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segunda-feira, 13 de abril de 2015

As razões para monitorar borboletas | Museu Paraense Emílio Goeldi

As razões para monitorar borboletas | Museu Paraense Emílio Goeldi





Pesquisador  demonstra na Ilha do Combu como um sistema pode gerar informações estratégicas sobre a Área de Proteção Ambiental
Agência Museu Goeldi – A senhora Prazeres Quaresma dos Santos, ou dona “Neneca” como é conhecida por todos, lembra da infância na Ilha do Combu quando, em determinada época do ano, bandos de borboletas verde-amarelas revoavam sobre furos de rios e igarapés. Já faz algum tempo que essa cena ficou apenas na memória de quem viu: até onde dona Neneca sabe, a espécie de borboleta desapareceu da ilha. A causa do sumiço poderia ser desvendada por um sistema simples de monitoramento da biodiversidade. Esta é a proposta do curso oferecido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), na última sexta-feira, aos habitantes do Combu, ilha situada às margens do Rio Guamá, na região metropolitana de Belém.
No restaurante administrado por dona Neneca, que é uma liderança comunitária na ilha, reuniram alguns moradores da ilha, além de pesquisadores e bolsistas do Museu Goeldi e representantes do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor).
Segundo a entomóloga Marlúcia Martins, promotora do curso e pesquisadora da Coordenação de Zoologia do Museu Goeldi, o objetivo do evento foi informar as razões e maneiras de fazer o monitoramento dos tipos de borboletas frugívoras do Combu - espécies que se alimentam de frutas fermentadas e carcaças de alguns animais.
Por que monitorar? - Monitorar, explicou o ecólogo e ministrante do curso Márcio Uehara-Prado, significa acompanhar um fenômeno ao longo do tempo. O monitoramento das borboletas é uma fonte de dados sobre o habitat do grupo, indicando também a qualidade ambiental e do estado de conservação do local. São informações relevantes para a Ilha do Combu que, desde 2007, é uma Área de Proteção Ambiental (APA) administrada pelo governo estadual.
Esse modelo de controle da biodiversidade foi sistematizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor de unidades de conservação no Brasil. A borboleta é uma das quatro espécies usadas atualmente para o monitoramento em nível nacional e tem apresentado bons resultados, devido ao rápido tempo de resposta que esses animais têm em relação às perturbações que ocorrem no meio ambiente.
Uehara-Prado lista outras vantagens na análise de borboletas. “Elas são animais diurnos, que permitem a aproximação humana e são fáceis de identificar e manusear”, disse. O método e os instrumentos de coleta também são bastante acessíveis e não demandam muito tempo e manutenção, podendo ser usados por muitos anos. Depois de uma introdução às características e hábitos das borboletas frugívoras, que são o foco do monitoramento, o grupo foi à prática em uma área de floresta na ilha.
Como monitorar – Uma porção de banana fermentada é o que atrai as borboletas até a estrutura de coleta. A isca fica no interior de uma tela cilíndrica, feita de um material parecido com os dos “mosquiteiros” da região, e posicionada a cerca de um metro do chão, dificultando a saída dos animais.
Entre 24h e 48h após a montagem da estrutura, o responsável pelo monitoramento checa o local e faz a identificação das possíveis borboletas capturadas. Para quem não é familiarizado com nomes científicos, muito menos com as categorias de famílias e subfamílias, o ICMBio agrupou as espécies por “tribos” e as organizou em um guia ilustrado e explicativo para os biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. Com a ajuda do material, qualquer pessoa é capaz de fazer o reconhecimento visual e a anotação das borboletas em uma das tribos da publicação.
Os participantes do curso de monitoramento no Combu receberam um guia de identificação referente à região amazônica com 13 tipos diferentes de tribo do inseto. Em uma das trilhas abertas para o ecoturismo nos fundos do restaurante de dona Neneca, o grupo montou as estruturas de coleta e horas depois simulou a captura e identificação das borboletas, orientados por Uehara-Prado. Os animais, como é padrão no módulo básico do treinamento, foram soltos ao final da dinâmica.
O desejo dos realizadores é fazer a capacitação completa dos comunitários. A ideia é que o trabalho de coleta realizado por eles, em parceria com pesquisadores e instituições científicas como o Museu Goeldi, resulte, em longo prazo, em um material de referência para mensurar a efetividade da gestão da APA do Combu e ajudar no seu aperfeiçoamento.
Dona Neneca aprovou o curso e manifestou o desejo de estender esse conhecimento a outros moradores da ilha, em especial os mais jovens. “Seria muito importante para que eles valorizem mais a riqueza natural daqui e ajudem na preservação”, afirmou.
Texto: João Cunha

segunda-feira, 2 de março de 2015

Borboletário Águias da Serra, muito mais que um Borboletário


Material e texto pertence ao empreendimento.

Tive a grande oportunidade de estar presente na inauguração deste  Borboletario tão bem projetado e regado de muitos sentimentos por parte de seus diretores e meus amigos Miguel e Dayse.

""O QUE MAIS VALE É VER UMA CRIANÇA SORRINDO E UMA BORBOLETA VOANDO""


O Borboletário Águias da Serra é o primeiro parque temático de São Paulo focado em Borboletas. Utilizando o conceito hands-on iniciado em museus da Inglaterra, o Águias é o primeiro Borboletário com um formato que incentiva a interação e o aprendizado.
O projeto começou a ser concebido em 2010, com a definição do projeto construtivo e pedagógico. Em 2013 iniciou-se a aprovação perante os órgãos reguladores e em 2014 foi iniciado o processo interno de criação e ciclo das borboletas.
Cada detalhe do parque foi cuidadosamente pensado e preparado para criar uma experiência única. Focamos nossos esforços para criar um parque infantil além das Borboletas, para que todos possam aproveitá-lo independente de sua idade ou grau de conhecimento.
No dia 28 de fevereiro de 2015, com a presença do Prefeito Fernando Haddad e o secretário de turismo Wilson Poit o Borboletário foi oficialmente inaugurado.
O Borboletário Águias da Serra está dentro da maior reserva ambiental urbana do mundo: a APA Capivari Monos encontra-se na zona sul da cidade de São Paulo e foi tombada pela UNESCO como um patrimônio da humanidade. Nesta área está localizado o acampamento Águias da Serra, garantindo um local totalmente integrado com a natureza com toda a segurança de uma área rural e controlada.
A área encontra-se a 30 quilometros do autódromo de Interlagos, e por se contra fluxo do trânsito, permite viagens tranquilas e curtas. As crianças não precisam pegar estradas para chegarem ao acampamento, diminuindo os riscos da viagem e tornando-a muito mais divertida.

Além de ser privilegiada pela natureza, a APA Capivari Monos possui a vantagem de ser acessada diretamente pela cidade de São Paulo ou pelo Rodoanel, permitindo para quem vem de fora da cidade acesso sem os transtornos de entrar na cidade.

Entrada do Borboletario.

Entrada do Borboletario e nossa colega Paulina.

Um dos vários caminhos

A cada passo uma visão 

Qualquer lado que se olhe se vive a Mata Atlântica.

Descansos

Temas 

Lições de cidadania.


Berçário.
(Local onde se mantem os imaturos)

Berçário.


Berçário

Berçário

Berçário

Berçário

Berçário

Placas identificando as espécies.

Área interna do Borboletário

Área interna do Borboletário

Área interna do Borboletário

Pelo acesso ao Borboletario, vários
posteres explicativos

Metamorfose


Ciclos

Anatomia

Curiosidades

Curiosidades

Anatomia 

Viveiro de reposição de mudas e plantas hospedeiras

Borboletário, extrutura.

Borboletário, extrutura.

Bom, como é de praxe, "rotina, procedimento costumeiro" hehehe, tive a alegria de  conhecer o Sr. João Batista, proprietário muito alto astral deste (Barzinho de beira de estrada).

Recomendo uma paradinha ao passearem por lá quando forem ao borboletário Águias da Serra.


Dá uma olhada na qualidade do material.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

EUA anunciam plano para salvar borboleta-monarca



Estima-se que as populações da espécie tenham diminuído de um bilhão em 1996 para cerca de 30 milhões atualmente.

 

A borboleta-monarca vive uma situação alarmante: desde 1996, 970 milhões delas desapareceram na América do Norte. Estima-se que as populações desse inseto tenham diminuído de um bilhão para cerca de 30 milhões atualmente. O dado foi divulgado pelo Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem (U.S. Fish and Wildlife Service) na segunda-feira. 
A queda é decorrente da aplicação de herbicidas nas plantas asclépias, que funcionam como maternidades para essas borboletas, além de sua casa e fonte de alimentos. Toda primavera, esses animais fazem uma migração do México para o Canadá que leva seis gerações para ser concluída. 
O governo americano anunciou que 3,2 milhões de dólares serão destinados a salvar os insetos. Deles, 2 milhões de dólares serão empregados em projetos para aumentar o número de asclépias nas principais rotas de migração das borboletas.
O Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem está avaliando uma petição feita pelo Centro de Diversidade Biológica para listar a borboleta-monarca como uma espécie ameaçada que necessita de proteção especial para sobreviver.
Outros insetos — 



As abelhas também vêm sofrendo baixas nos últimos tempos, devido a um fenômeno conhecido como síndrome do colapso da colônia, ainda não totalmente explicado. Acredita-se que ele possa ter relação com pesticidas do tipo neonicotinoide, absorvidos por todas as partes das plantas. As suspeitas levaram a União Europeia a banir, a partir de julho de 2013, o uso desses pesticidas em algumas culturas por um período de dois anos, apesar dos protestos de produtores agrícolas e de multinacionais químicas e agroalimentícias.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Curiosidades sobre as Borboletas

A grande maioria dos estudiosos de borboletas e entomologistas,  concordam que;


  • As borboletas  são muito mais encontradas em regiões tropicais, devido ao calor e ao alimento em abundancia. A borboleta tem como alimento principal o néctar e as flores, porém, logo quando a borboleta sai do ovo, ou seja, quando ainda é uma pequena lagarta ela se alimenta apenas de folhas e restos de vegetais.
  • A borboleta é um animal pequeno e delicado, elas podem ter o peso mínimo de 0,3 gramas e as mais pesadas podem chegar a pesar 3 gramas, que é o caso da maioria. 
  • Foi comprovado há um tempo atrás, que alguns tipos de borboletas que podem chegar a medir até 32 centímetros de asa a asa, tudo isso na sua grande variedade de espécies, no total existem mais ou menos 200 mil espécies de borboletas, porém apenas 120 mil destas espécies foram comprovadas cientificamente.
  • Uma das coisas mais incríveis da natureza, sem dúvida alguma é a metamorfose de uma borboleta.
  • Infelizmente e normalmente a beleza da borboleta dura apenas duas semanas, e elas geralmente usam essas duas semanas para se reproduzir, e por isso, é tão grande a variedade e a quantidade de borboletas no mundo.
  • Algumas espécies podem permanecer na natureza até seis meses, uma delas se chama borboleta monarca.
  • Borboleta é um termo comum da zoologia, denominação recorrente que designa os exemplares da ordem de insectos dos lepidóptera. As características das borboletas em seu estado adultosão três pares de patas e dois pares de ases cobertas de escamas de cores variadas dependendo das espécies. As borboletas põem ovos que dão origem a larvas chamadas pupas.Estas últimas produzem a seda e formão depois um casulo ou crisálida, que se transformará numa borboleta.
  • As antenas das borboletas têm o mesmo papel que o nariz no caso dos humanos. Mas evidentemente, as antenas das borboletas são muito mais sensíveis aos odores do que os nossos narizes. As antas estão separadas uma da outra de forma a permitir localizar fontes de odores.
  • As borboletas utilizam os odores para encontrar flores e outros insectos. 
  • Os olhos da borboleta estão formados por milhares de pequenas lentes. Os olhos das borboletas são compostos.
  • Cada lente tem o seu nervo óptico. A disposição das lentes sobre os olhos tem inclinações diferentes para que cada lente possa ver numa direção ligeiramente diferente, o que permite ao insecto ter uma melhor perspectiva do seu redor.
  • Apesar das milhares de lentes que permitem ter uma visão muito completa, as borboletas não podem detetar movimentos lentos e têm uma vista muito pouco precisa.
Para aonde vão as Borboletas quando chove?
  • As Borboletas vão se esconder debaixo das folhas e de materiais vegetais ou encontrar fendas pequenas para espremer, como sob cascas de árvores e fendas de rochas.
Quais são os alimentos das Borboletas?
  • Muitas Borboletas bebem o néctar das flores, mas muitas Borboletas também se alimentam de pólen, frutas podres, esterco dos animais e a seiva das árvores.
Como as Borboletas se comunicam?
  • As Borboletas se comunicam principalmente por meio de sinais químicos. Algumas espécies se comunicam através do uso do som.
Quanto tempo vivem as Borboletas?
  • Depende da espécie, muitas Borboletas vivem apenas algumas semanas, mas algumas Borboletas migratórias podem viver muitos meses. As Borboletas Monarcas podem viver cerca de 10 meses.
Como é a hibernação das Borboletas?
  • As Borboletas são de sangue frio e não podem suportar as condições do inverno em estado ativo. As Borboletas podem sobreviver no tempo frio hibernando em locais protegidos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Danaus gilippus.



Danaus gilippus é uma Borboleta do gênero Danaus, conhecida como Rainha, é encontrada 

desde a América do Sul até na metade sul da América do Norte.

A borboleta Danaus gilippus, assim como sua prima mais conhecida e famosa a  borboleta-monarca (Danaus plexippus) começa a sua vida como um ovo do tamanho da cabeça de um alfinete que é posto por uma fêmea adulta numa folha de plantas do gênero , Asclepias spp.

Lagartas mantidas em gaiolas com duas espécies de plantas do gênero Asclepias.


Lagartas de Danaus gilippus,  último ínstar.


Lagarta de Danaus gilippus,  último ínstar.


Lagarta de Danaus gilippus,  último ínstar.


Lagarta de Danaus gilippus,  último ínstar.


Lagarta de Danaus gilippus,  último ínstar.



Lagartas de Danaus gilippus,  último ínstar.




As listras amarelas da D. gilippus , não está presente na D. plexippus

Lagarta de Danaus plexippus,  último ínstar.


Nesta ultima foto é de uma lagarta de (Borboleta MONARCA). São poucas as diferenças tanto na lagarta como no adulto. Sugiro que olhem em uma postagem mais antiga onde falei apenas sobre ela em: 



ÍNSTARUm ínstar é um estágio larval  de alguns artrópodes holometábolos, atingido após uma muda ou ecdise.