quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pesquisadores da Unicamp elaboram plano contra extinção de borboletas


 

Duas espécies estão na lista dos 100 animais mais ameaçados do planeta.

Meta é a criação de reservas naturais para os animais em risco.





Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) elaboraram um plano para combater a extinção de duas das 100 espécies com maior risco de extinção, divulgada nesta terça-feira (11) em um congresso na Coreia do Sul. São espécies de borboletas, encontradas apenas no Brasil.

A espécie Actinote Zikani é achada na Serra do Mar na região de Mata Atlântica e a espécie Parides Burchellanus é característica do Cerrado. Segundo o professor e pesquisador da Unicamp André Freitas, no Brasil existem cerca de 3,2 mil espécies de borboletas e destas, cerca de 50 estão ameaçadas de extinção e constam na lista vermelha do Ibama.

Actinote Zikani 






Parides Burchellanus 


Plano

De acordo com Freitas, a principal meta é a criação de reservas naturais para abrigar as espécies, já que o principal motivo para a ameaça às borboletas é a destruição do habitat natural com o desmatamento. "No país, em toda a área do Cerrado não há áreas de proteção ambientais", afirma o pesquisador.
A espécie Actinote Zikani só pode ser encontrada em uma área pequena próxima ao município de Paranapiacaba (SP), que é um dos únicos locais que oferece proteção às borboletas.
Não é possível saber quantos exemplares das espécies ameaçadas ainda estão na natureza, já que não há uma forma de capturá-las. A pesquisa feita na Unicamp não utiliza animais em cativeiro, segundo o pesquisador. "Preferimos deixá-las no habitat natural devido ao tamanho da ameaça contra essas espécies", explica Freitas.




 Actinote Zikani , está ameaçada de extinção (Foto: Ronaldo Francini/ Divulgação)



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Incluir insetos na dieta além de ajudar o meio ambiente também é saudável.


Como assim???

Vendidos a quilo nas feiras.

Desde 2008, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) vê a possibilidade de incluir insetos na dieta humana. A ideia tem a participação do entomologista (estudioso de insetos) Arnold Van Huis, da Universidade de Wageningen, na Holanda. Esta inclusão, além de benéfica para a saúde, também ajuda no combate ao efeito estufa.

Nos últimos anos, o consumo de carne, que era de 20 quilos por ano, cresceu para 50 quilos, e em 20 anos a perspectiva é de que cada pessoa coma 80 quilos de carne por ano. Devido a esse aumento, a Organização das Nações Unidas recomendou que todas as pessoas passem, pelo menos, um dia por semana sem consumir carne e que diminuam ainda mais ao longo do tempo, para que dessa forma possam controlar as mudanças climáticas.

A entomofagia, que é a prática de comer insetos, ainda não é permitida no Brasil, mas estudos comprovam a importância nutricional dos insetos. Um grupo de cientistas, trabalhando com a agência espacial japonesa, pesquisou o bicho da seda e os cupins, e descobriram que eles seriam fonte de uma dieta rica em gorduras e aminoácidos.

Mais de mil tipos de insetos já fazem parte do cardápio de 80% dos países, principalmente na porção oriental do globo, e são mais populares nas regiões tropicais, onde ficam maiores e são mais fáceis de serem capturados.

Algumas larvas de Tenébrio sp.


Frank Franklin, professor e diretor de nutrição pediátrica da Universidade do Alabama, nos Estado Unidos, afirma que baixas calorias e poucas proteínas são as principais causas de morte em crianças e que a proteína dos insetos poderia ser uma solução mais barata se processada em uma forma semelhante a uma pasta de amendoim, para aqueles que sofrem dessa má nutrição.

A população do Laos (país asiático) sofre com deficiência de cálcio e uma proposta de se construir uma grande indústria leiteira no país foi colocada em questão, mas por saberem que a maior parte dos asiáticos tem intolerância à lactose, essa proposta não pôde ser realizada.

Considerando então que grilos e gafanhotos são ricos em cálcio e que 90% da população do Laos já comeu insetos em algum momento, o órgão das Nações Unidas vem desenvolvendo um projeto de criação de insetos, que aproveita os conhecimentos de 15 mil agricultores familiares que cultivam gafanhotos na Tailândia, um país vizinho. Está aí uma boa solução para a saúde dessa população.




Em grande parte do mundo, comer insetos não é estranho. No sul da África, as lagartas Mopani são salgadinhos populares, já os japoneses preferem as larvas de insetos aquáticos, e no México, as pessoas comem gafanhotos.

Diminuição dos gases do efeito estufa.

De acordo com as pesquisas do entomologista Van Huis, as fazendas de insetos produzem uma quantidade muito menor de gases de efeito estufa se comparadas à pecuária. Ele afirma que os insetos produzem 300 vezes menos óxido nitroso (que também tem efeito estufa) e muito menos amônia, que é tão comum nas criações de porcos e aves.

As fazendas de insetos poderiam ainda gerar renda para comunidades carentes e proteger as florestas, pois além de elas serem o habitat de várias espécies, não precisariam ser destruídas pelo avanço das pastagens.

Legalização da entomofagia.

No Brasil ainda não é permitido a prática da entomofagia. Por esse motivo o empresário mineiro Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, dono de uma companhia que cria e comercializa insetos, pediu ao Ministério da Agricultura o reconhecimento do seu negócio como um “estabelecimento produtor de insetos para consumo humano”.

Esse pedido acabou abrindo espaço para a legalização da entomofagia no Brasil. O Ministério da Agricultura pediu indicação bibliográfica ao empresário, alegando que se trata de um tema polêmico, mas que será discutido, pois representa oportunidade real de se combater o aquecimento global no Brasil e no mundo.

Devidamente higienizado e embalado.

Dados da FAO, que também está discutindo a possibilidade de incluir insetos na dieta humana, mostram que cerca de 80% dos países possuem insetos em seu cardápio e 23 dessas nações ficam no continente americano.
Caso a proposta de Gonçalves seja aceita, podemos ter um cardápio recheado de insetos. E dessa forma estaremos contribuindo com o combate ao aquecimento global.

* Publicado originalmente pelo EcoD e retirado do site Mercado Ético.
(EcoD) 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Um dos maiores, senão o maior Entomologista de todos os tempos.


Angelo Moreira da Costa Lima (1887-1964)



http://www.ebras.bio.br/entomol/entomol_desc.asp?code=5049F3A70#

Aqui fica a minha singela homenagem ao senhor  Ângelo Moreira da Costa Lima que, para além de um grande Entomologista, foi, acima de tudo, um grande... Homem.

Ângelo Moreira da Costa Lima (1887 - 1964). Emérito entomologista brasileiro, nasceu a 29 de junho de 1887. Formou-se em medicina em 1909, porém sua carreira de cirurgião sucumbiu ante o fascínio pelos insetos e sua vocação para o estudo das coisas da natureza.


Viveu num período em que a decência e a moral permeavam no serviço público e este era respeitado não só pelo povo, mas pelos governantes. Viu assim, tornar realidade sua imponente obra (ainda que inacabada) "Insetos do Brasil", nos laboratórios e corredores do Instituto Oswaldo Cruz (antigo Instituto de Manguinhos) e da Universidade Rural do Brasil (hoje Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).


Contemporâneo de Oswaldo Cruz, trabalhou quando o pioneirismo da ciência ainda se misturava com a poesia do século passado. Assim como Von Martius, Hübner e tantos outros, trazia consigo a luz dos grandes investigadores, que lhe permitiu explorar com sabedoria, todo um mundo novo de espécies não identificadas. Mais de duas centenas de espécies levam hoje seu nome.


Grande mentor dos catálogos de insetos do Brasil, fez tornar realidade a obra em 1922, quando da publicação, em sua primeira edição, no volume 6 dos Arquivos da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária. Sucederam-se ainda sob sua batuta, a segunda edição, publicada em 1927 (vol. 8 do referido periódico); e a terceira edição, já como livro, em 1936. 

Não estava mais entre nós quando da publicação do "Quarto Catálogo dos Insetos que Vivem nas Plantas do Brasil", entre 1967 e 1968, contudo seus ensinamentos, orientações e ideais ainda nortearam esta obra.





BIOGRAPHICAL NOTE
Ângelo Moreira da Costa Lima (1887-1964) was the foremost Brazilian entomologist of his time, and his still-consulted works continue to assure his place in the history of science as the "Father" of Brazilian entomology.
Costa Lima, as he is called in Brazil, was born on June 29, 1887, in Rio de Janeiro, Brazil, to Valeriano Moreira da Costa Lima and Rosa Delfina Brum de Lima.
The legacy of Costa Lima rests on his many contributions to Brazilian entomology. His Terceiro Catálogo was for many years the most consulted work on Brazilian plant-insect associations. It has since been replaced by the Quarto Catálogo that was directly based on Costa Lima's earlier work.
Costa Lima’s Insetos do Brasil in eleven volumes is a valuable resource on Brazilian entomology and is regularly consulted even today.
ANT TAXONOMY

PUBLICATIONS
REFERENCE
Jurberg, C. 2002. Entomologia y Vectores 9: 153-194, bibliography, portrait.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Borboletas mutantes são encontradas após acidente nuclear de Fukushima

Pesquisadores japoneses estão preocupados com o ecossistema local.


Reprodução / larepubblica.it
Muitas mutações foram encontradas nos animais coletados na região próxima à Usina de Fukushima. 
Na imagem, uma das borboletas mutantes


Pesquisadores japoneses encontraram sinais de mutação em borboletas, sinalizando um dos primeiros indícios de que o ecossistema local sofreu mudanças após o acidente nuclear em Fukushima.
Joji Otaki, que liderou a pesquisa, recentemente publicada no Scientific Reports, coletou quase 400 espécimes de uma borboleta muito comum no Japão.
Nos resultados iniciais, 12% das borboletas mostraram sinais de anormalidades, como problemas em suas antenas, asas de menor porte, mudança nos padrões de cor e olhos recuados. Amostras coletadas seis meses depois foram ainda mais alarmantes: as mutações foram encontradas em 52% dos animais.
O pesquisador disse à NBC que está preocupado com os resultados do estudo.
— Desde que vi esses efeitos nas borboletas, é fácil imaginar que [o desastre] tenha afetado outras espécies também. É bastante claro que algo está errado com o ecossistema.
Otaki, no entanto, ressalta que as espécies apresentam diferente sensibilidade em relação à radiação e não é possível prever que o mesmo efeito ocorra nos seres humanos.
O desastre de Fukushima ocorreu após um terremoto de 9,0 graus de magnitude, em 11 de março de 2011, que gerou um tsunami que destruiu o sistema de refrigeração da usina. Três reatores sofreram colapso e liberaram radiação no meio ambiente.
Este é um exemplar saudável da espécie coletada pelos pesquisadores japoneses. Crédito: larepubblica.it

As mutações foram encontradas em 52% dos animais. Crédito: larepubblica.it



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Borboletas revelam áreas não preservadas no ABC



Pesquisa realizada pela Fundação Santo André revela que as borboletas podem diagnosticar nos centros urbanos se a área é preservada ou não. Esta é a conclusão do trabalho apresentado no “I Congresso Latino Americano de Ecologia Urbana”, realizado na Argentina, entre os dias 12 e 15 de junho pelas alunas Viviane Garla Roupa e Vivian Santana do Nascimento, sob a coordenação da professora Dagmar Roveratti dos Santos. A pesquisa foi realizada durante um ano, com mais de 67 horas de observação e contabilizado 954 borboletas em 17 espécies no bairro Cerâmica, em São Caetano.
De acordo com a pesquisa, o local preservado e que mantém a vegetação natural e espontânea é onde aparece a maior variedade de espécies de borboletas. Já os locais urbanizados e com vegetação introduzida em praças ou locais com plantas ornamentais, as espécies diminuíram, o que significa que a recuperação do meio ambiente nas áreas urbanas deve obedecer à vegetação que havia no local.
Os registros foram feitos em três pontos fixos, sendo uma residência com jardim, uma praça constituída predominantemente por vegetação arbórea e gramado e uma área verde composta basicamente por jardim de espécies ornamentais arbustivas e algumas espécies arbóreas, circundado por área de vegetação espontânea. Os dados foram coletados no período de Fevereiro de 2011 a Janeiro de 2012.
A realização do levantamento foi prejudicada porque no mês de junho de 2011 parte da área que era utilizada para as observações foi aterrada, asfaltada e transformada no estacionamento do Shopping Park São Caetano. Com isso toda a flora, que era constituída basicamente por espécies de plantas espontâneas, foi retirada e consequentemente as espécies de borboletas desapareceram do local.
Outro ponto que prejudicou as pesquisa foi a revitalização da Praça Morais Sarmento nas proximidades, uma vez que muitas das espécies de vegetais atrativas para as borboletas foram substituídas por um parquinho e por passagens de concreto.
Segundo as pesquisadoras a pequena riqueza de espécies contabilizadas demonstra o alto grau de impacto ambiental na área e para manter a riqueza de espécies de borboletas em áreas urbanas faz-se necessário a manutenção ou introdução de espécies de plantas espontâneas, além das espécies ornamentais.
As pesquisadoras relatam que há uma preferência das borboletas pelas espécies vegetais espontâneas em detrimento das ornamentais artificialmente introduzidas quando ambas estão disponíveis. 

Parabéns para a equipe, foi um magnífico trabalho.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

GINANDROMORFISMO EM BORBOLETAS



O caráter sexo sempre foi tratado como tendo um tipo especial de herança, uma vez em qualquer cruzamento, para a maioria das espécies, o resultado apresentado pela progênie é sempre 1/2 macho : 1/2 fêmeas. A idea da existência de vários mecanismos envolvidos na determinação do sexo resultou de vários e trabalhos envolvendo diferentes espécies vegetais e animais. 

Alguns dos trabalhos fundamentais foram realizados por Van Beneden em 1866, relatando que a fertilização deveria envolver a união de um espermatozoide e um óvulo. Estes resultados foram obtidos em experimentos realizados em coelhos. Hartwig (1876) descreveu o mesmo fato em experimentos envolvendo ouriço-do-mar. 

Henking (1891) apresentou as primeiras investigações que relacionaram cromossomos com determinação do sexo. Seus estudos, realizados com insetos, revelaram que metade dos espermatozoides recebiam uma determinada estrutura nuclear e a outra não. Ele denominou esta estrutura de corpúsculo X. Mc Clung (1902) realizou estudos citológicos em diferentes espécies de gafanhotos e concluiu que as células somáticas das fêmeas tinha número de cromossomos diferente das células do macho e que havia associação entre a presença do cromossomo X e a determinação de sexo nestes insetos. 

Wilson trabalhando com insetos do gênero Protenor demonstrou que as fêmeas apresentavam 14 cromossomos em suas células somáticas e eram capazes de produzir gametas carregando 7 cromossomos. Os machos apresentavam 13 cromossomos em suas células somáticas e eram capazes de produzir gametas com 7 ou 6 cromossomos. A diferença do número de cromossomos era determinante do sexo. 



Heraclides androgeus laodocus; Ordem Lepidoptera; Família Papilionidae.





Heraclides androgeus laodocus; Ordem Lepidoptera; Família Papilionidae; Corpo com 35 mm de comprimento e 11 mm de envergadura.
As fêmeas desta espécie de borboleta possuem manchas de coloração amarela nas asas anteriores e azul nas posteriores. Os machos têm somente manchas amarelas. Aqui vemos um exemplar ginandromorfo, com a metade esquerda masculina e a metade direita feminina.



Ginandromorfos são mosaicos sexuais no qual algumas partes do animal apresentam características femininas e outras masculinas. Em alguns casos tanto as genitálias e gônodas masculinas quanto as femininas podem estar presente no mesmo animal. A freqüência natural tem sido de 1/2000 ou 1/3000 moscas. Entretanto muitos destes ginandromorfos apresentam poucas secções revertidas. Os ginandromorfos bilaterais são mais raros. A freqüência pode ser aumentada quando o indivíduo apresenta um cromossomo X em anel (ligado pelas extremidades). 

Os ginandromorfos bilaterais tem sido explicados como uma irregularidade na mitose da primeira clivagem. Um exemplo interessante foi observado na descendência de cruzamentos envolvendo machos de olho barra e fêmea normal. O caráter forma do olho, regulado por um gene ligado ao sexo em que o "alelo" B determina o olho barra e o alelo recessivo b o olho normal. 

Foi considerado o seguinte cruzamento: fêmeas normal (XbXb) e macho barra (XBY). A descendência feminina foi do tipo XBXb. Uma anomalia no processo fez com que a célula zigótica originasse células com constituição cromossômica diferente em relação aos cromossomos sexuais. Foram formadas células XBXb e XbO, de tal forma que o indivíduo adulto era do tipo XBXb / XbO Assim, os tecidos e órgãos que tiveram origem de XBXb manifestavam características sexuais femininas e aqueles com origem em XbO, manifestavam características masculinas. Além das diferenças proporcionadas pelo padrão sexual, observa no ginandromorfo bilateral, originado do referido cruzamento, um olho barra (XBXb) e outro normal (XbO) 

Um ginandromorfo se diferencia de um intersexo quanto a origem e à constituição cromossômica. O ginandromorfo tem origem numa irregularidade mitótica, enquanto que o intersexo é formado por uma combinação gamética que resulta num índice sexual entre 0,5 e 1,0. O ginandromorfo apresenta em um mesmo indivíduo, células com diferentes números de cromossomos. No intersexo o número de cromossomos é constante para todas as células do indivíduo. 

Complicou? Bom, então podemos simplificar dizendo que 
Ginandromorfismo é
 o fenômeno pelo qual um indivíduo de uma espécie bissexuada tem um "mosaico" (desenho) de partes masculinas e femininas. Em tais espécies faltam os hormônios sexuais circulantes, de modo que o fenótipo depende exclusivamente dos genótipos de cada célula, resultando da soma dos efeitos dos mesmos sobre as células do animal.





quinta-feira, 12 de julho de 2012

Espécie rara de borboleta reaparece após 70 anos


Uma borboleta rara, a Libythea Celtis, foi avistada novamente, depois de 70 anos desaparecida. O acontecimento inédito ocorreu no sul da cidade de Madrid, no Centro de Excelencia Internacional del Campus Moncloa (CEI Moncloa), no passado mês de Junho.


Libythea Celtis


Segundo a agência noticiosa espanhola Servicio de Información Y Noticias Científicas, este género raro de borboleta está associado aos ulmeiros, uma vez que a sua lagarta se alimenta desta árvore. A Associação Espanhola de Entomologia acredita que o novo avistamento é um dado muito interessante, visto o inseto ser pouco frequente e a sua última observação ter acontecido há cerca de sete décadas.


Libythea Celtis


Um dos entomólogos envolvidos na descoberta, F.J. Cabrero, destaca a importância do local onde a borboleta foi vista. A variedade da fauna e flora do CEI Moncloa reforça a importância de biodiversidade, mesmo no interior de uma cidade, para novas descobertas científicas.

De acordo com o especialista em estudo dos insetos, as novas observações abrem caminho à possibilidade de retorno de algumas espécies que se acreditavam estar geograficamente extintas. Existe a hipótese de, tal como a borboleta, terem estado apenas desaparecidas, podendo voltar a colonizar em locais semelhantes ao seu habitat natural.


Libythea Celtis


A borboleta Libythea Celtis é caracterizada pelas asas particularmente compridas e pela cabeça e asas salientes, atingindo alturas de voo de cerca de 800 metros. É originária da zona oriental da Península Ibérica, mas já foi vista, também, no norte de Portugal.

Uma boa noticia.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Singhiella simplex (HEMIPTERA: ALEYRODIDAE)


AVALIAÇÃO DA INFESTAÇÃO POR Singhiella simplex (HEMIPTERA:
ALEYRODIDAE) EM Ficus benjamina NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP, BRASIL.

Saindo um pouco da minha linha, vou postar parte do trabalho feito pelos colegas do setor a respeito de Singhiella simplex (HEMIPTERA:ALEYRODIDAE).Quem estiver mais interessado a respeito do assunto, me pede que envio o trabalho completo por e-mail.


Adultos, pupas e ninfas.

Adultos, pupas e ninfas.




Este trabalho avalia o desfolhamento de árvores urbanas de Ficus benjamina pela mosca-branca-do-ficus, Singhiella simplex, na cidade de São Paulo. Foi feita amostragem sistemática nas cinco regiões da cidade: centro, norte, sul, leste e oeste e em cada região foram sorteados dois bairros, totalizando dez bairros. Foram amostradas 2.661 árvores, das quais 260 eram  Ficus benjamina e todas apresentavam sintomas de desfolha, indicando que o inseto ocorre em toda a cidade de São Paulo.


Dano com desfolia.



  Ficus benjamina  é uma espécie de figueira nativa das florestas tropicais da Índia, sudeste da Ásia, sul da China, Malásia, Filipinas, norte da Austrália e ilhas do Pacífico sul. Atualmente é plantada em várias partes do mundo e em alguns países utilizada na extração de resina (goma de benjamin), produção de incenso, como cerca-viva, ornamentação de jardins, interiores e no Brasil na arborização de várias cidades (Riffle, 1998;  Lima  et al., 2005). 
Na maioria das condições ambientais F. benjamina  pode ser atacada por diversas pragas e doenças como, cochonilhas, ácaros, nematóides, tripes e fungos (Brickell & Zuk, 1997).


Dano com desfolia.


Em agosto 2007, na Flórida, no condado de Miami (EUA), foram registrados severos ataques causados por mosca-branca-do-ficus (Singhiella simplex Singh, 1931) em várias espécies de figueiras (F. altissima, F. aurea, F. benjamina, F. lyrata, F.maclellandii e F. microcarpa) utilizadas na arborização pública e em cercas vivas, com desfolhamento intenso e até morte de plantas. Já existem registros de ataque dessa praga em Porto Rico, Jamaica, Ilhas Cayman e recentemente no Brasil (Jesus et al., 2010).

  Em sua região de origem apenas Encarsia tricolor  Foerster (Hymenoptera: Aphelinidae) é listada na literatura como inimigo natural (Mannion, 2008).
No Brasil, a primeira ocorrência de S.simplex  foi registrada no mês de agosto de 2009, pelo Prof. Dr.  Aurino Florencio de Lima no estado do Rio de Janeiro, em Barra do Piraí, Japeri, Mesquita, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Queimados, São João do Meriti e Seropédica. Recentemente também foi assinalada em F. benjamina na cidade de São Paulo, SP (Jesus et. al., 2010).

O objetivo do presente trabalho foi identificar o agente causal dos sintomas apresentados em F. benjamina  bem como a distribuição deste agente na cidade de São Paulo.

O presente trabalho, foi de autoria de   Giuliana Del Nero Velasco 1, , Rogério Goularte Moura 2, , Evoneo Berti Filho 3, , Hilton Thadeu Zarate do Couto 4.
  


Desfolia. 


If they are...

You likely have the Ficus Whitefly, Singhiella simplex or the Gumbo Limbo Whitefly Aleurdicus rgioperculatus
Please utilize the information on this website to educate yourself about the needs to control these damaging pests and to ensure the survival of your ficus hedges,Ficus trees, and now many other varieties of South Florida Trees

terça-feira, 26 de junho de 2012

Borboletas preferem machos com asas mais vistosas


Pesquisadores de Yale estudaram o processo de evolução das asas da espécie 'Bicyclus anynana'



As borboletas Bicyclus anynana usam padrão de asa para identificar machos da mesma espécie (Cortesia - Universidade de Yale)



Uma pergunta sempre intrigou os biólogos que estudam a seleção sexual (quando se trata não da disputa pela sobrevivência e sim pela chance de se reproduzir): se as borboletas fêmeas identificam os machos de sua espécie pelo padrão das manchas em suas asas, como novos padrões de asas se desenvolvem nos machos?


Para buscar a resposta, pesquisadores da Universidade de Yale fizeram um estudo com borboletas da espécie Bicyclus anynana e concluíram que as fêmeas são predispostas a gostar de um modelo específico, mas que ao longo da vida elas podem adquirir novas preferências, geralmente por machos com cores mais vistosas. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).



As borboletas Bicyclus anynananaturalmente têm duas manchas em suas asas. Para descobrir como as fêmeas podem gostar de outros padrões de cores, os pesquisadores colocaram um grupo de fêmeas em contato com borboletas com quatro manchas. A partir de então, essas não deram mais preferência aos machos com duas manchas.
Em contrapartida, as fêmeas inicialmente expostas a machos com uma ou nenhuma mancha, com tons de cinza e marrom, não mudaram suas preferências originais.
"O que nos surpreendeu foi que as fêmeas adquiriam essa preferência depois de pouco tempo em contato com machos", disse Erica L. Westerman, do Departamento de Biologia e Ecologia Evolucionista de Yale e principal autora do estudo.
"Existe um modelo de aprendizado, e elas aprenderam que ornamentação extra é melhor", disse a escocesa Antónia Monteiro, pesquisadora de Yale e uma das autoras do estudo.


As descobertas de que o ambiente social pode mudar a preferência de borboletas fêmeas ajuda a explicar como novos modelos de asas evoluem, dizem os pesquisadores. Agora Westerman e sua equipe querem agora descobrir como as fêmeas aprendem a fazer as suas escolhas.



"Nós estamos agora investigando o que impede as fêmeas de se acasalarem com machos de outras espécies durante o período de aprendizagem," diz Westerman.




CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The male did not have to court them or engage in flashy behavior

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Erica L. Westerman, Antónia Monteiro, Andrea Hodgins-Davis e April Dinwiddie 

Instituição: Universidade de Yale (Estados Unidos)

Dados de amostragem: borboletas da espécie 

Resultado: borboletas sabem reconhecer os machos da mesma espécie através do modelo das asas, mas com o tempo podem aprender a preferir novos padrões de asas, geralmente mais vistosas.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Antenas de borboletas



Uma equipe de cientistas franceses criou um detector de explosivos que melhora notavelmente a sensibilidade dos já existentes, baseado no modo de funcionamento das antenas de uma espécie de borboleta noturna, informou nesta terça-feira o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França.




O aparelho é capaz de detectar concentrações de componentes de dinamite volatilizados no ar em quantidades muito inferiores às conseguidas até o momento por qualquer outro dispositivo eletrônico, e se aproxima do nível de confiabilidade dos cães treinados.
Pesquisadores do CNRS e do Instituto Franco-Alemão de Saint-Louis desenvolveram este dispositivo que concentra meio milhão de minúsculos filamentos de dióxido de titânio que imitam o sistema de detecção do inseto voador, cujas antenas estão infestadas de sensores conectados diretamente aos seus neurônios.
Os cientistas trabalham agora no projeto de um aparelho de fácil manejo que incorpore o sistema criado e que no futuro seja capaz de reconhecer, de forma específica, vários tipos de explosivos. Além disso, este instrumento abre a possibilidade de localizar outras substâncias, como algumas drogas, agentes tóxicos e poluentes que, da mesma forma que os explosivos, são pouco voláteis e, portanto, difíceis de detectar a certa distância.
Segundo seus criadores, o aparelho terá múltiplas utilidades em vários campos, desde a segurança aeroportuária até o controle ambiental, já que permite medir a qualidade do ar.



http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5800859-EI238,00-Antenas+de+borboletas+inspiram+potente+detector+de+explosivos.html

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Borboleta rara se beneficia do aquecimento global e se multiplica.



Espécie era considerada rara até a década de 1980.Fugindo do calor, ela encontrou mais alimento.


As mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global já causam impacto em uma espécie de borboleta, que era considerada rara até os anos 1980. E esse impacto, para ela, é positivo. A conclusão é de um estudo publicado na edição desta sexta-feira (25) da revisa “Science”.
Marrom e com pintas laranjas, a borboleta da espécie "argo marrom" (Aricia agestis) está procurando novos locais para viver, por causa dos verões mais quentes no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, ela está indo cada vez mais para o Norte em busca de climas mais frescos (no Hemisfério Norte, quanto mais pra cima, mais frio).
Nessa região, a flor gerânio é bem comum e é exatamente essa planta que as lagartas da espécie usam para se alimentar. Com mais alimento disponível, a argo marrom passa agora por um verdadeiro “baby boom”. 


Borboleta argos marrom antes rara, agora se beneficia do aquecimento global
 (Foto: Science/AAAS)


De acordo com os pesquisadores da Universidade de York, a espécie já avançou 79 quilômetros nos últimos 20 anos e atualmente é encontrada com facilidade no interior do país.
“Haverá vencedores e perdedores da mudança climática. É importante que comecemos a entender como essas complexas interações entre espécies afetam suas habilidades de se adaptar às mudanças para que possamos identificar as que podem estar sob risco e onde devemos focar os esforços de conservação”, disse uma das co-autoras do trabalho, Jane York.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O nascimento de uma borboleta.




Fotos: Caters News/The Grosby Group

O Nascimento da Borboleta ou Ciclo de Vida da Borboleta é dividido em várias fases, tudo começa com o acasalamento entre a Borboleta macho e a Borboleta fêmea, passando pelo ovo que é colocado pela Borboleta fêmea, o ovo eclode nasce a lagarta, depois de crescer e alimentar a lagarta se transforma em pré  pupa, pupa e da pupa emerge a Borboleta adulta e assim começa novamente o Ciclo de Vida da Borboleta com o acasalamento entre a Borboleta macho e a Borboleta fêmea.

Espie estas surpreendentes imagens do nascimento de uma borboleta. Na sequência, vemos o exato momento em que o animal se liberta de sua crisálida para ganhar os céus.




Foto 1 
Esta sequência surpreendente mostra o exato momento em que uma borboleta se liberta de sua crisálida para ganhar os céus. O fotógrafo Jimmy Hoffman esperou durante semanas para poder registrar o acontecimento.



Foto 2 
O ciclo da vida das borboletas engloba quatro etapas. A fase pré-larval, quando ainda estão dentro do ovo, a larva, a pupa, que se desenvolve dentro da crisálida e finalmente a fase adulta, chamada de imago.



Foto 3 
Quando a larva está pronta para virar crisálida, dependuram-se numa folha por um par de falsas pernas, de cabeça para baixo, assim que a pele de suas costas se abre, a larva se sacode e surge uma crisálida.



Foto 4 
O fotógrafo Hoffman se emocionou a fazer as imagens:
— É sempre um momento especial e maravilhoso ver uma borboleta saindo de sua pupa. É algo que muito raro de se testemunhar na natureza e eu tive muita sorte de ser capaz de registrar uma sequência de imagens de todo o processo.



Foto 5 
O nascimento desta linda borboleta foi fotografado por Jimmy Hoffman em sua casa na Espanha.



Foto 6 
Perto de se liberar totalmente de seu casulo, a borboleta começa a abrir as asas para voar livremente por aí.



Foto 7 
A borboleta é considerada um símbolo de transformação e de um novo começo, por isso sua participação em casamentos é tão bem-vinda. Afinal, os noivos estão começando uma nova vida juntos.