sexta-feira, 3 de março de 2017

Battus polydamas em Aristolochia galeata


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Battus polydamas, uma bela borboleta da família papilionidae, que não corre risco de extinção.

Podemos começar falando sobre a planta hospedeira das lagartas de Battus, a Aristolochia.




Aristolochia é um género botânico pertencente à família das aristoloquiáceas.



Desenvolvemos a criação em Papo de Peru (Aristolochia galeata). Também conhecida como cipó Mil-homens, Jarra-açu, Jarrinha, Papo de Peru Grande, entre outros.



Aristolochia galeata é uma planta trepadeira que produz lindas flores, contudo, estas belas flores possuem um forte odor desagradável que ajuda a atrair os seus polinizadores.




As aristolochiaceae não são carnívoras mas tem mecanismos elaborados de atração e confinamento de insetos em suas flores para assegurar a polinização que muito lembram plantas carnívoras.

Geralmente odor e/ou a aparência da flor atrai os insetos para o interior da flor através de uma passagem estreita coberta com pelos densos voltados para dentro que permitem ao inseto entrar mas não sair da flor.
A flor mantém os insetos presos ali por um período variável de tempo (de horas a dias) até a parte masculina da planta se desenvolver e liberar pólen que cobrirá os insetos completamente. Os pelos que impedem a saída dos insetos então secam e caem, permitindo que estes deixem a flor e voem para outras flores. Somente depois disso a parte feminina das flores se desenvolve e permite a polinização. Esse desencontro ocorre para evitar que ocorra auto fecundação.

Voltando para Battus polydamas, adultos fêmeas ao encontrarem a planta hospedeira, Aristolochia galeata, faz a postura na brotação do cipó ou em folhas jovens.

E por um curto período, os ovos eclodem e as lagartas emergem.

Pequenas e vorazes, logo passam a se alimentar das folhas jovens.
Das brotações


E em alguns casos das flores



As lagartas então irão passar vários ínstares 
Crescendo 


Se preparando para Pupar.

Então para de se alimentar e se fixa em um galho.
Logo então passará por um estado inativo conhecido por pupa, de onde emergirá, finalmente o adulto.



De acordo com a biologia, o termo metamorfose (derivado do grego metamorphosis) é utilizado para designar uma mudança na forma e na estrutura corporal (tecidos, órgãos), assim como o crescimento e diferenciação, dos estágios juvenis e larvais de diversos animais, como insetos,anfíbios e moluscos, até que estes alcancem a fase adulta.



Tabela:
Ordem  
  LEPIDOPTERA
Família  
  PAPILIONIDAE
Subfamília  
  PAPILIONINAE
Tribo  
  Troidini
Espécie  
  Battus polydamas (L., 1758)



Um belo trabalho de biologia populacional;

Biologia populacional e uso de planta hospedeira em Battus polydamas polydamas e Battus polystictus polystictus (Troidini, Papilionidae)



AssuntoDinâmica populacional
Papilionidae
Planta hospedeira 
ResumoEstudos sobre a diversidade e estrutura de populações em ambientes naturais, tanto preservados e como impactados, são importantes ferramentas para programas de conservação ambiental. Nesse sentido, pesquisas com foco em estudos populacionais de borboletas têm sido amplamente utilizadas para o aperfeiçoamento do conhecimento sobre a biologia e ecologia das espécies. Duas espécies do gênero Battus são encontradas no sul do Brasil: Battus polystictus e Battus polydamas. Apesar destas borboletas utilizarem como hospedeiras somente plantas do gênero Aristolochia, e de serem filogeneticamente muito próximas, ambas espécies apresentam hábitos ecológicos bastante distintos. Assim, o objetivo deste trabalho foi estudar a dinâmica das populações de B. polydamas e B. polystictus ao longo de um ciclo anual, relacionando os padrões observados com a variação nos requerimentos ecológicos das espécies em função das condições climáticas, disponibilidade de recursos alimentares e de desempenho larval em diferentes plantas hospedeiras. As populações foram analisadas através de marcação-recaptura para estimar os padrões populacionais. As borboletas foram capturadas com rede entomológica, marcadas, analisadas e soltas no mesmo local de captura. Em laboratório, os testes de preferência alimentar e desempenho foram realizados em condições controladas de temperatura (25°C) e fotoperíodo (16L:8E), nos seguintes tratamentos: Battus polydamas x A.triangularis (n=60); Battus polydamas x A.sessilifolia (n=60); Battus polystictus x A.triangularis (n=15); Battus polystictus x A.sessilifolia (n=15). Os resultados deste trabalho mostraram que B. polydamas e B. polystictus têm requerimentos ecológicos diferentes, sendo a primeira mais tolerante a alterações ambientais. As populações das duas espécies de Battus não foram constantes no tempo, havendo variações estruturais e de densidade ao longo do ano. Os experimentos em laboratório mostraram que ambas as espécies de borboletas aceitam e podem se desenvolver nas plantas testadas, porém com desempenhos diferentes. Enquanto B. polydamas utiliza as hospedeiras de maneira equivalente, B. polystictus tem melhor desempenho em A. triangularis. De modo geral, os resultados obtidos sugerem que as dinâmicas das populações para ambas as espécies são influenciados principalmente pela estruturação ambiental dos habitats e pela disponibilidade de plantas hospedeiras. Os dados também sugerem que, quando em sintopia, ambas as espécies utilizem de maneira diferencial os recursos larvais disponíveis.


2 comentários:

  1. Excelente trabalho! Com uma sequência de fotos muito interessantes. Boa postagem João!

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