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sexta-feira, 25 de março de 2011

Taturanas _ Lagartas urticantes.


Taturanas Lagartas urticantes, (que queimam)

O CICLO BIOLÓGICO DAS TATURANAS
Todos os lepidópteros têm o mesmo tipo de desenvolvimento, variando apenas os períodos conforme a espécie. Devido à sua importância, usaremos como exemplo a já citada Lonomia obliqua. Esta taturana, mais conhecida no Sul do Brasil pelos nomes de Ruga, Oruga, ou Lagarta-taturana, inicia seu ciclo biológico através do acasalamento dos ADULTOS (mariposas macho e fêmea). Estes adultos vivem em média 15 dias e não se alimentam, pois seu aparelho bucal é atrofiado. Após a cópula, fazem as posturas (aglomerado de OVOS) nas folhas e galhos de árvores frutíferas comestíveis, como abacateiro, ameixeira, pessegueiro, comuns em pomares, ou mesmo em árvores nativas dentro das matas. Após 25 dias em média, as LARVAS eclodem dos ovos, passando a se alimentar das folhas da planta hospedeira durante a noite. Neste período larval de aproximadamente dois meses, as taturanas trocam de pele (ecdise) várias vezes, aumentando de tamanho, podendo atingir 8 cm de comprimento. Vivem em grupos (gregarismo) podendo ser vistas “‘repousando” nos troncos das árvores durante o dia.

Após a última ecdise, elas se transformam em PUPAS, alojando-se na base das árvores, sob o húmus, onde a umidade é alta. Este período dura em média 25 dias sendo uma fase importantíssima no desenvolvimento do lepidóptero devido às mudanças morfógicas e fisiológicas que ocorrem. Após o período pupal, emergem os adultos machos e fêmeas, reiniciando o ciclo biológico.

*As fotos a seguir são de uma das várias espécies de Automeris,  uma mariposa  muito colorida da família Saturniidae e que suas lagartas são responsáveis pelo maior número de acidentes com pessoas.

Lagarta urticante de Automeris sp.


O CICLO da Automeris, assim como todos os lepidopteros, passa de ovo para lagarta, pupa e adulto.

Lagarta urticante de Automeris sp.

ESTRUTURA DAS CERDAS URTICANTES

As taturanas, de forma geral, apresentam uma coloração variada que fascina pela sua beleza, atraindo com muita facilidade principalmente crianças. Ao tocá-las, cerdas contidas no corpo do inseto perfuram a pele humana desencadeando acidentes dermatológicos.
Nas taturanas urticantes, as cerdas são estruturas de ponta aguda e resistente, contendo glândulas produtoras de veneno. Existem diferenças morfológicas que variam conforme a família. Nos Megalopigídios, a base da cerda apresenta uma única glândula inserida no tegumento da lagarta. Quando pressionada por ocasião do contato, a glândula libera o veneno que percorre um canal, sendo injetado na pele humana. A principal característica dos Megalopigídeos é a presença de longas cerdas, frágeis, sedosas e inofensivas, semelhantes a “pêlos” que camuflam os verdadeiros “espinhos” venenosos.
Nos Saturnídeos, a cerda é constituída por um eixo central com ramificações laterais, com glândulas de veneno no ápice. Estas cerdas, cujo nome científico é Scoli, são facilmente identificáveis devido à semelhança com pequenos “pinheiros” . Geralmente, a gravidade do acidente é diretamente proporcional ao número de cerdas envolvidas.

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.


As taturanas, de forma geral, apresentam uma coloração variada que fascina pela sua beleza, atraindo com muita facilidade principalmente crianças. Ao tocá-las, cerdas contidas no corpo do inseto perfuram a pele humana desencadeando acidentes dermatológicos.
Nas taturanas urticantes, as cerdas são estruturas de ponta aguda e resistente, contendo glândulas produtoras de veneno. Existem diferenças morfológicas que variam conforme a família. Nos Megalopigídios, a base da cerda apresenta uma única glândula inserida no tegumento da lagarta. Quando pressionada por ocasião do contato, a glândula libera o veneno que percorre um canal, sendo injetado na pele humana. A principal característica dos Megalopigídeos é a presença de longas cerdas, frágeis, sedosas e inofensivas, semelhantes a “pêlos” que camuflam os verdadeiros “espinhos” venenosos.
Nos Saturnídeos, a cerda é constituída por um eixo central com ramificações laterais, com glândulas de veneno no ápice. Estas cerdas, cujo nome científico é Scoli, são facilmente identificáveis devido à semelhança com pequenos “pinheiros” . Geralmente, a gravidade do acidente é diretamente proporcional ao número de cerdas envolvidas.

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.

PRINCIPAIS LAGARTAS URTICANTES BRASILEIRAS

Embora algumas espécies de taturanas das famílias Limacodidae e Arctiidae possam causar “queimaduras”, são sem dúvida alguma os representantes dos Megalopigídeos e Saturnídeos os responsáveis pelo maior número de acidentes no Brasil. Destacam-se entre estes:

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.


Família Megalopygidae

                           
Taturana-gatinho ou Taturana-cachorinho.

- Podalia sp (Taturana-gatinho ou Taturana-cachorinho) - Megalopyge sp. - Megalopyge lanata - Megalopyge albicolis - Podalia sp. M. lanata M. albicolis

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.

Família Saturniidae

Lonomia obliqua (Oruga, Ruga ou Lagarta-taturana) - Dirphia sp. - Automeris sp.- Hylesia sp.

GUARDE BEM AS CARACTERÍSTICAS DA LONOMIA OBLIQUA


                           
Lonomia oblicua (lagarta macaquinho)

Colorido geral marrom; cerdas em forma de “pinheirinhos”; manchas brancas em forma de “U” no dorso; hábitos gregários; aproximadamente 7cm de comprimento.
Algumas espécies de Hylesia sp. causam acidentes tanto na fase larval como na fase adulta constituindo-se uma exceção. Mariposas fêmeas deste gênero possuem cerdas microscópicas no abdôme que causam dermatite em contato com a pele humana. Este tipo de acidente recebe o nome de Lepidopterismo.

Lagarta urticante de Automeris sp.
NÃO tente fazer isto em casa.

O DOLORIDO ACIDENTE

O maior número de acidentes por lepidópteros é do tipo Erucismo, ou seja, causado pela taturana. Normalmente ocorrem da seguinte forma: manuseando a vegetação, a pessoa toca a lagarta com as mãos ou a espreme com os dedos. Após a introdução das cerdas, o veneno é injetado. A dor é imediata e violenta com sensação de queimação, podendo irradiar-se para outras partes do corpo. O local fica vermelho e inchado podendo ocorrer ínguas.
Acidentes com lonomias apresentam, além dos sintomas citados, hemorragias em qualquer parte do corpo. São comuns o sangramento pelas gengivas, hematomas e urina escura. Este último sintoma caracteriza problemas renais. Hemorragias intracranianas também foram observadas resultando em óbito.

TRATAMENTO

Nos acidentes por taruranas, recomenda-se aplicação de compressa de água fria no local do contato. Caso a dor seja insuportável há necessidade da aplicação de anestésico injetável local. Essa medida deve ser realizada por profissional da área médica.
Havendo sangramento, o acidentado deverá procurar auxílio médico para aplicação de soro específico.
Devido ao grande número de acidentes hemorrágicos a partir de 1989, o Instituto Butantan desenvolveu o Soro Antilonômico que tem a propriedade de reverter o distúrbio causado pela taturana. Atualmente é o único tratamento eficaz . É também de grande importância que a taturana causadora do acidente acompanhe o acidentado, para uma identificação correta.

COMO COLETAR

As taturanas são insetos lentos e mansos. Não “pulam” e não “voam”. Geralmente estão aderidas às folhas, galhos ou troncos das árvores, ocasião em que são “tocadas” pelas pessoas. Para coletá-las basta fazer uso de pinças, gravetos ou objetos semelhantes. Podem ser levemente pinçadas e colocadas em frascos variados de boca larga ou “empurradas” para dentro de uma caixa através de leves toques, forçando-as a entrarem no recipiente. Caixas de sapato são excelentes para a coleta.

EVITANDO O ACIDENTE

É Importante ressaltar que a prevenção ainda é o melhor remédio contra acidentes com animais peçonhentos. Com taturanas não é diferente. Ao trabalhar na lavoura, colher frutos no pomar ou em qualquer atividade em ambiente silvestre, observe bem os troncos, folhas, flores, gravetos antes de manuseá-los. Sempre use luvas!

NA NATUREZA NÃO EXISTEM VILÕES

Apesar das taturanas causarem acidentes e algumas prejuízos, como pragas às lavouras, elas são importantes dentro do equilíbrio da natureza. Sabe-se, atualmente, que o surgimento de lonomias em abundância deveu-se ao desequilíbrio ambiental provocados por desmatamentos, queimadas, extermínio de predadores por aplicação de agrotóxicos e por proliferação de loteamentos em áreas preservadas. Ao encontrar taturanas, não mate-as. Colete-as e procure um profissional para a identificação correta e encaminhamento ao órgão competente. Desta forma, você estará colaborando com a ciência e preservando a natureza.








Fonte: http://www.butantan.gov.br/

Abraços ao amigo e companheiro
Roberto Henrique Pinto Moraes, O (Sr. Taturana)
Com carinho e admiração.




11 comentários:

  1. Caro João,
    Belo artigo sôbre taturanas.
    Como estamos colhendo caquis não raro somos contemplados com umas queimadurinhas.
    E quem seriam aquelas com cerdas cor marrom avermelhadas, também bastante urticantes?
    Um grande abraço
    Otavio/Vanessa

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  2. Um bom resultado, (não publicado) se fás quando ao entrar em contato com determinada lagarta urticante, se encontra la, tentar esmagar la e aplicar sobre a região afetada, parte de seu intestino... (Nunca fiz isso), mas em nome da ciência vou tentar e reportar o resultado. Abrs João.

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  3. Funciona, mas faça com um objeto e não com a mão!
    Pode espremer a lagarta e passar a massa verde amarelada que a dor diminui e talvez nem dê íngua.
    Abraço.
    Rogério Amaro.

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  4. Eu toquei em uma a "lagarta-taturana",logo depois senti queimacao e meu dedo inchou,estou com medo de q aconteca algo grave,é possivel?

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  5. Digo uma lagarta urticante da familia Automeris sp.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Olá, como é possível alguém pegar essas taturanas mostradas na mão e não acontecer nada?

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  8. Lucas parece que ao tocar/espremer é que a lagarta pica...ele não lhe toca em cima do dorso com as mãos..penso que deve ser do tipo 'injeção'..apenas quando apertado é que solta o veneno..

    E não sei se são as mesmas cá de Portugal a que chamamos de lagarta de pinheiro que este ano tem sido uma terrível praga.. (nestas imagens a mais parecida é a lagarta macaquinha)
    Parabens pelo Blog, gostei muito de conhecer:)
    A Malaika

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  9. Também achei estranho ele tocar essa largarta, que já me queimou várias vezes e nao acontcer nada com ele, deu até calafrios aqui de ver esta imagem...

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  10. Uma vez uma Lonomia oblicua me picou, mas depois de 2 dias de muita dor e uma agonia incessante, a lagarta morreu...

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  11. Brincadeiras a parte gente, agora é sério, eu tenho pavor de taturanas desde que fui picado (tinha uns 13 anos) passei mal e fui pro hospital, cheguei a ter pesadelos vários dias depois com a taturana (algo como se ela fosse gigante e fosse me devorar) kkk
    Desde então até mesmo nessa página olhando as imagens da mesma, eu sinto ânsia de vômito, começo a tremer, uma vez ou outra mudo a aba da página pra parar de ver...
    Mas os fatos são que eu devo ter um trauma sobre tais criaturas mas entendo que apesar da periculosidade, são criaturas lindas e necessárias no nosso meio ambiente...
    Portanto não saia matando quando ver uma, só mantenha distância e deixe a natureza seguir o rumo...

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