sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tragédia no nosso sauveiro artificial..

Chuva coloca em risco a sala do  nosso sauveiro artificial.

Piracicaba, quinta feira, 20 de janeiro de 2011.

As chuvas que atingem a região de Piracicaba (160 km de São Paulo) desde o início da semana causam transtornos à população e provocaram a elevação do nível do principal rio da cidade.


O rio Piracicaba chegou ficar com três metros acima do seu nível normal e nove bairros foram atingidos pelas enchentes. A cheia do rio alagou a Rua do Porto, tradicional ponto turístico da cidade.

Segundo a prefeitura, além da cheia do rio Piracicaba, que corta toda a cidade, a chuva afetou também o rio Corumbataí. Os bairros mais atingidos foram o Algodoal e Vila Rios. Dezenas de pontos de alagamentos provocaram a interdição de ruas e pontes, desvio do tráfego de veículos e alteração de rotas de linhas do transporte coletivo.

Não diferente deste quadro, a nossa ESALQ passou por vários problemas sérios decorrentes de queda de arvores, que danificaram fiações elétricas e em  alguns casos prejudicando o abastecimento de água.

Nosso Departamento, ENTOMOLOGIA, teve uma grande perda, pois a sala onde estava instalado o nosso (SAUVEIRO ARTIFICIAL) foi a mais afetada, pois a  água da chuva infiltrou rapidamente pelas paredes e teto prejudicando o bom funcionamento de aparelhos que provocaram uma alta na porcentagem de umidade, permitindo que grande parte da colônia pudesse fugir.

As paredes laterais verticais da arena do sauveiro são de vidro de 2 milímetros e nelas é aplicado Fluon, contudo,  para que este produto funcione corretamente, a sala deve estar controlada em no máximo  60% de umidade.

Fluon: Um pigmento inerte orgânico branco, antiaderente que aumenta a capacidade deslizante da superfície, impedindo que os indivíduos subam e acabem saindo da área delimitada.

Registramos fotos do atual estado da sala do sauveiro, mesmo sabendo que já foi aprovada a restauração e que não se trata de  um serviço tão caro comparando com que o profissional precisa fazer para deixar a sala bonita de novo.

A boa noticia é que não perdemos o ninho, mesmo ele estando (amuado) e com mais de 10 centímetros submerso,  observei que a Rainha estava viva e lutando por sua colônia, coube a mim tentar dar o mínimo de suporte ao ninho de forma que pelo tempo que demorar a reforma  eu possa manter viva e ativa toda a colônia.


Segue algumas fotos.


Tenda de filme plástico,


protegendo das goteiras do teto.


Goteiras prejudicando as luminárias.


Aparecimento de rachaduras.


Todo o teto ganha rachaduras.


Quadros sendo danificados.


Quadros de fotos perdidas com a água.


Parte do teto desmoronou.


Cai sobre a arena e no chão.


Excesso de humidade provoca fuga das formigas.


Elas se espalham pela sala.


Pelas paredes


Chegam ao piso e se espalham pelos corredores.


Na arena, parte do teto sobre as cubas de vidro.


Tampas quebradas e pedaços do teto no fungo da sauva.


Outra parte do teto desabou.


Agora temos dois buracos no reboco do teto.


Toda a área da arena tomada por 6 cm. de água na base.


A segunda parte desabada causa mais estragos que a primeira.


Tampa quebrada com pedaço do teto dentro do fungo.


Vista parcial das perdas.


De alguma forma as sauvas ainda tentavam limpar a área afetada


Parte do teto que foi descartado.

Estarei torcendo para que o mais breve possível esteja postando fotos do novo, reformado e limpo recinto das saúvas.

Abrassos.
João.



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Abertas vagas para estágio voluntário no Borboletário de Osasco

BORBOLETARIO DE OSASCO




Prezados,
estão abertas vagas para estágio voluntário no Borboletário de Osasco. Lembro que haverá inscrição para o estágio remunerado CIEE (valor de 800 reais por mês aproximadamente) no final de fevereiro e começo de março.
O voluntariado é um requisito importante na seleção do estágio CIEE.
Por favor, divulguem.
Abraços Alados
Paulina Arce - 11 3599-3516
Equipe Borboletário de Osasco
Secretaria de Meio Ambiente
Prefeitura de Osasco
 
 


Alerta recebido na sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 17:10.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SOBRE AS ENCHENTES

Prezados Colegas,

Feliz ano novo! de novo.

Segue um texto encaminhado pelo prof. Marcos Sorrentino e escrito pela economista Miriam Leitão, caso tenham tempo de ler, vale à pena.

um abraço e até breve,
João A.C.



---------
Precisamos voltar a carga em nossos protestos relacionados a Belo Monte e
ao Código Florestal. Neste momento de tragédia, não é possível que os
arautos do desenvolvimento (IN)sustentável, não tenham inteligência para
compreender que não dá para abrandar o Código e muito menos para fazer o
papel de ministra vendida do meio ambiente, dizendo sim a todas as
demandas desenvolvimentistas que querem aprovar Belo Monte, Nucleares e
muito mais, tratorando os técnicos que desejam fazer análises sérias sobre
os impactos ambientais desses empreendimentos.
Que a morte e o sofrimento de todo esse povo atingido pelas enchentes e
deslizamentos de morros não seja em vão!

Marcos.

-------------------------------------------------------------------------------

Miriam Leitão

O GLOBO - 13.01.2011

Questão de tempo

Chuvas despencam em volume espantoso sobre áreas do Sudeste, fazendo mais
de duas centenas de mortos só na Região Serrana do Rio. Na Austrália,
vive-se a maior enxurrada em 120 anos. O Ibama passa por mais uma crise -
a terceira - provocada pela exigência de licenciamento da hidrelétrica de
Belo Monte. Assuntos separados? Não, partes da mesma insensatez.

Os cientistas estão avisando há tempos que os fenômenos naturais, que
sempre estiveram conosco, como tempestades e secas, vão acontecer com mais
frequência e com mais intensidade. No ano passado, o caudaloso, abundante
e aparentemente infinito Rio Negro, na Amazônia, enfrentou uma seca que o
transfigurou. As imagens que chegavam de seu leito seco em algumas áreas
eram inacreditáveis para quem já o viu na cheia. Como outros rios
amazônicos, ele tem oscilações fortes de volume de água, mas o extremo a
que chegou na seca do ano passado foi impressionante. Anos atrás, uma seca
na Amazônia exibiu o solo da região mais úmida do Brasil rachada como se
fosse o Nordeste. É nessa região que o governo pretende construir a
maioria das 61 novas usinas hidrelétricas, que, segundo matéria publicada
no GLOBO, vão provocar o desmatamento de 5.300 km de florestas só nas
áreas dos reservatórios e das linhas de transmissão. Uma dessas usinas é a
mais emblemática e mais polêmica: a hidrelétrica de Belo Monte. Ontem, o
presidente do Ibama, Abelardo Bayma, pediu demissão alegando motivos
pessoais, mas a informação do Blog Político da "Época" é que ele saiu por
discordar da licença de Belo Monte. Já houve outros episódios de
desabamento no Ibama por causa da mesma hidrelétrica.

As cidades brasileiras não estão preparadas para o momento atual, o que
dirá do futuro que os climatologistas prenunciam e alertam. A arquiteta e
urbanista da Unicamp Andrea Ferraz Young me disse ontem que tudo foi feito
errado no passado na ocupação do espaço urbano:

- Nunca foi considerado o funcionamento do sistema de margens dos rios e
das várzeas, a vegetação foi suprimida sem planejamento. Toda a lógica das
bacias e microbacias foi ignorada. As margens dos rios que deveriam ter
matas ciliares foram cimentadas e concretadas. Os rios que serpenteavam
foram transformados em canais retos. As galerias foram mal dimensionadas.
O lixo obstrui tudo. Aí, quando vem a chuva, o solo não consegue absorver
a água, e aumenta o volume que cai nos canais, que eram rios. Por não ter
obstáculos, a água corre com mais velocidade e se transforma em enxurrada.

Ela acha que diante do aviso dos climatologistas de maior intensidade dos
eventos extremos, é preciso repensar seriamente o espaço urbano. Uma das
ideias mais óbvias e de mais difícil execução é a remoção de quem mora em
área de risco:

- É preciso criar dentro das cidades áreas verdes para que o solo possa
absorver a água, reduzindo o impacto da chuva, e, nas secas, elevar a
umidade dos centros urbanos.

Tudo parece simples e é adiado. Só que o país corre contra o tempo. A
Austrália parece um espelho avançado dos riscos que corremos com as
mudanças climáticas. Teve quatro anos de secas extremas, consideradas as
piores da história do país. Agora tem uma enchente que provocou em algumas
áreas fenômenos chamados de "tsunami interno". Brisbane, a terceira maior
cidade do país, ficou submersa. O prejuízo já se conta em bilhões de
dólares e o governo alerta que a população se prepare para o pior.

É neste contexto global de mudança do regime hidrológico que se pensa em
construir às pressas e a manu militari hidrelétricas na nossa parte da
maior floresta tropical do planeta. Belo Monte para ser construída terá
que acabar com o que é hoje chamado de a Grande Volta do rio Xingu. Vai
remover mais terra do que o necessário para fazer o Canal do Panamá. Terá
uma instabilidade já prevista de geração de energia. A capacidade
instalada será de 11 mil megawatts, na média pode ser de 4.000, se tanto.
Mas pode-se chegar a apenas mil megawatts em alguns períodos do ano. Não
estão bem dimensionados os custos fiscais, o governo estatizou o risco
econômico através das empresas, do financiamento e dos fundos de pensão.
Já os riscos ambientais não podem ser devidamente avaliados porque cada
vez que o Ibama tenta fazer isso rolam cabeças. Foi assim que aconteceu em
dezembro de 2009 com o então diretor de licenciamento Sebastião Custódio
Pires e com o coordenador de infraestrutura e energia Leonildo Tabaja.
Logo depois, em janeiro de 2010, o Ibama foi chamado à Casa Civil e
enquadrado. Que o licenciamento saísse. Publiquei aqui neste espaço no dia
17 de abril, na coluna "Ossos do Ofício", a reprodução dos documentos em
que o Ibama foi simplesmente atropelado para dar a licença prévia. Agora
querem a licença de instalação da mesma forma. A construção de Belo Monte
enfrenta oito ações do Ministério Público.

Que país é este, que mesmo diante dos alertas da Natureza de que todos os
riscos ambientais precisam ser bem avaliados porque o clima está mudando
de forma acelerada, acha que se deve soterrar as dúvidas com uma barragem
de autoritarismo? Que país é este, que acha que pode continuar ocupando o
espaço urbano sem planejamento, não corrigir os erros do passado e
contratar a repetição de tragédias? Ontem, o Bom Dia Brasil mostrou que
moradores estão voltando a morar no Morro do Bumba, em Niterói, que
desabou porque era uma favela feita sobre um lixão. Que país canta "Às
margens do Ipiranga", mas soterra o Ipiranga sobre concreto, como fez com
inúmeros outros rios, córregos, riachos? Se você mora em tal país, está na
hora de exigir que ele comece a mudar. É uma questão de tempo.

Pensem nisso...



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Borboletário terá monitorias abertas ao público

Borboletário Tropical Conservacionista Laerte Brittes de Oliveira

 - Inaugurado em 2005, o espaço se trata do primeiro borboletário da região metropolitana de São Paulo. O objetivo do borboletário é a preservação de espécies típicas da Mata das espécies Atlântica.
No interior do borboletário existem cerca de trinta espécies de plantas que servem para o depósito de ovos, abrigo e também de alimento para as borboletas.

A partir desta terça-feira, as visitas ao Jardim Botânico de Diadema passam ser monitoradas. O passeio para grupos de no máximo 30 pessoas inclui no roteiro o Borboletário Tropical Conservacionista, trilhas em meio à mata nativa, lago com carpas e tartarugas e Centro de Referência Ambiental de Diadema. Até o final do mês de janeiro as visitas serão de terça a sexta, às 10h e 14h. Não é necessário agendar e recomenda-se chegar cerca de 10 minutos antes da monitoria.
O Jardim Botânico possui uma área de vegetação em estágio inicial de regeneração e trechos de mata nativa. O local também possui um viveiro para o cultivo de cerca de 200 espécies de plantas para paisagismo. O local é utilizado nas atividades de educação ambiental para escolas do município e região. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones: 4059-7600 ou 4059-7614.


Borboletas geram renda de até R$ 350

Além da beleza, as espécies do Borboletário de Diadema podem começar a gerar renda para famílias da cidade. A ideia é baseada em projeto social criado em Mato Grosso, que vem tendo sucesso no Estado e beneficia 25 famílias responsáveis por cuidar dos ovos coletados no Borboletário local até que se transformem em lagartas e crisálidas.

No fim deste mês, equipe do Borboletário Tropical Conservacionista Laerte Brittes de Oliveira, que fica dentro no Jardim Botânico no Jardim Inamar, em Diadema, irá até Mato Grosso para visitar o Sesc Pantanal, instituição que fornece as espécies para a cidade. Além de adquirir 50 pupas (estado em que a lagarta hiberna para se transformar em borboleta, também conhecido como crisálida) de duas espécies diferentes das que são criadas hoje, o grupo vai conhecer a parceria mantida com a Associação de Criadores de Borboletas de Poconé (ACBP), cidade a 102 km de Cuiabá

De acordo com a presidente da associação, Leonita Mendes, a renda obtida com o trabalho é quase tão satisfatória quanto o prazer de ajudar o meio ambiente. “Recebo R$ 350 por mês só com as borboletas.

Já soltei quase 5 mil delas no Pantanal e fico muito feliz de vê-las de volta a meu jardim”, comentou.

“As famílias cadastradas passaram por intenso treinamento, dado pela equipe do Sesc. Pagamos por crisálida que vira borboleta, e são elas hoje quem fazem todo o manejo”, informou José Alberto Guimarães, da Assessoria Técnica de Planejamento do Sesc Pantanal, ao afirmar que esse processo dura entre 60 e 90 dias.

Atualmente, o Borboletário de Diadema tem autorização para criar seis tipos de borboleta: a Dryas iulia, a Heliconius erato, a Parides oscanius; a Heraclides thoas, a Caligo ellioneus e a Asciabuniae. Hoje o espaço abriga cerca de 500 espécimes da Asciabuniae e apenas uma da Caligo, comumente conhecida como Olho de Coruja. “Vamos buscar espécies mais coloridas, como a Dryas e a Heliconius, pois hoje todas que estão aqui são brancas”, informou a Luzia. “Como o ciclo de desenvolvimento dura cerca de 60 dias, no auge do verão já estarão por aqui, dando seu show”, completou a diretora.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PUBLICADO NO CORREIO POPULAR DE CAMPINAS NESTE DOMINGO

Livro reúne 44 espécies
de borboletas.


Uma década de trabalho no campo revela detalhes de 44 espécies encontradas no Sul e Sudeste do Brasil
09/01/2011 - 12h35 . Atualizada em 09/01/2011 - 16h00

Rogério Verzignasse
Agência Anhangüera de Notícias | fale com o repórter





 O trabalho no campo durou uma década. Mas a dupla foi perseverante. O técnico agrícola João Ângelo Cerignoni e o professor de agronomia Evoneo Berti Filho, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, tiveram a ideia de publicar um livro sobre as espécies de borboleta comuns nas regiões Sudeste e Sul.
Eles descobriram que eram raras as pesquisas sobre o tema. A bibliografia disponível se preocupa basicamente em identificar espécies prejudiciais
às culturas agrícolas, aos produtores rurais. Pouco se sabia, por exemplo, sobre os hábitos das borboletas comuns, presentes em jardins e bosques. E sobre aquelas que, resistentes à degradação ambiental, espalham cores e delicadeza pelos ambientes cinzentos da cidade grande. Com as espécies classificadas e cadastradas, a dupla pretende orientar a formação de borboletários por todo o Interior. 

Mas os dois pesquisadores, do Departamento de Entomologia da Esalq, não podiam imaginar as dificuldades que viriam pela frente. O sonhado borboletário do campus ainda não foi inaugurado. As estufas instaladas ao longo da década, pensadas para a produção em cativeiro das espécies, sempre dependeram das verbas que pingam e dos procedimentos burocráticos comuns às instituições públicas de ensino. Hoje, as estufas permanecem “loteadas” entre as faculdades de agronomia, biologia e engenharia florestal, que exploram o espaço para aulas práticas.
O viveiro específico das borboletas, em um terreno de seis metros por 12, até recebeu recursos para ser inaugurado. Foram investidos quase R$ 3 mil na instalação da tela de sombreamento, sapatas e estrutura de cabos galvanizados. Mas ainda falta o cultivo de plantas do projeto de ajardinamento. Não há borboletas voando por lá. “Talvez tenha no ano que vem”, diz Cerignoni, de 47 anos, que há 23 trabalha no laboratório.
A criação em cativeiro depende de um canto improvisado em uma das estufas emprestadas. Lá, Berti Filho e Cerignoni espalham plantas hospedeiras, para a postura de ovos e a alimentação das lagartas. Voam por ali dois casais das charmosas capitães-do-mato. Azuis, lindas, passam em voos rasantes sobre a cabeça de quem caminha por ali.

LEIA MAIS NA EDIÇÃO IMPRESSA DO CORREIO POPULAR DE CAMPINAS SÃO PAULO, DESTE DOMINGO (09/01)


Pesquisadores João Ângelo Cerignoni e Evoneo Berti Filho .
Fotos: Dominique Torquato / AAN

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

De olho no tempo ...

Maior enchente em 10 anos castiga Piracicaba (SP)


O Rio Piracicaba começou a transbordar no início da noite de terça (29) e até agora já subiu mais que o dobro do normal, chegando a 5,7 metros e causando a pior cheia dos últimos 10 anos. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Piracicaba, a CPFL, que fica em Americana, teve que abrir as comportas do Rio Atibaia e por isso a vazão aumentou, embora a Defesa Civil garanta que esse não tenha sido o principal motivo das cheias. Até às 19h dessa quarta, cinco pontos de alagamento eram registrados, incluindo a badalada Rua Porto. O rio Corumbataí, afluente do Piracicaba, também está acima da capacidade, piorando ainda mais a situação. Famílias já deixam suas casas com medo das enchentes. A prefeitura retirou moradores de sete residências ameaçadas. O Piracicaba transbordou também em Santa Bárbara D'Oeste, desabrigando quatro famílias do bairro Cruzeiro do Sul. Os móveis das casas foram levados para uma escola. A Defesa Civil está ajudando as pessoas que precisam mover bens por medo de alagamentos. Para receber o auxílio basta ligar para o telefone 153. A chuva também tem causado problemas em outras regiões do Estado e no Sul de Minas Gerais.
 
(Fonte: De olho no tempo, com informações EPTV)
 
Segue algumas fotos...
 















Piracicaba mobiliza força-tarefa para enfrentar enchentes.

Para reforçar o atendimento à população e também garantir a fluidez do trânsito, a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Defesa Civil e suas secretarias municipais, colocou em prática a mobilização de sua “força-tarefa” para enfrentar a enchente, principalmente na rua do Porto, Vila Rios (IAA), Pau D`Alhinho e outros pontos alagados.
Desde a forte chuva da noite do último dia (5), a Defesa Civil incrementou o seu trabalho, com homens, veículos e máquinas, atendendo moradores de áreas de risco. O mesmo aconteceu com os agentes de trânsito, porque parte da avenida Dr. Paulo de Moraes foi interditada próximo ao rio. Isso impede a passagem de veículos pelas pontes do Morato, nos dois sentidos.
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran) também enfrentou problemas com atraso de ônibus urbano. Os bairros mais prejudicados foram do Jupiá, Pau D´Alhinho e Bongue. As linhas de ônibus destes bairros estão indo pela Estrada da Nova Suissa, Estrada do Pau D’Alhinho, chegando ao Jupiá. O motivo é que o principal acesso ao Jupiá está interditado. As águas cobrem toda a Estrada do Bongue.



 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

RESENHA DO EVENTO NO MUSEU DE ZOOLOGIA DA USP DO DIA 11/12/2010



A Migração da borboleta : YouTube- Criacionismo
Este video não fáz parte do trabalho postado.


Texto elaborado por:Rafael Arruda Nunes:




Fotos google imagens.

Explicou que algumas espécies de borboletas podem ser bons indicadores da saúde ambiental de um local,porém,a recíproca também é verdadeira,ou seja,algumas espécies de lepidópteros encontrados em determinado local,podem demonstrar o grau de degradação do mesmo,inferindo a má qualidade daquele ambiente. Desmistificando,assim,tal argumento generalista,propalado sem qualquer embasamento científico por alguns,somente para causar impacto emocional.
Discorreu sobre o número crítico de espécimes da Danaus plexippus para que a migração cesse futuramente. Aqui devemos lembrar que no ano de 2009,somente 25% das Monarcas chegaram para realizar a invernada no México. Infelizmente,tal número vem decrescendo ano a ano. Esperamos a reversão desta triste situação.
Apresentou-nos um exemplar do livro “The Last Monarch Butterfly-Conserving the Monarch Butterfly in a Brave New World”(foto da capa abaixo), de Phil Schappert.
Trouxe 3 gavetas entomológicas,da coleção do Museu de Zoologia,com espécies distintas do gênero Danaus,explicando a diferenciação das espécies,o dimorfismo sexual pelas manchas da suas asas e o uso dos pincéis,pelos machos,para espalhar o feromônio sexual para atrair e estimular o acasalamento com as fêmeas.
Em suma,nos brindou neste brilhante debate,com elementos da taxonomia,da anatomia,da fisiologia e do comportamento das Borboletas Monarca.
Pedimos para que nos relatasse sobre sua recente viagem ao Peru,em novembro último,para coleta e identificação de espécies para o museu.Seu relato manifestou grande deslumbramento e contentamento pelos profícuos resultados obtidos,na Amazônia peruana. Retornaem breve para a conclusão de suas pesquisas.
Foi instado a falar,também,sobre o monitoramento de lepidópteros,no entorno das pistas do rodoanel da capital paulista,que realiza atualmente com seus alunos orientados,explanando-nos sua metodologia e resultados até agora auferidos.
Por fim,comentou sobre o estágio em que se encontra o seu “Guia de Identificação de Licenídeos da Mata Atlântica”(com aproximadamente 400 espécies),a ser editado em breve. Além disso,informou que identificou algumas espécies para o livro “Borboletas da Cidade de São Paulo”,do Gustavo de Mattos Acaccio(também com aproximadamente 400 espécies),a ser lançado em 2011.  

Sejam bem-vindos tais livros,como o recém-laado “BORBOLETAS”,de Evoneo Berti Filho e João Angelo Cerignoni,em edição da FEALQ 2010. Necessitamos, urgentemente, enriquecer a nossa literatura científica lepidopterológica.
Ficou a sugestão,ao término do evento,de convidar a Profª. Dra. Miriam David Marques,especialista em Cronobiologia,para em futuro próximo,comentar o mesmo filme,enfocando as gerações das Borboletas Monarca sob a ótica de seu relógio interno. Enfatizando,assim,o estudo da Cronobiologia* nesta incrível jornada.


Nos comentários e debates que se seguiram à apresentação do filmeA Incrível Jornada das Borboletas Monarca”,o Prof. Dr. Marcelo Duarte da Silva discorreu sobre os últimos avanços nos estudos sobre a migração das Monarcas,publicados pelos pesquisadores,nas renomadas revistas científicas Science e Nature. Apresentou os trabalhos de geolocalização espacial desenvolvidos com as borboletas no campo e em laboratório. Falou como elas utilizam os ventos direcionais para chegarem ao destino escolhido e transporem obstáculos naturais, como a região dos Grandes Lagos,na divisa Canadá/Estados Unidos. Mostrou como fazem o georreferenciamento de vôo ,através de suas antenas e da proteína fotorreceptora cerebral,na detecção do campo magnético terrestre, demonstrando sua precisão no senso direcional. Ponderou sobre o gradiente térmico necessário para iniciar o vôo e o dispêndio energético ocasionado pelo esforço físico da jornada,bem como a condicionante dos recursos nutricionais para a consecução da longa viagem. Mesmo porque,o desenho aerodinâmico das Monarcas é péssimo para longos vôos. Explanou sobre os grandes serviços ambientais prestados pelos lepidópteros no planeta,como a polinização e,também,a sua utilização como alimento pelos eventuais predadores,durante o seu efêmero ciclo de vida.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

AINDA SOBRE MEU LIVRO...

SEGUE ALGUMAS DE MINHAS FOTOS. 

 

                   





SOBRE COMO ADQUIRIR:



Insetos invadem o Museu da República

Vídeo sobre a exposição Insetos na cultura brasileira, organizada por um pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz no Museu da República, no Rio de Janeiro.
Saiba mais em: http://cienciahoje.uol.com.br/noticia...


Fazenda de Borboletas ou Borboletário.

AS BORBOLETAS ESTÃO SUMINDO...PORQUE ???


Você já ouviu falar de fazenda de borboletas?
Não?
Numa fazenda de borboletas são criadas borboletas de várias espécies e cores.
Mas para este negócio dar certo é preciso muito esforço e dedicação,visto que o cuidado tem de ser continuo para manter afastados os predadores naturais.
Pássaros,insetos e aranhas.


Uma fazenda de borboletas é empreendimento comercial de grande valor ecológico,pois ajuda a preservas diversas espécies de borboletas.
Se você pensa que isso é uma novidade,esta completamente enganado.
Os precursores deste mercado foram os chineses que criavam mariposas com o objetivo de usá-las na sericicultura( é a parte da zootecnia especial que trata do estudo e da criação do bicho-da-seda ).
Conta-se que segundo a lenda na China, a Imperatriz Xi Ling-Shi (mandarin : 嫘祖, pinyin : Léi Zǔ) estava passeando quando avistou um pequena lagarta. Curiosa, tocou-a. E, de repente, percebeu que um finíssimo fio se destacara do animal e, alongando-se (delicada, mas resistentemente) manteve-se preso ao seu dedo. Docemente, a Imperatriz enrolou o fio e quando mais enrolava mais este se alongava. Notou, também, que produzia uma sensação morna muito agradável. Quando já havia se formado um significante novelo avistou um pequeno casulo e, logo, concluiu era ali que se produzira o fio. Feliz com a descoberta divulgou-a entusiasticamente.
A técnica da demanda por borboletas é bem mais recente.
Alguns talvez nunca tenham ouvido falar do jardim de borboletas da Ilha de Guernsey,cuja experiência consistia em reproduzir exatamente uma floresta tropical,com borboletas de diversas cores e desenhos.
Para que esta experiência desse certo era preciso transportar para a Inglaterra borboletas trazidas dos trópicos,missão esta muito difícil pois muitas espécies vivem apenas duas semanas.
Surgiu então a criação comercial de borboletas.
Enquanto o Sudeste Asiático foi a primeira região a iniciar a criação de borboletas para a exibição, as borboletas da América Latina começaram a ultrapassar os seus homólogos do Leste na popularidade devido à alta qualidade dos produtores de pupas da região e da beleza das borboletas.
A vista de um borboletário é fascinante,são centenas de borboletas voando,se exibindo com suas cores e graça.


Na natureza, o índice de sobrevivência é de 10%. Em cativeiro este índice, chega a 85%. Como as fêmeas têm que ser soltas, aumenta-se o número de borboletas na natureza.
O cuidado começa ja na hora de escolher o tipo certo de plantas para a reprodução e desenvolvimento das borboletas.São várias plantas hospedeiras onde as borboletas depositam seus ovos.
As adultas se alimentam de plantas produtoras de nectar,portanto é muito importante ter uma grande variedade de plantas hospedeiras.
Uma fêmea deposita 100 ovos por vez e tem predileção por uma planta,além de escolher um local especifico nesta mesma planta.
Todos os dias são feitas as checagens para ver se as lagartas já saíram.
A lagarta ao nascer esta faminta e começa a comer a própria casca do ovo.
Um item muito importante e escencial para a sobrevivencia nos berçarios é a limpeza.
Ela evita a disseminação de doenças.
O estágio entre as mudas é conhecido como instar.



No quinto e ultimo instar as lagartas ficam penduradas num galho,ramo ou teto da caixa,tentando sair da pele na qual estão envolvidas(envoltório duro)conhecida como pupa ou crisálida.
Neste momento as atenções são redobradas.






As pupas precisam ser coletadas diariamente,pois de outra forma não há como determinar sua idade.
Estas pupas coletadas são cuidadosamente colocadas em caixas de papelão entra camadas de algodão.


Após a coleta o prazo é de 10 dias para a sua exportação.
Passando este prazo as borboletas eclodem e se isso acontecer durante o transporte elas morrem.
Portanto o prazo tem de ser cuidadosamente respeitado.
São instituições no mundo inteiro que recorrem a estas fazendas de borboletas.
Fazendas como estas podem ser encontradas em diversas partes do mundo,lugares como: El Salvador,EUA,Filipinas,Madagascar,Taiwan,Costa Rica,Brasil,etc..
A criação de borboletas em fazendas como estas, tem portanto a sua importância ecológica para a preservação de muitas espécies ameaçadas.


No Brasil o comércio ilegal destes animais tem levado algumas espécies a extinção.
A legalização criou um mercado negro, porque os borboletários não suprem a demanda. Os comerciantes continuam comprando borboletas ilegais, especialmente as ameaçadas de extinção, que são as mais raras.
No Rio Grande do Sul e no Paraná,  crianças recebem até R$ 2 por exemplar capturado, dependendo da espécie. No Amazonas, algumas custam até US$ 400.
A lei brasileira no entanto parece estar sendo determinante em alguns aspectos, como por exemplo: apenas borboletas que não estejam ameaçadas de extinção podem ser criadas em cativeiro, ou seja, as mais raras, tão desejadas pelos colecionadores, estão fora dos borboletários.
O que prejudica e muito na sua reposição a natureza.

Obs: No Canadá  milhares de borboletas do Brasil são ultilizadas para produzir quadros com mensagens de felicidades. 
Uma atitude consciente pode fazer muita diferença.
Mas os órgãos competentes tem de providenciar uma fiscalização mais adequada e constante.

OBS:
Material coletado no site http://oreinodosbichos.blogspot.com/
Me enviado pelo Alerta google.