sexta-feira, 14 de março de 2014

PARASITISMO

Larvas de vespas que devoram as lagartas vivas!


“Que diabos de ovos são esses grudados na lagarta?”.

Quanto mais você conhecer o mundo dos insetos, mais irá se surpreender com ele!

Essas estruturas brancas presas na lagarta parecidas com ovos cilíndricos são na verdade pupas de uma vespa. Isso mesmo! Precisamos “começar do começo”… Bem, as vespas (insetos da mesma ordem das formigas e das abelhas) pertencentes, geralmente à família Braconidae, são conhecidas por serem insetos diminutos, com menos de 1 cm de cumprimento, no geral de cor escura que possui um ciclo de vida bastante interessante.
Aqui uma vespa escolhendo sua vítima, uma pobre lagarta gordinha e saudável!

Essas vespas escolhem uma lagarta bem saudável e gordinha para iniciar seu ciclo reprodutivo. Cuidadosamente utilizam seu ovopositor para fazerem a postura de seus ovos (que podem chegar a 80) sob o tegumento (a pele) da lagarta. O processo é tão sutil que a lagarta mal percebe o que está acontecendo. Uma vez inoculados no corpo da pobre lagarta, os ovos amadurecem e então eclodem. Dali, saem larvas de vespas famintas que iniciam logo seu ritual macabro: elas devoram toda musculatura e vísceras da pobre lagarta, tomando os devidos cuidados para que seus órgãos vitais não sejam comprometidos logo, pois com a morte do hospedeiro, todo o ciclo não teria sucesso.

As larvas da vespa, se alimentam e crescem ali mesmo, dentro da lagarta, que a essas alturas já não está tão bem. Quando estão devidamente desenvolvidas e prontas para se tornarem adultas, “comem” o caminho de volta através da pele do hospedeiro e uma vez fora, empupam formando inúmeros casulos ovais e esbranquiçados do lado de fora do corpo da lagarta. Ficam ali presos torturando a pobre lagarta até que comecem a emergir desses casulos. Quando as últimas vespas saem de seus casulos a nossa lagarta já estará tão indefesa e enfraquecida que terminará morrendo.
Essas vespinhas são consideradas inimigas naturais das lagartas. E funcionam como um controle de pragas principalmente nas plantações de tomate. Então, queridos leitores, se virem uma infeliz lagarta carregando casulos por aí, saiba que um fantástico ciclo de vida de uma vespa está prestes a concluir!


Com o tempo começam a emergir vespas adultas e a lagarta, enfraquecida,  morre!

A. O que é predação ?

Chamamos de predação sensu lato a toda interação entre dois indivíduos, na qual um deles se alimenta do outro. Usamos propositadamente este termo tão amplo (daí a expressão sensu lato ), para conseguir incluir num mesmo raciocínio interações reconhecidamente diferentes, mas que podem ser explicadas por um único corpo de teoria. Assim, estariam incluídos nesta terminologia, por exemplo:

I - um louva-deus devorando sua presa;
II- um percevejo predador atacando uma lagarta;
III - uma pulga sugando o sangue de um cão;
IV - fêmeas de louva-deus que se alimentam do macho após a cópula;
V - vespas que ovipositam dentro do corpo de lagartas;
VI - uma lagarta se alimentando de uma folha; etc.

Isto é, chamamos de predação sensu lato ao conjunto de interações conhecidas normalmente como predação (I e II acima); parasitismo (III); canibalismo (IV); parasitoidismo (V); herbivoria (VI).
O item (6), herbivoria, será visto numa aula à parte, pois trata-se de uma interação animal-planta. Todos os demais itens referem-se a uma interação animal-animal.

B. Quais as diferenças entre predador, parasita, parasitóide?


Predador: mata a presa rapidamente e precisa de mais de uma presa para completar seu próprio ciclo de vida. 

Parasita: não mata o hospedeiro e usa um número variado destes para completar seu próprio ciclo de vida. Isto é, se dois piolhos convivem numa mesma galinha, e ambos conseguem completar seu ciclo de vida, matematicamente cada piolho utilizou menos de um hospedeiro. Por outro lado, moscas cujas larvas se alimentam de um hospedeiro e, após atingirem a fase adulta, atacam outro hospedeiro, estariam usando mais de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida.



Parasitóide: mata o hospedeiro lentamente e utilizam, no máximo, um hospedeiro para completar seu próprio ciclo de vida. Como existem casos de vários indivíduos parasitóides atacando o mesmo hospedeiro ao mesmo tempo, podemos dizer que estes individuos estariam usando menos de um hospedeiro para completar seu ciclo.

Convencionou-se chamar de (inimigo natural) qualquer inseto que se adequar a uma das três definições acima (predador ou parasita ou parasitóide).

Se plotarmos num gráfico o tempo necessário para causar a morte da presa (x) versus o número de presas necessárias para completar o ciclo do inimigo natural (y), é fácil visualizar regiões onde incluiríamos os três tipos de inimigos naturais.



Copiando a natureza, chegamos ao controle biológico clássico.

O controle biológico clássico refere-se à exploração, introdução, criação, liberação, estabelecimento e colonização de inimigos naturais de pragas, com o objetivo de reduzir o nível populacional de um determinado organismo indesejável. Este trabalho envolve a transferência de organismos vivos de uma região para outra ou mesmo de um país para outro, onde sempre corre-se o risco de introduzir organismos indesejáveis, junto aos organismos benéficos. 



Fontes:

INSECTA UFV
EMBRAPA MEIO AMBIENTE.


terça-feira, 11 de março de 2014

A maior mariposa do mundo.


A mariposa-imperador (Thysania agrippina)



É uma mariposa brasileira da família dos Noctuídeos.
É a maior mariposa do mundo e, em função disso, é bastante procurada por colecionadores.
Ela tem 30 centímetros da extremidade de uma asa à da outra e suas asas tem a coloração cinzenta, manchadas de marrom e marginadas de sinuosas linhas escuras. “Dona da maior envergadura relatada de todos os lepidópteros.


As asas parecem ter recebido pinceladas de desenhos geométricos, pintados de preto, cinza e marrom. Seu nome científico é Thysania agrippina, e o nome comum (vulgar) é mariposa-imperador.

É o maior lepidóptero noturno do mundo. Em outras palavras, a maior mariposa do planeta.
A família dos lepidópteros é a mesma a que pertencem as borboletas. A diferença básica é que estas são insetos diurnos, enquanto as mariposas são noturnas ou crepusculares. A mariposa imperador foi encontrada pela primeira vez na Amazônia, mas outros exemplares já foram vistos nas matas do México.


CICLO:




 
Mariposa-imperador


          Reino:
                        Animalia
      Filo:
                            Arthropoda
          Classe:
                     Insecta
           Ordem:
                            Lepidoptera
           Família:
                         Noctuidae
           Género:
                        Thysania
            Espécie:
                            T. agrippina
Thysania agrippina


sexta-feira, 7 de março de 2014

MIMETISMO NAS BORBOLETAS..

“Super gene” disfarça borboletas.


A borboleta mórmon comum (Papilio polytes, à direita) imita os padrões de asa da borboleta rosa comum (à esquerda). Crédito: Krushnamegh Kunte (esq.) and Khew Sin Khoo (dir.)

As borboletas são bastante conhecidas pelas formas e cores peculiares que exibem em suas asas. Uma das mais notáveis características observadas nesses insetos é o mimetismo, prática na qual um inseto copia a aparência de outros — tóxicos ou de gosto ruim para os predadores — para sobreviver no jogo da seleção natural.

O naturalista britânico Alfred Russel Wallace, um dos precursores da teoria da evolução pela seleção natural (ao lado de Charles Darwin), descobriu que, na espécie de borboleta mórmon comum (Papilio polytes), apenas algumas fêmeas são imitadoras, fato que têm intrigado os estudiosos da biologia há muito tempo. Agora, cientistas encontraram a razão pela qual essas fêmeas sortudas conseguem se disfarçar: um único “supergene”.
As mórmons comuns incapazes de imitar (machos e demais fêmeas) têm asas pretas e uma estreita e apagada faixa amarela nas asas posteriores. Já as fêmeas imitadoras contrastam o preto com contornos brancos que delineiam as veias das asas, além de possuírem manchas alaranjadas e brancas nas asas posteriores. Por fim, uma “cauda” se encontra no final da asa, padrão muito parecido com o da borboleta rosa comum (Pachliopta aristolochiae), cujo sabor não é dos mais apreciados pelos pássaros.
Os pesquisadores se perguntavam o porquê de não haver imitações incompletas, uma vez que, geralmente, diversos genes são responsáveis por traços fenotípicos complexos, como as cores. Consequentemente, a reprodução sexuada misturaria algumas versões dos genes geradores do mimetismo com outros que dessem a aparência típica das mórmons comuns, levando a um padrão intermediário. Entretanto, não é o que se vê nas borboletas, de forma que o biólogo evolutivo Marcus Kronforst, da Universidade de Chicago, e seus colegas propuseram que os genes para o mimetismo permanecessem juntos em um cromossomo, formando um supergene transmitido integralmente aos descendentes.
Para testar a hipótese, Kronforst criou nove famílias de borboletas mórmons comuns e fez com que cruzassem entre si, o que afunilou a base genética do padrão de asa a somente cinco genes potenciais. Desses, o gene doublesex, que ajuda a determinar o sexo dos embriões das moscas-das-frutas e de outros organismos, revelou-se promissor.
Como o mimetismo é demonstrado por um dos sexos (o feminino, no caso), a equipe de estudo decidiu investigar este gene, e concluiu que toda a imitação exibida pelas mórmons comuns fêmeas se deve ao doublesex. Os pesquisadores compararam a sequência e a atividade de tal gene em insetos imitadores e não imitadores e observaram cerca de mil diferenças na sequência genética, além do fato de o gene ser mais ativo nos imitadores.
Genes individuais podem criar cores e padrões distintos em indivíduos diferentes através da troca de partes de si com as do gene correspondente em outro cromossomo durante a reprodução. Porém, em artigo publicado na Nature, Kronforst sugere que isto não ocorra com o doublesex porque este se encontra invertido em relação aos outros genes, inclusive seu gene correspondente, o que evita a partição e mistura do material genético do primeiro e explica a ausência de imitadores intermediários. Portanto, as fêmeas que herdam a versão invertida do doublesex são imitadoras, ao contrário do que ocorre com as fêmeas que recebem a versão normal.
“O trabalho amplia nossa visão do que é um supergene”, diz Mathieu Joron, biólogo evolutivo do Museu Nacional de História Natural de Paris, que não se envolveu no estudo. Imaginava-se que os supergenes continham múltiplos genes, “no entanto, este estudo mostra que esses múltiplos elementos podem ser partes distintas do mesmo gene”, acrescenta Joron.
A frequência com que os supergenes ocorrem na natureza ainda está em debate. Deborah Charlesworth, bióloga da Universidade de Edimburgo, por exemplo, afirma ser improvável que muitos supergenes existam. Porém, os cientistas já sabem que os supergenes sustentam o mimetismo em outras espécies de borboletas, de acordo com Joron, para quem os insetos desenvolveram “uma solução extraordinariamente similar em resposta a pressões para um mimetismo preciso em contextos muito diferentes”. Outros exemplos de supergenes vivem em vegetais e animais, tendo neles funções alheias ao mimetismo.
Fonte: Science


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

BORA PRA LISBOA???

Borboletário do Museu Nacional de História Natural reabre em Março.


No dia 21 de Março às 10:00, o Borboletário reabre as suas portas ao público no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC). As borboletas voltam a voar com a chegada da Primavera.


O Borboletário é um jardim de plantas mediterrânicas habitado por borboletas comuns em Portugal. Neste espaço podem observar-se as diferentes fases do ciclo de vida das borboletas e acompanhar as mudanças do jardim ao longo do ano.

Nos últimos sete anos já passaram mais de 200.000 visitantes pelo Borboletário, local onde puderam aprender a identificar ovos, lagartas, crisálidas e borboletas.

Documentários sobre o trabalho realizado no Borboletário:
Borboleta-monarca: http://www.youtube.com/watch?v=kVmbEQ7BJvM

Borboleta-cauda-de-andorinha: http://www.youtube.com/watch?v=nD94zPd8kv8 

Período de Funcionamento:
Aberto de 21 de Março a 15 de Novembro de 2014.
Encerra às segundas-feiras e feriados.

Horário:
Terça-feira à sexta-feira das 10:00 às 17:00.
Fins-de-semana das 11:00 às 18:00.

Morada: 
Borboletário - Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Rua da Escola Politécnica,
58 1250-102 Lisboa
Telefone: 210443510
E-mail: borboletario@museus.ul.pt

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Biólogos encontram nova espécie de borboleta em projeto de transposição

Espécie foi encontrada na mata ciliar de Brejo Santo-CE a Cabrobó-PE. Comunidade científica descreve a espécie com a publicação de artigo.



Nova espécie de borboleta é encontrada nas obras da transposição do Rio São Francisco.
Biólogos do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) que atuam em estudos do Projeto de Integração do Rio São Francisco encontraram uma nova espécie de borboleta. Ela apareceu na área de monitoramento no trecho da transposição em Brejo Santo-CE. A descrição da espécie já foi feita em um artigo que está prestes a ser publicado, apresentando assim a borboleta a toda comunidade científica.
O Coordenador do Cemafauna, Luiz César Machado, explica que na mata ciliar de Brejo Santo- CE a Cabrobó- PE é possível encontrar a nova espécie, que possui uma coloração diferente das outras. “Ela é muito parecida com as borboletas brasileiras, mas não apresenta uma mancha vermelha e tem um número diferente de nervuras nas asas”, explica.
Segundo Luiz César, a borboleta ainda não possui um nome. Mas tudo indica que ela receba uma identificação que faça referência ao Submédio São Francisco, lugar onde foi encontrada. No Cemafauna há cerca de 50 espécies de borboletas já conhecidas e catalogadas.
O centro foi criado em 2008 através de uma parceria entre a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e o Ministério da Integração Nacional.  O projeto conta com uma equipe de 50 biólogos e veterinários. A sede do Cemafauna fica no Campus de Ciências Agrárias da Universidade em Petrolina, no Sertão pernambucano.
Além do monitoramento dos trechos leste e norte das obras de transposição para perceber os impactos na flora e fauna, o centro se dedica também ao resgate, o tratamento e a catalogação de animais silvestres. Segundo o coordenador do Cemafauna, já foram capturados 23 mil exemplares de animais e 85 % deles retornaram para a natureza.
Além disso, também foi criado um Museu da Fauna com acervo de diferentes espécies, esqueletos que dão suporte a pesquisas nas áreas. O espaço criado em julho de 2012 revela a importância dos animais silvestres encontrados na caatinga.
O Museu da Fauna da caatinga tornou-se um ponto turístico da região, um espaço aberto à visitação e elaboração de atividades acadêmicas. As visitas devem ser agendadas pelo site do centro. O Cemafauna funciona de terça a sexta, das 9h às 18h e sábado em horário especial.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Estudo indica queda pela metade de população de borboletas na Europa. E no Brasil?


Espécie Vulcain é uma das borboletas ameaçadas na Europa.
Wikimedia Commons

Um relatório da Agência Europeia de Meio Ambiente indicou que o número de borboletas que vivem em campos abertos diminuiu pela metade nos últimos 20 anos, na Europa. A constatação é considerada preocupante pela agência, uma vez que as borboletas são insetos polinizadores, essenciais para a biodiversidade.


Das 17 espécies de 19 países analisadas, oito apresentam queda das populações, duas estão estáveis e apenas uma aumenta. Para as outras seis, a tendência ainda é incerta.
Na França, a organização Noé Conservation, em parceria com o Museu da História Natural de Paris, criou um observatório para avaliar o comportamento das borboletas. Florent Planas, diretor de Programas da organização ambiental, explica são as ações do homem que causam impactos nos ecossistemas. “Especificamente sobre as borboletas, um dos maiores problemas é a intensificação da agricultura em campos abertos. E nas regiões montanhosas ou úmidas, a razão principal é o abandono da agricultura extensiva, quando os campos são cobertos por florestas menos favoráveis ao aparecimento das borboletas”, afirma.
Outro fator importante é que a maioria das borboletas são noturnas, e o homem raramente respeita esta condição de vida deste e outros insetos. “Mais de 5.200 borboletas são espécies noturnas, e apenas 257 diurnas. Percebemos então o quanto é necessário readaptar a iluminação para preservar a biodiversidade, porque o que vale para as borboletas, vale para todos os outros animais e insetos”, disse.
Situação no Brasil
No Brasil, a situação é menos alarmante, mas nem por isso confortável. Não existem estudos que avaliem a situação das populações de borboletas no país, mas o desmatamento tem afetado os ecossistemas nos últimos 80 anos. O pesquisador André Freitas, do Instituto de Zoologia da Unicamp, é especialista em borboletas e afirma que existem entre 50 e 60 espécies ameaçadas.
“Destas, 90% são da Mata Atlântica, que foi a região que mais sofreu com desmatamento. Muitas migram para outros habitats, mas não significa que elas conseguirão se adaptar”, observou.

*Duas espécies de borboletas brasileiras estão entre os 100 animais mais ameaçados do mundo. São a Actinote zikani, da Mata Atlântica de São Paulo, e a Parides burchellanus, do Cerrado.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

As borboletas monarca, estão desaparecendo de forma "dramática".


WWF pede a países da América do Norte ação para salvar borboletas monarca.

Publicação: 29/01/2014 22:01 Atualização:
As borboletas monarca, conhecidas pela incrível travessia anual do Canadá e dos Estados Unidos até o México, estão desaparecendo de forma "dramática", denunciou nesta quarta-feira uma ONG internacional que pediu aos presidentes destes países para abordar o problema durante encontro previsto para fevereiro.

As sete colônias de borboletas registradas durante a temporada 2013-2014, nas florestas dos estados mexicanos de Michoacán (oeste) e México (centro) ocuparam um território de 0,67 hectare, "43,7% a menos do que em 2012-2013", quando se estenderam em 1,19 hectare, indicou em um comunicado o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).
Trata-se da "menor superfície ocupada por esta borboleta nos santuários mexicanos desde 1993", acrescentou a organização, que fez este estudo com a Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas do México (CONANP) e a empresa de telefonia Telcel, de propriedade do magnata das Telecomunicações Carlos Slim.
As condições climáticas extremas na América do Norte, o corte ilegal de árvores no México, bem como a redução do hábitat reprodutivo da borboleta nos Estados Unidos e no Canadá, devido à mudança do uso do solo e à diminuição de "Bastardia viscosa", planta da qual se alimentam as larvas, causou "a dramática diminuição no número de borboletas", disse Omar Vidal, diretor-geral do WWF, citado no informe.

"A 20 anos da assinatura do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, a migração da monarca - símbolo da cooperação entre os três países - está em grave risco", acrescentou Vidal.
Em 19 de fevereiro, será celebrada em Toluca (capital do Estado do México) uma cúpula com os presidentes de Canadá, Estados Unidos e México sobre o tratado de livre comércio, e Vidal pediu que eles "costurem um plano com ações imediatas de proteção e restauração para conservar esta maravilhosa migração".
"A promoção de práticas de 'primeiro a economia', ao invés de práticas sustentáveis de uso do solo, ameaça o hábitat da monarca", disse Phil Schappert, um conhecido conservacionista canadense.
Os cientistas usam a cobertura florestal ocupada pelas borboletas como um indicador do número de monarcas que chegam ao México vindas de Canadá e Estados Unidos, depois de viajar mais de 4.000 quilômetros para hibernar de novembro a março.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

DESABAFO




Lamentável todos os comentários tendenciosos, colocado o colecionador de borboletas como um destruidor da natureza.  Certamente quem comenta isso não pensa duas vezes antes de pisar em uma lagarta perdida no meio da calçada ou à comer plantas de seu jardim... Ali está a borboleta de amanhã, que muitos destroem sem o menor remorso. 
Certamente voce não se incomoda e até deve incentivar a passagem de carros lançadores de inseticidas nas ruas pra matar os mosquitos, mas imagine quantas borboletas, mariposas, besouros, abelhas, etc...  São mortas sem ter quem venha escrever um blog para falar disso. No fundo o importante não é evitar que se mate, basta não ficar evidente, afinal o colecionador é o assassino que guarda pra si o cadaver de sua vítima... 
Admiro borboletas desde os nove anos de idade, hoje tenho 45, e me lembro de ver na minha rua naqueles anos, uma profusão de espécies tamanha que justamente isso me despertou o interesse de colecionar.  Hoje as ruas são praticamente estéreis, ambientes floridos que anos atrás fervilhariam de borboletas, hoje nada se vê.  Será que os colecionadore caçaram todas?  Tenho conhecimento de borboletas já extintas e em vias de extinção, todos caso de destruição do ambiente nativo dessas espécies, pois a borboleta voa pra toda parte, mas a lagarta, que é o filhote da borboleta, só se alimenta de uma determinada planta, se a planta, que não corre pra fugir da enxada ou do trator, é destruida, leva consigo muitas lagartas que são borboletas que nunca voarão, e sem a planta não haverá mais o alimento da lagarta, e não haverá mais a borboleta. Mas no fim a culpa é do colecionador...  As espécies ameaçadas não podem ser tocadas em hipótese nenhuma, teem que ser deixadas à própria sorte, pois o IBAMA não permite que se crie em cativeiro espécies ameaçadas, indo numa contra-mão absurda do que vemos ser feito por orgão de defesa ambiental de outros países, como vemos ter acontecido em Nova Guiné, onde os criadores comerciais salvaram da extinção várias espécies de borboletas ameaçadas, combatendo o mercado negro de espécies.  A proibição incondicional só incentiva esse comércio, e de outro lado o não-fazer-nada em favor das espécies ameaçadas só vem diminuindo a população dessas espécies. 
Nesse momento a Amazônia vem sendo devorada pelas beiradas, imagine quantas borboletas endêmicas vem sendo extintas sem que ninguém tenha conhecimento de haverem existido... Um colecionador não pode coletar uma ou duas, mas as labaredas podem carbonizar milhares. Mas isso não tem problema, afinal, ninguém está vendo... 
Tá bom... 
Todo colecionador de borboletas é um amante da natureza por excelência, não queremos destruir, muito pelo contrário todo colecionador se alegra ao ver jardins floridos e cheios de borboletas, não é o ato de coletar um ou dois exemplares que ameaça uma espécie e isso já está mais que provado, insetos se reproduzem aos milhares na natureza e só mesmo a mega destruição causada pelo desmatamento e queimadas ameaça a existência das espécies, disso parece que ninguém lembra!  Quando se vê um incêndio na mata, todos se preocupam com os pássaros, com os répteis, com os sapinhos, com os bambies... Ninguém lembra dos insetos e seu filhotes que estão ali morrendo aos milhões e cujos cadáveres se misturarão com as cinzas da mata... Uma hipocrisia que dói fundo em todo colecionador, que tem pelos insetos o mesmo respeito merecido por qualquer ave, réptil ou mamífero.  Ja teve até apresentador de TV, depois deputado federal por São Paulo, que falou no ar em seu programa que achava necessária a aplicação de inseticida dentro das florestas pra matar os mosquitos antes que viessem para as cidades! Se bobear, até é possivel ver o IBAMA dando aval para isso...

ENTOMO-NEWS 
Jornal virtual em homenagem à Romualdo Ferreira D'Almeida.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Proteína de lagarta age contra vírus do sarampo e H1N1

24/10/2013

Por Thereza Venturoli.

Agência FAPESP – Mais da metade de todas as espécies animais conhecidas são insetos. Mas como espécies com um sistema imune tão pouco desenvolvido – principalmente se comparado aos mamíferos – evoluíram ao longo de 350 milhões de anos e sobrevivem hoje nos mais diversos ambientes do planeta, até nos mais hostis?
Estudos indicam que o segredo está em substâncias presentes na hemolinfa, o fluido que exerce a função de sangue nos insetos. Trata-se, no geral, de substâncias que, nesses animais, têm a capacidade de combater vírus, bactérias e fungos. Tem, portanto, potencial para reduzir a ação dos microrganismos em humanos. Conhecer essas substâncias e seu mecanismo de ação é um grande passo para o desenvolvimento de medicamentos.
Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, têm identificado substâncias promissoras em lagartas. “Há muito se produz substâncias antivirais originárias de organismos e produtos animais ou vegetais, como ouriço-do-mar e própolis. Mas pouco se investiga em insetos, e menos ainda em lagartas”, disse à Agência FAPESP o virologista Ronaldo Zucatelli Mendonça, responsável pela pesquisa “Bioprospecção de proteínas de interesse farmacológico e biotecnológico na hemolinfa de lagartas da família Megalopygidae", que conta com apoio da FAPESP.

A equipe de Mendonça encontrou substâncias de alta potência antiviral em lagartas da família Megalopygidae. “Ainda não sabemos exatamente a composição química dessa substância”, disse. “No entanto, ela já demonstrou ter ação inequívoca: tornou 2 mil vezes menor a replicação do picornavírus (parente do vírus da poliomielite) e 750 vezes menor a do vírus do sarampo, além de ter neutralizado o vírus da influenza H1N1.”
Segundo o coordenador da pesquisa, esses dados são preliminares. “Até a conclusão do trabalho, podemos chegar a uma redução ainda maior”, disse.
O estudo com a Megalopygidae dá sequência a uma pesquisa anterior, na qual a equipe isolou e purificou uma proteína em outra lagarta, da família Saturniidae, a Lonomia obliqua.

A proteína encontrada na Lonomia tornou a replicação do vírus da herpes 1 milhão de vezes menor e a replicação do vírus da rubéola, 10 mil vezes menor. O trabalho foi publicado na revista Antiviral Research, em 2012.
As duas pesquisas, sobre a Lonomia e sobre as lagartas da família Megalopygidae, têm foco em substâncias que apresentam duas propriedades específicas: ação apoptótica e antiviral. A primeira promove a apoptose (morte celular programada ou desencadeada para eliminar de forma rápida células desnecessárias ou danificadas), um processo importante no mecanismo para controle do câncer. O foco atual da pesquisa com as lagartas Megalopygidae é sua ação antiviral.
As proteínas em estudo são produzidas pela tecnologia de DNA recombinante. O gene codificador da proteína é extraído da hemolinfa, clonado em um baculovírus (vírus que ataca insetos). Depois, é replicado em células de insetos, que, por sua vez, produzem as proteínas de defesa (as chamadas proteínas recombinantes) em grande quantidade.
“A principal vantagem em produzir a proteína recombinante é que isso torna possível a extração da substância de maneira mais simples e em maior escala”, comentou Mendonça. “Antes de chegar à indústria, porém, é preciso verificar sua ação em organismos, em testes in vivo, e avaliar sua viabilidade econômica”.
As lagartas estudadas pela equipe de Mendonça estão entre as taturanas urticantes que fazem mal ao homem. Suas cerdas liberam veneno capaz de levar à morte. A escolha delas para as duas pesquisas se deveu ao acúmulo de centenas de carcaças desses insetos no Instituto Butantan, que sobram depois da retirada do veneno para a produção de soro contra queimaduras. É dessas carcaças que é retirada a hemolinfa, de onde se extrai o gene codificante das substâncias de defesa.
A família Megalopygidae engloba mais de 200 espécies, entre elas a Megalopyge lanata, chamada lagarta-do-cartucho, (?)  cuja mariposa ataca as culturas de milho no Brasil, e a Megalopyde albicollis, a lagarta-de-fogo. (?)
Segundo Mendonça, os estudos com a Lonomia e com as lagartas da família Megalopygidae constituem uma porta para outras pesquisas de grande relevância. “O Brasil tem uma mega biodiversidade em insetos. E todos podem ter substâncias desse tipo, de ação até maior do que as encontradas até agora”, disse o pesquisador, que realizou três pós-doutorados com bolsa FAPESP, dois em Portugal e um no México

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Borboletas que bebem lágrimas de tartarugas

Borboletas e abelhas são vistas lambendo os olhos das tartarugas, embora os tracajás pareçam ser mais tolerantes às borboletas.

O sódio é fundamental para a vida, mas, em um ambiente longe do mar como a Amazônia ocidental, é extremamente raro. Animais carnívoros conseguem obter sódio da carne de outros animais, mas herbívoros sofrem para conseguir esse e outros minerais necessários.
As lágrimas dos tracajás são uma das fontes de sal disponíveis às borboletas. Essas tartarugas eliminam o excesso de sal do corpo através das lágrimas. Além dessa opção, os insetos podem procurar por bancos de lama de rios, charcos e roupas de pessoas suadas.


Ainda não está claro se o comportamento das borboletas ajuda, machuca ou não tem impacto sobre os tracajás. Talvez o único problema causado pelas borboletas seja a perda de visibilidade — é difícil ver um predador chegando com um bando de borboletas voando na sua cara.
Prova disso que é mais fácil fotografar os tracajás quando estes estão nadando em borboletas. As imagens deste artigo foram feitas por Jeff Cremer, diretor de marketing da Rainforest Expeditions, uma companhia de ecoturismo que leva seus clientes para a amazônia peruana.











Além dos olhos das tartarugas, as borboletas também são vistas em poços de lama e nas margens lamacentas dos rios. Araras e outras aves também já foram documentadas lambendo os minerais.




Este comportamento só foi observado na Amazônia ocidental. Não se sabe se as borboletas se beneficiam de outra forma das tartarugas, além de para obter sal e minerais das lágrimas. [LiveScience]