quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O RIO PIRACICABA

Fugindo um pouco do meu tema principal, gostaria de mostrar um pouco do nosso famoso  Rio Piracicaba.

Foto tirada ao anoitecer.
Autor desconhecido.


Rio Piracicaba (São Paulo) BRASIL.


O rio Piracicaba é um rio brasileiro do estado de São Paulo.
É o maior afluente em volume de água do rio Tietê. É também um dos mais importantes rios paulistas e responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Campinas e parte da Grande São Paulo.

Geografia e Localização


A bacia hidrográfica do rio Piracicaba estende-se por uma área de 12.531 km², situada no sudeste do Estado de São Paulo e extremo sul de Minas Gerais.
O rio Piracicaba nasce da junção dos rios Atibaia e Jaguari, no município deAmericana. Após atravessar a cidade de Piracicaba, recebe as águas de seu principal afluente, o rio Corumbataí. O rio Piracicaba percorre 250 km de sua formação até a sua foz no rio Tietê entre os municípios de Santa Maria da Serra eBarra Bonita.
O Piracicaba possui diversos meandros, que transformam o leito em sinuoso porém tranquilo, apto para a navegação de embarcações de menor porte após a cidade de Piracicaba. Seus meandros são a origem do nome do rio, que em tupi significa "lugar onde o peixe para".
A bacia hidrográfica do rio Piracicaba localiza-se numa das regiões mais desenvolvidas do estado de São Paulo, abrangendo importantes municípios como Bragança Paulista, Campinas, Limeira, Americana, Atibaia, Rio Claro, Santa Bárbara d'Oeste e Piracicaba.


História e aproveitamento


O Piracicaba foi utilizado como rota fluvial de acesso ao Mato Grosso e Paraná no século XVIII e cidades como Piracicaba foram fundadas nas suas proximidades.
Ao longo dos séculos XIX e XX, o rio foi utilizado como rota de navegação de pequenos vapores e como fonte de abastecimento para engenhos e fazendas de cana-de-açúcar e café.
Por volta de 1960, o governo paulista decide reforçar o abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo e constrói diversas represas nas nascentes da bacia hidrográfica do Piracicaba, formando assim o Sistema Cantareira, maior responsável pelo abastecimento de água de São Paulo que capta e desvia águas dos formadores do rio Piracicaba, reduzindo assim o nível de água do rio e de seus afluentes.
Por volta de 1980, a industrialização e metropolização da Região Metropolitana de Campinas levam a uma crescente contaminação das águas já escassas do Piracicaba e o rio chega ao século XXI como um dos mais contaminados do país.
Nos últimos anos, a criação de grupos de pressão, maior fiscalização e negociações quanto a reversão das águas feita pelo Sistema Cantareira, além da construção de Estações de Tratamento de Esgoto em algumas cidades evitaram que o quadro se agravasse ainda mais, porém o Piracicaba continua registrando águas impróprias para consumo humano e animal em grande parte do seu curso.
A navegação no rio poderá ser retomada com a construção de uma barragem próxima a foz do rio, em Santa Maria da Serra, que possibilitaria a navegação do rio até as proximidades da cidade de Piracicaba e interligaria a região de Campinas à Hidrovia Tietê Paraná, porém o projeto ainda não possui previsão de efetivação.


Cultura


O rio Piracicaba atravessa uma das regiões mais antigas de ocupação do Estado de São Paulo e está firmemente situado na cultura da cidade de Piracicaba, que cresceu ao longo de suas margens. Nesta cidade, diversas festas populares são realizadas às margens do rio, a figura do pescador caipira ainda resiste e a música caipira típica daquela região imortalizou o rio na música Rio de Lágrimas.


O rio de piracicaba
Vai jogar água prá fora

Quando chegar a água 
Dos olhos de alguém que chora
Quando chegar a água
Dos olhos de Alguém que chora
Lá no Bairro aonde eu moro
Só existe uma nascente
É a nascente dos meus olhos
Que formou água corrente
pertinho da minha casa
já virou uma lagoa
com lágrimas dos meus olhos
Por causa de uma pessoa
O rio de piracicaba
Vai jogar água prá fora
Quando Chegar a água
Dos Olhos de Alguém que chora
Quando chegar a água 
Dos olhos de alguém que chora.
Eu quero apanhar uma rosa
Minha mão já não alcança
Eu choro desesperado
Igualzinho uma criança
Duvido alguém que não chore
Pela a dor de uma saudade
Eu quero ver quem não chora
Quando amar de verdade.
O rio de piracicaba...




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nova espécie de borboleta, encontrada nos Campos de Cima da Serra, é catalogada

DESCOBERTA GAÚCHA.

Conheça a borboleta Prenda clarissa.

Animal foi encontrado em 2009 em uma floresta na região norte do Rio Grande do Sul.


Ela é muito parecida com outros animais do grupo — marrom por cima e marcas parecidas com olhos na parte de baixo.

No entanto, um estudo mostrou que a borboleta encontrada nos Campos de Cima da Serra pertencia a uma espécie até então desconhecida, e sua descrição formal foi anunciada recentemente no meio acadêmico.

O animal, então, ganhou nome e sobrenome: Prenda clarissa, em homenagem ao escritor Erico Veríssimo, de forma que não deixe dúvidas das suas origens gaúchas. De acordo com o relato do doutor em biologia animal Cristiano Agra Iserhard, o exemplar foi encontrado "por acaso", em 2009, durante um recolhimento de amostragens na região de São Francisco de Paula, no entorno de uma unidade de conservação ambiental, a Floresta Nacional de São Francisco de Paula.

— Percebemos que essa borboleta parecia diferente das conhecidas. Mandei exemplares para um pesquisador da Unicamp (André Freitas) que comprovou a novidade — narra Iserhard, que é gaúcho e está ligado ao Departamento de Biologia Animal da Unicamp.

A borboleta foi analisada externa e internamente, e foram percorridos todos os museus com coleções de borboletas no país. Foram encontrados diversos exemplares da Região Sul, inclusive exemplares de um museu de Londres, coletados há quase 100 anos - no entanto, o animal ainda não havia sido descrito para a ciência. Um artigo na Neotropical Entomology, revista da Sociedade Entomológica do Brasil, publicou a descoberta.

 Mais do que curiosidade científica
Conforme o professor do Departamento de Biologia Animal da Unicamp, André Freitas, que participou da descrição da Prenda clarissa, a catalogação de uma nova borboleta extrapola o conceito de curiosidade científica pois, mapeando a diversidade, é possível compreender como nosso planeta se mantém em equilíbrio, pois só se preserva o que se conhece.

— Com informações de quantas espécies existem em cada grupo de seres vivos e qual o papel de cada espécie, podemos ajudar a restaurar ambientes como os próprios Campos de Cima da Serra — afirma.

A partir de agora, por ser conhecida, essa borboleta pode ser monitorada para se conhecer seus hábitos e avaliar a sua distribuição pelas regiões de Serra do Sul do Brasil. A Prenda clarissa soma-se às quase mil espécies já registradas que habitam o Rio Grande do Sul.




quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ABERTAS VAGAS DE ESTAGIO NO BORBOLETARIO DE OSASCO.

Borboletario de Osasco:
Abertas Inscrição para Estágio Voluntário.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Abertas Inscrição para Estágio Voluntário

Amigos,
estão abertas as inscrições para estagiários (a) voluntários (a) no borboletário. Os interessados devem entrar em contato via telefone (11 3599-3516) e falar com Paulina.
Importante:
- Cursar 5.° semestre em diante do curso de Ciências Biológicas, Gestão e Engenharia Ambiental;
- Disponibilidade de horário;
- Principal: saber que em certos momentos poderá executar trabalhos com terra e plantio de mudas.

Não devemos esquecer que o estágio voluntário é um requisito para participar da seleção para um estágio remunerado!

Equipe Borboletário de Osasco
Secretaria de Meio Ambiente
Prefeitura de Osasco

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

The beauty of pollination




ME DESCULPEM POR NÃO CONSEGUIR CENTRAR O VÍDEO NA ÁREA DE
POSTAGEM. REALMENTE TOMEI UM CORO PARA EDITAR ESTE MATERIAL.

PRESSIONE TELA CHEIA PARA VER MELHOR ESTAS LINDAS IMAGENS.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Como arranjar asas de borboleta


Palitos, pó talco, cola de contacto e cartão são alguns itens necessários.

Borboleta monarca (Foto: acrylicartist).

O jornal inglês The Guardian publicou um pequeno vídeo que ensina a arranjar uma asa de borboleta partida, sem magoar o insecto, para que volte a funcionar.


A ‘lição’ é dada pela Live Monarch Foundation's e os métodos demonstrados funcionam com qualquer espécie, apesar do ‘paciente’ demonstrado ser uma borboleta monarca macho. Esta espécie (Danaus plexippus) é nativa do Continente Americano e famosa pelas suas migrações extraordinárias em extensão e número de indivíduos. Já foi considerada migrante de passagem em Portugal até se descobrir colônias residentes na Madeira, por exemplo.

Segundo o ‘médico’ do vídeo, quando os estragos nas asas de uma borboleta não são superiores a 40 por cento, como por exemplo, faltar uma ponta numa das asas, pode-se alinhar as duas asas e cortar o excesso para que voltem a ficar simétricas. Mas, como no caso demonstrado, o macho monarca perdeu grande parte da asa e vai precisar de uma nova.

Para arranjar o estrago ou a falta de uma asa são necessárias 10 ‘ferramentas’ de trabalho: uma toalha, um cabide, palitos, cotonetes, asas extra, uma pinça, pó talco, uma tesoura, cola de contacto e cartão.
Com estes itens o ‘médico’ passa a demonstrar como fazer o arranjo passo a passo.

http://youtu.be/ah0SBALIc0o




http://www.youtube.com/watch?v=ah0SBALIc0o&feature=player_embedded#!

Colombianos investem na produção de borboletas para exportação.


Objetivo é promover comércio a fim de diminuir riscos de extinção da espécie.



Patricia e Vanessa Restrepo, mãe e filha respectivamente, trabalhavam no abate de frangos, em uma comunidade rural de El Arenillo, em Valle del Cauca, na Colômbia, quando decidiram apostar na riqueza de espécies de borboletas da região. 

Em 2001, com o objetivo de criar um negócio que pudesse ajudar a população mais carente do município e, ao mesmo tempo, promover o comércio justo de borboletas, a fim de diminuir os riscos de extinção da espécie, elas fundaram a Alas de Colombia.

A empresa, que funciona de acordo com os critérios da BioTrade – selo de reconhecimento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, que controla a produção e comercialização de bens e serviços derivados da biodiversidade nativa de determinada região – produz hoje cerca de 300 espécies de borboletas, que são exportadas para os Estados Unidos e para a Europa, principalmente. 

“Meu trabalho consiste em ajudar seres vivos a voae. Posso querer emprego melhor?”, comentou Joana Martinez, uma das funcionárias da Alas de Colombia. 
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Alterações climáticas provocam «stress térmico» nas Borboletas e aves

As aves e borboletas europeias deslocam-se em direcção ao norte seguindo as alterações climáticas, uma «viagem» que não é rápida e que acaba por impedir que estas espécies permaneçam em áreas mais adequadas, o que acaba por provocar um stress térmico constante.
 
Denominado «dívida climática», este fenómeno pode representar um problema para a conservação da biodiversidade europeia, como apontam os autores da pesquisa internacional que revela que as borboletas e os pássaros movimentam-se para o norte em ritmos diferentes.

Elaborada em colaboração com a Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) e publicada na revista Nature, a pesquisa mostra que os pássaros podem ser encontrados 212 quilómetros afastados das suas áreas climáticas adequadas, enquanto as borboletas estão a 135 quilómetros.

Por conta desta alteração, muitas espécies que antes conviviam no mesmo espaço agora já não coincidem e, por isso, os ecossistemas europeus estão a mudar «em velocidades nunca vistas antes», assinalam os investigadores do Centro de Pesquisa Ecológica e Aplicações Florestais (CREAF) da universidade espanhola.

Muitos pássaros que se alimentam de lagartas de borboletas não teriam alimento suficiente e, em geral, isto poderia desencadear uma menor disponibilidade de recursos para outro bom número de espécies.

O trabalho demonstra que durante as duas últimas décadas, a distribuição das comunidades de aves e de borboletas no território europeu foi respondendo de forma descompassada ao aquecimento global, uma dívida climática que ameaça uma série de espécies.

Os resultados do estudo mostram que, entre 1990 e 2008, a temperatura média europeia deslocou-se em direcção ao norte 249 quilómetros. Para manter as condições meteorológicas parecidas, as espécies deveriam ter percorrido os mesmos quilómetros no mesmo período de tempo.

No entanto, o estudo revela que, na média, as comunidades de aves na Europa movimentaram-se em direcção ao norte só 37 quilómetros, enquanto as borboletas teriam percorrido 114 quilómetros, um facto que gera essa forma de desfasamento.

«A dívida climática e o stress térmico fazem com que tanto os pássaros como as borboletas sejam cada vez mais vulneráveis a possíveis ameaças», aponta o especialista Constanti Stefanescu do Museu de Granollers de Ciências Naturais, que participou do estudo.

Para desenvolver este trabalho, os pesquisadores calcularam a temperatura média em que vive cada espécie e, a partir destes dados e dos acompanhamentos de aves e borboletas, compararam com a temperatura associada a cada comunidade (CTI).

Analisando o valor do CTI em mais de 10 mil áreas de amostragem de biodiversidade, desde a Escandinávia até à bacia Mediterrânica, foi constatado que este índice aumentou (entre 1990-2008) em magnitude de deslocamentos em direcção ao norte de forma surpreendente.

Este resultado não é relacionado apenas com a chegada de novas espécies, mas, principalmente, por mudanças na abundância das povoações, segundo os dados obtidos na Finlândia, Suécia, Reino Unido, Países Baixos, República Checa, França e Espanha.

O aumento do CTI durante o período de estudo foi observado na maior parte dos países europeus, mas o deslocamento em direcção ao norte é muito mais visível nos países escandinavos, onde os efeitos das alterações climáticas seriam mais influentes que nos mediterrânicos.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

No coração do Pantanal, borboletas revelam o seu delicado acasalamento

A reprodução desses animais bem longe dos predadores é a garantia de preservação das espécies nativas

Elas nos encantam pela leveza, pelo colorido das asas e, principalmente, por terem um ciclo de vida tão complexo e ao mesmo tempo tão delicado. Envolvido neste mundo mágico, encontramos o João da Silva, zelador do borboletário do Sesc. O trabalho dele é a alma desse borboletário, que fica no coração do Pantanal, em Poconé, às margens do Rio Cuiabá.

“Para falar a verdade, eu me sinto um pai das borboletas aqui dentro, porque desde o começo da vida delas eu que começo a manipulação. É tudo comigo: coletar os ovos, o nascimento, o tratamento das lagartas”, lista.

São 14 espécies de borboletas. Cada uma com características bem diferentes. A olho-de-coruja não precisa nem de apresentação. A carijó, para se defender, procura sempre um tronco de árvore. Tem o dom de se camuflar. De aparência delicada, a ascia é também conhecida como a borboleta da couve. Já as monarcas, com suas asas cor de laranja e preta, são famosas pelas longas viagens. Vieram da América do Norte.

Mas seu João aprecia mesmo é a forma como elas se transformam. “Desde criança, eu ouvia falar na metamorfose e eu sonhava conhecer o que é uma metamorfose.”

A reprodução das borboletas bem longe dos predadores é a garantia de preservação das espécies nativas. Quem entra na casa delas pode contemplar insetos bem de pertinho.

Quando o assunto é reprodução, elas são bem parecidas. “É uma copulação de duas horas, mais ou menos, dependendo da espécie. Uma delas chega a uma hora. Uma hora grudado. Se puxar, rebenta”, diz seu João.

Elas ficam quietinhas e encaixadinhas. Não se desgrudam de jeito nenhum. Não se deixam atrapalhar nem quando têm companhia. A etapa seguinte acontece quando elas põem os ovinhos. Tão pequenos, que nem sempre resistem. Elas preferem colocar os ovos na parte debaixo da folha, onde eles ficam mais escondidos, como estratégia de defesa.

A maior parte dos ovinhos vai parar na casa das 25 famílias que participam de um projeto do borboletário. É uma alternativa de renda para pessoas como dona Maria Laurinda e dona Evanda. Elas construíram até pequenos criadouros, onde os ovos se transformam em lagartas e depois em casulos. Só então as crisálidas voltam ao borboletário.

Elas são inofensivas. E cada espécie também tem seu próprio tempo para virar casulo e ficar fechadinha.

Há sete anos criando as lagartas, o dinheiro do projeto já ajudou dona Maria Laurinda a se formar em técnica em enfermagem. São R$ 350 por mês que ela divide com a filha. Para dona Evanda, o ganho foi ainda maior. Ela conta que, com a ajuda das lagartas, se livrou da depressão.

“É uma terapia. Se você tem algum problema de estresse, você passa a criar ela, você já tem mais alguma coisa para fazer no dia a dia a dia. Aí você pode até melhorar, esquece essa depressão”, diz a auxiliar de serviços gerais Evanda Francisca da Silva.

Um ser vivo que às vezes mais parece uma joia. Já de volta ao borboletário, as crisálidas ficam adormecidas só esperando a hora de virarem borboletas. Uma vida que dura em média apenas um mês. E seu João, pai do borboletário, ajuda. Nada como um pouquinho de mel para elas ficarem mais fortes.

Seu João, de certa forma, também teve uma transformação na vida dele. Ele já foi peão de comitiva, que leva o gado até as partes mais altas do Pantanal na época de cheia, e foi ainda domador de cavalo chucro. Agora ele trabalha com as borboletas. Ele conta que foi uma mudança radical.

“Chamou a atenção até da minha família. Na época que eu liguei para a minha mãe, ela achou que trabalhar com borboleta era coisa de boiola”, ri. “Para mim foi uma mudança grande. A partir do momento que passei a conhecer os bichos, esse mito acabou. Eu troquei a força por delicadeza.”

Uma delicadeza que transforma e contagia.

Como insetos encontram o amor ?

Você já parou para observar insetos? Imagine quantas milhares de espécies de insetos há no mundo. Não deve ser fácil achar alguém da mesma espécie, do sexo oposto e ainda disposto a acasalar



Você já parou para pensar como insetos se reproduzem? Como será que eles fazem para diferenciar-se entre espécies? Sexo entre insetos é mais complicado do que parece. Afinal, como eles encontram parceiros? São 3 maneiras, através da visão, da audição e de sinais químicos.

Crédito: Julien Tromeur / Shutterstock.com)


Insetos que usam sinais visuais para atrair um parceiro


Alguns insetos começam sua procura por parceiros sexuais procurando ou dando sinais visuais. Borboletas, moscas e vaga-lumes são exemplos. Algumas espécies masculinas de borboletas passam a tarde procurando fêmeas com asas coloridas.
 
Já as moscas pousam em algum lugar que lhes deem uma boa visão da área. Se encontram uma mosca fêmea da mesma espécie, levam-na a um lugar apropriado para acasalar - como uma folha de um galho ali perto.
 
Os vaga-lumes são os insetos mais famosos que flertam usando indícios visuais. As fêmeas mandam sinais para seduzir o macho. Ela envia luzes com um código específico que explicam aos machos passantes sua espécie, sexo e que ela está interessada em acasalar. O macho responde com seu próprio sinal e os dois continuam enviando luzes até se encontrarem.
 
 

Insetos que usam sinais auditivos para atrair um parceiro


Se você já escutou a cigarra "cantando", você a ouviu chamando parceiros. Normalmente, são 3 espécies diferentes fazendo barulho e, mesmo assim, a fêmea responde às canções e conseguem diferenciar machos da mesma espécie para se acasalarem.
 
Grilos machos esfregam suas asas para produzir um barulho áspero e alto para atrair as fêmeas. Quando elas se aproximam, os grilos começam a fazer um barulho mais suave e cortejador.
 
Outros insetos produzem suas canções de amor batendo em superfícies duras. Alguns tipos de besouros batem a cabeça na madeira para chamar fêmeas.
 
 

Insetos que usam sinais químicos para atrair um parceiro


É nesta situação em que o amor está no ar. Mariposas procuram pela fêmea correta cheirando feromônios (hormônios soltados pelas mariposas para atrair parceiros) no ar. Esta substância é tão poderosa que pode ser sentida a quilômetros de distância.
 
As abelhas masculinas usam feromônios para atrair a fêmea a um poleiro, onde eles possam acasalar. O macho voa marcando plantas com seu perfume. Uma vez instaladas as "armadilhas", ele patrulha o território esperando uma fêmea pousar em um de seus poleiros.
 
 


Uma micro-reserva para proteger a borboleta azul que imita formigas

Uma micro-reserva para proteger a borboleta azul que imita formigas.




08.01.2012
Helena Geraldes

A rara e ameaçada borboleta azul, que apenas sobrevive se for adoptada por formigas, ganhou esta semana uma micro-reserva na serra de Montemuro, no Norte do país, graças a um projecto da Quercus que teve o apoio da paróquia local.
A estratégia de sobrevivência da borboleta azul das turfeiras é, talvez, a mais surpreendente em todas as 135 espécies de borboletas diurnas conhecidas em Portugal.

Ao contrário do que acontece com as lagartas de outras espécies que, no Inverno, aguardam, escondidas na vegetação, pelo calor e Sol da Primavera para voar, a Phengaris alcon (anteriormente conhecida como Maculinea alcon) está debaixo da terra, dentro de um formigueiro. Aqui, a lagarta leva uma vida predatória, alimentando-se das larvas das formigas até estar pronta para surgir nos lameiros como uma das borboletas mais ameaçadas de Portugal. Actualmente apenas são conhecidas populações no Parque Natural do Alvão e na serra de Montemuro, esta última descoberta no Verão de 2011 pelo Tagis - Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

Na semana passada, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza comprou 3500 metros quadrados no município de Castro Daire, na Serra de Montemuro, para criar uma micro-reserva e ajudar à sobrevivência dessa população de borboleta azul. “É um terreno privado, rodeado de baldios e pequenas propriedades, que comprámos com donativos de privados”, disse Paulo Lucas, do Grupo de Trabalho de conservação da natureza daquela organização.”Esta era uma ambição antiga nossa e quisemos perseguir o sonho de ter um espaço para esta borboleta”, acrescentou, em declarações ao PÚBLICO.

Para Patrícia Garcia Pereira, bióloga do Tagis, esta é uma “grande notícia”. “Foi por acaso, durante uma visita ao campo guiada pelo botânico da região Tiago Monteiro Henrique, em meados de Junho, que soubemos que havia naquela zona a planta onde a borboleta põe os ovos”, contou a investigadora. “Mas ainda não era a época de voo da borboleta. Bom, tenho de voltar, pensei. Poucas semanas depois fizemos uma nova visita e aí sim, encontrámos as borboletas, confirmámos aquela população”. Hoje é a população mais a Sul que se conhece desta espécie, em Portugal.

Naquela região, marcada pelo despovoamento, “as pessoas estão receptivas. Na verdade, a paróquia local ajudou-nos muito, por exemplo, a encontrar terrenos e a contactar os proprietários”, contou Paulo Lucas.

Gado, formigas e flores: a equação perfeita

No Verão, centenas de borboletas azuis esvoaçam nos lameiros de altitude. Mas há milhares de ovos que não sobrevivem, comidos por predadores como os gafanhotos. “A mortalidade é muito grande”, disse ao PÚBLICO Paula Seixas, que estuda a espécie desde 2003 no Departamento de Protecção de Plantas da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Mas o ciclo de vida desta borboleta está ele mesmo cheio de desafios, conta a investigadora. É na primeira semana de Julho que se podem ver os primeiros adultos a voar, normalmente machos. “As fêmeas surgem três a quatro dias depois”. Quando chega a altura, acasalam e fazem as posturas nas flores de uma única espécie de planta, também ela rara, a Genciana-das-turfeiras (Gentiana pneumonanthe). Cada borboleta põe entre 40 a 50 ovos, que distribui por várias plantas. Um dos maiores problemas é a alteração deste habitat através do abandono do gado que mantém estas espécies de plantas, impedindo a vegetação de crescer demasiado. Um dos objectivos da micro-reserva é, segundo a Quercus, garantir que o gado continua a alimentar-se naquelas zonas.

Depois de passarem várias semanas na flor, as lagartas – na altura já medindo três milímetros - abrem um orifício e atiram-se para o solo onde são colhidas por uma única espécie de formigas, do género Myrmica, que as capturam pelas mandíbulas e as levam para o seu formigueiro. Estas confundem a lagarta por crias de formigas perdidas, por causa de uma substância hormonal, que imita os odores tão seus conhecidos. “Mas se não houver um formigueiro a uma distância de, pelo menos, dois metros da planta, as formigas não irão buscar as lagartas e estas acabam por morrer”, acrescentou Paula Seixas. Depois de terminarem o seu desenvolvimento larvar, as borboletas têm à sua espera, em média, dez dias de voo.

Tendência de aumento

Agora, o futuro da Phengaris alcon parece estar mais seguro. “No Parque Natural do Alvão, há densidades populacionais bem estimadas. Na maior população foram contadas entre 4000 e 5000 borboletas numa zona com 2,5 hectares”, disse Paula Seixas, da UTAD. Todos os Verões, Paula e a sua equipa saem para os lameiros para monitorizar e chegam a ter várias borboletas azuis pousadas sobre si. “De manhã à noite fazemos contagens, nomeadamente do números de ovos, a altura das plantas, que plantas preferem, etc. Queremos conhecer todo o ecossistema”.

“Nesta altura a população está a registar um aumento, especialmente por causa da gestão especial das turfeiras, nos lameiros, que se faz há alguns anos”, acrescentou. Ainda assim, o trabalho não tem sido fácil. “Tentamos sempre conversar com as populações, envolver as pessoas e falar-lhes da necessidade de promover a qualidade ecológica”, disse. “Em 2011 conseguimos a aceitação para usar a turfeira para o gado mas com diminuição do pisoteio em determinadas quinzenas cruciais para as borboletas. Aí não foi fácil e compreende-se bem a razão”.



Neste momento, um grupo de trabalho na Suécia está a fazer a composição genética das borboletas azuis das turfeiras. “Somos a zona periférica da distribuição da espécie, que também ocorre em outros países na Europa, e queremos saber se há diferença genética”. Além disso, a Câmara de Vila Real está a promover um projecto para reintroduzir a borboleta na Campeã, zona onde a espécie foi encontrada pela primeira vez, em 1949, e de onde já desapareceu. “Os campos foram transformados em milheiral, batatal e os cursos de água naturais já não existem. Mas agora estão novamente disponíveis” e poderão ser uma oportunidade para as borboletas azuis, trazendo de volta um campo rico em vida selvagem.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Natureza - Cientista descobre quatro novas espécies de borboletas.


Borboleta 'híbrida' é descoberta por cientistas na América do Norte


Espécie tem traços visuais e genéticos idênticos a de outros dois insetos.
Cientistas publicaram estudo na revista 'PLoS Genetics'



Cientistas norte-americanos descobriram uma espécie rara de borboleta nas montanhas Apalache, cordilheira localizada entre Estados Unidos e Canadá, que foi considerada uma evolução de duas outras espécies de animais, já que continua traços visuais e composição genética idênticos.
A borboleta Tigre apalachiano swallowtail (Papilio appalachiensis) foi denominada como híbrida devido às características semelhantes às da borboleta Tigre oriental swallowtail (P. glaucus) e da Tigre canadense swallowtail (P. canadensis).
De acordo com estudo publicado nesta terça-feira (13) na revista “PLoS Genetics”, a borboleta Tigre apalachiano swallowtail raramente se reproduz com insetos da mesma espécie e é um dos poucos casos de animais híbridos, fenômeno que ocorre com mais frequência nas plantas.


  Imagem da borboleta Tigre oriental swallowtail (Foto: Divulgação/K. Kunte/Harvard University)



 Exemplar da borboleta Tigre canadense swallowtail. A partir da mistura das duas espécie, nasceu a borboleta Tigre apalachiano swallotail, com características visuais e genéticas idênticas (Foto: Divulgação/K. Kunte/Harvard University)

“Com a pesquisa, será possível entender a formação das espécies, questão fundamental para explicar a diversidade de vida na Terra”, afirma Sam Scheiner, pesquisador da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, que financiou a pesquisa.
“É uma demonstração notável de como a hibridização pode criar populações com uma nova combinação de história de vida e características morfológicas, permitindo a colonização de novos ambientes”, complementa o biólogo Larry Gilbert, da Universidade do Texas e um dos responsáveis pelo estudo científico.
De acordo com os cientistas, as borboletas Tigre oriental e canadense surgiram em épocas diferentes, em espaço de tempo de 600 mil anos. Já a Tigre apalachiano surgiu há 100 mil anos. Ainda existe dificuldade na diferenciação das espécies. São detalhes como manchas nas asas ou mesmo no tamanho, que segundo os pesquisadores, com o tempo se tornam fáceis de identificar.


Outro texto

Cientista descobre quatro novas espécies de borboletas no México

Animais tinham sido classificados erroneamente pela aparência. Análise de DNA descobriu as quatro novas espécies.

Quatro novas espécies de borboletas foram identificadas no México após uma técnica de análise de DNA ter descoberto que elas tinham sido classificadas erroneamente .
A classificação das borboletas é uma tarefa complicada, pela grande variedade de cores e formatos tanto do inseto adulto quando de sua forma de larva. Por isso, é complicado depender apenas de uma análise visual.


 Dois exemplares de duas das quatro novas espécies descobertas pelo DNA (Foto: Prado BR, Pozo C, Valdez-Moreno M, Hebert PDN)

A cientista Carmen Pozo usou o DNA para reanalisar a classificação de 570 espécies da família Nymphalidae. Com isso, descobriu que quatro delas tinham sido colocadas na espécie errada.
Os resultados foram apresentados na edição desta semana da revisa “PLoS ONE”.

Borboletário no Parque Burle Max, em São José dos Campos






As biólogas Rosana Melo e Cristiane Franzini conheceram de perto o Borboletário do Mangal para auxiliar na criação do Parque Burle Max.


O Mangal das Garças recebeu a visita das biólogas Rosana Melo e Cristiane Franzini no último dia 22. As duas vieram conhecer de perto toda a funcionalidade do parque para utilizar as informações obtidas aqui nas futuras instalações do Borboletário no Parque Burle Max, em São José dos Campos (SP). Ambas ficaram encantadas com a estrutura que encontraram. “Trabalhamos na Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Campos, que fica dentro do Parque Ambiental, e estamos licenciando um espaço para implantar nosso Borboletário, por isso viemos ao Mangal ver de perto como foi conduzida a inserção deste projeto. Ficamos surpresas com tudo o que vimos aqui”, conta Cristiane.




As biólogas Rosana Melo e Cristiane Franzini conheceram de perto o Borboletário do Mangal para auxiliar na criação do Parque Burle Max.



Além do Borboletário do Mangal das Garças, as biólogas conheceram outros quatro parques no Estado de São Paulo. “Mas nada se compara com que encontramos aqui. Aprendemos muito com as espécies de borboletas da Amazônia. Um exemplo simples, mas que não encontramos nas literaturas, é a utilização dessas comportas com plantas para as borboletas pousarem”, frisa Rosana Melo.
Outro ponto que as biólogas destacaram é o modelo de administração do Mangal. “A administração do parque através de uma Organização Social é uma forma interessante de gestão que vamos levar, considerando que pode nos ajudar muito na contratação de pessoal, aquisição de material e outras demandas que vão ser geradas no Borboletário do Parque Burle Max”, destaca Rosana.




As biólogas Rosana Melo e Cristiane Franzini conheceram de perto o Borboletário do Mangal para auxiliar na criação do Parque Burle Max.




Cristiane Franzini também ressaltou que a visita foi muito positiva: “Tivemos no Mangal uma experiência muito boa, fomos muito bem recebidas pela equipe e gostamos da criatividade do arquiteto que projetou o espaço. Vamos levar daqui muitas idéias boas para nosso parque”.
Aproveitando a visita, o gerente do Mangal das Garças, Igor Selligman, e a veterinária Aline Imbelone convidaram as biólogas para participarem do 36º Congresso Nacional de Zoológicos e Aquários do Brasil que o Mangal está organizando e que acontecerá em março de 2012, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. As biólogas paulistas demonstraram bastante interesse em retornar à Belém para participarem do evento.


Isa Arnour, Ascom OS Pará 2000.

Que venha mais um para nossa felicidade.
Desejo-lhes sucesso.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Declínio “alarmante”


Ambiente: declínio “alarmante” ameaça peixes, insetos, moluscos e plantas.


Ambiente: declínio “alarmante” ameaça peixes, insetos, moluscos e plantas.

O património natural da Europa regista um declínio ‘preocupante’ de acordo com novos trabalhos de investigação que concluem estar grande parte dos moluscos, peixes de água doce e plantas vasculares categoria das espécies ameaçadas.

Segundo nota da Comissão Europeia uma parte considerável da fauna e flora autóctones da Europa foi examinada no âmbito da lista vermelha europeia e o exame de cerca de 6 000 espécies indica que 44 % de todos os moluscos de água doce, 37 % dos peixes de água doce, 23 % dos anfíbios, 20 % de uma seleção de moluscos terrestres, 19 % dos répteis, 15 % dos mamíferos e das libélulas, 13 % das aves, estão atualmente ameaçadas.
Também 9 % das borboletas, 467 espécies de plantas vasculares e 11 % de uma série de coleópteros saproxílicos, têm a mesma sorte.

Janez Potočnik, membro da Comissão Europeia responsável pelo ambiente considera a propósito que “o bem-estar das pessoas na Europa e no mundo inteiro depende dos bens e serviços oferecidos pela natureza.Se não combatermos as causas subjacentes a este declínio e não agirmos urgentemente para as anular, poderemos ter de pagar um preço muito elevado, alerta.

Moluscos são a espécie mais ameaçada.

Das espécies examinadas até à data, os moluscos de água doce constituem o grupo mais ameaçado. O mexilhão-auriculado-do-rio (Margaritifera auricularia), antigamente muito comum, só se encontra, hoje em dia, num reduzido número de rios de França e de Espanha. Nos anos oitenta, considerava-se que esta espécie, que consta atualmente da categoria das espécies gravemente ameaçadas, estava praticamente extinta.

Este mexilhão é uma das duas espécies para as quais foi concebido um plano de ação a nível europeu e existem programas de conservação que permitem alimentar esperanças quanto ao seu futuro.

“Os dados confirmam a situação preocupante dos moluscos europeus", salienta por sua vez Annabelle Cuttelod, coordenadora da lista vermelha europeia na IUCN.

"Quando os associamos ao elevado nível de ameaças que pesam sobre os peixes de água doce e anfíbios, ficamos cientes de que os ecossistemas de água doce europeus estão realmente expostos a graves ameaças que exigem medidas urgentes de conservação”, frisou aquela responsável.

Poluição ameaça os peixes.

Os peixes de água doce estão também muito ameaçados, em especial devido à poluição, sobrepesca, perda de habitats e introdução de espécies não autóctones. O esturjão, particularmente, está numa situação de risco e apenas uma das oito espécies europeias não está classificada na categoria das gravemente ameaçadas.

Na categoria de plantas vasculares estão incluídas as variedades silvestres de plantas cultivadas, vitais para a segurança alimentar, mas frequentemente descuradas em termos de conservação.

Beterraba trigo aveia e alface entre as plantas ameaçadas.

A espécie gravemente ameaçada Beta patula é um parente silvestre próximo da beterraba cultivada e uma importante fonte de genes para reforçar a resistência aos vírus. Outras plantas cultivadas gravemente ameaçadas são a beterraba sacarina, o trigo, a aveia e a alface, culturas importantes do ponto de vista económico na Europa.

O documento sublinha entre as medidas positivas o facto de muitas das espécies protegidas no âmbito da Directiva Habitatsda UE e incluídas na rede Natura 2000 das zonas protegidas têm agora mais hipóteses de sobreviverem.

É o caso dos caracóis de terra ameaçados na Região Autónoma da Madeira, nos últimos 10 anos que, através do controlo das espécies invasoras, tais como plantas, caprinos e ratos, tem vindo a recuperar a sua população.

Estratégia da Biodiversidade quer diminuir ameaças sobre espécies.

A União Europeia pretende responder às ameaças que pesam sobre os peixes de água doce, moluscos e outras formas de diversidade biológica com uma nova Estratégia de biodiversidade, adotada em Maio deste ano que visa travar a perda da biodiversidade até 2020.

Foram fixados seis objetivos principais e 20 ações destinadas a alcançar os objetivos traçados. Entre eles conta-se a plena aplicação do direito da UE em matéria de natureza, destinado a proteger a biodiversidade, uma melhor proteção dos ecossistemas e uma maior utilização de infra‑estruturas verdes.

Agricultura e silvicultura mais sustentáveis, melhor gestão das unidades populacionais de peixes, controlos mais estritos relativamente às espécies invasoras e uma maior contribuição da UE para evitar a perda de biodiversidade a nível mundial integram a Estratégia de Biodiversidade.

Recorde-se que a lista vermelha europeia de espécies ameaçadas de extinção – compilada com base em critérios idênticos aos da lista vermelha global, consiste num reexame do estado de conservação de cerca de 6 000 espécies europeias (mamíferos, répteis, anfíbios, peixes de água doce, borboletas, libélulas e determinados grupos de coleópteros, moluscos e plantas vasculares).

Esta lista identifica espécies ameaçadas de extinção na Europa, de modo a conduzir à adoção de medidas de conservação que permitam melhorar o estado em que se encontram.
A lista contém oito categorias de ameaça, sendo as espécies classificadas como gravemente ameaçadas, ameaçadas ou vulneráveis são coletivamente designadas por «ameaçadas».

A lista vermelha europeia é financiada essencialmente pela Comissão Europeia e foi elaborada por peritos internacionais bem como por vários parceiros, incluindo a Butterfly Conservation Europe, a European Invertebrates Survey eo Museu de História Natural de Berna (Suíça).




quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ALGUÉM QUER IR TRABALHAR NO NOVO BORBOLETÁRIO QUE SERÁ INSTALADO NA NOSSA AMAZÔNIA???


MUSEU DA AMAZÔNIA - MUSA

Anúncio de Seleção

Projeto Borboletário

Descrição do projeto: Borboletário a ser instalado em área de floresta nativa do Jardim Botânico de Manaus com o objetivo  de apresentar a diversidade, biologia e ecologia das borboletas da Reserva Ducke. 
Estão disponíveis uma (1) vaga para Coordenador e uma (1) vaga para Assistente Técnico.
Descrição do cargo: Coordenador do borboletário
Número de vagas: 1
Atribuições:  Coordenar as atividades de instalação e gerenciamento, bem como as atividades de caráter técnico-científico do borboletário; supervisionar equipes técnicas e orientar alunos de iniciação cientíifica em projetos relacionados ao borboletário; recepcionar o público e realizar apresentações e palestras; captar recursos; participar da produção de conteúdo técnico-científico e didático associado aos resultados do borboletário.

Pré-requisitos:

 Nível superior, mestrado ou doutorado preferencialmente  em Entomologia, com ênfase em 
estudos de historia natural de insetos, especificamente de lepidóptera;
 Capacidade de articulação;
 Boa comunicação oral e escrita;
 Liderança;
 Habilidade de trabalhar em equipe;
 Interesse por divulgação científica e educação;
 Desejável experiência prática na construção e manutenção de borboletários

Descrição do cargo: Assistente Técnico do borboletário
Número de vagas: 1
Atribuições: Apoiar as atividades relacionadas à criação de borboletas e outros insetos, como a manutenção de criadouros e berçários; manter e organizar registros para compor o banco de dados do borboletário; apoiar as atividades de divulgação e pesquisa sobre lepidópteras da Reserva Ducke.

Pré-requisitos: 

 Técnico em agropecuária ou florestal;
 Experiência em criação de animais, com ênfase em insetos e outros invertebrados;
 Ensino médio completo;
 Interesse em atividades de pesquisa;
 Capacidade de trabalhar em equipe, com iniciativa e responsabilidadeInteresse em se capacitar tecnicamente para desempenhar funções mais especializadas envolvendo a criação de borboletas.

Documentação necessária:

1. Currículo destacando a experiência profissional e formação prática relevantes para a vaga;
2. Carta de intenções descrevendo: atuação profissional nos últimos  3  anos, incluindo 
experiência em trabalhos práticos e, se houver, trabalhos na Amazônia; disponibilidade para 
iniciar as atividades; pretensão salarial;
3. Comprovante de exercício profissional e titularidade;
4. Duas cartas de recomendação de profissionais com quem trabalhou;
Toda a documentação  deverá ser enviada apenas  por meio eletrônico para o endereço 
selecao@museudaamazonia.org.br, identificando no assunto da mensagem vaga  a qual  está se candidatando. 
No corpo da mensagem devem constar: nome completo, CPF, endereço institucional ou 
residencial, telefone, e-mail e, se houver, skype.

Data limite para envio dos currículos: 15 de Dezembro de 2011
Contato: Roberta Said - 3236-5326


Sobre o Museu da Amazônia - Musa

O Musa se dedica a divulgar a vida dos biomas e das  comunidades amazônicas por meio de 
exposições, atividades e produtos para fins educacionais e turísticos. O objetivo é valorizar, 
popularizar e aprofundar o significado histórico, social, cultural e biológico da Amazônia, contribuindo para promover uma educação que reconheça o valor da diversidade. Sediado em Manaus, o Musa funciona na Reserva Ducke, em uma área de floresta de terra firme primária, onde promove exposições, caminhadas, cursos, palestras e outras atividades.

Ai se eu não estivesse na ESALQ... Iria correndo, Amazônia é um sonho...
Boa sorte aos candidatos.