dos ecossistemas existentes nessa região, tais como: restinga; mangue e mata atlântica a partir da auto-ecologia das borboletas, que são animais sensíveis às mudanças do meio.
Tendo em vista que a clientela da UniverCidade reside na região, espera-se que  os alunos se tornem multiplicadores do projeto junto à sua comunidade (condomínio, escola, igreja, clube etc.)
As borboletas são insetos que atraem a atenção das pessoas por sua beleza, ampla variedade de formas, tamanhos, cores e considerados por muitos como símbolo de renovação e transformação. Outro fator importante é o ciclo de vida do animal que é curto, permitindo acumulação rápida de informações taxonômicas, ecológicas (bioindicadores) e evolutivas.
Espera-se que o Borboletário da Cidade se transforme num espaço de aprendizado a ser utilizado por escolas, clubes, associações, pesquisadores etc. O uso de áreas locais em cidades grandes, médias, e pequenas promove o sentimento de território próprio na medida em que este trabalho de campo tenha relevância direta para o meio ambiente no qual vivem (Hale, 1986).
A área de abrangência do projeto consiste em uma das regiões que mais crescem, tanto em nível de urbanização como no setor de negócios (empreendimentos). Essas atividades são extremamente importantes para a região, mas requerem projetos que contenham medidas mitigadoras com relação ao meio ambiente.
Os futuros empreendedores, fiscalizadores e trabalhadores, hoje, encontram-se nos bancos das escolas, nas praias e nos clubes da região. Essas crianças e jovens necessitam de uma formação que procure desenvolver em cada um o sentimento de harmonia entre o empreendedorismo e a qualidade de vida, independente do papel que desempenhará no futuro.

Abraços.