LIVRO EM HTML

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Borboletas: da representação mística à importância ambiental

Borboletas são criaturas curiosas, já reparou? Não é de hoje, mesmo, que elas despertam o interesse de toda a humanidade – prova disso é a quantidade absurda de significados que a imagem de uma simples borboleta pode ter.

Borboleta Capitão do Mato - Morpho helenor
Fêmea e macho - vista dorsal.

Ao longo da história, esses animais pequeninos, coloridos e misteriosos passaram a representar transformação, natureza, morte, pecado. Além, é claro, de ser fonte de inspiração para diversos artistas. Pintores, músicos e poetas de agora e também de outras épocas já usaram borboletinhas em seus trabalhos.
O escritor Peter Marren, que publicou recentemente um livro dedicado a compreender a influência das borboletas na vida humana, acredita que gostamos tanto desses bichinhos por uma questão metafórica. Nos encantamos, para Marren, com a jornada da borboleta, desde quando ela é um ovo até a evolução da lagarta, nos permitindo criar inúmeras metáforas sobre vida, morte, renascimento, volta por cima e por aí vai.
Na Grécia Antiga, borboletas representavam a essência de todo ser humano. A Psique, deusa da alma, é frequentemente representada e descrita com asas de borboleta. O fato é que, como explica Marren, os gregos antigos realmente acreditavam que borboletas contavam histórias sobre a vida humana.

Borboleta Capitão do Mato - Morpho helenor
Fêmea e macho - vista ventral

O significado desses animais mudou com o passar do tempo. Borboletas vermelhas, de cores brilhantes e intensas, foram logo associadas ao inferno, e representadas dessa maneira em algumas pinturas, como a do artista holandês Jan Van Huysum, que pintou uma borboleta branca – símbolo de esperança – se alimentando em um vaso de flores. No contraste, uma borboleta sombria, vermelha, diabólica.
Em outros casos, também falando em representação artística, borboletas são utilizadas para refletir medos humanos. Em “Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosch, borboletas são boa parte da representação do inferno, assombrando seres humanos, não representando nem de longe a beleza e a esperança que lhes é atribuída em outros momentos.
Algumas borboletas têm desenhos em suas asas que parecem olhos. Não é de se espantar que durante algum tempo o que é um mecanismo de defesa natural contra predadores tenha sido visto como uma forma divina de fiscalizar o comportamento humano. Antigamente, acreditava-se que essas borboletas eram fiscais da moral alheia.
Pupas da Borboleta Capitão do Mato - Morpho helenor.

Atualmente, esses animais perderam seu significado místico, mas nem por isso deixam de ser uma preocupação. Por causa das mudanças climáticas, muitas borboletas precisaram encontrar novos habitats na Grã-Bretanha – há relatos de espécies chegam a viajar mais de 200 km para encontrar uma nova casa.
Em alguns casos, borboletas migram para lugares de altitudes maiores e deixam de existir em regiões mais baixas, como é o caso da mountain ringlet, da espécie Erebia epiphron, típica do Reino Unido.
O fato é que se antes as pessoas acreditavam que borboletas eram mensageiras de Deus – ou do demônio –, hoje os cientistas enxergam nesses animais uma espécie de termômetro que indica o avanço das mudanças climáticas.  
Nas Américas, a população da borboleta monarca, por exemplo, diminuiu consideravelmente – só para comparar: em 2004 eram 550 milhões, e em 2014, 50 milhões apenas, o que é uma queda de assustadores 90%. No final das contas, enquanto houver borboletas há esperança. Não uma esperança divina, mas a de que algo realmente sério e efetivo seja feito para melhorar o ecossistema de nosso planeta.

Adulto emergindo da borboleta Capitão do Mato
 Morpho helenor.







FONTE(S) 
IMAGENS 


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Heraclides anchisiades capys (Hübner) (Lepidoptera, Papilionidae)

Material a partir de adulto (fêmea) coletado em campo e colocado em telado  foi oferecido plantas do gênero citrus spp onde foi feita a postura.





Postura em folhas de citrus 



Postura em folhas de citrus 


Postura em folhas de citrus 


Postura em folhas de citrus 


Postura em folhas de citrus 


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas de primeiros instares. 


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas de primeiros instares.


Lagartas em diversos estágios.


Lagartas em diversos estágios.


Lagartas em estágios mais adiantados.


Ultimo instar.


Ultimo instar.


Lagartas em ultimo instar.


Lagartas em ultimo instar.


Lagartas em ultimo instar e pré pupas.


Lagartas em ultimo instar e pré pupas.



Gaiola de criação das lagartas.


Gaiola de criação das lagartas.





Devidos créditos aos autores do trabalho abaixo;
Luis Anderson Ribeiro Leite; Mirna Martins Casagrande; Olaf Hermann Hendrik Mielke


Material para maiores pesquisas se encontra na

Revista Brasileira de Entomologia


Foto de macho e fêmea, 
vista dorsal e ventral.






*Material muito bom:

Morfologia, comportamento, parasitismo e mecanismos de defesa dos imaturos de Heraclides anchisiades capys (Hübner)(Lepidoptera, Papilionidae)


Morphology, behaviour, parasitism and mechanisms of defense of the immatures of Heraclides anchisiades capys(Hübner) (Lepidoptera, Papilionidae)


Luis Anderson Ribeiro Leite; Mirna Martins Casagrande; Olaf Hermann Hendrik Mielke



Revista Brasileira de Entomologia - Morphology, behaviour, parasitism and mechanisms of defense of the immatures of Heraclides anchisiades capys (Hübner) (Lepidoptera, Papilionidae)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

As razões para monitorar borboletas | Museu Paraense Emílio Goeldi

As razões para monitorar borboletas | Museu Paraense Emílio Goeldi





Pesquisador  demonstra na Ilha do Combu como um sistema pode gerar informações estratégicas sobre a Área de Proteção Ambiental
Agência Museu Goeldi – A senhora Prazeres Quaresma dos Santos, ou dona “Neneca” como é conhecida por todos, lembra da infância na Ilha do Combu quando, em determinada época do ano, bandos de borboletas verde-amarelas revoavam sobre furos de rios e igarapés. Já faz algum tempo que essa cena ficou apenas na memória de quem viu: até onde dona Neneca sabe, a espécie de borboleta desapareceu da ilha. A causa do sumiço poderia ser desvendada por um sistema simples de monitoramento da biodiversidade. Esta é a proposta do curso oferecido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), na última sexta-feira, aos habitantes do Combu, ilha situada às margens do Rio Guamá, na região metropolitana de Belém.
No restaurante administrado por dona Neneca, que é uma liderança comunitária na ilha, reuniram alguns moradores da ilha, além de pesquisadores e bolsistas do Museu Goeldi e representantes do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor).
Segundo a entomóloga Marlúcia Martins, promotora do curso e pesquisadora da Coordenação de Zoologia do Museu Goeldi, o objetivo do evento foi informar as razões e maneiras de fazer o monitoramento dos tipos de borboletas frugívoras do Combu - espécies que se alimentam de frutas fermentadas e carcaças de alguns animais.
Por que monitorar? - Monitorar, explicou o ecólogo e ministrante do curso Márcio Uehara-Prado, significa acompanhar um fenômeno ao longo do tempo. O monitoramento das borboletas é uma fonte de dados sobre o habitat do grupo, indicando também a qualidade ambiental e do estado de conservação do local. São informações relevantes para a Ilha do Combu que, desde 2007, é uma Área de Proteção Ambiental (APA) administrada pelo governo estadual.
Esse modelo de controle da biodiversidade foi sistematizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor de unidades de conservação no Brasil. A borboleta é uma das quatro espécies usadas atualmente para o monitoramento em nível nacional e tem apresentado bons resultados, devido ao rápido tempo de resposta que esses animais têm em relação às perturbações que ocorrem no meio ambiente.
Uehara-Prado lista outras vantagens na análise de borboletas. “Elas são animais diurnos, que permitem a aproximação humana e são fáceis de identificar e manusear”, disse. O método e os instrumentos de coleta também são bastante acessíveis e não demandam muito tempo e manutenção, podendo ser usados por muitos anos. Depois de uma introdução às características e hábitos das borboletas frugívoras, que são o foco do monitoramento, o grupo foi à prática em uma área de floresta na ilha.
Como monitorar – Uma porção de banana fermentada é o que atrai as borboletas até a estrutura de coleta. A isca fica no interior de uma tela cilíndrica, feita de um material parecido com os dos “mosquiteiros” da região, e posicionada a cerca de um metro do chão, dificultando a saída dos animais.
Entre 24h e 48h após a montagem da estrutura, o responsável pelo monitoramento checa o local e faz a identificação das possíveis borboletas capturadas. Para quem não é familiarizado com nomes científicos, muito menos com as categorias de famílias e subfamílias, o ICMBio agrupou as espécies por “tribos” e as organizou em um guia ilustrado e explicativo para os biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. Com a ajuda do material, qualquer pessoa é capaz de fazer o reconhecimento visual e a anotação das borboletas em uma das tribos da publicação.
Os participantes do curso de monitoramento no Combu receberam um guia de identificação referente à região amazônica com 13 tipos diferentes de tribo do inseto. Em uma das trilhas abertas para o ecoturismo nos fundos do restaurante de dona Neneca, o grupo montou as estruturas de coleta e horas depois simulou a captura e identificação das borboletas, orientados por Uehara-Prado. Os animais, como é padrão no módulo básico do treinamento, foram soltos ao final da dinâmica.
O desejo dos realizadores é fazer a capacitação completa dos comunitários. A ideia é que o trabalho de coleta realizado por eles, em parceria com pesquisadores e instituições científicas como o Museu Goeldi, resulte, em longo prazo, em um material de referência para mensurar a efetividade da gestão da APA do Combu e ajudar no seu aperfeiçoamento.
Dona Neneca aprovou o curso e manifestou o desejo de estender esse conhecimento a outros moradores da ilha, em especial os mais jovens. “Seria muito importante para que eles valorizem mais a riqueza natural daqui e ajudem na preservação”, afirmou.
Texto: João Cunha

segunda-feira, 2 de março de 2015

Borboletário Águias da Serra, muito mais que um Borboletário


Material e texto pertence ao empreendimento.

Tive a grande oportunidade de estar presente na inauguração deste  Borboletario tão bem projetado e regado de muitos sentimentos por parte de seus diretores e meus amigos Miguel e Dayse.

""O QUE MAIS VALE É VER UMA CRIANÇA SORRINDO E UMA BORBOLETA VOANDO""


O Borboletário Águias da Serra é o primeiro parque temático de São Paulo focado em Borboletas. Utilizando o conceito hands-on iniciado em museus da Inglaterra, o Águias é o primeiro Borboletário com um formato que incentiva a interação e o aprendizado.
O projeto começou a ser concebido em 2010, com a definição do projeto construtivo e pedagógico. Em 2013 iniciou-se a aprovação perante os órgãos reguladores e em 2014 foi iniciado o processo interno de criação e ciclo das borboletas.
Cada detalhe do parque foi cuidadosamente pensado e preparado para criar uma experiência única. Focamos nossos esforços para criar um parque infantil além das Borboletas, para que todos possam aproveitá-lo independente de sua idade ou grau de conhecimento.
No dia 28 de fevereiro de 2015, com a presença do Prefeito Fernando Haddad e o secretário de turismo Wilson Poit o Borboletário foi oficialmente inaugurado.
O Borboletário Águias da Serra está dentro da maior reserva ambiental urbana do mundo: a APA Capivari Monos encontra-se na zona sul da cidade de São Paulo e foi tombada pela UNESCO como um patrimônio da humanidade. Nesta área está localizado o acampamento Águias da Serra, garantindo um local totalmente integrado com a natureza com toda a segurança de uma área rural e controlada.
A área encontra-se a 30 quilometros do autódromo de Interlagos, e por se contra fluxo do trânsito, permite viagens tranquilas e curtas. As crianças não precisam pegar estradas para chegarem ao acampamento, diminuindo os riscos da viagem e tornando-a muito mais divertida.

Além de ser privilegiada pela natureza, a APA Capivari Monos possui a vantagem de ser acessada diretamente pela cidade de São Paulo ou pelo Rodoanel, permitindo para quem vem de fora da cidade acesso sem os transtornos de entrar na cidade.

Entrada do Borboletario.

Entrada do Borboletario e nossa colega Paulina.

Um dos vários caminhos

A cada passo uma visão 

Qualquer lado que se olhe se vive a Mata Atlântica.

Descansos

Temas 

Lições de cidadania.


Berçário.
(Local onde se mantem os imaturos)

Berçário.


Berçário

Berçário

Berçário

Berçário

Berçário

Placas identificando as espécies.

Área interna do Borboletário

Área interna do Borboletário

Área interna do Borboletário

Pelo acesso ao Borboletario, vários
posteres explicativos

Metamorfose


Ciclos

Anatomia

Curiosidades

Curiosidades

Anatomia 

Viveiro de reposição de mudas e plantas hospedeiras

Borboletário, extrutura.

Borboletário, extrutura.

Bom, como é de praxe, "rotina, procedimento costumeiro" hehehe, tive a alegria de  conhecer o Sr. João Batista, proprietário muito alto astral deste (Barzinho de beira de estrada).

Recomendo uma paradinha ao passearem por lá quando forem ao borboletário Águias da Serra.


Dá uma olhada na qualidade do material.